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Sem provas de envenenamento, Justiça arquiva caso de morte de cadela de vereadora

O juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina, determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava a morte da cadelinha Lua por falta de provas do envenenamento, ou seja, não foi constatado crime. A decisão judicial segue o parecer o Ministério Público. O animal era da vereadora de Teresina, Thanandra Stefani, conhecida como Thanandra Sarapatinhas, que apontava uma vizinha como responsável pela morte da cadela.

Para arquivar o caso, o juiz levou em consideração a investigação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), coordenada à época pela delegada Edenilza Viana. O magistrado também considerou o parecer do MP que requereu o arquivamento "por não ter vislumbrado elementos para oferecimento de denúncia".

"A autoridade policial concluiu a investigação não indiciando pela ausência de indícios que comprovem a autoria e materialidade do crime, considerando a não detecção de substâncias toxicológicas nos materiais coletados, e que o animal não morreu em virtude de substância tóxica", destaca a decisão. 

A morte da cadelinha Lua ocorreu em julho de 2020. O caso desencadeou inclusive uma campanha pelas redes sociais contra crimes contra animais. Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu frascos de veneno, sendo dois conhecidos popularmente como milgatos ou chumbinho, na casa da vizinha apontada como autora do crime. Contudo, nas amostras analisadas no Instituto Laboratorial de Análises Forenses do Maranhão não foi encontrado substância compatível com 'chumbinho', mas chumbo, uma espécie de inseticida. 

No ano passado, outros animais da vereadora também apareceram mortos. Em sua rede social, Thanandra Stefani informou que vai recorrer da decisão.