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Dicas para viajar com o pet de avião

Colaboração Jordana Cury (Revista Cidade Verde)

Foto: Reprodução Internet

Julho, mês das férias, você vai viajar de avião, mas não abre mão de levar o seu bichinho de estimação? Pois pode ficar tranquilo. Hoje em dia, as regras para transportar animais domésticos em voos estão bem mais flexíveis e, desde que elas sejam cumpridas à risca, não há tantos motivos para preocupação, mas alguns cuidados extras precisam ser levados em conta.

Se viajar com o animal é uma decisão já tomada, a primeira coisa a fazer é verificar se a companhia aérea ainda tem vaga para animais a bordo (já que existe um limite de 3 a 4 bichos por voo) e se ela permite que o animal viaje dentro da cabine ou somente no compartimento de carga - o chamado porão da aeronave. Há regras diferentes para cada caso, por isso, as empresas exigem que o cliente solicite a inclusão do animal durante a reserva da passagem ou em até 48 horas antes do horário da partida do voo. 

Via de regra, animais de pequeno porte viajam na cabine e os maiores no porão. Mas algumas companhias consideram de pequeno porte os pets que pesam até 10 quilos, já incluindo a caixa de transporte (kennel), enquanto outras companhias só aceitam nessa categoria os bichos que pesam até 5 quilos. 

"Essa restrição existe porque quando o animal viaja na cabine, por questões de segurança, ele precisa ser transportado embaixo da poltrona, por isso as caixas de transporte têm medidas específicas, que podem variar de empresa para empresa", explica a assessoria de Comunicação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

As dimensões da caixa de transporte podem ser diferente de uma companhia para outra. Na Azul, por exemplo, a kennel deve ter, no máximo, 43 cm comprimento; 31,5 cm de largura e 20 cm de altura. Já na Gol, a kennel pode ter até 82 cm de altura; 114 cm de largura e 142 cm de comprimento. Na Latam, a kennel tem que ter 33 cm de largura, 36 de comprimento e até 23 de altura. Ou seja, antes de comprar a caixa, certifique-se que as dimensões são as exigidas pela empresa na qual a passagem foi comprada. 

Os animais que viajam no porão, separados do dono, também precisam estar nas caixas de transporte, mas não há tantas restrições quanto ao tamanho da kennel. A preocupação maior dos donos nesses casos é pensar em como ficará o animal, sozinho, no compartimento de cargas. Entretanto, hoje em dia, as companhias oferecem bem mais conforto: o local fica iluminado como na cabine e é despressurizado. Além disso, o animal é colocado por último e retirado primeiro. No momento do desembarque, segundo informações das próprias companhias aéreas, o pet não é colocado na esteira de bagagens, mas sim entregue ao dono por um funcionário.

 

A papelada

Para levar o pet em voos domésticos é preciso apresentar um certificado veterinário atestando que o animal está saudável para realizar a viagem. O documento deve ser emitido por um veterinário até 10 dias antes do voo. Também é necessário apresentar um certificado de vacinação antirrábica, que só deve ser dada em animais com mais de 90 dias e, depois de aplicada, é preciso esperar 30 dias para garantir a imunização. Por isso, as companhias só permitem transportar bichinhos com mais de quatro meses de idade.

Foto: Reprodução Internet

Para não ter problemas na hora do embarque, é fundamental que o comprovante da vacinação antirrábica tenha o nome do laboratório produtor, o tipo de vacina e o número da ampola utilizada.

As empresas aéreas exigem que o cão e o gato transportados estejam, comprovadamente, vacinados contra raiva. A vacina tem que ter sido aplicada, pelo menos, 30 dias antes do embarque e há menos de um ano.

Já a documentação para voos internacionais inclui, além dos itens acima, o Certificado Veterinário Internacional e o Certificado Zoosanitário Internacional. Outros papéis variam de acordo com o país de destino. Para saber quais são os documentos exigidos é preciso consultar o consulado do país em questão. 

Todos os documentos devem ser apresentados em duas vias: a original e a cópia - essa última deve ser anexada à caixa de transporte. Vale destacar que alguns países, como a Austrália e a Inglaterra, não aceitam a entrada de animais. 

Também é exigido, para ambos os tipos de voos, que o animal esteja com a higiene em dia, com unhas cortadas e banho tomado, para não causar transtornos aos demais passageiros. 

Outra restrição importante na maioria das companhias aéreas é de gatos e cachorros que têm focinho curto. Algumas empresas proíbem totalmente o transporte de animais de dezenas de raças alegando risco de problemas respiratórios durante o voo. 

O que esperar

Quem decidiu viajar com o animal deve preparar muito bem o bolso. Só a kennel exigida para o transporte custa, em média, R$ 150. Cada trecho com o animal onera a passagem em cerca de R$ 200 nos voos doméstico e chega ao dobro, no caso de voos internacionais. Fora isso, a consulta veterinária para o laudo médico é, pelo menos, mais R$ 100. E a vacina antirrábica é mais R$ 100 (a vacina de rua, que é gratuita, não é considerada pelas companhias porque o documento não apresenta carimbo e assinatura do veterinário).

Dicas importantes

Para minimizar os riscos, a dica é se certificar de que a caixa de transporte está no tamanho ideal: ela deve permitir que o animal fique de pé e consiga dar alguns passos em torno de si; deve ter boa circulação de ar e ser forrada com tapetes higiênicos e é preciso ter local fixo para comida e água.

 "Não se pode esquecer de colocar água e comida para o animal, especialmente se for de raça de focinho curto, porque é mais sensível ao calor e tem dificuldades respiratórias, por isso o acesso à água tem que ser livre. Também é indicado colocar um brinquedo dentro da caixa, para entreter o animal", acrescenta a veterinária.

A veterinária não aconselha o uso de sedativos para acalmar o pet - essa é, inclusive, uma prática proibida pelas companhias aéreas.

 "Sedativos causam muitos efeitos colaterais. A maioria interfere na temperatura e na frequência cardíaca do animal, situação que pode se agravar ainda mais durante a viagem". 

Para quem acredita que o pet vai ficar muito agitado na viagem, Geyza Negreiros aconselha a procurar um veterinário para que sejam analisadas as soluções possíveis. 

"Por isso é importante levar o animal para a consulta previamente. O veterinário analisará cada caso e prescreverá o que pode ser usado, com doses corretas e maior segurança", completa. 

Acesse as regras

Foto: ThinkStock

Todas as exigências aéreas para transportar bichos de estimação podem ser acessadas diretamente no site oficial das companhias ou por telefone. É importante lembrar que as regras e os custos podem mudar em caso de escalas ou troca de empresa durante uma mesma viagem, por isso, é fundamental que tudo seja muito bem pensado e calculado com bastante antecedência, para que a viagem de férias não vire uma tortura para o pet e para o dono.