Cidadeverde.com

Sucesso no Instagram, cãozinho Boo morre aos 12 anos de idade


(Foto: Reprodução/Instagram/@buddyboowaggytails)


O cão Boo, conhecido por sua fofura e pelo sucesso que fez em redes sociais, contando com mais de 555 mil seguidores em sua página no Instagram, teve a morte anunciada por seus donos neste sábado, 19.

"Com profundo pesar quero informar que Boo se foi durante o sono nesta manhã e nos deixou para se juntar ao seu melhor amigo, Buddy. Nossa família está de coração partido, mas encontramos conforto sabendo que ele não está mais em dor ou desconforto."

Boo tinha 12 anos de idade e, segundo seus donos, começou a apresentar problemas de saúde após a morte de seu amigo canino, Buddy, com quem vivia, em 2017.

"Trouxe Boo para casa na primavera de 2006 e então começamos a maior amizade de todos os tempos. Pouco depois que Buddy morreu, Boo mostrou sinais de problemas cardíacos. Acreditamos que seu coração ficou literalmente partido quando Buddy nos deixou."

"Ele aguentou e nos deu mais de um ano. Mas parece que era seu tempo, e estou certo de que será um momento feliz para eles quando virem um ao outro no céu. [...] Boo, nós te amamos com todas as nossas forças e sentiremos sua falta até o dia em que nos encontrarmos de novo", encerra o comunicado.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Atriz Paolla Oliveira emociona ao lamentar morte de cão

(Foto: Reprodução Instagram/ Paolla Oliveira)

A atriz Paolla Oliveira lamentou a morte de seu cachorro, Adjá, em uma postagem no Instagram que emocionou seus seguidores.

Paolla Oliveira lamentou a partida de seu "companheirinho de tanto tempo". 

"Aprontou tanto, me fez sorrir, fugiu pra bagunçar a casa dos vizinhos, correu de mim, roubou muita comida em cima da mesa, quase arrancou as cortinas da casa... Foi feliz, ensinando a gente que precisamos de pouco pra isso", publicou a atriz.

(Foto: Reprodução Instagram/ Paolla Oliveira)

"Por que vocês não vivem mais? Temos tanto pra aprender com vocês! A tristeza da perda é proporcional à importância da existência. Então, amigo, os dias serão bem tristes por enquanto", completou Oliveira.

(Foto: Reprodução Instagram/ Paolla Oliveira)

Por fim, Paolla concluiu: "Vá em paz, meu amigão, e obrigada por esperar pra se despedir da gente, nunca vou esquecer. Obrigada, Adjá". 

 

Fonte Estadão Conteúdo

Cadelinha com câncer é resgatada com sinais de zoofilia


Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

(Foto: Reprodução Facebook/ Bento III)

O resgate de uma cadelinha que teria sido vítima de zoofilia (sexo com animais) tem causado comoção. O animal apresentava sangramento na genitália e teria gritado à noite durante dois dias seguidos. O resgate foi realizado pela ONG Bento III e exames já comprovam que ela está acometida por um câncer. 

"Ela estava muito machucada, pingava sangue pelas partes íntimas e tinha muita febre. Um exame já comprovou que ela tem câncer vaginal, uma doença que é transmissível entre os animais. Ela está com um nível de estresse muito alto e só depois serão realizados os exames que vão comprovar se houve ou não o abuso", disse Raíssa Rocha, uma das voluntárias da ONG.

(Foto: Reprodução Facebook/ Bento III)

A cadelinha, batizada de Vitória, permanece internada. O local onde foi encontrada é uma casa abandonada frequentada por usuários de drogas.

Nas redes sociais, o post sobre o resgate tem comovido internautas.

"Quando a gente pensa que já viu de tudo, aparece mais um caso absurdo de covardia! Recebemos uma denúncia e pedido de socorro, de que essa cachorrinha estava sendo possivelmente violentada por drogados que moravam num terreno baldio na cidade. Checamos a informação e mesmo sem condições de fazer qualquer resgate no momento, a levamos para a @criarcentroveterinario. Essa pequena, batizada de Vitória, estava altamente assustada, sangrando e com a vulva rasgada... então tínhamos que fazer algo! Pequena, inocente e mais uma vítima de maus tratos. MAIS DO QUE NUNCA PRECISAREMOS DE TODOS VOCÊS!", disse o post da ONG Bento III.

Vitória permanece internada e está há dois dias sem conseguir se alimentar. 

"Do dia do resgate até hoje, ela não se alimentou. O nível de estresse está muito alto. Participei do resgate e foi um choque muito grande. Estupro já é algo horrível quando acontece com seres humanos e com um animal que só está ali para lhe dar carinho", lamenta a voluntária. 

Doações para ajudar no tratamento de Vitória podem ser realizadas por meio de transferência bancária. 

 

MAUS-TRATOS 

Desde dezembro de 2018, a pena para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, ainda que por negligência, passou a ser de 1 a 4 anos. Além disso há previsão de estabelecer punição financeira para estabelecimentos comerciais que concorrerem para tal prática.

Cão é enterrado vivo e resgatado após moradores ouvirem seu choro

(Foto: Reprodução Instagram/ projeto acolher)

 

Um cachorro de porte grande e muito debilitado foi resgatado nesta terça-feira (8) após ter sido enterrado vivo, em Barra de São Miguel, Alagoas.
Segundo o Projeto Acolher, que divulgou imagens do resgate em rede social, o animal estava em um buraco, em um terreno baldio, e foi localizado por moradores da região, que ouviram seu choro. 

Uma das fotos exibidas pela ONG mostra que ele tinha uma corda amarrada na pata. Sujo, cheio de carrapatos e sem forças, o cachorro, que ganhou o nome de Dogão, foi socorrido por voluntários e levado em estado grave a uma clínica veterinária.

Com suspeita de cinomose em estágio avançado e devido ao risco de contaminação na unidade, Dogão foi transferido no fim da tarde para a sede do projeto. Ali, apesar de não andar e do estado delicado, conseguiu se alimentar sozinho, o que encheu os protetores de esperança.

(Foto: Reprodução Instagram/ projeto acolher)

"O que leva uma pessoa a enterrar vivo um cachorro? Porque ele é velho? Porque não tem mais a serventia de antes?", escreve a ONG em uma publicação, que mostra o cachorro tomando soro. Não há informações sobre o responsável pelo abandono.

Maus-tratos a animais é crime com pena prevista de três meses a um ano de detenção, além de multa. Para que o responsável seja punido, casos de abandono, agressão, negligência devem ser denunciados às autoridades. 

 

FONTE: LÍVIA MARRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) 

Apipa faz campanha para receber doação de jornais velhos


Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

A Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) faz campanha para receber jornais velhos. As doações são úteis para manter o abrigo bem limpinho para os quase 300 animais, entre cães e gatos, que moram no abrigo. 

"Sabe aquele jornal velho que tá servindo de entulho na sua casa ou trabalho? Dá pra gente! No nosso abrigo usamos muitos jornais diariamente para manter a limpeza dos canis e gatis. Se vc mora ou trabalha em: condomínios ou prédios residenciais; empresas e escritórios; lojas; entre no nosso site, imprima o cartaz, arrume um cantinho especial e bem visível, cole o cartaz e diga para todos colocarem os jornais na caixinha, ao final iremos até o local para fazer a coleta", diz o post na página oficial da Apipa no Instagram. 

No site [www.apipapiaui.org] há orientações sobre a melhor maneira de coletar os jornais velhos. 

A Apipa é uma instituição sem fins lucrativos que há 11 anos salva vidas de animais abandonados. No site da ONG há informações também de como apoiar a causa. 

 


O QUE DOAR?

Veja abaixo, uma lista de produtos que você pode doar para o  abrigo:

RAÇÃO PARA CÃES (Adulto e Filhote)

Pedigree, Magnus, Foster, Dog Chow, Pedigree?, Tutano

RAÇÃO PARA GATOS (Adulto e Filhote)

Whiskas, Magnus, Cat Chow, Tutano, Friskies

MATERIAIS DE LIMPEZA E HIGIENE

Detergente, sabão em pó, desinfetante, água sanitária, vassouras, rodos, panos de chão, panos de prato, álcool, papel higiênico, jornais velhos, dispensers

MATERIAIS DE ENFERMARIA (uso veterinário)

Algodão, medicamentos veterinários, seringas de 1 ml e de 3 ml, gazes, soro fisiológico injetável, equipo para soro fisiológico, álcool, água oxigenada 10 volumes, atadura, iodo povidine, esparadrapo, hipoclorito, desinfetante, luva para procedimentos P e M, máscara.

MEDICAMENTOS (uso veterinário)

Vermífugos

- VetmaxPlus / BaskenPlus / Vermivet / Drontal

Carrapaticidas

- Bravecto / Nexgard?

Cães seguem ambulância que levava dono a hospital

(Fotos: Reprodução Facebook/Amigos de Patas Cianorte)

Um morador de rua contou com o apoio de um grupo de cachorros quando passou mal e precisou ser levado a um hospital em Cianorte, no Paraná, nesta semana.

Os animais, que convivem com ele pela cidade, seguiram a ambulância e ficaram o tempo todo na porta da Santa Casa. Imagens publicadas pela ONG Amigos de Patas mostra seis cães deitadinhos em frente à unidade.

Segundo a ONG, o morador de rua, identificado como Luiz, trata muito bem os peludinhos e reparte tudo com eles.

(Fotos: Reprodução Facebook/Amigos de Patas Cianorte)

"Quando defendemos os animais alguns dizem que estamos valorizando demais os animais e diminuindo o ser HUMANO. Mas o que dizer desta imagem?O Sr Luiz muitos conhecem em Cianorte, um morador de rua por opção pois já houve tentativas de abrigá-lo mas ele não quis. Ele convive com seus amigos de patas e os trata muito bem, reparte tudo com eles. Essa noite ele teve um AVC e foi levado pelo SAMU até à Santa Casa, seus AMIGOS DE PATAS o acompanhou e ficaram aos choros do lado de fora, lá continuam em vigília. Tenho certeza que assim como eu você sentiu algo que não tem como descrever. Torcemos pelo restabelecimento de sua saúde Sr Luiz para que seus amigos volte a ter sua companhia", diz o post da ONG no Facebook.

O homem teve alta médica na quinta (03), mas os cães permaneceram em vigília até constatarem que o amigo estava bem.

Havia uma suspeita de AVC, que foi descartada. Ao deixar o hospital, Luiz acabou saindo por outra porta e foi levado até a casa de um irmão. Sem perceber a passagem do tutor, os cachorros permaneceram diante da unidade.

Segundo o Boa Noite Paraná, da RPC, a única forma de tirar os animais dali foi buscar o morador de rua na casa do familiar e levá-lo até a unidade. Assim, ele e os cães voltaram a viver nas ruas da cidade.

De acordo com o telejornal, Luiz tem 60 anos e há dez anos é morador de rua.


OUTRO CASO

Em dezembro, quatro cachorros também acompanharam e aguardaram o atendimento médico de um morador de rua, em Rio do Sul (SC).

O paciente ficou na unidade de saúde por aproximadamente uma hora, sob olhares atentos dos animais, que só deixaram o local com o paciente, devidamente medicado.

(Foto: Reprodução// Instagram Cris Mamprim)

 

Fonte:LÍVIA MARRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) 

Os riscos de deixar os pets sozinhos por longo tempo

(Foto: Instagram/ harlowandsage)

Chega o período de férias escolares, as famílias aproveitam para viajar com as crianças, e os pets que não que seguem junto com os seus tutores precisam de cuidados. Liziè Buss, veterinária e integrante da Comissão de Bem-Estar Animal, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), diz que a recomendação é que os animais não fiquem sozinhos e tenham sempre a companhia de uma pessoa ou de um outro pet.

Os animais domésticos, no geral, são sociáveis. 

“Eles gostam e evoluíram para viver em grupo. Por isso, a solidão para os cães pode ser problemática, mesmo que por poucos dias”, destaca a veterinária. 

Para não deixar os pets sozinhos, existem creches e hotéis, bem como os cuidadores que visitam a casa do tutor em períodos do dia e/ou noite para fazer companhia e alimentar os animais durante a ausência da família.Também existem os produtos e jogos de enriquecimento ambiental, que ajudam a manter o animal ocupado nos períodos em que ele fica sozinho, reduzindo a ansiedade. Exercícios também ajudam bastante, pois “os animais gostam de trabalhar pelo seu alimento”, assegura Liziè. Passeios, caminhadas e brincadeiras antes de deixar os animais sozinhos são recomendados, pois eles se cansam e conseguem relaxar um pouco mais.

A veterinária destaca que os cães que são muito sensíveis devem ter treinamento adequado para que possam se adaptar à rotina moderna das famílias e possam ficar alguns períodos sozinhos.

“É preciso ensinar os animais a ficarem sozinhos e, para isso, é importante que os tutores contratem adestradores positivos e tenham um plano de treinamento adequado, de forma a educar o animal a permanecer sozinho e confortável por algum tempo”, recomenda.

Danos

Segundo Liziè, os animais que não socializam acabam tendo uma série de problemas, como demonstração de agressividade com outros animais e/ou com pessoas; ansiedade de separação, algumas vezes até necessitando de tratamentos medicamentosos; situações que podem gerar mutilações; e desespero e comportamento de pânico.

“São situações que podem interferir na qualidade de vida da família e também da comunidade, que muitas vezes se deparam com cães que uivam e choram o dia inteiro ou tentam fugir”, diz a veterinária.

Liziè Buss alerta que os animais, assim como nós, têm dias de tédio, de frustração. 

“Não é porque em algum momento o cão gritou, chorou, uivou, que isso necessariamente é maus-tratos”, reitera.

Contudo, a veterinária alerta que manter os animais em isolamento social, sendo negligentes com relação a necessidade de expressar comportamentos naturais, de criar vínculos emocionais, de carinho, atenção e socialização são condições que, inclusive, podem ser caracterizadas como maus-tratos.

 

Fonte: Correio Braziliense
Com informações CFMV

Pets que temem fogos não devem ficar sozinhos na virada de ano

(Foto: SECOMSP/ Fotos Públicas)

Com o ouvido mais sensível que o do humano, os animais sofrem com o barulho de fogos de artifício e rojões. Para garantir a segurança, é fundamental que eles não fiquem sozinhos na virada do ano novo. A médica veterinária, Júlia Oliveira de Camargo, alerta que, em alguns casos mais graves, os pets ficam tão nervosos que chegam a se jogar da sacada dos apartamentos onde moram. Cães idosos podem, inclusive, sofrer infarto.

"Há cães que se debatem, ficam extremamente inquietos e chegam a pular do canil ou pular o muro de casa. Já ouvi também relatos de animais que sofreram convulsões”, conta a veterinária que dá dicas para proteger os pets.

“Uma dica é colocar tampões nas orelhas, antes mesmo dos fogos começarem”, alerta a profissional. “Além disso, é recomendável deixá-los em um local onde o som externo seja abafado e ligar a televisão ou música em um volume bem alto”, completa.

Ela chama a atenção para que os tutores fiquem atentos e não deixem que os pets fiquem próximos de objetos pontudos ou cortantes, pois quando eles ficam muito agitados devido ao barulho dos fogos, podem se machucar.

Sedativos e medicações naturais podem ser recomendados

Atualmente, existem alguns sedativos que podem ser dados aos animais, que ajudam a acalmar e relaxar. Porém, nem todos os animais podem tomar esse tipo de medicação.

“Os riscos aumentam em algumas situações e precisam ser verificados, principalmente com animais idosos. Por isso, o ideal é que eles passem por um veterinário antes, para verificar se estão realmente aptos a tomar sedativos. Existem também outras medicações que são mais naturais, como florais e remédios feitos de flores e frutas”, esclarece a veterinária.

Tutores devem ficar atentos às reações dos pets

Julia afirma que as reações mais comuns dos animais são ficarem bastante agitados, pularem e latirem muito, como se estivessem muito estressados. Porém,  há casos mais graves, que os animais chegam a se debater e a se cortarem.

“Há relatos ainda de rojões que caem dentro de algumas casas, os donos nem percebem, os animais colocam o rojão na boca e ele estoura; causando ferimentos extremamente graves ou até mesmo a morte. Se o animal tiver alguma reação extrema por causa dos fogos, o ideal é não deixá-lo sozinho e tentar acalmá-lo. É preciso ter em mente que sempre é importante levar o animal ao veterinário”, reitera a especialista.


Fonte: Correio Braziliense

Animais ficam até cinco anos na Apipa à espera de um lar

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Lessie, Belinha, Julie, Talita, Maricota, Amuleto.... são nomes de alguns dos moradores da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa). Em comum, os animais tem histórias de sofrimento que envolvem abandono e maus-tratos. Atualmente, 200 gatos e 77 cães vivem na ONG, muitos destes, aguardam há mais de cinco anos por um lar; outros morrem no abrigo e nunca encontram alguém para adotá-los.

"Temos alguns especiais, cegos, idosos ou epiléticos. O Amuleto foi encontrado no bairro Porto Alegre, na zona Sul de Teresina, cheio de bicheiras. Perdeu a orelha, a visão por conta das larvas. Ele já está aqui há mais de cinco anos e nunca foi adotado. Para se ter uma ideia, os paraplégicos que entraram aqui também nunca foram adotados. Eu comparo a velhice aos nossos avós. Será se a pessoa vai pegar um ser amado da família e jogar em um abrigo? infelizmente, as pessoas ainda tratam os animais como objetos, acham que têm que se desfazer, não enxergam o sentimento deles" disse Jane Haddad,  fundadora e administradora do abrigo. 

Além dos animais especiais, cães e gatos sem deficiência, por exemplo, também esperam muitos anos por adoção como é o caso da Maricota.

"A Maricota foi encontrada dando à luz na chuva, no Planalto Uruguai. Achamos ela dentro do matagal e os filhotes se afogando na lama. Já mora aqui há algum tempo, foi castrada, é saudável e ainda não foi adotada", relata Haddad. 

APADRINHAMENTO

(Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com)

(Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com)

Entre as ações desenvolvidas pela Apipa para incentivar a adoção está o "apadrinhamento". 

"A pessoa visita a ONG, olha os animais e aquele que o animal o escolher [pois na verdade são eles que nos escolhem], a pessoa arca com as despesas desse animalzinho carinho, desde alimentação, remédios, veterinário quando for preciso e cuidados. Muita gente tem espaço em casa, quer um animal, mas não tem disponibilidade de tempo de cuidar. Daí pode vir na Apipa e apadrinhar", explica Jane Haddad. 

No momento, todos os animais abrigados estão sem padrinhos. O apadrinhamento é importante também para evitar que a dívida da Apipa- que soma em média R$ 60 mil- aumente ainda mais. 

"Alguns animais que era apadrinhados, moraram praticamente a vida toda na Apipa, por serem discriminados pela deficiência física, velhice. Esses já falecerem. No momento estamos sem padrinhos. A gente precisa muito de padrinhos até mesmo porque nossa dívida está muita alta em torno de R$ 60 mil", disse a  fundadora e administradora do abrigo.  

A ONG conta com doações para dar o mínimo de conforto para os animaizinhos abandonados. Por mês, a despesa é em média de R$ 24 mil.

Com a quantidade de animais, o abrigo precisa diariamente de ração, materiais de limpeza, jornais e apoio financeiro. "Por dia são consumidos 25 kg de cão e 15 kg para gatos, além de medicamentos. A limpeza é feita três vezes ao dia. Tudo é muito necessário", diz Haddad. 

(Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com)

"É uma luta todo dia e fazemos isso por amor ao animais. Nós, humanos, sabemos falar, pedir, dizer o que estamos precisando, mas eles não sabem se defender. Somos muito gratos a todas as pessoas. Agradecemos muito a quem nos ajuda. Toda vida é importante, não importante de quem seja", finaliza Haddad.

A Apipa está na luta em defesa dos animais há 11 anos. No site há informações sobre como ajudar os bichinhos abrigados, seja por adoação, apadrinhamento, entre outros. 

Saiba como reduzir o estresse dos pets em datas festivas

Fotos: Pixabay/fotos gratuitas

Reunir família e amigos em casa nas datas comemorativas é sempre bom, mas será que o cão ou o gato que mora no local está preparado para isso? Com a audição mais aguçada que a dos humanos, os bichos de estimação podem se sentir ameaçados e se machucar na hora de buscar um abrigo.

"Muitas casas não têm ninguém o ano inteiro e de repente tem 20 pessoas. Os animais ficam acuados ou mais agressivos, tentado proteger o ambiente", diz o adestrador e especialista em comportamento animal Cleber Santos, proprietário da ComportPet.

Ele explica que a audição dos cachorros é dez vezes mais aguçada que a dos humanos. Se o pet não estiver acostumado com fogos de artifício, por exemplo, vai ficar com medo por achar que o barulho é dentro do lugar onde ele está.

Por ficar nesse estado, o animal pode se machucar ao tentar fugir ou se esconder, entrando em compartimentos de difícil acesso ou, em casos extremos, se jogando da varanda de um prédio, por exemplo.

Segundo Amanda Peres, veterinária da área de Segurança e Confiança da DogHero, o estrondo repentino dos fogos é o problema. "O objetivo é distrair o animal para ele não prestar atenção no barulho", diz, aconselhando a deixar janelas e cortinas fechadas para amenizar o som.

O adestrador também faz um alerta quanto à criação do pet. "Alguns donos protegem tanto, que os animais começam a criar alguns costumes, perdem a autoconfiança e começam a ter medo de qualquer barulho, de campainha", afirma.

Por isso, é importante preparar o companheiro de quatro patas na medida certa. Confira abaixo algumas dicas para diminuir o estresse dos bichos de estimação durante datas festivas:

Evite deixar o animal sozinho

"Ele precisa de alguém de confiança, o dono dele ou alguém com quem já ficou", orienta Amanda Peres. Deixá-lo sozinho pode aumentar o estresse e o instinto de fuga. Se o animal estiver acompanhado, a veterinária recomenda que a pessoa não fique tensa com a situação do bicho de estimação e transmita tranquilidade para ele.

Acostume o animal com a situação

No caso de fogos de artifício, o adestrador diz que há CDs que reproduzem o som dos estouros e podem servir para treinar os animais. Ele recomenda começar o treinamento de dois a três meses antes das festas.

Feche portas e janelas

Fugir é uma das primeiras reações do pets quando estão assustados ou se sentem ameaçados. Os especialistas orientam bloquear as passagens para evitar possíveis acidentes. Além disso, a dica ameniza boa parte do som externo. Vale, também, abafar ruídos de fora com um som interno um pouco mais alto. Televisão ligada ou até o barulho do ventilador ajudam, segundo Amanda.

Distraia o animal

Santos indica deixar a alimentação do animal para quando o barulho ou a reunião de pessoas ocorrer. Isso vai tirar o foco dele e fazê-lo associar o som com algo positivo. 

Canse o animal durante o dia

Como as comemorações ocorrem, geralmente, no período da noite, a dica favorece a tranquilidade na ocasião. "Ele terá menos energia para tentar fugir ou se machucar", avalia Santos.

Deixe o pet seguro

Na tentação de fugir, é importante que haja um espaço para que o companheiro se sinta confortável. Pode ser a casinha dele ou um quarto onde costuma ficar. Amanda indica deixar os brinquedos ou a comida próximos também e tirar do caminho qualquer objeto que possa machucá-lo. O mais importante, segundo ela, é deixar o pet confortável até ele se sentir seguro para sair, nunca forçá-lo.

Use coleira

O artefato pode ser considerado quando muitas pessoas se reúnem na casa. Cleber Santos indica deixar o animal com coleira por cerca de 30 minutos, até ele ficar mais tranquilo e se acostumar com as visitas. Enquanto isso, é importante deixá-lo livre, não no colo, e apresentá-lo às pessoas ou oferecer algum petisco para gerar uma associação positiva.

o caso dos gatos, é possível usar a mesma técnica, mas o especialista aponta que a coleira é uma questão de costume. "Os animais aprendem tudo por repetição. Se ninguém põe (coleira no gato), ele não vai gostar", diz. Santos orienta tentar fazer o animal passar pela situação antes para que entenda que está seguro. "Vale acostumar o gato com coleira, alimentá-lo quando alguém chegar. O gato é muito confiável", afirma o adestrador, que também recomenda nunca forçar os animais.

Dar carinho nem sempre é o melhor

"Não é indicado, porque o animal vai entender que, quando tiver medo, terá colo. Ele vai ter cada vez mais medo só para ter o colo", explica Santos. A veterinária diz que pegar no colo pode transmitir ao pet a mensagem de que ele realmente está em perigo e precisa ser protegido. "Pode fazer carinho, mas precisa deixá-lo solto no ambiente, não tirá-lo do espaço", afirma.

Medicamentos

A possibilidade de dar tranquilizantes para os bichos de estimação só deve ser considerada em casos severos, segundo Amanda. "Só se o animal passou em consulta e o veterinário prescreveu. Sedar ou deixá-lo mais tranquilo só em caso de ele ser muito agressivo ou perturbado", diz. Santos alerta que alguns animais podem ter problemas no coração e o remédio provocar uma parada cardíaca.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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