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Após vetar vaquejada, Supremo vai julgar sacrifício religioso de animais

Após a polêmica decisão que condenou a realização das vaquejadas no país, o Supremo Tribunal Federal (STF) está pronto para julgar uma outra ação que promete colocar em pólos opostos defensores dos animais e de tradições culturais brasileiras.

Nesta semana, o ministro Marco Aurélio Mello liberou para decisão do plenário um processo que discute o sacrifício de animais em rituais religiosos de origem africana. Caberá agora à presidente da Corte, Cármen Lúcia, marcar uma data para o julgamento, ainda sem previsão para ocorrer.

Na ação, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) busca derrubar trecho de uma lei gaúcha que livra de punição por maus tratos a animais cultos e liturgias das religiões de matriz africana que praticam sacrifícios, como o candomblé.

A lei foi aprovada em 2004 pela Assembleia Legislativa do estado com 32 votos a favor dois contrários. Na época, o autor da proposta, deputado Edson Portilho (PT-RS), argumentou que vários praticantes e sacerdotes estavam sendo processados após os cultos.

O Ministério Público tentou derrubar a exceção dada às religiões africanas junto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), mas teve o pedido negado. O órgão, então, recorreu ao STF em 2006, para tentar novamente derrubar esse trecho da lei, que permanece em vigor.

A decisão a ser tomada pela Corte valerá apenas para o Rio Grande do Sul, mas como será proferida pela mais alta Corte do país, poderá criar um entendimento que influencie outros tribunais de instâncias inferiores.

No Brasil, é considerado crime, com pena de prisão de três meses a um ano, os maus tratos a animais, que podem consistir em atos de abuso, como ferir ou mutilar espécies silvestres, domésticas, nativas ou exóticas.

No capítulo sobre o meio ambiente, a Constituição também prevê a proteção da fauna, proibindo práticas "que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade".

A grande discussão a ser travada no STF é saber se a liberdade de culto, o caráter laico do Estado e a proteção a manifestações culturais deve prevalecer, nesses casos, sobre a proibição de maus tratos e a proteção do meio ambiente.

No processo que será julgado, diversos órgãos e entidades se manifestaram sobre o assunto. A controvérsia teve oposição dentro do próprio Ministério Público. O pedido do MP-RS foi contestado até mesmo pela Procuradoria Geral da República, órgão de cúpula da instituição.


Veja abaixo, o que argumentaram, resumidamente, cada um dos envolvidos no caso:


O que diz o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS)


Em seu pedido, o Ministério Público do Rio Grande do Sul argumentou que somente a União poderia excluir determinada conduta de punição penal. O órgão sustenta que a própria lei federal que penaliza os maus-tratos a animais, não cria exceção para os rituais religiosos.

O MP reconhece a importância do sacrifício nos cultos, dizendo que impedir a prática implicaria na “perda da própria identidade de sua expressão cultural”. Entretanto, argumenta que, em cada caso, cabe ao Judiciário avaliar se o ritual ultrapassou os limites.

“Ritos exóticos sem significação cultural, abate de animais em vias de extinção, utilização de meio desnecessário à atividade, provocação de sofrimento exagerado aos animais, entre outras, são circunstâncias que deslegitimam a expressão cultural, caracterizando infração até mesmo penal”, diz a peça.

Outro argumento do MPE-RS é que a lei estadual contraria a igualdade, ao beneficiar apenas as religiões africanas, lembrando que judeus e muçulmanos também sacrificam animais. “Se é verdade que tais religiões têm um papel significativo na cultura brasileira, não se pode esquecer que privilegiamentos específicos são incompatíveis com a natureza laica do Estado”.

O que disse o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS)


No Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), o pedido do Ministério Público estadual foi rejeitado. Ao julgar o caso, a Corte entendeu que o valor cultural do sacrifício prevalece sobre a proteção ao meio ambiente.

“Bastaria, a meu ver, um único praticante de religião que reclame o sacrifício de animais para que a liberdade de culto, essencial a uma sociedade que se pretenda democrática e pluralista, já atue em seu benefício”, escreveu em seu voto o desembargador Araken de Assis, relator do processo no TJ-RS.

O que disse a Procuradoria Geral da República (PGR)

 

Em parecer sobre o caso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou posição contrária ao MP-RS. Afirmou que a redação da lei gaúcha deve ser interpretada de forma a abarcar todas as religiões, não havendo privilégio aos credos africanos.

Argumentou ainda que a eliminação do texto poderia “deixar sob suspeita” a realização de cultos com sacrifícios, independentemente da religião.

Por fim, apontou que uma eventual restrição aos rituais não traria “ganho significativo” para o meio ambiente, levando-se em conta que os mesmos animais já são sacrificados para consumo humano em matadouros.

“A par das imolações rituais, seguirão os abates de forma extensiva dos mesmos animais, já agora como fonte de proteína na cadeira alimentar humana. Não há como pressupor que tenha o sacrifício religioso requintes de crueldade e que seja obsequiosa a extensiva matança comercial”, escreveu na ação.

O que disse a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS)


A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul rebateu, em seu parecer, que o estado tenha invadido competência da União. Esclareceu que a lei estadual apenas impõe punições administrativas – como aplicação de multas pelo governo gaúcho – e não criminais – como a prisão, que só poderiam ser definidas ou excetuadas pelo Congresso Nacional.

Em relação ao suposto privilégio das religiões africanas, a Assembleia explicou que a lei tratou apenas das religiões africanas porque no estado não existem outras que sacrifiquem animais. Informou ainda, que, antes da lei, diversos praticantes e sacerdotes de religiões africanas estavam sendo processados por maus tratos a animais.

“A declaração de sua inconstitucionalidade renovaria as ações belicosas em detrimento do exercício livre da crença e de suas liturgias. Assim, restaria não atingida uma das funções do direito que é o de promover a paz social”, diz o parecer.

 

O que diz o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA)

Em parecer no processo, o Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA) defendeu a punição de praticantes de sacrifícios. Além da crueldade, apontou que o ritual, “além de extremamente macabro”, pode prejudicar a saúde das pessoas, considerando que as vísceras são consumidas após a imolação.

Além disso, disse que as tradições de origem africana devem se submeter às regras brasileiras, em atenção à “soberania” do país.“É uma tradição africana, e portanto, deve-se adaptar às regras brasileiras. É como se a comunidade espanhola existente no país resolvesse realizar touradas”, argumentou.


O que disseram entidades que representam religiões africanas


Em parecer dentro do processo, diversas entidades ligadas às religiões africanas, sediadas em Porto Alegre e São Paulo, manifestaram contrariedade à ação do MP. Além da defesa da liberdade religiosa e o caráter laico do Estado, garantidas também por acordos internacionais,  destacou julgamento semelhante ocorrido em 1993 nos Estados Unidos.

Na época, a Suprema Corte americana derrubou a proibição imposta pela comunidade de Hialeah, na Flórida, sobre sacrifícios de uma igreja pertencente à santeria, de origem cubana.

“As mesmas normas municipais conviviam com a matança de animais praticada pelos judeus – uma regra da dieta alimentar judaica – sem que tais matanças fossem condenadas, pelo que a hostilidade em relação à Church of the Lukumi configurava indisfarçável discriminação”, diz o parecer.

Assinaram a peça a Organização de Mulheres Negras (Maria Mulher), a Congregação em Defesa das Religiões Afrobrasileiras (Cedrab), a União dos Negros pela Igualdade (Uninegro), o Ilê Axé Yemonja Omi-olodo e C.E.U Cacique Tupinambá e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).

 

Fonte: G1

Polícia resgata 154 jegues na Bahia que seriam vendidos para pesquisas na China

Três carretas com 154 jegues foram apreendidas, na sexta-feira (4), na BR-235, perto de Casa Nova, região norte da Bahia.

As carretas saíram da cidade de Remanso e segundo a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), os animais estavam sendo levados para Minas Gerais, onde seriam abatidos e a pele vendida para a indústria farmacêutica da China.

A Adab disse ainda que os jegues estavam sendo roubados de fazendas da região e vendidos a atravessadores por cerca de R$ 10 R$ 20 cada animal.

Os três motoristas das carretas foram multados em mais de R$ 8 mil. Os animais vão ser soltos em uma fazenda em Remanso.

 

Fonte: G1.

 

Protetores realizam manifestação pela proibição da vaquejada no Pìauí

Será realizado nesta sexta-feira, 04 de novembro, um ato em apoio à decisão do Supremo Tribunal Federal contra os espetáculos de vaquejada. O evento acontecerá na praça João Luiz Ferreira, centro de Teresina. Representantes de entidades, artistas e defensores dos direitos dos animais vão se reunir a partir das 8h.

A manhã será iniciada com momentos de orações pela família piauiense, que repudia a violência contra os animais e oração a São Francisco, protetor dos animais e patrono da ecologia. Advogados e ativistas da causa animal estarão presentes para esclarecer a decisão do STF e falar sobre as consequências da decisão para o país. O evento também contará com a apresentação de Bumba Meu-Boi e outras atrações artísticas, além de distribuição de adesivos e panfletos com o manifesto contra as vaquejadas.

Recentemente, a prática da vaquejada foi considerada ilegal no Ceará. A lei cearense 15.299/2013, era responsável por regulamentar os espetáculos de vaquejada no Estado, mas, em outubro deste ano, o STF considerou essa prática inconstitucional, por entender que ela está associada a maus-tratos a animais e, por isso, deve ser proibida. A decisão do STF pode se estender a vaquejadas de todo o país.

A favor da decisão do STF, o manifesto escrito pelos organizadores do ato em Teresina, concorda que a vaquejada é cultura, enquanto manifestação típica de um povo, mas argumenta que os maus tratos praticados aos animais que são manuseados nessa prática não devem ser permitidos. “A denominada Vaquejada envolve a instrumentalização dos animais para finalidade somente de entretenimento, isto sem nenhum tipo de atenção à sua integridade; e como tal, deve ser questionada”, pontua o manifesto.

O evento em apoio ao STF é organizado pela Federação da Associação das ONGs de Proteção Animal do Piauí (FAOS) e recebe apoio da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais – APIPA, entre outras entidades.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

Tutor oferece recompensa para encontrar cadela em Teresina

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

A estudante de design de moda, Amanda Soares, está oferecendo recompensa de até R$ 300 para encontrar a cadelinha Akira, a poodle de sua família. Segundo ela, a cadelinha sumiu na tarde de ontem (30) no bairro Promorar, zona Sul, e todos estão sentindo muita falta. 

"Ela é muito mansinha, as pessoas viram ela, disseram que estava mancando. Ela não tem costume de ir para a rua, é uma poodle pequena, está com o pelo tosado, alguém viu e pode ter pego, colocado em casa. Às vezes a pesaoa pega porque pensa que não tem dono. Espero que se a pessoa ver, que devolva. A gente se apega muito. Vou ver ainda imagens de câmeras de segurança para tentar achar", disse. 

A tutora destacou que a cadelinha possui pelagem cinza e preta, com uma mancha branca no peito e na barriga. Ela foi vista pela última vez próximo ao hospital do bairro Promorar. 

Os telefones para contato são (86) 9 9436-5036 ou 9 9503-3993.

 

bicharada@cidadeverde.com

Hamster que nasceu sem pelos ganha minissuéter nos EUA

A hamster Silky com seu suéter (Foto: Oregon Human Society)

Uma hamster pelada de Portland, no Oregon, ganhou um suéter branco para ajudar a aquecê-la no outono do hemisfério norte.

Silky (sedosa em inglês) nasceu assim por conta de uma mutação genética e tem um ano. A família humana dela a entregou à sociedade protetora dos animais da cidade.

A funcionária Diana Gabaldon disse que Silky precisa ser mantida em um ambiente aquecido e ter uma dieta com uma dose extra de proteínas.
Outra funcionária, Selene Mejia, tomou a iniciativa de tricotar um pequenino suéter.

Silky só usa seu modelito em ocasiões especiais. Ela deve ser colocada para adoção na próxima semana.

Silky ao natural (Foto: Oregon Human Society)


Com informações G1
bicharada@cidadeverde.com

Animais achados nas ruas viram 'modelos' para serem adotados

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A foto acima do gatinho vestido com beca de formatura é mais uma das várias feitas pela fotógrafa e publicitária Marcela Pena, que realiza ensaios e promove adoção de animais há cinco anos. Através das lentes ela tenta contar as histórias dos animais encontrados nas ruas de Uberaba e chamar atenção das pessoas. No caso do bichano, ele foi achado perto de uma universidade. Depois de tantos ‘clicks’, ela disse ao G1 que o resultado do trabalho que visa incentivar a adoção, tem sido positivo.

Marcela Pena contou que começou a investir em tirar fotos quando percebeu que as pessoas que procuravam adotar algum animal de estimação mostravam-se mais interessadas ao ver as imagens publicadas na internet. “Quando eu participava de feiras de adoção fazia fotos dos animais que ‘sobravam’ e consegui bons resultados com isso. Aliás, foi assim que comecei. Eu fico muito feliz em ver que a foto faz a diferença. A pessoa consegue ver mais detalhes do animal em uma foto bem feita, o que acaba gerando mais interesse”, lembrou a fotógrafa.

Book voluntário

O trabalho da fotógrafa é totalmente voluntário e, segundo ela, tudo é feito com amor. Houve uma época em que Marcela tinha parcerias com Organizações Não Governamentais (ONGs) voltadas para os animais na cidade. No entanto, atualmente a maioria das fotos é feita para um pequeno grupo de protetores independentes, do qual ela faz parte e ajuda com a divulgação. Mas a fotografa afirma que qualquer grupo ou ONG que se interessar pelo book pode agendar uma sessão de fotos.

De acordo com Marcela, desde que começou os ensaios fotográficos já tirou mais de 75 fotos de animais para adoção e, normalmente, com um resultado positivo - "muitos acabam encontrando um lar".

As fotos são feitas em áreas verdes da cidade, como praças e parques, mas isso não impede que os ensaios sejam feitos dentro de casa ou se a ideia for montar um cenário. Ainda de acordo com ela, tudo é feito com um orçamento baixo, já que não há objetivo lucrativo.

Marcela utiliza uma página em uma rede social para divulgar as fotos dos animais. Não há uma periodicidade exata para as publicações. Mas conforme novas fotos vão sendo postadas, diversos comentários, curtidas e compartilhamentos começam a surgir.

“Não tem uma frequência certa. Às vezes posto fotos mensalmente, mas o intervalo pode ser maior, dependendo do pedido dos protetores. Algumas vezes envio direto para a pessoa interessada e ela posta no próprio perfil”, contou.


Por trás da câmera

Plumas, chapéus, colares, flores e coroas. Qualquer acessório é aceito na hora de caracterizar o animal e prepará-lo para a sessão de fotos. Gatos ou cachorros. Adultos ou filhotes. Segundo Marcela, não há regras quando o assunto é incentivar na causa animal.

"Cada animal tem um temperamento e eu não acho difícil fotografá-los. Alguns, claro, exigem mais paciência, pois são mais agitados. Como peço certa antecedência para marcar as fotos, pergunto tudo sobre o animal, e então começo a pensar em como será o ensaio. Dependendo da época do ano, ele pode ser temático. Alguns vão da situação, como o gatinho de beca que teve a fantasia criada por ter sido encontrado em uma universidade”, comentou Marcela.

E o trabalho vai além das lentes e flashes, pois a fotógrafa e publicitária uniu duas grandes paixões. "Eu amo fotografia e animais. Poder juntar estas paixões em um trabalho é maravilhoso. O incentivo à adoção através da foto é um trabalho que me dá muita satisfação, pois noto um bom resultado e sinto que é uma forma de contribuir com a causa animal", concluiu.

 

Com informações G1
bicharada@cidadeverde.com

Calendário e importância das principais vacinas para cachorro

Assim como os humanos, os cachorros também podem sofrer com uma série de doenças capazes de ameaçar tanto a saúde e a vida deles, como a de seus donos. Para evitar esse tipo de dor de cabeça, é indicado que as vacinas para cachorro sejam aplicadas corretamente, seguindo o calendário de vacinação. Vale lembrar que todo o processo deve ser organizado e acompanhado por um médico veterinário. 

Na verdade, a importância da aplicação das vacinas para cachorro já é bem conhecida pelos tutores. O que muitos ficam na dúvida é em relação as datas que devem ser cumpridas, quais são as mais importantes e para que elas servem. Confira a resposta para essas perguntas e algumas dicas para a vacinação de seu cão. 

As principais vacinas

As vacinas que devem constar obrigatóriamente no calendário de vacinação do seu cachorro são as vacinas múltiplas ou polivalentes, v8 e v10, e a vacina anti-rábica. As vacinas v8 e v10 protegem os cães de sete doenças consideradas graves: cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, leptospirose, adenovirose, coronavirose e parainfluenza canina. Já a vacina anti-rábica protege os cães contra a raiva. Algumas dessas doenças são consideradas zoonoses, ou seja, podem ser transmitadas para o homem. Em Teresina, a campanha de vacinação contra a raiva acontece em 19 de novembro.

Além das vacinas v8 e v10 e da antirrábica existem outras doses de imunização que tambémsão importantes. É o caso das vacinas contra a leishmaniose, a giárdia, a tosse dos cães e pulgas. Vale lembrar que a aplicação ou não e a organização dessas vacinas estará no calendário de vacinação do seu cachorro, feito por um médico veterinário. 

Quando aplicar as vacinas para cachorro

A recomendação é que as vacinas comecem a ser aplicadas desde a fase filhote do cachorro, quando o organismo dele já puder receber as doses. Dessa forma ele estará protegido desde cedo e correrá menos riscos de pegar alguma doença. Geralmente a imunização inicial do cachorro começa aos 30 dias de vida com o uso do vermífugo, continua em torno dos 40 dias com a aplicação da primeira dose de v8 ou v10 e anti-pugas, se estende aos 60 dias com a vacina contra a tosse e vai até em torno dos 120 dias com a vacina anti-rábica. Durante esse calendário de vacinação há a repetição da dose de algumas delas, é o caso da v8 e v10, tosse e anti-rábica. É preciso ficar bem atento em relação a isso. 

Caso todos esses prazos tenham sido perdidos pelo dono ou um cachorro adulto não tenha recebido as vacinas necessárias o procedimento é um pouco diferente. Eles receberão três doses das vacinas polivalentes v8 ou v10 e uma da anti-rábica. O mesmo serve para cachorro que não se sabe a procedência e se ele já foi vacinado, é o caso dos animais adotados da rua, por exemplo. 

A necessidade de tomar outros tipos de vacinas além dessas vai depender da região onde o animal vive e da recomendação do veterinário. 

 

Dicas para a vacinação


1. Aplique a vacina em um local onde o cachorro se sinta confortável. A sua própria casa pode ser uma opção, basta organizar isso com o veterinário. 

2. Prepare tudo para o momento. É preciso que uma pessoa capaz de dominar o cachorro em qualquer situação que fuja do controle esteja presente. Se o animal for calmo e manso, basta colocar um gui nele. Se o animal for agressivo, é importante que ele esteja de focinheira. 

3. Após a vacinação o cachorro pode ter uma mudança comportamental nas primeiras 24h. Isso acontece porque o organismo dele está assimilando a vacina. Você só precisa se preocupar se após essas 24h ele não voltar ao normal. 

4. Animais que já apresentarem algum sinal de doença não podem receber nenhum tipo das vacinas para cachorro.

 

Com informações Canal Pet/IG
bicharada@cidadeverde.com

Cachorro ganha festa de aniversário e arrecada 205 kg de ração

Aniversário do cachorro Guz arrecada 205 quilos de ração que foram doados (Foto: Livian Neto/Reprodução)

Para comemorar os sete anos o do cachorro Guz, um border collie, o estudante Iury Carvalho e a nutricionista Juliana Morsch Passos resolveram fazer uma festa em um hotel de cachorros de Porto Velho, onde cada convidado deveria dar ração de presente. Ao final da festa, foram contabilizados 205 quilos de ração que foram entregues ao cuidador de animais Reinaldo Soares, de 68 anos, na tarde de quinta-feira (20).

"Pensamos em fazer o aniversário de 7 anos voltado pra essa questão social, pra ajudar cachorrinhos que não tem lar, que foram abandonados. Foi bem legal a arrecadação, foi uma boa contribuição e promovemos a brincadeira entre cachorros", disse Juliana.

Ao saber da ajuda que receberia, o senhor que cuida de 82 cachorros e 40 gatos disse que a doação chegou no momento certo, pois a ração dos animais que cuida já estava no final, já que são consumidos diariamente cerca de 25 quilos.

O aposentado conta que ficou sabendo que receberia a doação momentos antes. "Eles me ligaram avisando que viriam e fiquei muito feliz. Dependendemos da contribuição. É difícil ver os animais sofrendo e eu não tenho coração de deixar eles do jeito que encontro. O pior de tudo é que quando os animais são soltos na estrada e alguém tenta pegá-los, eles correm pro mato e ficam debilitados", declara.

Reinaldo afirma ainda que o principal objetivo é recuperar os animais e ficar com eles provisoriamente até conseguir um novo dono. "Eu estava com 88 cachorros e 40 gatos, mas alguns já foram doados porque tenho uma ajuda muito grande de pessoas que colocam na internet a foto deles. Mas, por mais que eu consiga fazer doação de animais, sempre aparece mais", afirma.

O cuidador dos animais diz que agradeceu ao casal que doou a ração, pois a cada semana aparecem novos animais ou o chamam para socorrer por saber do seu amor pelos bichinhos. "Foi muito importante porque meu salário é muito pouco, então eu junto latinha, pedaço de cobre e vou estocando aqui no sítio, pois se não conseguir doação eu vendo e compro", desabafa.

Após a ação, os donos do Guz afirmam que se alertaram para situações semelhantes. "Nós não tínhamos a dimensão da gravidade das pessoas que precisam de doações pra cães, e como fomos visitar seu Reinaldo, nos impresisonamos com a forma com que ele cuida dos animais. Ficamos tão impressionados que decidimos na mesma hora que temos que fazer outra ação porque ele nos confessou que no dia que não tem ração pros animais, ele tem vergonha de comer na frente deles e ele não se sente bem comendo na frente dos animais se eles em si não têm o que comer", conclui Iury.Guz Carvalho

O dono do cãozinho aniversariante diz que ganhou o animal há 6 anos e 8 meses, quando enfrentava uma fase difícil na vida.

"Ganhei o Guz através de um amigo que tem um petshop e que sabia meu gosto quanto a animais, em especial à raça de pastores. Eu estava com início de depressão e ele me ajudou bastante nessa recuperação e virou um grande companheiro, um grande amigo", diz o estudante de medicina veterinária.

Guz nasceu em 13 de outubro de 2009, mas este ano seu aniversário foi comemorado no dia 15 de outubro. A data foi escolhida por ser em um fim de semana e ficar mais fácil para os outros donos de cachorros. Segundo Iury, Guz é ?de uma raça original da Inglaterra considerada nobre em outros países, o que o torna um cão de pastoreio e de compania.

Donos do Guz pretendem continuar a fazer ações sociais para ajudar animais abandonados (Foto: Livian Neto/Reprodução)

Conforme Juliana, Guz participa ativamente da vida do casal. "Ele é muito querido, ele anda conosco quando vamos lanchar, passear, até no shopping. Ele gosta de andar de barco e estar sempre junto, de estar perto da gente e tem muitos amigos, inclusive na internet", conclui.

 

Com informações G1
bicharada@cidadeverde.com

Macacos-prego do Piauí podem ajudar em pesquisas sobre evolução humana

A Folha de São Paulo publicou reportagem ontem (19) sobre o hábito dos macacos-prego do Piauí, mais precisamente da área da Serra da Capivara. Os animais costumam bater pedra com pedra e formam "ferramentas" afiadas, que ajudam na obtenção de alimentos, mas isso pode indicar que os primeiros homens da era da "pedra lascada" também o fizeram por acaso, e não como um sinal da evolução. A reportagem fala ainda da incrível coincidência de a descoberta ter acontecido no Parque que abriga as pinturas rupestres que apontam para os primeiros indícios do homem nas Américas. Além disso, alerta para o risco de uma nova crise financeira no local. 

De acordo com a publicação, a descoberta foi feita por um time de pesquisadores do Brasil e do Reino Unido, e pode significar que os arqueólogos precisam ter cuidado extra na hora de atribuir função de ferramenta às pedras de sítios arqueológicos da África –afinal, elas podem ter adquirido seu formato peculiar por acaso, e não porque algum hominídeo (antepassado do ser humano) sabia o que estava fazendo quando as lascaram.

"De quebra, as observações feitas no Parque Nacional Serra da Capivara sugerem ainda, se a analogia com os macacos-pregos for válida, que a fabricação de instrumentos de pedra entre os ancestrais da humanidade pode ter começado de forma igualmente casual, tendo virado um comportamento proposital só mais tarde", diz a reportagem.

O etólogo (especialista em comportamento animal) Eduardo Ottoni, do Instituto de Psicologia da USP, falou à Folha e disse o seguinte: "É uma explicação mais parcimoniosa do que aquela coisa meio '2001: Uma Odisseia no Espaço', de que um belo dia um hominídeo simplesmente teve o insight de que era possível produzir uma lâmina batendo uma pedra na outra". 

Tiago Falótico, pós-doutorando da USP que virá a campo estudar os primatas piauienses, disse ainda: "Você pode imaginar que essas lascas primeiro foram produzidas acidentalmente e só depois passaram a ser usadas".

De acordo com a Folha, Ottoni e Falótico são coautores de um novo estudo sobre os bichos que está saindo na revista científica "Nature". Também assinam a pesquisa arqueólogos da Universidade de Oxford liderados por Michael Haslam.

CAIXA DE FERRAMENTAS

A publicação fala ainda sobre outras ferramentas usadas por primatas do Parque e de outros locais, em especial da Áfria e da Ásia. Leia abaixo:

Os macacos-pregos do parque (bem como, em menor grau, outras populações da espécie no cerrado e na caatinga) já são famosos por seu kit relativamente vasto de ferramentas. Junto com os chimpanzés africanos e os cinomolgos do Sudeste Asiático, eles são os únicos primatas (com exceção do ser humano, óbvio) a dominar o uso de instrumentos de pedra.

Quebrar coquinhos para obter seu nutritivo conteúdo é a principal técnica empregada pelos símios – no caso, envolvendo uma combinação de "martelo" e "bigorna" (ou seja, uma pedra menor usada para bater no coquinho, o qual é apoiado sobre uma pedra maior ou uma raiz dura, que serve de bigorna).

A situação recém-descrita é um pouco diferente. Os macacos seguram uma pedra (o "martelo ativo") e batem em outra (o "martelo passivo"), que normalmente está presa a um conglomerado de seixos. "Essa terminologia é coisa dos arqueólogos, eu não a conhecia antes desse trabalho. Como não tem nada equivalente ao coquinho em cima da segunda pedra, ela é chamada de martelo passivo", conta Falótico.

Às vezes, parece que o objetivo das pancadas é desprender o seixo do conglomerado de pedras, para poder usá-lo mais tarde. No entanto, é comum que isso não aconteça, e os macacos-pregos se limitam a ficar cheirando e lambendo o pó que se desprende das pedras que sofrem percussão. Os pesquisadores conjecturam que a prática talvez dê aos bichos acesso a líquens ou a minerais das pedras que poderiam ter função de nutriente, mas a hipótese ainda precisa ser avaliada mais a fundo.

Já seria um fenômeno suficientemente esquisito se o subproduto das pancadas não fossem lascas praticamente indistinguíveis das associadas aos primeiros fabricantes de ferramentas da linhagem humana (criaturas que podem ter sido australopitecos ou membros arcaicos do nosso próprio gênero, o Homo).

"Sem a colaboração com os arqueólogos, nunca cairia a nossa ficha de que era uma coisa alarmante o fato de que essas lascas estavam sendo produzidas, porque a ideia que prevalecia até então era que elas jamais poderiam aparecer por acidente", conta Ottoni. Curiosamente, os macacos até chegam a pegar a lasca recém-produzida, colocá-la entre uma pedra e outra e bater novamente nela, um processo que, entre os hominídeos, parece ter servido para refinar o gume do instrumento.

Por incrível que pareça, a região também é lar de um dos mais importantes complexos pré-históricos da América do Sul, com majestosas pinturas rupestres e ferramentas de pedra de milhares de anos.

Algumas delas tiveram sua idade estimada em 50 mil anos ou mais, datas que a maioria dos arqueólogos mundo afora não aceita, por não se encaixarem com os demais dados sobre a chegada do homem às Américas. Poderiam ser ferramentas "acidentais" de macacos-pregos?

"A gente ainda não chegou a mostrar para os arqueólogos que trabalham com os instrumentos associados a humanos", conta Falótico. "As pedras que analisamos estão entre os maiores instrumentos usados pelos macacos e até poderiam ser confundidas com as usadas por pessoas. Seria uma comparação interessante."

Consagrado tanto nas publicações científicas quanto em documentários sobre vida selvagem da rede britânica BBC, o Parque Nacional Serra da Capivara continua sofrendo com a falta de verbas do governo federal, conta Falótico.

"Para fazer pesquisa, neste momento até que está OK. Tenho acesso ao parque e as guaritas principais estão com funcionários. Mas se não chegarem mais verbas nos próximos meses há o perigo real de a situação voltar a ficar caótica, como aconteceu em agosto."

 

bicharada@cidadeverde.com

Piauí tem 1º clube hotel para cães

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Por Graciane Sousa

Para muita gente, fim de semana é dia de diversão, família e aquela piscina para matar o calor nesse B- R-O BRÓ. Mas quem já não se deparou com aquela situação de ir para um lugar e não poder levar seu bichinho de estimação? E foi pensando nisso, que a empresária Gabriele Pessoa construiu o primeiro clube hotel para pets do Piauí, inaugurado neste fim de semana, em Teresina.

“Faltava um lugar onde os donos pudessem levar seu cachorro e deixá-lo à vontade. Por exemplo, se você vai à Potycabana tem que deixar o bichinho preso. Já em uma praça, os donos têm medo de soltá-los e eles atravessarem a rua. Daí, eu senti a necessidade de fazer um clube”, explica Pessoa.

O hotel pet conta com 35 canis espaçosos. Já no clube, há uma piscina, dois espaços para recreação, com dezenas de bolinhas coloridas e lógico: muitos pneus para que os cães possam fazer xixi à vontade.

“O local é espaçoso e bastante arborizado. A ideia é que o animal não fique o dia todo preso. Uma das piscinas é pequena e rasa, para que os cães que nunca entraram na água, sintam o chão e perdam o medo, além de se refrescarem”, explica a empresária.

Em entrevista ao Bicharada, ela contou ainda que a ideia de agregar clube e hotel surgiu da necessidade de encontrar vagas para os próprios cães, quando precisava viajar durante algum feriado. Mas o local não é um espaço apenas para os pets. Há uma piscina onde adultos podem aproveitar para se refrescar e nadar com seus bichinhos, além de uma lanchonete, inclusive com almoço, e também espaço ao ar livre para descansar em redes.

“O clube é dos cães, os donos estão apenas acompanhando”, brinca Pessoa.

O preço da diária no hotel canino ( que funciona de terça à domingo) custa R$ 35. Já no clube- que fica aberto aos fins de semana e feriados- o valor por cão é de R$ 25 por dia. O espaço fica situado na estrada Vale Quem Tem, após o clube de ultraleve, na zona leste da Capital.
 

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