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As doenças mais comuns em cada raça de cachorro

Algumas raças estão mais suscetíveis a desenvolver certos problemas de saúde. Conhecê-las permite um diagnóstico e tratamento mais rápidos, além de poupar o sofrimento.

Quando um cachorro chega a uma família, todos se preocupam em cuidar da alimentação, do sono e da hidratação do bichinho. Não é comum, porém, pesquisar sobre a raça ou entender melhor quais os cuidados deve se levar em conta para cuidar de cada uma delas. Todos os cachorros são diferentes uns dos outros, mas certas peculiaridades são frequentes em certas raças como, por exemplo, a predisposição a ter determinadas doenças.

Não dá para ter certeza se o animal sofrerá com certas patologias só porque é uma característica comum à sua genética, mas é essencial ter consciência de que ele está mais vulnerável. Os veterinários afirmam que é indicado conhecer melhor o histórico das raças para que se possa compreender a saúde do cãozinho. Os cães albinos, por exemplo, são identificados pela pelagem branca e o focinho rosado, e, justamente, por terem essas características são mais propensos a desenvolver melanoma, o mais agressivo tipo de câncer de pele.

Um problema que pode acometer cães de pequeno porte, como o yorkshire, o maltês e o poodle, é a chamada dentição dupla. Quando eles começam a trocar os dentes, os de leite não caem e isso pode causar grande incômodo. Além disso, restos de comida têm mais chance de permanecerem na boca do animal, causando tártaro e mau hálito, que, além de ser desagradável para quem convive com o bichinho, pode fazer com que ele se sinta importunado e deixe de comer.

Pug, shih tzu e pequinês são algumas das raças braquicefálicas, ou seja, possuem o focinho mais achatado. Esses cães, por terem narinas pequenas, muitas vezes sofrem de problemas respiratórios, o que atrapalha na hora de correr ou até mesmo provoca estresse devido ao calor. Isso porque as vias respiratórias deles são muito estreitas e a capacidade de respirar e de resfriar o corpo, ao inspirar o ar frio, fica comprometida. Eles podem nascer com o distúrbio ou até mesmo desenvolvê-lo ao longo da vida.

Já os dálmatas, por exemplo, têm tendência a sofrer de cálculo na bexiga. Os cães, em geral, não costumam fabricar ácido úrico, mas os dálmatas produzem essa substância — sintetizada naturalmente pelo organismo e cujo excesso é eliminado pelos rins — em níveis elevados, o que resulta em pedras, muitas vezes removidas cirurgicamente.

O veterinário Brummel Oliver explica que as predisposições das raças a terem certas doenças é resultado da seleção do homem na hora de cruzar diferentes tipos de cães. “Por exemplo, ao buscar um cachorro mais alongado como o dachshund, o famoso salsichinha, cruzaram diferentes cães até que chegaram a essa raça, que tem um problema na coluna”. Por essa razão, os salsichas tendem a sofrer de hérnia de disco, o que pode causar até mesmo uma paralisia irreversível.

Alertar o futuro dono do animal é importante para que ele tenha consciência dos problemas que seu cãozinho pode vir a sofrer e assim prepará-lo tanto psicologicamente quanto financeiramente, pois as despesas podem ser grandes. “Muitas vezes, o cuidador não espera que o cão tenha algumas doenças, mas ele precisa ser alertado e estar preparado para isso, já que certas patologias podem ser tratadas a longo prazo”, explica o veterinário Brummel Oliver.

Para garantir a saúde e bem-estar do animal é importante levá-lo ao veterinário com frequência para que possa fazer os exames de rotina. Dessa forma, as patologias previsíveis podem ser tratadas desde cedo, evitando o sofrimento do bichinho e da família.

 

Saiba mais sobre as doenças mais comuns em cães de acordo com a raça

 

Golden Retriever

Como acontece com muitos cães grandes, a cabeça do fêmur não se encaixa bem na bacia. O problema, a displasia coxofemoral, prejudica a mobilidade das patas traseiras. Também é comum o desgaste da articulação do cotovelo.

São Bernardo

Esse gigante é afetado pela dilatação gástrica. Nela, o estômago se estende devido ao acúmulo de gases. Pode se dilatar tanto que faz uma torção sobre si mesmo, prejudicando o suprimento de sangue e alimento para os órgãos do sistema digestivo.

Basset Hound

Os germes aproveitam suas longas orelhas para entrar no canal auditivo e causar inflamações. Além disso, o macho sofre: como é baixinho, comprido e pesado, não consegue montar a fêmea - e precisa de uma mãozinha do dono.

Buldogue Inglês

O macho é pesado e compacto. Já a fêmea tem uma pelve estreita e fina, o que torna o acasalamento uma missão quase impossível. Muitas crias só são viáveis via inseminação artificial: e a maioria dos partos é feita por cesárea, já que a cabeça do feto é muito grande.

Chihuahua

A pequena estatura está associada à hidrocefalia - o aumento dos fluidos no cérebro. O volume elevado aumenta a pressão no cérebro. Em alguns casos, a pressão pode causar dor, perda das funções cerebrais e morte.

Dálmata

É a raça mais atingida por surdez. Até 30% dos dálmatas ficam surdos de um ouvido e 10% de ambos. E dá para prever quem será afetado: quanto maior a extensão da cor branca, maior a probabilidade de perder a audição.

Dobermann

Nessa raça, os ventrículos do coração se dilatam e o músculo cardíaco enfraquece na hora de contrair e bombear o sangue. Isso leva a insuficiência cardíaca e acúmulo de líquido no pulmão. A doença afeta até 40% dos dobermanns com mais de oito anos.

Pastor Alemão

 

Os pastores que competem em exposições têm a anca mais baixa que a cernelha (ponto mais alto das costas). Por isso, sofrem problemas nas articulações e perdem a coordenação nas patas traseiras, que se abrem como se fossem de um sapo.

Lulu da Pomerânia

O lulu é o campeão em deslocamento de patela (a rótula). Cerca de 40% dos cães têm uma patela que vive saindo do lugar, o que provoca dor e artrite. Também é comum a degeneração progressiva da retina, que leva à cegueira.

Pug

Como seu focinho foi selecionado para ser muito curto, o ar não tem tempo de resfriar antes de chegar aos pulmões. Isso provoca o aumento da temperatura corporal. Quando o cão faz atividades físicas intensas em dias muito quentes, a crise pode ser fatal. 

Aproximadamente 10 mil pugs registrados no Reino Unido viriam de uma linhagem de apenas 50 indivíduos.

 

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Com informações Blog Mais Bichos e Brasilpost