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Justiça dá decisão contra protetores de animais suspeitos de intimidação

Cães foram resgatados em situação de maus-tratos em 04 de janeiro Foto: divulgação OAB-PI)

Mais um desdobramento do caso dos onze cães resgatados em situação de maus-tratos no início do ano em Teresina. Após representação do Ministério Público, o juiz da Central de Inquéritos de Teresina, Valdemir Ferreira Santos, expediu decisão contra dois protetores independentes de animais suspeitos de intimidarem a médica que, por decisão da Justiça, tem a guarda dos animais. (veja a decisão completa)

"Acolho o pleito determinando aos representados a proibição de contato por qualquer meio de comunicação bem como proibição de divulgações em redes sociais ou qualquer outro meio e eventuais intimidações", decidiu o juiz. 

Na representação do Ministério Público do Piauí- assinada pela promotora Gianny Vieira de Carvalho- consta que a médica estaria sendo "assediada, importunada e até intimidada por autointitulados protetores independentes de animais". O documento é datado do dia 18 de janeiro e a decisão judicial saiu em 29 de janeiro. 

O Bicharada entrou em contato os protetores independentes. Ambos não tinham conhecimento da decisão e ainda não foram intimados. 

A protetora independente Raíssa Firmeza Rocha  diz que atua há oito anos na causa animal e demonstrou surpresa.

"Não tinha conhecimento. A única coisa que fiz foi parabenizar a pessoa que acolheu os animais e disse que, caso precisasse de transporte, podia pedir. A encontrei em um pet shop e até levei uma sacola de medicamentos para ela dar aos animais. Em momento algum houve intimidação. Não participei nem do resgate. Estou em choque", disse a protetora. 

Já o outro protetor independente citado na decisão, Fernando José Antão Machado, conhecido como Nando, também nega que tenha feito intimidações. 

"Nunca fui atrás de pedir para juiz, de ir atrás confusão para trazer os animais de volta. Em hipótese alguma, tanto que se alguém tiver algo para dizer que fui atrás que mostre. Fiquei satisfeito para onde eles foram. Nunca falei com essa senhora, nunca tive contato", esclarece o protetor ressaltando que com as doações recebidas foram adquiridos ração e medicamentos para os 11 animais e, após a saída deles, fora comprados ração e medicamento para os outros bichos do abrigo.

RELEMBRE O CASO

No início de janeiro, os onze cães foram apreendidos em uma casa na zona Norte de Teresina em situação de maus-tratos. Em seguida, os bichos foram levados a um abrigo e depois encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses para serem periciados quando começaram a circular fake news de que seriam eutanasiados. Na sequência, a Justiça determinou que os 11 cães ficassem sob a guarda de uma senhora. No vídeo abaixo, vídeo do lar onde os cães vivem atuamente após decisão judicial.