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Apipa zera estoque e faz campanha para alimentar centenas de animais

Foto: Facebook/Apipa

A Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) faz campanha nas redes sociais para conseguir ração para mais de uma centena de animais, incluindo cães e gatos, que foram resgatados das ruas de Teresina.

O post no Instagram diz que o estoque para felinos está zerado e para cães há apenas ração para filhotes. 

"O consumo de ração no abrigo é muito alta, em torno de 15kg para gatos e 25kg para os cães, por esta razão, volta e meia entramos nesse desespero. Quem puder nos ajudar, agradecemos muito, de coração", diz o post. 

A Apipa desenvolve um trabalho em prol da causa animal há 11 anos e sem ajuda do poder público. As doações podem ser deixadas no abrigo ou em pontos de coletas.

CONTAS PARA DOAÇÕES


Vídeo: sucuri de 60 kg é encontrada em açude de cidade no Piauí

  • sucuri60.jpg Antônio José Sales
  • sucuri2.jpg Antônio José Sales
  • sucuri3.jpg Antônio José Sales

Uma cobra sucuri de quase 4 metros de comprimento e 60 kg foi encontrada às margens de um açude na cidade de Água Branca, no interior do Piauí. 

Segundo Antônio José Sales, secretário de Meio Ambiente do município, a serpente tentava atravessar a parede do reservatório quando foi vista e capturada por pescadores. 

O açude fica no centro da cidade, distante 98 km de Teresina. Para segurar a cobra foram necessários quatro homens. O resgate contou com o apoio da equipe Corujão que atua na proteção de animais silvestres. 

A sucuri foi levada para o açude São João, na zona rural da cidade. De acordo com ambientalistas, esse tipo de cobra tem hábitos noturnos e só oferece perigo quando se sente ameaçada. 

Ursa Marsha morre em São Paulo em decorrência de tumor

Foto: Reprodução/Instagram/@ranchodosgnomos

Marsha, a ursa mais conhecida do país, morreu nesta quarta (24), em São Paulo, onde morava há cerca de dez meses após ser levada do Piauí devido as altas temperaturas. Segundo a veterinária Carla Spechoto,  Marsha [ que agora se chamava Rowena] tinha um grave tumor ovariano. 

"Há uma semana, a nossa ursinha mudou o padrão de alimentação, o que nos causou um alerta. Fomos acompanhando o quadro, oferecendo os alimentos preferidos dela. Ontem (24), ela começou a ter um desconforto abdominal, foi prontamente medicada, chegamos a fazer alguns exames e, infelizmente após o desfecho, ela foi trazida para o hospital veterinário da USP. Acompanhei toda a necropsia e foi constatado que ela teve um tumor ovariano muito grave com repercussão no cérebro, o que causou uma convulsão", disse a veterinária. 

Por meio do Instagram, representantes do santuário onde a ursa morava, lamentaram a perda. 

"Queridos Amigos,

É com muito pesar que comunicamos a passagem da nossa querida Rowena. 

O Rancho dos Gnomos está em luto...

No momento, nos faltam as palavras... Todos viram a evolução do Amor e Cuidado à ela.

E, contudo, pedimos que sejam emanadas vibrações de luz e paz. 

Rowena segue seu caminho nos deixando saudade, mas certos de que seus últimos meses pôde desfrutar de tudo que lhe foi roubado durante a vida

como a dignidade, a compaixão, a benevolência e o respeito! ", disse a publicação. 

 

Antes de morar no Parque Estadual Zoobotânico em Teresina-PI, a ursinha era explorada em um circo. Por toda sua história, Marsha se tornou símbolo de luta contra os maus-tratos contra os animais e chegou até a inspirar a cantora Rita Lee a escrever um livro que foi publicado esta semana. 

A transferência dela para o santuário Rancho dos Gnomos, em Joanópolis-SP, teve repercussão nacional. Ela- que tinha aproximadamente 34 anos- foi levada em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em setembro de 2018. 

Foto: Reprodução/Instagram/@ranchodosgnomos

A morte de Marsha causou comoção e também surpresa. Vídeos divulgados nas redes sociais do rancho mostravam o dia a dia da ursinha como o novo visual e momentos de lazer como ela curtindo o frio e a piscina construída pra ela no santuário. 

Cão é levado de surpresa a casamento e emociona noiva em Teresina

Foto: arquivo pessoal

Um Golden Retriever causou emoção ao ser levado de surpresa a um casamento em Teresina. Tosh, que tem três anos, foi levado pelo irmão da noiva à igreja. Joyce Dantas conta que não sabia da surpresa, mas que o casamento ou qualquer outro momento importante de sua vida não faria sentido se o Tosh não estivesse junto. 

"Eu não sabia que o Tosh iria. Sempre falava para meu irmão que queria que ele fosse, mas não sabia que ia dar certo. Foi um momento sem explicação. Ele precisava viver este dia, pois sempre foi presente desde quando chegou para morar com a gente. Nenhuma celebração seria a mesma se ele não estivesse lá. É como se fosse meu filho, irmão, amigo", disse Dantas. 

Esta não foi a primeira vez que Tosh- que tem tem três anos- foi à uma celebração. A médica conta que ele participou do casamento do irmão. 

"No casamento do meu irmão, que a gente chama de pai do Tosh, ele foi também, mas não conseguimos um registro tão bonito. A relação ao meu noivo [agora marido] foi a melhor, porque ele sabe como o Tosh me faz feliz", disse a médica. 

Joyce conta ainda que Tosh a fez superar um trauma de adolescência e foi parceiro em um dos momentos em que mais precisou de companhia, quando passou a morar sozinha com os irmãos em São Paulo. 

"Eu tinha uma cadelinha Poodle que fugiu e nunca consegui superar isso. A perdi quando eu era adolescente e perdi o gosto por bicho. Mas o Tosh mudou tudo! ele me conquistou, me ajudou a vencer esse trauma e mostrou o quanto o amor dele foi sincero, ingênuo e super bonito, fazendo companhia nos momentos difícies, fáceis, alegrias, nos dias em que ficava sozinha em São Paulo, onde morei por seis anos. Passei por alguns momentos difíceis lá e o Tosh era um alento", disse a médica. 

Foto: arquivo pessoal

"Foi meu escudeiro de verdade. Voltei para Teresina em 2017 e ele ficou em São Paulo. Só voltou depois quando meu irmão veio. Não tenho filhos, mas casar ou qualquer evento da minha vida não faria sentido se o Tosh não tivesse junto, porque nos momentos em que mais precisei, quando eu estive sozinha em São Paulo, ele esteve comigo. Nenhuma celebração seria a mesma se ele não estivesse lá. è como se fosse meu filho, irmão, amigo. A gente chama ele de Tosh Lindo", disse Joyce Dantas.

Censo animal revela que Teresina tem quase 150 mil cães e gatos

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

Quase 150 mil cães e gatos em Teresina. Este é o número estimado pelo primeiro Censo Animal, divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Centro de Zoonoses de Teresina. A pesquisa teve como objetivo dimensionar a população canina e felina do município e utilizar os dados obtidos para fomentar campanhas educativas e de saúde.

A pesquisa aponta um total de 148.943 animais na cidade, dos quais 111.987 são cães e 36.956 são gatos, entre domiciliados, semidomiciliados e animais de rua. O resultado leva a uma média de um cão para cada 7,7 habitantes da capital e um gato para cada 23,23 teresinenses. Ainda segundo o censo animal, 47,1% das residências em Teresina possuem um pet, sendo 37,6% com cachorros e 14,7% com felinos.
 
Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), diz que a metodologia utilizada seguiu os mesmos parâmetros que o Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRA), no qual é usada uma amostragem para mensurar e calcular os resultados obtidos.

“Aplicamos um questionário, por meio dos formulários do Google, em 12.289 residências. Após a aplicação deste questionário, os dados foram tabulados, analisados e também validados por um profissional da área de estatística”, explica. 

O método apontou ainda que a população de rua é estimada em 3% do número de animais domiciliados, o que leva a cerca de 3.360 cães sem um tutor responsável por eles.

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

 
A gerente chama atenção para o número de animais com acesso à rua, que pode levar a perigos como doenças, atropelamentos, envenenamento e agressão. 

“Em relação aos felinos, nós constatamos que 68,84% deles têm acesso livre à rua. É um percentual muito alto, e para reduzir o indicador você pode castrar o animal e reproduzir em casa um ambiente parecido com o que seu instinto vai procurar na rua”, diz Oriana Bezerra.

“Já em relação aos cães, constatamos que 22,74% têm acesso à rua acompanhado por um responsável, e 26,46% são soltos na rua pelos próprios tutores, um dado que nos surpreendeu. Lembramos que esta é uma conduta inadequada, pelos riscos e também porque o código sanitário proíbe que eles andem nas vias desacompanhados e sem proteção como focinheiras, para evitar agressão às pessoas”, alerta a gerente de Zoonoses.
 
O censo animal também apontou dados relativos à castração.

“A gente observou que a porcentagem de cães castrados é bem menor que a de felinos”, afirma Oriana Bezerra. 
Ela conta que, dentre os cães, 3,96% dos machos e 8,25% das fêmeas são castrados, uma diferença de mais de duas vezes entre os sexos, o que não acontece com os gatos, que apresentaram 12,35% dos machos e 18,44% das fêmeas esterilizados – uma relação equilibrada.
 
O censo também apurou dados em relação a reprodução e zoonoses, o que possibilitará a adoção de estratégias de controle sanitário e prevenção.

 “Os dados irão servir como direcionamento para um trabalho educativo relacionado à posse responsável, a importância da castração e de se manter os animais dentro dos domicílios, bem como melhorar indicadores”, finaliza a gerente

Projeto quer que animais sejam tratados como seres com sentimentos

Foto: Reprodução Facebook Rancho dos Gnomos

Para muita gente, não só para mamães e papais de pets, os animais são considerados parte da família. Mas para fins do Código Civil, o animal é um bem móvel ou coisa. Buscando mudar isso, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal aprovou projeto pelo qual os bichos seriam reconhecidos como seres sencientes, capazes de sentir sensações e sentimentos de forma consciente, e teriam também personalidade jurídica, podendo, inclusive receber habeas corpus ou outros instrumentos legais de proteção. 

"Os animais não humanos possuem natureza jurídica sui generis e são sujeitos de direitos despersonificados, dos quais devem gozar e obter tutela jurisdicional em caso de violação, vedado o seu tratamento como coisa", disse o projeto de lei do deputado Ricardo Izar (PP-SP).

As mudanças no tratamento seriam válidas para animais domésticos e silvestres. 

Foto: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi o relator do projeto, destaca que a nova lei não afetará hábitos de alimentação ou práticas culturais, mas contribuirá para elevar a compreensão da legislação brasileira sobre o tratamento de outros seres.

"É uma elevação de status civilizatória. Não há possibilidade de pensarmos na construção humana se a humanidade não tiver a capacidade de ter uma convivência pacífica com as outras espécies. Eles devem ser tratados com dignidade "afirmou Rodrigues.

O projeto seguiria para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), mas a CMA aprovou requerimento de Randolfe para o seu envio direto ao Plenário, em regime de urgência.

 

Com informações Agência Senado e o Globo

Ação tenta arrecadar R$ 100 mil para evitar extinção do tatu-bola

Foto: Liana Sena / Associação Caatinga / Divulgação

Típico da Caatinga, o tatu-bola já perdeu 50% da sua população nos últimos 27 anos, em decorrência do desmatamento, caça predatória e destruição de habitat. O animal passou do estado de conservação “vulnerável” para “em perigo”, o que indica risco de extinção em curto prazo. 

Para evitar que isso aconteça, foi lançado um financiamento coletivo para arrecadar R$ 100 mil necessários para construir o Centro de Pesquisa e Conservação do Tatu-bola (CPCTB). O local será implantado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), localizada na divisa do Ceará com Piauí, uma relevante área de Caatinga. 

A ação é da Associação Caatinga, referência nacional na luta pela preservação do bioma. Atualmente, a maioria dos tatus-bola sobrevive apenas em Unidades de Conservação – UCs, com baixa densidade humana. 

O centro ajudará nas atividades de pesquisa para a conservação do tatu e do bioma Caatinga e a iniciativa faz parte do projeto #EuProtejoOTatuBola. 

Foto: Samuel Portela / Associação Caatinga / Divulgação

Além disso, a Associação Caatinga faz parte da coordenação executiva do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação do Tatu-bola. O PAN foi elaborado em 2014 e é voltado para a conservação de duas espécies de tatus-bola: o tatu-bola-do-Nordeste, que vive predominantemente na Caatinga e em algumas áreas de Cerrado, e tatu-bola-do Centro-Oeste, que tem maior incidência na região do Pantanal e em algumas áreas de Cerrado.

Empresa lança "cerveja" para cachorro

Fonte: Divulgação

Que tal sair com seu grande parceiro para tomar uma boa cerveja? Mas, sabemos que os cachorros não podem consumir uma cerveja como a que estamos acostumados, certo? Pensando nisso, uma empresa criou uma “cerveja” especialmente para os cachorros, feita com extrato de malte e levedo de cerveja. Agora, não existem mais desculpas para não brindar com seu cachorro.

A bebida, que terá os sabores de carne e frango, é uma proteína líquida fabricada sem teor alcoólico, rica em vitaminas e fibras e foi desenvolvida por experts em nutrição e veterinários especialistas em alimentação animal. Ou seja, é uma ótima pedida para o seu cachorro. Feita especificamente para os cachorros, ela não passa pela fermentação e nem é carbonatada.

A empresa também criou biscoitos caninos de bagaço de malte: 100% natural e crocante, esse alimento pode ser dado diariamente para os cachorros como agrado e recompensa. Seja isso em casa ou até mesmo naquele happy hour com seu grande amigo. Os petiscos não apresentam conservantes, aromatizantes e corantes artificiais.

“Nós sempre gostamos de inovar e trazer novidades. Nos últimos meses, nos juntamos a especialistas do mundo animal para lançar uma ‘cerveja’ boa para cachorro. Queremos incentivar que as pessoas estreitem a relação com seus cachorros”, afirmou Guilherme Poyares, gerente de marketing da empresa.

A "cerveja" e os petiscos terão sua pré-venda no site do Empório da Cerveja, de 10 a 21 de julho. Após esse período, os produtos poderão ser encontrados nos principais pet shops do Brasil e em alguns bares. 

Projeto propõe que animais visitem donos em hospitais de Teresina

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Imagem mostra a visita de um cão em um hospital de urgência em Goiás onde o projeto já é realidade (Fotos: Divulgação Hugo e Governo de Goiás)

Um projeto de lei propõe que animais de estimação possam entrar em hospitais públicos ou privados de Teresina para visitar seus tutores quando estiverem internados. A proposta é da vereadora Pollyanna Rocha (PV) que destaca que as visitas seguirão normas rígidas e definidas pelas casas de saúde. 

"As pessoas que convivem com animais sabem o quanto essa parceria é sadia e benéfica. A proposta é que os pacientes possam ter acesso à alegria e ao amor dos seus animais de estimação no ambiente hospitalar, desde que sejam obedecidos rígidos critérios a serem determinados pelos médicos e casas de saúde", disse a autora do projeto.

Além de cães e gatos, pássaros, chinchilas, tartarugas, hamsters e coelhos também poderiam visitar seus tutores. No projeto consta que o ingresso de animais somente poderá ocorrer em companhia de algum familiar do paciente ou acompanhante que esteja acostumado no manejo do animal. 

Nos hospitais, o transporte deve ser realizado em caixas específicas para este fim, de acordo com o tamanho e a espécie de cada animal-visitante, ressalvando o caso de cães de porte médio ou grande.

Imagem mostra a visita de um cão em um hospital de urgência em Goiás onde o projeto já é realidade (Fotos: Divulgação Hugo e Governo de Goiás)

"Atualmente, os animais têm ocupado grande espaço em nossas vidas e são considerados entes da família. Muitos os amam tanto a ponto de considerá-los como filhos", frisa Pollyanna Rocha.

Em outros estados do país, a Terapia Assistida por Animais (TAA) já é realidade como em Goiás, Ceará e São Paulo. Entre os benefícios estariam, por exemplo, a melhora no quadro de saúde e, consequentemente, a redução no tempo de internação. 

Vereadora Pollyanna Rocha é a autora do projeto que foi enviado à comissão jurídica e, se aprovado, será votado em plenário (Foto: Thais Loiola)

"Há estudos demonstrando que a eficácia do tratamento é cientificamente comprovada. A Pet Terapia é um instrumento benéfico para restaurar a saúde da pessoa doente. O fortalecimento do vínculo afetivo entre o humano e o animal de estimação é de extrema importância para o sucesso do tratamento. Desta maneira, só vimos bons motivos ao propor este projeto e estamos otimistas quanto à sua aprovação", conclui a vereadora. 

O projeto cita ainda que os pets não serão permitidos em alguns setores hospitalares como quimioterapia, transplante, assistência a pacientes vítimas de queimaduras, farmácia entre outros. 

A proposta foi apresentada no plenário da Câmara de Vereadores na semana passada. O projeto foi enviado para a comissão jurídica e, se aprovado, segue novamente para o plenário para votação e, posteriormente, para sanção do prefeito.

Justiça decide que gato disputado por casal separado terá guarda compartilhada

Imagem Ilustrativa de Charles Leslie por Pixabay 

O gato "Mingau" ficará 15 dias por mês com o tutor e os outros 15 com a tutora. A decisão é da juíza Marcia Krischke Matzenbacher, da Vara da Família da comarca de Itajaí, em Santa Catarina. O casal adotou o gato, ainda filhote, enquanto estavam juntos e a disputa se deu logo após a separação. Segundo o processo, a mulher ficou com o bichano e impediu as visitas e o contato do ex - o que provocou a ação judicial.

"As fotografias anexadas ao processo e a tatuagem na perna do autor comprovam o convívio duradouro e também ilustram o carinho devotado ao felino", considerou a magistrada. Para ela, há indícios de que a ré, além de impedir as visitas do autor, proferiu ameaças de que daria "fim no Mingau" antes mesmo de entregá-lo.

Embora o feito tenha como objeto a regulamentação de guarda e visitas de um gato, para a qual não há lei especifica no ordenamento jurídico vigente, Marcia Krischke Matzenbacher decidiu de acordo com a analogia. Ou seja, utilizou o que diz a legislação sobre o conflito de guarda e visitas de filhos e aplicou neste caso específico envolvendo o gatinho.

A magistrada citou um julgamento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob relatoria do ministro Luís Felipe Salomão.

"Deve ser afastada qualquer alegação de que a discussão envolvendo a entidade familiar e o seu animal de estimação é menor, ou se trata de mera futilidade a ocupar o tempo desta Corte. Ao contrário, é uma questão bastante delicada, examinada tanto pelo ângulo da afetividade em relação ao animal, como também pela necessidade de sua preservação como mandamento constitucional (art. 225, parágrafo 1, inciso VII). Para o ministro, "os animais de companhia são sencientes - dotados de sensibilidade, sentindo as mesmas dores e necessidades biopsicológicas dos animais racionais -, (e) também devem ter o seu bem-estar considerado".

Com isso, a magistrada deferiu o pedido de tutela provisória de urgência, anteriormente negado, para que seja garantida a convivência do autor com "Mingau". Mas fez uma ressalva. "Se, no curso da lide, restar constatado que a real intenção do requerente com o ajuizamento desta lide tratou-se de uma forma forçada de manter algum tipo de contato com a ré, a tutela provisória de urgência será de imediato revogada."

Por antever o "clima de animosidade" entre as partes, a juíza determinou que o gatinho "seja entregue ao autor por pessoa de confiança da ré, e esta deverá devolver após o período de guarda".

Cabe recurso. O caso tramita em segredo de justiça.

 

Fonte: Folhapress

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