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Idoso e cego, cavalo é abandonado e protetores de Teresina buscam adoção

Por Maria Romero
redacao@cidadeverde.com


Agostinho foi o nome dado ao cavalo já idoso e cego de um dos olhos que foi abandonado no fim do mês de agosto no conjunto Vila Maria, zona Leste de Teresina. Protetores estão comovidos com a situação, pedem ajuda para cuidar do animal e buscam adoção para o cavalo, que possui marcas no corpo indicando que um dia já foi usado na tração animal em carroças. Qualquer ajuda pode ser informada por meio do telefone (86) 9 9996-0668. 

A médica veterinária Roselma Moura é uma das protetoras que está alimentando e ajudando Agostinho. Ela conta que o animal está bastante machucado e estava vagando pelas avenidas, depois de ser abandonado. 

"Ele tem no corpo vários traumas sugestivos de que foi usado em carroça, ele tem problemas articulares que indicam esse histórico. Nós tiramos ele do meio da rua, colocamos ele um terreno baldio e estamos dando água e comida por enquanto. Mas queremos arrumar uma adoção para ele, para não ficar na rua abandonado", explica a veterinária. 

Segundo ela, o animal é idoso e deve ter sido deixado na rua depois de anos puxando veículo de carga. Ele já não tem dentes, possui vários ferimentos, tem uma das orelhas quebrada e está cego de um olho. De longe, a magreza extrema é que chama atenção.

"Ele está uma carcaça ambulante, pelas fotos não dá para ter ideia do quanto ele está magro, abatido", lamenta. 

Roselma destacou que está mobilizando entidades para ajudar o animal, mas que no momento está buscando qualquer tipo de ajuda financeira para custear alimentação e medicamentos para Agostinho. "Qualquer doação de ração já nos ajuda demais", disse ela. 

Abandono é crime 

A médica disse ainda que o grupo pretende formalizar denúncia por abandono e pelos ferimentos causados a Agostinho, que configuram maus tratos,

A ação constitui violação do artigo 32 da Lei 9.605/1998, Lei de Crimes Ambientais, que descreve como crime "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos". A pena é de detenção, de três meses a um ano, e multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

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