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Após morte de onça, Rio-2016 veta presença de animais silvestres

A morte da onça Juma, após o revezamento da tocha olímpica no Amazonas, provocou mudanças nas próximas paradas do símbolo dos Jogos do Rio. Ontem (21), o Comitê Organizador assumiu sua parcela de culpa e já decidiu que não existirá mais situações como essa. “Foi alinhado que não teremos mais ações que envolvam animais silvestres e há uma recomendação de atenção especial para momentos com outros tipos de animais”, disse o Rio-2016.

A onça estava sendo deslocada no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) quando fugiu. Era acompanhada por veterinários e tratadores e, na tentativa de conter o animal, quatro tiros de tranquilizantes foram disparados. Mesmo após ser atingida por dois dardos, Juma continuou investindo contra um militar. Como procedimento de segurança pela integridade física do cuidador, o felino recebeu um tiro de pistola e morreu.

Alguns animais estiveram presentes no revezamento da tocha, como cavalos, bois, tartarugas e até um boto, e nenhum problema ocorreu. Estava previsto ainda o contato com jacaré no Pantanal, araras e outras aves, e peixes. Mas isso mudou. “Erramos ao permitir que a tocha olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores. Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha. Garantimos que não veremos mais situações assim nos Jogos Rio-2016”, avisou o Comitê.

 

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Com informaçõe Estadão