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Sinais que indicam que seu pet pode ter câncer de próstata

(Foto: Agropet Mineiro)

Novembro é o mês de conscientização sobre o câncer de próstata em humanos, mas a doença também pode acometer os pets. Indisposição, dificuldade de urinar e emagrecimento são alguns dos sintomas da doença em cães. A veterinária Joyce Magalhães alerta que os tutores devem ficar atentos a mudanças no animal que podem ser indicativas do câncer de próstata. 

"Sintomas como aumento na frequência do ato de urinar, gotejamentos constantes, bem como sangue ou pus na urina ou secretado pelo pênis são sinais de alerta e precisam de atenção. Constipação, dificuldade no ato de defecar, tem origem devido ao aumento da próstata que pressiona o intestino,  as fezes podem mudar a forma sair como fitas e, em situações mais severas, dor abdominal", explica a médica. 

Dificuldades de locomoção também podem ser um indicativo da doença em cães, além de  febre, dores generalizadas, depressão, falta de apetite, perda de peso e vômitos.

"Fique atento se o animal está mancando ou apresenta uma rigidez ao caminhar, pois o aumento da próstata pode pressionar nervos posteriores à zona prostática", orienta Magalhães. 

Independente da raça, os animais de pequeno porte não castrados, são os mais atingidos, embora o câncer de próstata possa se manifestar em todos os machos da classe dos mamíferos. 

Quanto mais velhos vão ficando os animais, cresce a probabilidade de que eles desenvolvam enfermidades típicas da velhice. As doenças da próstata são um exemplo e devem ser bem diagnosticadas e tratadas o quanto antes. Entre os problemas mais comuns da glândula estão: hiperplasias benignas (aumento de tamanho), hiperplasias malignas (câncer), inflamações (prostatites), presença de cistos, entre outros. 


CASTRAÇÃO

Joyce Magalhães chama a atenção sobre a importância da castração na prevenção da doença. 

"Com a castração, a incidência de câncer de próstata diminui em até 90%, além de ajudar no controle comportamental de animais mais agressivos e dominantes, também  auxilia no controle populacional", explica a veterinária. 

(Foto: Pablo Ferreira)

A médica frisa que a relação entre a castração e a prevenção da doença, não é a mesma observada nas fêmeas, no tocante ao câncer de mama, porém, a castração antes da maturidade sexual (que acontece em média aos 9 meses de vida) é uma indicação para reduzir as chances de cães e gatos à desenvolverem tumores prostáticos.

"A incidência do câncer de próstata, ou adenocarcinoma da próstata, que é uma neoplasia maligna, em cães é de aproximadamente 4%, em animais com mais de 7 anos de idade, no caso dos gatos, é menos frequente, porém em ambas as espécies, é uma doença grave e na maioria das vezes fatal. Já no caso da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), 8 em cada 10 animais não castrados são acometidos, esse aumento da próstata está relacionada com fatores hormonais, portanto não ocorre em animais castrados", alerta a veterinária. 

PREVENÇÃO

"Assim como para os humanos, o acompanhamento frequente é indispensável para evitar complicações mais graves. A prevenção deve ser realizada por meio de consultas frequentes ao médico veterinário. Além do toque retal, no qual é detectado o aumento prostático, também podem ser realizados exames complementares, como o ultrassom. Devemos sempre evitar a doença e no caso da confirmação do diagnóstico confirmado, buscar a recuperação do animal para lhe proporcionar uma melhor qualidade de vida", alerta a veterinária. 

DOENÇA PODE SER TRATADA

Joyce Magalhães explica que, geralmente, o tratamento da doença é baseado na castração e medicação. Em casos mais graves é necessária a remoção cirúrgica do órgão.

"O tratamento deve ser feito o mais rápido possível evitar sofrimento, já que essa doença causa muita dor e desconforto. Em alguns casos, a quimioterapia ou radioterapia, pode ser necessária, para o alívio de dores e desconfortos e, diferente dos humanos, é melhor recebida pelos animais, já que estes não sentem tantos efeitos colaterais. Lembrando que os donos de animais castrados precisam também ficar atentos, pois o bichinho castrado pode desenvolver a doença, embora os casos sejam raros", finaliza a veterinária Joyce Magalhães.