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Mitos e verdades sobre os cuidados com os pets no B-R-O bró

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

(Foto: Reprodução Internet)

De setembro a dezembro, período conhecido como B-R-O nró, época mais quente do ano no Piauí, o calor castiga os humanos e você já parou para pensar como nossos pets também são afetados? por terem o corpo mais próximo ao chão, os bichinhos de estimação sentem muito mais calor e os tutores devem redobrar os cuidados. 

"A nossa área de absorção é nos pés. No caso dos cães, o corpo todo fica próximo do chão, o que faz com que eles sintam mais calor, explica o veterinário Selmar Moreira.

Especialista em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais, ele diz que algumas atitudes, como por exemplo dar água muito gelada e molhar muitas vezes o cão, trazem inúmeros riscos. 

"Neste período é comum molhar o animal para refrescar, mas o excesso de umidade pode provocar problemas de pele. Se o animal for molhado, que tome um banho e seja secado de forma adequada. Os banhos não devem ser exagerados, apenas um vez por semana ou uma vez a cada 15 dias, como forma higiênica, a não ser que seja orientação do veterinário em algum tratamento", orienta o veterinário.

Hidratar bem o cão é uma dica que vale para todo mundo. O cuidado que se deve ter é com a temperatura da água que não pode ser muito gelada. 

"Existe um mito de que, porque o animal gosta de água gelada, deve-se dar. Mas quando o animal cria o hábito de beber água gelada, ele passa sede, porque ele vai lá para beber e se não está gelada, não toma. Além disso, sabemos que no Piauí a água não se mantém gelada por muito tempo", explica Moreira. 

Sobre a hidratação, os tutores devem manter as vasilhas sempre limpas e com água fresca, em um local longe da irradiação solar.

 

MAIS DICAS

Nunca deixar o animal dentro do carro

"Não só agora, mas em qualquer época do ano. O animal tem tendência muito grande em ter hipertermia, aumento da temperatura corpórea, porque perde calor com muita dificuldade, pois não tem glândulas sudoríparas, ou seja, não transpira pelo corpo. Então, ele tem muita dificuldade em perder calor. Por isso, animais colocados dentro de carros em Teresina, em qualquer época do ano, sempre correm risco de morte", acrescenta o veterinário.

Passeios

"Sempre de manhãzinha ou bem à noite depois das 19h ou 20h. No Piauí, embora o sol tenha ido embora, o chão fica quente por um longo período de tempo. Evitar andar com o animal no asfalto quente, pois isso provoca problema de pele e hipertermia também, principalmente, nos cães braquicefálicos, aqueles que têm o focinho achatado e o pescoço mais curto. Eles têm uma deficiência respiratória muito grande. O cão troca calor com o ambiente através da respiração. Então é imporante que eles fiquem em um ambiente o mais refrigerado possível", acrescenta o veterinário que orienta que os tutores a levarem uma garrafinha de água para hidratar o animal sempre que necessário.

Evitar roupinhas

"No Nordeste é calor o tempo todo e as roupinhas devem ser usadas com cautela. Se for usar roupas têm que ser leves e confortáveis", alerta Moreira. 

Apare o pelo do pet

"No cão de pelo longo, o ideal é que corte mais baixo. A maioria dos donos não gosta de cortar o pelo do animal, porque acham bonito, mas seria o ideal nesse período mais quente, pois daí o cão fica mais arejado, conseguir receber um frescor maior", finaliza o especialista em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais.