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Senado vota nesta 3ª projetos em defesa dos animais

Foto: Publicada por Agência Senado

Já está incluída na ordem do dia de terça-feira (11), com regime de urgência, a votação de projetos do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e do deputado Ricardo Izar (PP-SP) que modificam a legislação brasileira, visando dar maior proteção e dignidade aos animais em suas interações com os seres humanos.

As duas propostas tramitam juntas. Em linhas gerais, o projeto de Randolfe determina uma multa, que pode chegar a mil salários mínimos, para estabelecimentos comerciais que de alguma forma maltratem ou abusem de animais (PLS 470/2018). Nestes casos, os abusadores também podem pegar até 3 anos de cadeia, além de arcarem com uma multa a ser determinada em processo judicial.

Já a proposta de Izar estabelece um regime jurídico especial aos animais, devendo com isso gozar e obter tutela jurisdicional em caso de violações de direitos. Com esse mecanismo, o Ministério Público passará a poder abrir processos investigatórios para garantir a proteção dos direitos de animais (PLC 27/2018).

Arara-azul


Em entrevista concedida na quinta-feira (6), o presidente do Senado, Eunício Oliveira, informou que resolveu dar urgência a estes projetos devido a seu compromisso com o conservacionismo.

— Sou conservacionista do Ibama, tenho mais de mil animais que eram mal-tratados. Faço isso há 12 anos. São animais que foram capturados pelo Ibama em péssimas condições, e hoje os trato com a dignidade que merecem. Foram encaminhados a mim depois de passarem por triagem, pois não tinham mais condições de readaptação à vida silvestre. Meu orgulho é uma arara-azul, animal infelizmente em extinção. Coloquei uns troncos de madeira e buriti no viveiro para ela e outras aves treinarem, porque se recuperarem a capacidade de voo e readaptação, retornam à natureza — explicou.

Eunício detalhou ainda que conseguiu que a arara-azul reproduzisse no viveiro.

— Consegui reproduzir, já nasceram dois netinhos de um casal de arara-azul. Se recuperaram dos maus-tratos e reproduziram em cativeiro.

Manchinha


Na justificativa de seu projeto, Randolfe diz que o que o motivou foi o sentimento de indignação, compartilhado com dezenas de milhões de brasileiros, relacionado à execução do cachorro Manchinha. Um vídeo que viralizou nas redes sociais na última semana mostra um segurança de um supermercado em Osasco (SP) perseguindo o cão com um cabo de vassoura. Manchinha chegou a retornar ao supermercado sangrando, mas acabou morrendo.

Ainda pela proposta do senador, as multas aplicadas aos estabelecimentos que concorrerem para a prática de maus-tratos como estes, deverão ser revertidas para entidades que atuam na proteção de animais domésticos e silvestres.

 

Fonte: Agência Senado 

Cãozinho é abandonado com sinais de queimaduras por água quente

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Foto: Celina Lira (arquivo pessoal)

Um mestiço de pischer, batizado de Filé, teve a vida salva pela psicóloga Celina Lira. Com o corpo infestado de carrapatos e com queimaduras nos olhos, que podem ter sido provocadas por água quente, o animal foi abandonado na Rua Tenente Lauro Lopes, no Vale Quem Tem, na zona Leste de Teresina. O caso de Filé e do cãozinho morto em um supermercado em São Paulo são apenas dois dos inúmeros que ocorrem todos os dias. Em onze meses, mais de 200 ocorrências foram registradas na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente no Piauí. 

"Estava saindo para o trabalho e me deparei com ele no meio da rua, na frente da minha casa. Tinha sinais de maus-tratos e abandono. Os olhinhos dele estavam em carne viva e isso me deixou muito comovida. Ele estava com os olhos vermelhos e muito ofegante. Parecia que ia morrer. Então, eu e meu marido resolvemos colocá-lo para dentro de casa e à tarde levamos a uma clínica", conta a psicóloga. 

Ela acredita que o cãozinho tinha dono e, provavelmente, foi abandonado e teve os olhos queimados por suspeitarem de alguma doença. 

"Ele não é um cachorro velho e uma coisa me chamou a atenção: os dentinhos todos branquinhos. Parece que tinha dono que o abandonou porque suspeito que podia estar doente. Os olhos deles foram queimados e o veterinário não descartou a hipótese de que tenha sido com água quente", cogita a psicóloga.

Filé foi submetido a uma série de exames, permanecendo internado em uma clínica particular. 

O resgate de Filé ocorreu nesta quinta-feira (06), mesmo dia que outro cãozinho, o Chico, também ganhou uma nova vida. O animal foi agredido com um tijolo na cabeça e permanece internado. Apesar da pancada, o veterinário Ângelo Sousa explica que o animal está com as taxas renais e hepáticas preservadas. Quem quiser adotar Chico pode entrar em contato através do (86) 9 9916 8798.

 

Delegacia registrou mais de 200 ocorrências

Bruna Fontenele, titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente no Piauí, cita situações consideradas maus-tratos que podem resultar, inclusive, em prisão.

"O ferir, mutilar o animal, assim como colocar o animal em situações adversas como sem água, sem comida, exposto ao sol, tudo isso representa maus-tratos. Qualquer tipo de maus-tratos deve ser denunciado. Se a pessoa for pega em flagrante, será presa, conduzida à Central de Flagrantes onde será feito um procedimento criminal", explica a delegada Bruna Fontenele. 

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente no Piauí disponibiliza os contatos (86) 3230 2025, 9 9541 9310, 9 9449 2387. para denúncias que, inclusive, podem ser anônimas 

Chuvas aumentam o aparecimento de caranguejeiras em Teresina

Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com


(Foto: Vitor Hugo Travi/ Reprodução: ecoparquesperry)

Elas causam pânico e uma coceira irritante. Daí, a primeira reação dos serumaninhos é: jogar álcool. Concordo que as aranhas caranguejeiras causam medo, mas por favor, não as matem!

Francisco Soares, professor e biólogo com Mestrado e Doutorado em Botânica, explica que o aparecimento das caranguejeiras está associado ao período chuvoso. Quando começa a chover, a água invade e alaga a toca das aranhas, por isso que é comum vê-las "passeando" pela casa. 

"Quando chove, geralmente, a toca alaga e elas saem em busca de calor, por isso ficam mais expostas", explica Soares. 

Apesar de todo o temor, as caranguejeiras não são venenosas, não mordem. Apenas soltam pelos que, geralmente, causam uma reação alérgica que passa após algum tempo. 

"Como qualquer aranha, as caranguejeiras fazem digestão extracorpórea e liberam enzimas que são ácidas e provocam queimaduras, ou seja, elas vomitam o conteúdo estomacal sobre a presa e depois sugam a “sopinha” pré-digerida", acrescenta o professor. 

(Foto: Joilson Pimentel)

Ele explica que, além de ser uma crueldade, jogar álcool e atear fogo nas aranhas representa um risco de incêndio. 

"Quem tem medo de aranha, o recomendável é tentar afugentá-la com uma vassoura. Tocar fogo nela é perigoso para a pessoa que está fazendo isso, pois vai manusear álcool que é inflamável e pode causar queimaduras graves. Fora isso, ao tocar fogo, a aranha vai sair correndo e dependendo da casa e pra onde ela for correr, pode provocar um acidente enorme. Apesar da aparência, as caranguejeiras inofensivas", explica Francisco Soares.  

Polícia abre inquérito para apurar morte de cão em supermercado

(Foto: Reprodução/Facebook)

A Polícia Civil abriu inquérito nesta segunda-feira (3) para apurar as circunstâncias da morte de um cachorro em unidade do Carrefour em Osasco, na Grande São Paulo.

O caso aconteceu na quinta (29), mas tomou proporções no fim de semana, quando imagens do animal ao lado de manchas de sangue circularam nas redes, e ONGs e ativistas reagiram. De acordo com os relatos, o cachorro foi agredido por um funcionário após orientação para que fosse retirado do local.

O Carrefour diz que a equipe responsável pela segurança naquele dia foi afastada preventivamente, até a conclusão das investigações, e que colabora com as autoridades, disponibilizando informações e imagens.

Ferido, o cão foi resgatado pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), mas não resistiu. Além de relatos sobre agressão, há suspeitas de que o animal tenha sido envenenado e a versão de que os ferimentos seriam resultado de um atropelamento.

Para a delegada Silvia Fagundes, da Delegacia do Meio Ambiente, nenhuma hipótese pode ser descartada por hora.

Havia a expectativa de que um laudo determinasse a causa da morte. Mas o animal foi cremado, o que prejudica as investigações.

Isso porque, ao ser acionado na semana passada, o CCZ tinha a informação de que o cachorro havia sido vítima de atropelamento. Sem a informação dos supostos maus-tratos -e sem o boletim de ocorrência feito rapidamente-, foi dado destino ao corpo. E sem ele, agora, fica mais difícil comprovar se o bichinho sofreu agressões ou foi envenenado.

Relatórios sobre o atendimento do cão, porém, apontam sinais de envenenamento, segundo o delegado Bruno Lima, eleito deputado estadual pelo PSL, e que acompanha as investigações.

(Foto: Reprodução/Facebook)

"Consta que o animal chegou com sinais clínicos de envenenamento. Não tem a necropsia porque o corpo já havia sido incinerado, pois a denúncia de espancamento só veio depois -até então o Centro de Bem Estar Animal acolheu como caso de atropelamento", afirma Beatriz Silva, presidente da ONG Bendita Adoção e que também esteve na delegacia.

De acordo com a delegada, a gerência da unidade já foi ouvida, e a versão de atropelamento não foi mencionada. Outros funcionários serão chamados para depor, incluindo o segurança. Segundo ela, imagens da loja e da região devem ajudar a elucidar o caso. Para Silvia, ainda é cedo para apontar responsabilidades.

O delegado Bruno, que foi ao supermercado no fim de semana, afirma ter ouvido quatro pessoas, e uma delas disse ter visto as agressões. Essa testemunha ainda deve ser chamada para depor.

Maus-tratos contra animais é crime previsto em lei e que pode render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

No instagram, várias celebridades também lamentaram o caso e demonstraram revolta com a morte do animal. 

 

OUTRO LADO

Em nota divulgada nesta segunda, o Carrefour afirma que a rede repudia qualquer tipo de maus-tratos contra animais. Afirma que, segundo apuração preliminar, o animal circulava há dias pelo estacionamento, e o CCZ chegou a ser acionado "por diversas vezes" para o resgate.

Diz ainda que clientes se queixaram sobre a presença do cão no dia do incidente, e um funcionário de empresa terceirizada tentou afastá-lo, o que "pode ter ocasionado um ferimento na pata do animal". Acionada, a equipe do CCZ usou um enforcador para imobilizar o cachorro, que desfaleceu, conforme a empresa.
"Estamos colaborando com as autoridades, disponibilizamos todas as informações e imagens para que o fato seja solucionado."

A Prefeitura de Osasco informou que o Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal foi acionado dia 29 para prestar socorro a um cachorro, "possivelmente vítima de atropelamento, no estacionamento do hipermercado". 

Segundo nota, somente na noite de sexta (30), o departamento recebeu a denúncia de que o cachorro havia sido espancado e envenenado, e não atropelado.Novamente, funcionários do Departamento de Fauna e Bem-Estar Animal estiveram no hipermercado, onde encontraram o delegado Bruno [São Paulo], que colheu depoimentos de testemunhas e registrou boletim de ocorrência na Delegacia do Meio Ambiente para a abertura de inquérito policial."

A administração municipal afirma que acompanhará o inquérito e disponibilizará imagens das câmeras de monitoramento da região para contribuir com as investigações.

 

Fonte: Folhapress

Cão fica ao lado do caixão do ex-presidente dos EUA

 


Foto: Reprodução Twitter / Jim Mcgrath

A presença de um cachorro na vida das pessoas que passam por algum problema de saúde é valiosa. E não foi diferente com o ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush, que sofria com a doença de Parkinson.

O ex-líder americano morreu, aos 94 anos, na sexta-feira, dia 30 de novembro. O cão Sully, um labrador, foi dado a Bush para abrir portas, pegar itens e conseguir ajuda para ele. O animal foi doado em junho pela organização sem fins lucrativos VetDogs

Neste domingo, 2, uma foto de Sully ao lado do caixão do dono, coberto com a bandeira dos Estados Unidos, foi publicada nas redes sociais e viralizou. No perfil no Instagram criado para acompanhar a rotina do cãozinho, a frase "Missão cumprida" arrancou lágrimas dos seguidores. 

Sully deve retornar para os responsáveis pela VetDogs, em Nova York, antes de ingressar no Programa Dog Facility do Centro Médico Militar Nacional Water Reed.

Homenagens

 

Os Estados Unidos iniciam nesta segunda-feira, 3, as cerimônias em homenagem ao ex-presidente. George H. W. Bush será enterrado segundo o protocolo de funerais com honras de Estado, organizado pelo Pentágono.

Fonte: Estadão Conteúdo

Luisa Mell vai recorrer ao papa para transferir irmão da ursa Marsha

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

A ativista Luisa Mell anunciou nas redes sociais que irá recorrer ao Papa Francisco para conseguir a transferência dos ursos Dimas e Kátia que vivem em um zoológico no estado do Ceará. O ursinho é irmã de Marsha, rebatizada de Rowena, que vivia no Piauí e foi transferida para um santuário em São Paulo devido as altas temperaturas na capital piauiense. No post, Luisa Mell disse que também levará o caso à Justiça.

A reação da ativista ocorre após um parecer apresentado pela Superintendência Estadual de Meio Ambiente (Semace), nesta sexta-feira (30), que atesta que "não foram vistas condições inadequadas dos animais em questão e que os mesmos já se adaptaram à região de Canindé”.

"Laudo da Secretaria de Meio Ambiente do Ceará, feito por um veterinário de cães e gatos que não tem experiencia alguma com ursos, ignorou tudo isso. Não há sequer um exame de saúde dos ursos no laudo, que é superficial, equivocado e não cita o clima, o calor ou a fisiologia dos ursos, nem mesmo o fato de eles serem alimentado com ração de cachorro. Ignorando a biologia, a fisiologia, a doença de Kátia e o sofrimento, o laudo afirma que os ursos estão bem", publicou Mell. 

(Foto: Santuário de Canindé)

"A arquidiocese franciscana, comandada pelo Frei Marconi, que mantém um zoológico IRREGULAR  e que cobra ingressos para as pessoas verem os animais, também se opõe a dar um final de cida digno para os ursos feitos para viver no frio, mas que vivem em temperaturas que passam de 40°", segue o post da ativista. 

(Foto: Reprodução Instagram/Luisa Mell)

 

Margot e Sérgio Moro são os primeiros cães registrados em cartório no Piauí


Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Sérgio Moro Nascimento Nolarte e Margot Sampaio, cães das raças beagle e shih-tzu, são os nomes dos primeiros pets registrados em cartórios no Piauí. O serviço começou a ser ofertado nesta semana no cartório Themístocles Sampaio, no centro de Teresina. 

"A Margot tem três meses e é muito pequena. Em um possível caso de descuido ou mesmo se alguém de má-fé tentar levá-la, vou ter como provar que ela é minha, pois ela está registrada em cartório e com isso agora está declarado publicamente a posse do animal. Ter um registro também faciilita o transprote durante viagens de avião", disse Laís Sampaio, tutora da Margot, uma shih-tzu, de três meses. 

Margot Sampaio ao lado da tutora Laís Sampaio ( Foto: arquivo pessoal)

Os tutores interessados em registrar seu pet devem levar uma declaração com dados pessoais do donos e informações sobre raça, cor e características do pet, além de uma foto que não precisa ser 3x4. 

"Se o tutor preferir, pode levar uma declaração de casa ou pegar um modelo que é disponibilizado no cartório. A foto pode ser do celular mesmo", orienta Laís Sampaio. 

O preço de oficializar o pet como um membro da família é pouco mais de R$ 100. O procedimento inclui a abertura de um protocolo [ R$ 10.78], o registro [R$ 75] e a emissão [R$ 19,23] que é entregue em cinco dias úteis.

Para Huelber Noleto, tutor do Sérgio Moro Nascimento Nolarte, o valor pago é irrelevante diante do significado de ter o pet oficialmente como membro da família.

Sérgio Moro Nascimento Nolarte ao lado do seu dono (Foto: aquivo pessoal)

"Tem o lado do mimo e o lado jurídico no caso de perda, pois se isso ocorrer, vamos ter um documento com a foto e as características do pet. Resolvi registrá-lo com o nome de Sérgio Moro em homenagem ao grande jurista que está fazendo toda a diferança no país. Ele foi registrado em meu nome e da minha noiva e fizemos questão que ele tivesse os nossos sobrenomes. Todo mundo é livre para pensar o que quiser, mas foi uma escolha nossa. Os pets já fazem parte da vida de muitas famílias", disse o advogado Huelber Noleto.

Todos os cartórios de registro de títulos e documentos podem registrar pets. Contudo, em Teresina, apenas o cartório Themístocles Sampaio realiza o serviço. O cartório fica situado na Rua Lisandro Nogueira, 1223, no centro. O horário de funcionamento é de 8h às 16h30. 

 

MELHOR AMIGO DO HOMEM 

Os pets já fazem parte de algumas famílias e são cada vez mais comum locais pet friendly, ou seja, estabelecimentos comerciais onde cães e gatos também são muito bem vindos.

Neste fim de semana, por exemplo, um shopping na zona Norte de Teresina fará um megaevento voltado para momentos de confraternização entre bichinhos e tutores. O "Natal Pet" contará com desfiles, concursos, talk show e a presença de representantes da  OAB-PI e do IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito da Família) que prestarão  assessoria jurídica sobre os direitos dos animais, além da ANOREG-PI (Associação dos Notários e Registradores) informando sobre o registro de pet. O evento terá início às 16h, deste domingo (02). 

Pets são remédio contra solidão

(Foto:Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas)

Eles são o melhor remédio contra solidão e sobrecarga de trabalho. Uma pesquisa encomendada pela empresa de alimentos e cuidados para animais Mars Petcare junto à OnePoll com 2 mil pessoas constatou que, depois de um mês da chegada de um cão ou gato, 75% deles deixou de se sentir só.

O estudo constatou que 33% dos entrevistados se descrevem como “socialmente isolados” e alegam ter apenas duas pessoas em quem podem realmente confiar. Há inúmeros fatores apontados como gatilhos para esse isolamento, mas se destacam dedicação excessiva ao trabalho [32% dos entrevistados revelaram que horas extras foram prejudiciais à sua vida pessoal] e o exagero no uso das redes sociais [25% das pessoas admitiram que grande parte de suas interações sociais acontece online].

A pesquisa também descobriu que os entrevistados se sentem sozinhos, em média, sete dias por mês, que seis em cada 10 pessoas apresentam ansiedade social e mais de 75% evitam a completa socialização. Além disso, 44% acham que o ser humano está menos amigável do que era há apenas cinco anos, 75% acreditam que as pessoas estão se tornando mais distantes uma das outras em comparação às gerações anteriores e um em cada seis entrevistados admite que se preocupa mais com o que os outros pensam sobre ele do que há cinco anos.

No entanto, os animais de estimação parecem fazer toda a diferença: 21% das pessoas que possuem gatos e cães disseram se sentir sozinhas, em comparação aos 32% dos que não tem animais de estimação.

(Foto:Cesar Brustolin/SMCS / Fotos Públicas)

De acordo com Deri Watkins, Executivo da Mars Petcare, os animais de estimação podem fazer parte da solução para a crescente questão da solidão. “Essa pesquisa mostra a diferença tangível que nossos amigos caninos e felinos podem fazer na vida das pessoas solitárias”.

 

TUTORES REVELARAM QUE O PET FAZ TODA A DIFERENÇA  E IMPULSIONA A VIDA SOCIAL

 

* 82% dos tutores de animais entrevistados se sentiram menos sozinhos ao receber um animal;

* 4 em cada 5 entrevistados disseram que o sentimento de isolamento desapareceu 1 mês depois do pet passar a fazer parte de suas vidas;

* 6 em cada 10 pessoas entrevistas relataram que o pet é seu companheiro mais próximo;

* 85% dos entrevistados disseram que seu animal faz a casa um lugar mais feliz para se morar;

 * Mais de 50% das pessoas entrevistadas atribuem ao pet um novo senso de propósito para suas vidas;

* 50% dos entrevistados tutores de cães têm mais probabilidade de conversar com pessoas que não conhecem quando caminham com o pet;

* 62% dos entrevistados que possuem um cão disseram que fazem mais exercício.


Fonte: Correio Braziliense
gracianesousa@cidadeverde.com

Sinais que indicam que seu pet pode ter câncer de próstata

(Foto: Agropet Mineiro)

Novembro é o mês de conscientização sobre o câncer de próstata em humanos, mas a doença também pode acometer os pets. Indisposição, dificuldade de urinar e emagrecimento são alguns dos sintomas da doença em cães. A veterinária Joyce Magalhães alerta que os tutores devem ficar atentos a mudanças no animal que podem ser indicativas do câncer de próstata. 

"Sintomas como aumento na frequência do ato de urinar, gotejamentos constantes, bem como sangue ou pus na urina ou secretado pelo pênis são sinais de alerta e precisam de atenção. Constipação, dificuldade no ato de defecar, tem origem devido ao aumento da próstata que pressiona o intestino,  as fezes podem mudar a forma sair como fitas e, em situações mais severas, dor abdominal", explica a médica. 

Dificuldades de locomoção também podem ser um indicativo da doença em cães, além de  febre, dores generalizadas, depressão, falta de apetite, perda de peso e vômitos.

"Fique atento se o animal está mancando ou apresenta uma rigidez ao caminhar, pois o aumento da próstata pode pressionar nervos posteriores à zona prostática", orienta Magalhães. 

Independente da raça, os animais de pequeno porte não castrados, são os mais atingidos, embora o câncer de próstata possa se manifestar em todos os machos da classe dos mamíferos. 

Quanto mais velhos vão ficando os animais, cresce a probabilidade de que eles desenvolvam enfermidades típicas da velhice. As doenças da próstata são um exemplo e devem ser bem diagnosticadas e tratadas o quanto antes. Entre os problemas mais comuns da glândula estão: hiperplasias benignas (aumento de tamanho), hiperplasias malignas (câncer), inflamações (prostatites), presença de cistos, entre outros. 


CASTRAÇÃO

Joyce Magalhães chama a atenção sobre a importância da castração na prevenção da doença. 

"Com a castração, a incidência de câncer de próstata diminui em até 90%, além de ajudar no controle comportamental de animais mais agressivos e dominantes, também  auxilia no controle populacional", explica a veterinária. 

(Foto: Pablo Ferreira)

A médica frisa que a relação entre a castração e a prevenção da doença, não é a mesma observada nas fêmeas, no tocante ao câncer de mama, porém, a castração antes da maturidade sexual (que acontece em média aos 9 meses de vida) é uma indicação para reduzir as chances de cães e gatos à desenvolverem tumores prostáticos.

"A incidência do câncer de próstata, ou adenocarcinoma da próstata, que é uma neoplasia maligna, em cães é de aproximadamente 4%, em animais com mais de 7 anos de idade, no caso dos gatos, é menos frequente, porém em ambas as espécies, é uma doença grave e na maioria das vezes fatal. Já no caso da Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), 8 em cada 10 animais não castrados são acometidos, esse aumento da próstata está relacionada com fatores hormonais, portanto não ocorre em animais castrados", alerta a veterinária. 

PREVENÇÃO

"Assim como para os humanos, o acompanhamento frequente é indispensável para evitar complicações mais graves. A prevenção deve ser realizada por meio de consultas frequentes ao médico veterinário. Além do toque retal, no qual é detectado o aumento prostático, também podem ser realizados exames complementares, como o ultrassom. Devemos sempre evitar a doença e no caso da confirmação do diagnóstico confirmado, buscar a recuperação do animal para lhe proporcionar uma melhor qualidade de vida", alerta a veterinária. 

DOENÇA PODE SER TRATADA

Joyce Magalhães explica que, geralmente, o tratamento da doença é baseado na castração e medicação. Em casos mais graves é necessária a remoção cirúrgica do órgão.

"O tratamento deve ser feito o mais rápido possível evitar sofrimento, já que essa doença causa muita dor e desconforto. Em alguns casos, a quimioterapia ou radioterapia, pode ser necessária, para o alívio de dores e desconfortos e, diferente dos humanos, é melhor recebida pelos animais, já que estes não sentem tantos efeitos colaterais. Lembrando que os donos de animais castrados precisam também ficar atentos, pois o bichinho castrado pode desenvolver a doença, embora os casos sejam raros", finaliza a veterinária Joyce Magalhães.

Teresinense faz casinhas com caixa de leite para animais de rua

  • casinhass.jpg Adriana Serra/ arquivo pessoal
  • casinhacao.jpg Adriana Serra/ arquivo pessoal
  • gatocasa.jpg Adriana Serra/ arquivo pessoal

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Vários símbolos podem expressar o amor: um coração, um beijo, um abraço. Mas a dona de casa, Adriana Serra, escolheu caixinhas de leite para simbolizar seu sentimento por animais de rua. Desde março, ela vem espalhando amor por Teresina por meio de casinhas confeccionadas com caixas de leite para abrigar cães e gatos abandonados. 

"Sempre que ia ao supermercado, via cães abandonados e me partia o coração, principalmente, no período chuvoso. Perguntava a Deus como poderia fazer para ajudar. Procurei ideias na internet e vi que uma moça fazia um trabalho com caixas de leite e resolvi fazer também. Até agora fiz três casinhas", conta a dona de casa. 

Para confeccionar uma casinha, Adriana leva mais de uma semana. Para cada abrigo são, em média, 150 caixinhas de leite, além de fita adesiva, plástico e outros materiais de papelaria. E o trabalho voluntário vai muito mais além!

"Cada caixinha de leite é como se fosse um tijolinho. Vou embalando tudo pra não desmoronar na chuva e depois junto até formar uma parede. Além de fazer as casinhas, todos os dias, coloco água e comida para esse animais que já me reconhecem e parecem me esperar todo o fim de tarde", relata a dona de casa. 

Um dos abrigos fica no bairro Joquéi, na zona Leste de Teresina, onde moram cerca de 11 cães abandonados. No local, ela também plantou uma árvore para dar sombra aos animais. 

Adriana disse que ainda não sabe quantas casinhas quer confeccionar e  diz: "Na primeira casinha que fiz, todos os animais de lá foram adotados. Então, consegui um pouco do que eu queria. Sei que deixar na rua não é a melhor solução. O ideal era que alguém os adotasse. Enquanto isso não acontece, continuo fazendo as casinhas paraque eles não passem fome, sede ou frio. Enquanto chegar amor no coração das pessoas, vou continuar fazendo", completa Serra. 

(Foto: Reprodução Facebook/ Adriana Serra)

As caixinhas de leite usadas na confecção da casinhas são doadas por amigos os quais os chama de "anjos". "Como moro em apartamento, não tenho como armazená-las. Daí, sempre que preciso, divulgo no meu instagram @espalhandoaumor e aparecem muitas doações. Quero continuar com esse trabalho voluntário, fazendo casinhas, mas queria que eles também tivessem o que comer e beber. Então, minha ideia é que as pessoas consigam as caixinhas [para que eu faça os abrigos],  coloquem em um lugar onde tem animais de rua e passem a cuidar deles, dando comida e água, até serem adotados", reitera. 

MALDADE HUMANA

A linda história de amor entre Adriana e os animais de rua também tem capítulo ruins. Uma das casinhas foi furtada e outra quase que totalmente destruída. Nada que desanimasse a dona de casa. 

"Uma das casas foi roubada e tive que começar tudo de novo. Já comprei tigelinhas para colocar água e comida pra eles, mas também roubaram e agora improviso as vasilhas com telhas. Também desamassei a casinha que foi quase destruída. O primeiro sentimento foi de decepção com os seres humanos que são capazes de chegar a esse ponto, pois ali não tinha nada de valor material. Mas não penso em desistir, em deixar os bichinhos sem nada. Aos pouquinhos, continuo levando amor e conscientizando a população a ter mais respeito", ensina Serra.

Se a nobre atitude de Adriana não é reconhecida por alguns humanos, o amor que os animais de rua nutrem por ela transborda. 

"Sou só gratidão. No início, eles estranhavam, mas agora quando chego, até são simpáticos. Isso já pagou tudo o que faço. Não tô querendo fazer propaganda, quero que as pessoas entendam que os animais também sentem fome, sede e frio e não devem ser maltratados. Algumas pessoas podem até pensar que eu deveria tá ajudando pessoas, por exemplo. Mas vamos pensar? se quem gosta de animais ajudasse, quem se identifica com crianças também ajudasse, idosos e outras causas... se cada um fizesse sua parte o mundo seria melhor", disse Adriana Serra que pretende continuar espalhando amor.

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