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"Cães que morreram após vacinas podiam estar doentes" diz médico

Por Graciane Sousa

A morte de quatro animais após vacinação antirrábica deixou muitos tutores apreensivos. Alguns, até pensam em deixar de imunizar os bichinhos nas campanhas gratuitas de imunização. Contudo, o médico veterinário José Wilson, ressalta a importância de se manter o calendário vacinal em dia, mas alerta para a necessidade de uma avaliação clínica do cão ou gato, antes de serem imunizados. 

"Todo animal a ser vacinado, deve ser avaliado previamente. Se possível, por um veterinário. Os animais devem ser avaliados, mesmo que seja antes da vacinação em campanhas gratuitas, para que não ocorra o que sempre acontece: casos de óbitos de animais que naquele momento não deveriam receber imunização", explica o veterinário.

A morte dos cães teriam sido decorrentes de reações alérgicas da vacina contra raiva. O Ministério da Saúde será notificado sobre os casos.  A Gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que os registros estão dentro do esperado.

A questão é que ninguém quer perder seu bichinho de estimação. 

O médico José Wilson reitera a informação repassada pela Gerência de Zoonoses de que os animais que vieram a óbito já poderiam estar doentes. Segundo ele, reações alérgicas pós-vacinas são comuns, mas é imprenscindível a ida ao veterinário para diminuir os riscos. 

"Qualquer animal está sujeito a uma reação pós-vacinal que pode ser leve, moderada ou severa. Para que a gente possa minimizar os riscos de uma reação, o animal vai ter que estar extremamente saudável, antes de ser vacinado. Na maioria dos casos em que há reações, os animais estão imunossuprimidos, ou seja, com redução do sistema imunológico, com alguma doença que causa baixa imunidade. Ao serem vacinados, eles apresentam uma reação que pode chegar até o nível severo", explica. 

 

A importância da vacinação contra raiva

A raiva é uma doença incurável que atinge o sistema nervoso. Ela causa salivação excessiva, mudança repentina de humor e paralisia. Pode se apresentar em três formas: raiva furiosa, raiva muda e raiva intestinal. Neste último caso, provoca sintomas como cólicas e vômitos constantes.

Além de afetar seu cachorro, a raiva pode ser transmitida para você pela mordida do animal. A doença atinge qualquer mamífero e é preciso ficar atento aos primeiros sinais. Para evitá-la, vale a pena checar a ficha do seu cão para ter certeza de que a vacinação contra a raiva está em dia.

Se você for mordido, lave o ferimento com água e sabão e procure orientação médica. Identifique o dono do cachorro para saber se já é vacinado e observe o animal por 10 dias, verificando se ele apresenta os sintomas da doença. Caso o animal não tenha dono, desapareça ou morra, procure imediatamente orientação com o Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade.