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Os riscos de deixar os pets sozinhos por longo tempo

(Foto: Instagram/ harlowandsage)

Chega o período de férias escolares, as famílias aproveitam para viajar com as crianças, e os pets que não que seguem junto com os seus tutores precisam de cuidados. Liziè Buss, veterinária e integrante da Comissão de Bem-Estar Animal, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), diz que a recomendação é que os animais não fiquem sozinhos e tenham sempre a companhia de uma pessoa ou de um outro pet.

Os animais domésticos, no geral, são sociáveis. 

“Eles gostam e evoluíram para viver em grupo. Por isso, a solidão para os cães pode ser problemática, mesmo que por poucos dias”, destaca a veterinária. 

Para não deixar os pets sozinhos, existem creches e hotéis, bem como os cuidadores que visitam a casa do tutor em períodos do dia e/ou noite para fazer companhia e alimentar os animais durante a ausência da família.Também existem os produtos e jogos de enriquecimento ambiental, que ajudam a manter o animal ocupado nos períodos em que ele fica sozinho, reduzindo a ansiedade. Exercícios também ajudam bastante, pois “os animais gostam de trabalhar pelo seu alimento”, assegura Liziè. Passeios, caminhadas e brincadeiras antes de deixar os animais sozinhos são recomendados, pois eles se cansam e conseguem relaxar um pouco mais.

A veterinária destaca que os cães que são muito sensíveis devem ter treinamento adequado para que possam se adaptar à rotina moderna das famílias e possam ficar alguns períodos sozinhos.

“É preciso ensinar os animais a ficarem sozinhos e, para isso, é importante que os tutores contratem adestradores positivos e tenham um plano de treinamento adequado, de forma a educar o animal a permanecer sozinho e confortável por algum tempo”, recomenda.

Danos

Segundo Liziè, os animais que não socializam acabam tendo uma série de problemas, como demonstração de agressividade com outros animais e/ou com pessoas; ansiedade de separação, algumas vezes até necessitando de tratamentos medicamentosos; situações que podem gerar mutilações; e desespero e comportamento de pânico.

“São situações que podem interferir na qualidade de vida da família e também da comunidade, que muitas vezes se deparam com cães que uivam e choram o dia inteiro ou tentam fugir”, diz a veterinária.

Liziè Buss alerta que os animais, assim como nós, têm dias de tédio, de frustração. 

“Não é porque em algum momento o cão gritou, chorou, uivou, que isso necessariamente é maus-tratos”, reitera.

Contudo, a veterinária alerta que manter os animais em isolamento social, sendo negligentes com relação a necessidade de expressar comportamentos naturais, de criar vínculos emocionais, de carinho, atenção e socialização são condições que, inclusive, podem ser caracterizadas como maus-tratos.

 

Fonte: Correio Braziliense
Com informações CFMV