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Homem tem pena atenuada em homicídio por agir em defesa de cães

Imagine você a seguinte cena: seu vizinho está com carne nas mãos próximo aos seus cães e os bichinhos estão vomitando sangue, com sintomas de envenenamento... O que você faria? Não que qualquer violência seja justificada, mas uma decisão do Tribunal do Júri, em São Paulo, considerou a agressão aos animais como atenuante a um homem que, diante dessa situação, matou seu vizinho a tiros. 

De 30 anos de prisão, o tutor dos animais foi condenado a oito. Uma coisa a lamentar ainda mais no caso: o Ministério Público, ao oferecer a denúncia contra o autor dos tiros, considerou "motivo torpe" o envenenamento dos cães. Leia abaixo a notícia completa do Anda News:

"O Júri da Comarca de Tatuí, interior de São Paulo, abre uma nova página na Legislação Brasileira em relação a crimes cometidos em defesa dos animais.

Em julgamento realizado no dia 26 de abril deste ano, os jurados deram uma pena menor a Moacir Soares da Silva por ter matado a tiros seu vizinho, do que Mateus Buscarini, em agosto de 2010, por ele ter envenenado seis cães que viviam na chácara onde ele era caseiro.

De acordo com Moacir, no dia do crime, “os cães estavam vomitando sangue e o vizinho tinha carne moída nas mãos e portava uma faca, e que, ao ver a cena, pegou um revólver e fez os disparos”.

Moacir foi condenado a 8 anos de prisão por crime de homicídio privilegiado, que não é considerado crime hediondo, o que levou à redução da pena, que seria de 30 anos caso o júri acatasse a denúncia do Ministério Público de crime hediondo, com motivo torpe, duplamente qualificado.

Para o advogado de Moacir, Paulo Cesar Bernardo (Gracia Bernardo Filho Advogados), – “ os jurados consideraram que o crime foi cometido em momento de emoção porque o réu teria presenciado a morte dos seus animais que viviam com ele num vínculo familiar “. É a primeira vez na jurisprudência brasileira, que se equipara a relação homem e animal à relação paterna.

Moacir vai ficar preso em regime fechado com possibilidade de liberdade com um sexto da pena cumprida. Como já passou um ano e dois meses na cadeia por causa desse crime, esse tempo será descontado da pena total, restando poucos meses para obter progressão para o regime semiaberto.

Para o advogado Paulo Bernardo, a grande conquista neste julgamento foi abrir um precedente para casos semelhantes onde a dor de presenciar a morte de um animal é equiparada a dor de perder um filho.

Diz o advogado: “Além da conquista jurisprudencial, existe a conquista legislativa. Com o aumento do número de casos em que animais são equiparados com seres humanos, aumenta as chances de termos alterações na Legislação vigente com uma lei que trate os animais como seres portadores de direitos” ,conclui o advogado."

 

Com informações do Anda News
bicharada@cidadeverde.com

Dia das Mães: mulheres que escolheram ser mãe de bichos

Por Graciane Sousa

Mãe não é apenas quem dá à luz, mas também quem dá amor. Foi pensando nisso, que o Bicharada resolveu homenagear as mães, digamos assim, diferentes; entretanto, igualmente muito especiais. Sabemos que o assunto divide opiniões. Alguns ainda insistem em não nos considerar mães de nossos bichinhos. Digo nós, porque a gente que assina o blog, também é mãezona: Eu, do Niicholas e do Fofuxo e a Maria Romero, do Samurai e Sirius. Já deu para perceber que toda mãe gosta de lamber a cria e é bem babona também [rs].

Assim como nós, a jornalista Lili Batista e a advogada e servidora pública Amanda Nery, também têm filhos de quatro patas. Assumidamente, mãe dos bichinhos, elas têm muita coisa em comum, inclusive os chamam de meninos e os educam como se fossem crianças. Outra característica que em nada difere de outras mamães diz respeito à questão de dar limites, o que é importante para o desenvolvimento de qualquer ser.

      Fotos: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

       

A Lili é mãe do Romeu, um cãozinho SRD muito fofo e que foi abandonado por seus antigos tutores. Quem vê a cumplicidade entre os dois, até pensa que eles já se conhecem há muito tempo, mas o cachorrinho de olhos verdes e pelos claros foi adotado há menos de dois meses. Ao falar sobre o amor que tem pelo filhote, a jornalista demonstra brilho no olhar. A tristeza só bate quando ela relembra como encontrou o “bebê champanhe”, como ela carinhosamente o chama.

“Ele foi abandonado e chegou até mim por meio da minha florista, que sabia que eu queria ter um cão. Na verdade, sempre pensei em adotar um vira-lata, mas não resistiu à história dele. Meu primeiro contato foi por meio de foto e quando o vi já disse: traz. Eu achei o Romeo muito fofo”, conta Lili, que conseguiu enxergar a beleza do bichinho, mesmo com a aparência de maus tratos. “Ele estava ferido de tanto carrapato. O Romeu é meio ruivo, tem a pele muito fininha, mas estava parecendo um bicho mesmo. Estava muito peludo”, relembra.

Além da mau aparência, outro triste capítulo da história do cãozinho só foi descoberto com o passar dos dias. Mesmo já tendo um lar, Romeu não se aproximava das pessoas e ficava o tempo todo escondido debaixo da cama.

“Ele passou muitos dias assustado. Tremia dos pés à cabeça quando a gente se aproximava. Chegou a ficar três dias escondido debaixo da cama. Ele só saía para comer e comia desesperado e voltava para debaixo da cama de novo. Eu acho que o Romeu apanhava. Um dia, eu estava limpando a casa e ele subiu no sofá. Então, pedi para ele descer, mas quando eu tirava, ele voltava...estava levando na brincadeira. Decidi apenas mostrar a chinela para ele como forma de repreendê-lo, mas ele saiu desesperado para debaixo da cama e, mais uma vez, deduzi que o bichinho apanhava. A partir daí, parei. Nunca mais fiz isso. Eu não brigo, não grito, tento deixá-lo o mais tranquilo possível. Ele é muito silencioso, muito calmo e é uma delícia. Tem o temperamento ótimo. Ele é carinhosíssimo”, conta a jornalista.

Mas esta parte da história dele ficou no passado. “Hoje o Romeu já acha que é o dono da casa e eu também acho. Ele manda mais que eu se brincar”, conta aos risos Lili, que assim como toda a mãe também dá limites ao pequeno, que tem apenas nove meses. Para auxiliar na difícil missão de cuidar do “bebê champanhe”, ela inclusive comprou livros para entender mais sobre o comportamento animal.

“Eu o ensinei muita coisa, mas acredito que ele é muito educado de nascença. Não entra no quarto do meu filho, no banheiro social ou closet. Nunca fez xixi onde não devia”, conta a jornalista, que também admitiu que Romeu tem seus momentos de birra [o que é normal para a idade dele].

Uma das coisas que tira Romeu do sério é a sensação de imaginar que "ele não é o dono da casa”.

“Tenho dois filhos rapazes e uma moça. Quando meu filho mais novo, que tem 26 anos e mora em Fortaleza, veio passar a Semana Santa comigo, o Romeo não gostou. Meu filho chegou com intimidade, entrava no quarto dele, no closet, no banheiro e o Romeu rosnava, como se estivesse brigando. E aí, o danado começou a querer entrar também porque achava que tinha o mesmo direito, mas reclamei e ele voltou ao normal”, relembra.

Lili conta que sempre gostou de bichos e já criou dois cágados e uma hamster, que morreu durante o parto. Emotiva, a jornalista disse que sofreu muito com a perda precoce do bichinho. “Eu fiquei uma semana chorando. Lembro que tinha um chefe que dizia: você está chorando por rato. Mas foi bem sofrido para mim”, disse.

O que também a deixa emocionada é o sentimento de lealdade que Romeu nutre por ela. A jornalista contou- com os olhos cheio de lágrimas- como ficou quando soube que, quando sai para trabalhar, o cãozinho fica por horas esperando sua chegada.

“Minha irmã me disse uma coisa bem triste. Quando eu saio para trabalhar, ele fica direto na porta me esperando. Me acabei de tristeza com isso. Antes dele, eu tinha toda a liberdade para sair e chegar quando quisesse. Quando eu tinha que trabalhar os dois turnos na TV,  ficava o dia todo na emissora. Agora, eu saio e assim que eu tenho um tempinho, volto só para dar água fresca e comida para ele. Eu não fazia isso antes, pois era muito mais cômodo ficar lá direto. Agora deixo de ir para alguns lugares para não deixá-lo só. Deve ser muito ruim para ele ficar sozinho. Quando eu saio para fazer algo, faço logo tudo de uma vez para deixar ele o mínimo possível de tempo sozinho”, conta.

Sabe aquele ditado? Se conselho fosse bom, ninguém dava. Para Lili Batista, há controvérsias nisso. Ela conta que, antes da chegada do pequeno, aconselhava todo mundo a ter um animal em casa, mesmo sem ter um.

“No casamento do meu filho, eu dei um conselho para ele e sua esposa: tenham plantas, criem um animal e tenham filhos, porque é isso que transforma uma casa em um lar. Só uma casa com móveis e pessoas dentro é muita fria... São eles que aquecem”, disse Lili ao filho, que seguiu direitinho as sábias palavras da mãe. “Hoje ele tem um cachorro enorme, maluquíssimo, uma graça. Depois que o Nero chegou lá é que eu comecei a criar o meu. Eu dei um conselho que eu não seguia, porque achava que era complicado criar cachorro em apartamento, mas pela história do Romeu, arrisquei e não está sendo tão difícil”, disse.

Por outro lado, como a jornalista e Romeu moram em um apartamento, ela conta que foram necessárias algumas adaptações.

“Aqui não tem aquela coisa de casa bagunçada. Eu tenho mania de organização. Minha casa é o tempo todo arrumada... minhas irmãs até brincam e dizem que minha casa é de boneca. Quando o Romeu chegou, eu tive que fazer algumas mudanças. Tirei alguns livros que ficam próximos ao sofá, pois o Romeu os usava como batente. Eu tinha um livro da Édith Piaf e ele passava todo dia por cima da coitada. Eu tive que tirar com medo dele roer. São adaptações que a gente tem que fazer, mas não é algo que incomoda”, destaca a jornalista.

Lili conta ainda que, mesmo sendo Romeo sendo um cãozinho comportado, ele também é cheio de manhas como uma criança.

“Quando  estou perto de sair de casa, não brinco mais com o Romeu, para ele entender que eu vou trabalhar. Então, ele se isola. Um dia eu já estava toda arrumada para sair e não o encontrei. Então, fui procurá-lo e achei debaixo da cama, mas quando eu o tirei de lá, ele pensou que eu ia brincar. Mas eu estava em cima da hora e apenas fechei a porta e saí. Quando cheguei, a casa estava toda revirada. Ele quebrou uma bolinha, desmanchou o papel, fez xixi no chão. Tenho certeza que era vingança e ele fez isso consciente, porque todos os dias, a casa está impecável”, relembra a travessura do filho.

Interrogada sobre sentimento de ser mãe do Romeo...

 “Dizem que mãe é quem cria. Eu crio, sustento. É caro, mas eu nem calculo. Para mim isso não faz diferença. Se for para gastar mais e eu tiver disponibilidade, eu faço.  O bem estar dele em primeiro lugar. Se eu peguei ele,  tenho que fazer o máximo que eu puder para ele estar bem. Na primeira semana eu pensei: meu Deus o que que eu fiz? Eu tinha um vida tão tranquila. De início, pensei isso. Não pelo gasto, mas pela dependência porque ele é extremamente carente. Agora quando eu chego em casa e vejo aquela criatura louca e apaixonada, que lhe acha o centro da vida dele...isso não tem preço. É bom demais. Vale a pena. O Romeu é o dono da casa. Eu até me arrependo de não ter tido cachorro antes, mas também não iria ser o Romeu. Se eu morasse em uma casa, teria muitos cachorros”, conta orgulhosa a jornalista.

 
Overdose, Belzebu, Babilônia, Mel e Bartolomeu


Reclamar de ter muitos cães, isso a advogada Amanda Nery não pode reclamar. Ao lado do marido Marcus Vinicius, ela cria esses cinco cães, sendo dois da raça Pitbull, dois American Bully e um Dogue Alemão, esse último tem mais de 1, 75 de altura quando está sob duas patas.

A funcionária pública lembra que a família foi crescendo paralelamente ao amor entre os dois, que namoraram por sete anos e estão casados há seis meses. Os cães são tão importantes na vida deles, que participaram do pré-wedding e a Overdose levou as alianças no dia do “SIM” dos dois no altar.

“Quando a gente completou duas semanas de namoro a Overdose chegou e os outros meninos foram chegando aos poucos. No início tive um pouco de medo, mas como eu acompanho cada um deles desde pequenos, fui me apaixonando por cada. Eu amo todos. Tenho uma história de carinho imenso com cada um, mas em cada fase, a gente vai se apaixonando mais de um, pelas coisas novas que eles vão aprendendo, pelas características individuais. A Mel é muito companheira. Quando está com os irmãozinhos é bagunceira, mas quando fica dentro de casa, não sai do meu pé. Eu fico o tempo todo fazendo carinho. Ela é muito dengosa. Eu sou louca por ela. Porém, amo todos iguais. Quando o Bartolomeu está obedecendo muito a gente, ficamos com ele mais perto e assim é com todos. É como se fosse uma retribuição para receber mais carinho ainda. O problema é quando eles todos se juntam. Dentro de casa, a Mel tem um comportamento, mas quando se junta com os outros, viram crianças, brinca Amanda.

Durante a conversa, Amanda contou a travessura de um dos cães e como ela faz para discipliná-los. A advogada confessa que o marido também recorre a livros para entender mais sobre o comportamento dos bichos. 

“Outro dia, a Mel comeu o carregador de telefone do Marcos, mas eu só vi depois, então passou batido. Para se educar um animal, temos que repreendê-lo no momento em que faz algo errado, pois se eu brigar depois, o cachorro não vai saber o por quê. Não precisa se abalar. É só corrigir na hora. É como uma criança. Se o menino pula, grita ou faz bagunça, o pai ou a mãe não pode fazer carinho naquele momento. No fundo, o filho sabe que os pais os amam”, ensina.

E só em pensar nesses cães enormes todos juntos, imagina-se que alimentá-los é uma tarefa difícil. Ledo engano. Na hora da refeição, os grandalhões parecem ficar hipnotizados pela mamãe Amanda. Cada um tem seu prato e só comem depois que ela dá o comando. 

Amanda diz que ter filhos está nos planos do casal, mas que isso ainda está em fase de planejamento. A advogada adianta que quando gerar um bebê, ele será bem próximo dos cães.

“Não tivemos filhos ainda por questão de planejamento. Penso em passar em um concurso melhor, mas quando eu gerar um filho, ele vai ser bem próximo dos cães. Os bichos nos enchem de amor, mas a gente pensa em ter outros filhos. Na verdade, filhos humanos. Não tem como ser agora por questões de custos", pensa a servidora pública. 

E os custos de quem é mãe são muitos também para quem escolheu cuidar de filhos de quatro patas. Na casa da Amanda são consumidos 
80 kg de ração por mês, o que corresponde a R$ 600, tudo isso aí, só com comida. Por outro lado, tem recompensa. 

"Chegar em casa e poder receber o carinho e afeto do cachorro...isso não tem preço. Sorrir das brincadeiras que eles fazem. Meu Deus, quantas vezes eu vi a Mel correndo atrás da Babilônia, só brincando, caçando conversa mesmo...isso é muito lindo”, conta a advogada.


Sobre o sentimento de ser mãe da Overdose, Belzebu, Babilônia, Mel e Bartolomeu


"A gente acaba sendo mãe porque temos que disciplinar, dar amor, ensinar as coisas. Não é simplesmente pegar um cachorro na rua, colocar dentro de casa e deixar ele ali a vontade. A gente tem que dar amor, tem que dar carinho, mas também disciplina. Temos que fornecer meios para que eles também relaxem e se divirtam. Eles são como filhos, como pessoas. Eles precisam de limites, precisam de amor e precisam relaxar. As três coisas estão juntas. Vontade de ter mais cão não falta, mas temos consciência que no momento só temos como dar assistência 100% para eles”, disse Amanda Nery.

 


 

Dia das Mães: Bicharada homenageia "mães de bicho"

  • 13101441_1057143714360960_1720640628_n.jpg Geysa Luz é só felicidade com o Dudu. Eles moram em Picos
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  • e6d9a1ef-c126-4b0f-9eb5-e0edb1527db3.jpg Brenda Karoll com os gatinhos Dom e Mia
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  • 40f86194-219d-4a25-bc33-68d089a1adff.jpg Michelle Santos e a Safira
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  • 1394f30c-ab75-4f86-a844-a2593037c30d.jpg Francianny Cunha babando pelo seu bebê que nunca vai deixar de ser criança
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  • 731924a8-c7ba-4704-9c95-5fa95a8b3f34.jpg Isolda Monteiro e sua Dolly
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  • 5e3d6bce-7047-4c3c-bf7f-afa3d579e7eb.jpg Cida Cardoso e o seu negro gato
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Por Graciane Sousa e Maria Romero

A gente cuida, dá carinho, se preocupa quando fica doente, vibra a cada novo aprendizado, educa, se chateia quando eles desobedecem... As mamães de gente e as mamães de bicho passam praticamente pelas mesmas situações e o sentimento de amor é igual. Neste dia das mães, aquelas que amam os animais como ama seus próprios filhos merecem uma homenagem. 

Pedimos pelo Facebook que as mamães de gatinhos, cachorros, passarinhos e qualquer outro bicho que fosse amado, mandassem fotos com seus filhos para que pudéssemos publicar aqui a nossa homenagem a todas essas mães. Elas que escolheram amar, cuidar, proteger, dar carinho e um lar seguro a esses bichinhos que muitas vezes estavam nas ruas, seriam abandonados e nunca saberiam o significado desse sentimento bom de companheirismo entre humanos e outros seres. O resultado foi surpreendente. A protetora de animais, Jane Haddad, enviou imagem com seus três amores. Uma prova clara de que coração de mãe sempre cabe mais um. 

Quem entende também desse amor pelos animais é a delegada Andrea Magalhães que compartilhou momentos fofos dela com a cadela Capitu, 6 anos, e a bebezinha Nina, uma gatinha de apenas um ano. 

"Minha princesa cachorro, Capitu, tem 6 aninhos. É minha filhota linda, e cheirosa. Minha princesa gato, Nina tem 1 aninho, é minha caçula. Quando Nina chegou, apareceu por acaso, e quase que eu não fico,com medo da Capitu não se dar com ela. Mas, deu tudo certo e são criadas como irmãs. E como irmãs brigam e se amam. Amo minhas filhotas. Triste daqueles que não sabem o quanto um animal pode dar amor, mesmo recebendo tão pouco em troca. Amo minhas filhotas e sou muito amada também", postou Andrea Magalhães. 

A contadora Nayra Leal é mãe do Furmiga, de cinco meses, que tem esse nome porque quando nasceu era muito pequeno e cabia na palma da mão da sua mamãe. "Eu ganhei ele e foi o melhor presente que poderiam ter me dado. Ele é o xodó da casa", conta a mãe babona.

"Eu amo gatos e para mim elas são anjinhos de quatro patas que só me dão alegria, por isso, conviver com elas é um aprendizado e um amor que só aumenta dia após dia", postou Ana Cristina Guedes, mãe da Deise e Sherry.

Parabéns, neste domingo, dia 8, a todas as mamães de crianças de todas as espécies. Nós do blog Bicharada desejamos toda a felicidade ao lado dos seus filhos. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Cadelinha que fez ensaio grávida apresenta seus filhotes

  • enhanced-10589-1461083144-1.jpg Ana Paula Grillo
  • enhanced-20478-1461083147-7.jpg Ana Paula Grillo
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  • enhanced-1598-1461093120-1.jpg Ana Paula Grillo
  • enhanced-2925-1461093156-3.jpg Ana Paula Grillo
  • 13002412_571984919643276_8529666255633380838_o.jpg Ana Paula Grillo
  • 13047755_571984749643293_4386436593235660303_o.jpg Ana Paula Grillo
  • 13029552_571984449643323_4638363752654236872_o.jpg Ana Paula Grillo
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  • 13064684_571984322976669_4682302018194619783_o.jpg Ana Paula Grillo
  • 13048191_571986169643151_5783958885909463349_o.jpg Ana Paula Grillo
  • 13041277_571984162976685_418233576420267349_o.jpg Ana Paula Grillo
  • 13063107_571984856309949_4977952810399506733_o.jpg Ana Paula Grillo
  • 13002386_571989812976120_6591553542521701704_o.jpg Ana Paula Grillo
  • 12998435_571989929642775_3899233637093714108_o.jpg Ana Paula Grillo

O Bicharada está preparando posts especiais para o Dia das Mães, no próximo domingo (08). Como ainda faltam dois dias para essa data tão especial, o blog mostra hoje fotos da Lilica, atualmente, uma das cadelinhas mais famosas do país.

Pelas lentes da fotógrafa Ana Paula Grillo, a cadelinha fez um ensaio de gravidez que entrou para a história da internet brasileira por causa de sua fotogenia canina.

Depois, deixou todo mundo deslumbrado com um álbum newborn.

 

Agora, a mamãe orgulhosa voltou para o terceiro ato: esse ensaio que a gente postou no início da Lilica e seus filhotinhos ao estilo debutante. Com gravatinhas. E vestidos. 

Quanta fofura você pode aguentar?

 

bicharada@cidadeverde.com

Após vaquejada, animais são flagrados mortos e feridos em Parque de Teresina

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

 

A vereadora Teresa Britto flagrou nesta quarta-feira (4) a situação de extremos maus tratos vividos por animais no Parque de Exposições Dirceu Arcoverde, em Teresina. A informação é de que os bois e cavalos encontrados no local teriam sido usados em uma vaquejada no último domingo (1º). Um cavalo foi encontrado morto e um boi estava com uma pata quebrada. A vereadora encontrou ainda a cauda de um animal arrancada. A Secretaria de Desenvolvimento Rural, responsável pelo Parque, vai apurar o caso. 

"Eu recebi uma denúncia na Câmara e depois resolvi ir ao local. Filmei e fotografei a situação dos animais e lá nós soubemos que essas vaquejadas são rotineiras. Lá no Parque tem animais que quebraram as patas nessa competição. Um trabalhador tirou eles do sol, botou água e capim e filmou. No mesmo dia, no domingo [1º], soubemos que morreu um cavalo, que morreu sangrando pela boca, pelo nariz e pelo ouvido. Temos testemunhas, filmei e vou encaminhar tudo ao Ministério Público", relatou a vereadora. 


Fotos: arquivo pessoal/Teresa Britto

Ela relatou que ficou no local das 14h às 18h de ontem, registrando imagens dos animais, para reunir provas contra os maus tratos. Ela conta que flagrou um grupo fazendo o transporte de animais machucados, feridos e com fraturas nos membros. Nos vídeos e fotos, é possível ver dois animais com as patas dianteira direita e traseira esquerda quebradas. 

O Parque de Exposições é gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do governo do Estado, que cede o espaço para diversas entidades que realizam eventos, quando com autorização. Contudo, os bois e cavalos flagrados em situação de maus tratos não estão sob responsabilidade da secretaria.

O superintendente da SDR, Adalberto Pereira, destacou que vai cobrar providências e esclarecimentos das entidades que utilizam o espaço. Diversos parceiros firmaram termo de cooperação com a secretaria para ocupar o espaço, mas a realização de vaquejadas não foi autorizada. 

"Nós disponibilizamos o espaço, não cuidamos dos animais, não temos animais sob nossa responsabilidade. Inclusive ficamos surpresos quando soubemos da realização de vaquejadas lá, de animais sofrendo maus tratos, não demos autorização para a realização desses eventos. Vamos cobrar explicações e esclarecimentos sobre porque isso está acontecendo e de que forma esses eventos estão sendo realizados", declarou. 

A médica veterinária e ativista em defesa dos animais, Roseli Klein, destacou que o veterinário e responsável técnico pela vaquejada deve ser identificado. 

"Eu vi as imagens e achei chocante, é terrível ver o animal que morreu ali, sofrendo. Cadê o veterinário, responsável técnico? Essas vaquejadas precisam de um responsável técnico", questionou. 

Vaquejadas

Roseli comentou ainda a situação vivida pelos animais durante os eventos e questionou a questão tradicional envolvendo práticas como a vaquejada e o rodeio. 

"As pessoas nao querem abrir a cabeça pra ver que não pode ser assim. Essa tradição é cruel. Os animais não apenas sofrem dores física, mas também mentais. Além de as pessoas não se colocarem diante da sua própria espécie, imagine diante de outra espécie. A vaquejada, o rodeio e qualquer divertimento da sociedade com animais, temos que ser contra, os animais estão ali para ser abusados", declarou. 

A médica destacou que muitas cidades brasileiros já proibiram a prática do rodeio, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, devido ao reconhecimento quanto aos maus tratos aos animais.

Atualmente, no Piauí, a prática é regulamentada pela Lei 6.265, de 2012, que "considera vaquejada todo evento de natureza competitiva, no qual uma dupla de vaqueiros, a cavalo, persegue animal bovino, objetivando dominá-lo".

 

"Infelizmente em alguns lugares ainda não se separa a figura do vaqueiro, como trabalho e o entretenimento maléfico para a sociedade", disse a médica. 

A vereadora disse que tem recebido mensagens ofensivas em defesa da prática da vaquejada e que pretende apresentar um projeto na Câmara Municipal de Teresina proibindo a prática. 

"As pessoas estão mandando mensagens dizendo que é normal arrancar a cauda dos animais, é normal eles se machucarem, quebrarem as patas. Isso não pode ser natural, são maus tratos e muita crueldade", disse. 

Teresa Britto vai formalizar denúncia sobre a situação e vai cobrar providências sobre os animais. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Operação da PRF contra crimes ambientais prende 56 pessoas no Piauí e MA

A OTECCA – Operação Temática de Combate a Crimes Ambientais, realizada nos Estados do Piauí e Maranhão pela Polícia Rodoviária Federal durante os últimos dias, prendeu um total de 56 pessoas. Dentre os 94 animais resgatados vivos e mortos, estavam aves, tatus e carne de jacaré. Somente neste último dia de operação (4), foram seis apreensões de madeira e 12 pessoas foram presas por crimes ambientais. 

As últimas apreensões de madeira ocorreram em Manoel Emídio (PI) e nas cidades de Imperatriz (MA) e Açailândia (MA), com o total de 113 metros cúbicos apreendidos apenas neste dia. Em todos os dias, foram apreendidos 490 metros cúbicos de madeira irregular. 

Quanto aos animais apreendidos, os flagrantes se deram nas cidades de Colônia do Gurguéia (PI), Cristino Castro (PI), Manoel Emídio (PI) e Imperatriz (MA), sendo apreendidas 6 unidades. 

Em Manoel Emídio (PI), um homem foi preso transportando carne de jacaré e equipamentos de captura, tendo confessado que deixou o couro do animal no local onde realizou a caça. A carne, que é imprópria para o consumo humano, será incinerada. Também houve a apreensão de uma espingarda em Colônia do Gurguéia (PI).

 

Além dos casos de exploração ilegal de minérios no norte do Piauí durante toda a Operação, na quarta-feira (4), dois novos casos foram encontrados no sul do Estado, em Bom Jesus (PI), levando à condução de outras 2 pessoas para a Delegacia local.

No último dia da OTECCA, ocorreram 12 prisões, apreensão de 113 metros cúbicos de madeira, 6 animais silvestres e 1 espingarda, bem como o embargo de 2 pontos de extração irregular de recursos minerais.

 

Com informações da PRF
bicharada@cidadeverde.com

Mais de 150 animais já foram castrados gratuitamente em Teresina; saiba como

A Fundação Municipal de Saúde (FMS), em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), realizou mais de 150 castrações gratuitas em cães e gatos pertencentes a famílias de baixa renda de Teresina nos meses de março e abril. Além do benefícia à saúde do animal castrado, a castração reduz o índice de abandono devido à superpopulação de animais na cidade. 
 
“No mês de março agendamos 80 cirurgias, mas 74 foram efetivadas, pois seis animais não foram levados pelos donos para realização do procedimento no Hospital Veterinário da UFPI. Já em abril foram realizadas 81 castrações. Temos ainda no nosso banco de cadastro mais de 400 animais que realizarão a castração”, explica Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses da capital, enfatizando que os cadastros ainda estão acontecendo de acordo com a demanda.
 
“A meta para o primeiro ano do convênio firmado entre Prefeitura e UFPI é realizar 80 castrações de animais machos e fêmeas por mês, sendo 20 por final de semana”, completa Oriana Bezerra.
 
O dono do animal que desejar realizar o procedimento de cadastro para a castração precisa se dirigir até a Gerência de Zoonoses portando RG, CPF, comprovante de residência e algum comprovante de situação de vulnerabilidade.
 
Oriana lembra que a pessoa não precisa trazer o animal até a Gerência de Zoonoses para fazer o cadastro, apenas seus documentos. “O animal só deverá ser levado para a realização do procedimento cirúrgico, que acontece na UFPI”,  orienta Oriana Bezerra.

Como castrar gratuitamente

O Centro de Zoonoses de Teresina (GEZOON), localizado na Rua Minas Gerais, Nº 909 – Bairro Matadouro, zona Norte, realiza o cadastro para castração, no turno da manhã, de 8h às 12h, e as castrações acontecem no Hospital Veterinário Universitário aos sábados e domingos.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

Em megaoperação contra crimes ambientais, PRF prende 44 pessoas e apreende 88 animais


Fotos: Reprodução/PRF.

Policiais Rodoviários Federais do Piauí e do Maranhão realizam desde o último dia 30, a OTECCA – Operação Temática de Combate a Crimes Ambientais. Ao todo, foram 44 pessoas presas, 88 animais apreendidos, 11 armas de fogo localizadas, 377 metros cúbidos de madeira apreendida e cinco pontos de exploração de minérios flagrados. A ação conta com a estrutura de 60 PRF´s, 20 viaturas e armamento de alto poder de fogo. 

Segundo a PRF, a megaoperação visa reprimir práticas criminosas contra o meio ambiente, além de prevenir, educar e sensibilizar pessoas no que concerne à necessidade de proteção à flora, fauna e reservas minerais da região. Como parceiros convidados, participam Polícia Militar, IBAMA e Polícia Federal.

A PRF estabeleceu como Missão “garantir segurança com cidadania nas rodovias federais e nas áreas de interesse da União”, e entre seus valores, a PRF adotou a “responsabilidade socioambiental”. É buscando atender a essas diretrizes que a PRF segue com diversas ações por todo o país no sentido de atuar na frente de proteção ao meio ambiente. 

De acordo com a PRF, a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 225, define que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. 

A corporação destaca que os tribunais superiores têm afirmado o artigo 225 da CRFB como um direito fundamental de terceira geração, sendo não apenas direito, mas também dever de todos a preservação e proteção do meio ambiente, como meio de se garantir o benefício às gerações presentes e futuras.

As ações se estenderam de Norte a Sul do Piauí e até as cidades de Santa Inês e Imperatriz no Maranhão.

APREENSÃO DE MADEIRA

O deslocamento das equipes se iniciou no sábado, fiscalizando os arredores de Teresina, até Piripiri/PI, já sendo realizada a apreensão de 3 cargas irregulares de madeira, com volume total de 57,4 metros cúbicos. Foram presas 3 pessoas, retidos 3 caminhões e realizadas 45 autuações diversas. Já em Peritoró/MA, uma carreta foi apreendida transportando 44,64 metros cúbicos de madeira ilegalmente.

No domingo (01/05), na região de Açailândia/MA e Santa Inês/MA, a PRF apreendeu 4 caminhões transportando madeira ilegalmente, num total de 121,03 metros cúbicos de carga apreendida.

No município de Morro Cabeça no Tempo/PI, na segunda-feira (02/05), localizado no extremo sul piauiense, um homem foi preso com uma motosserra sem licença ou registro. O poder de devastação do equipamento é muito grande, motivo pelo qual a legislação traz uma série de exigências para o seu porte ou comercialização. O objetivo é proteger o meio ambiente contra excessos na exploração ilegal.

Na terça-feira (03/05), em Imperatriz/MA, mais 5 cargas ilegais de madeira foram apreendidas, em um total de 134,87 metros cúbicos e 5 prisões.

O crescente desmatamento é uma preocupação da PRF, que vê no transporte uma forma de combate a este crime, uma vez que impede que o material obtido ilicitamente chegue ao seu destino final, prendendo os responsáveis, reprimindo a prática e desestimulando a conduta.

PESCA ILEGAL

Na tarde do sábado (30/04), em Peritoró/MA, um homem foi preso transportando 243 Kg de peixe, pescados em período e local no qual havia proibição para atividade em razão da proteção ao período reprodutivo das espécies. O material foi apreendido e o homem detido por suposto cometimento do crime previsto nos artigos 34 e 35 da Lei 9.605/1998.

A proibição da pesca em determinados períodos visa proteger o período reprodutivo dos animais, garantindo que a manutenção da espécie e da capacidade de produção do ambiente para aqueles que os exploram dentro dos limites da Lei. 

APREENSÃO DE AVES

No domingo, as ações seguiram pelo Norte do Piauí, em Piripiri e Pedro II, bem como pelo Sul do Estado, em Floriano. Em Pedro II, foram apreendidas 72 aves silvestres, mantidas em cativeiro e com sinais de maus tratos, bem como diversas gaiolas e equipamentos de captura de pássaros. Elas foram encontradas em 3 casas, sendo que na primeira delas havia 27 aves e 2 espingardas.

Na segunda, foram encontradas 17 aves e na terceira 5, tendo sido presos os 3 responsáveis pelos animais. Um deles confessou que fazia comércio de aves silvestres em sua própria casa. Além disso, ao ver a fiscalização, populares decidiram colaborar e passaram a se dirigir às equipes de fiscalização, entregando espontaneamente 13 aves. No mesmo local, um indivíduo foi preso por conduzir uma motocicleta sob efeito de álcool.

Com a presença de uma equipe técnica do IBAMA, foi feita a avaliação da situação das aves, que aparentavam ter sido capturadas recentemente, motivo pelo qual elas foram libertadas na mata no mesmo dia, bem como os responsáveis foram autuados com multa no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) por cada animal. Logo após, houve a destruição das gaiolas e equipamentos de captura apreendidos.

APREENSÃO DE TATUS

Durante toda a Operação, várias pessoas foram presas após terem sido flagradas transportando tatus abatidos. Infelizmente, nos Estado do PI e MA, ainda muitas pessoas consomem a carne do animal, cuja preservação recebeu apoio através de uma grande campanha pela proteção da espécie, realizada durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. No entanto, atualmente a espécie tatu bola está presente na Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, recebendo a classificação de “animal em perigo”, que representa um nível há apenas dois da extinção.

Na terça-feira (03/05), em Caxias/MA, a PRF flagrou dois homens vendendo tatus abatidos às margens da BR 316. Interrogados, eles disseram que tinham recebido os animais de um indivíduo que tinha um depósito ali próximo. Dirigindo-se ao local em diligências, os policiais rodoviários federais conseguiram fazer novas apreensões e prisões, com um total de 11 tatus vivos, 1 abatido, 4 espingardas, 3 pessoas presas e 1 adolescente apreendido, todos por participarem de um suposto esquema de venda de tatus abatidos. Na ocasião, o único animal encontrado vivo estava dentro de um saco, com as patas e cabeça amarradas. 

EXTRAÇÃO ILEGAL DE RECURSOS MINERAIS

Na segunda-feira, em Piracuruca/PI, a PRF abordou dois caminhões transportando piçarra sem nenhum documento que comprovasse a origem lícita do produto. Seguindo diligências na região, os policiais rodoviários federais chegaram a um ponto de extração ilegal, localizado em trecho rural do município.

Lá, encontraram uma máquina escavadeira realizando a exploração do material e vários caminhões aguardando o carregamento. Localizados os responsáveis, estes não apresentaram nenhuma autorização do DNMP (Departamento Nacional de Produção Mineral), nem sequer licença ambiental. Dois indivíduos foram detidos e conduzidos por crime contra a ordem econômica, previsto na Lei 8.176/1991, sem prejuízo da responsabilidade ambiental na forma da Lei 9.605/1998.

No dia anterior, em Santa Inês/MA, a PRF já havia apreendido 15 toneladas de calcário sendo transportado irregularmente, transportado sem licença de operação.

Na terça-feira (03/05), em Parnaíba/PI, após flagrar 4 caminhões com carregamento irregular de pedras, a PRF identificou mais pontos de extração de minerais na região norte do Estado, sendo mais 4 indivíduos presos e conduzidos à Delegacia – 4 pedreiras foram embargadas. No mesmo dia em Imperatriz/MA, 2 cargas de areia provenientes de extração ilegal foram apreendidas.

A PRF adverte sobre a gravidade das ocorrências, uma vez que a exploração/extração de recursos minerais sem a devida autorização ou licenças representa um sério risco ao meio ambiente, uma vez que não fora realizada avaliação técnica prévia. Isso representa riscos ao equilíbrio do ecossistema local, erosões, poluição por produtos químicos e desertificação.

ARMAS DE FOGO

Além das 2 espingardas encontradas em Pedro II, ainda no domingo em Imperatriz/MA, um indivíduo foi preso transportando 2 espingardas e 6 munições. Outro homem foi flagrado transportando em um Fiat Strada 3 espingardas e um tatu abatido.

No caso do suposto esquema de tatus abatidos em Caxias/MA, mais 4 espingardas foram apreendidas, com 4 pessoas presas.

RESULTADOS

A PRF destacou que o principal resultado diz respeito à proteção direta ao meio ambiente. Além disso, revelaram que foi notória a preocupação e participação de boa parte da sociedade por onde as equipes passavam. As pessoas chegaram a entregar espontaneamente animais e equipamentos de captura, também fizeram denúncias, potencializando o poder de repressão da ação.

Até a terça-feira, já foram contabilizadas 44 pessoas presas, apreensão de 11 armas de fogo, 88 animais silvestres e 377,94 metros cúbicos de madeira. Além disso, equipamentos de caça e captura de animais e motosserra foram apreendidos, bem como fiscalizados pontos de extração de recursos naturais e minerais.

No norte do Estado do Piauí, foram identificados 5 pontos de extração ilegal de minérios, sendo 1 em Piracuruca e 4 em Parnaíba, com 6 pessoas presas.

Destaca-se ainda a apreensão de 20 caminhões com cargas ilegais de madeira ou minérios, bem como até leite sendo transportado sem o mínimo de cuidado fora flagrado durante a operação.

A PRF segue a Operação até a quinta-feira (05/05) nos Estados do Piauí e Maranhão, reprimindo a prática de crimes ambientais, protegendo a fauna, flora e recursos minerais da região, levando segurança com cidadania a toda a sociedade.

 

Da redação com informações da PRF
bicharada@cidadeverde.com

Aeroporto internacional inaugura banheiro exclusivo para animais

                          Foto: Reprodução/Fox News

O Aeroporto Internacional John F. Kennedy, dos EUA, acaba de inaugurar um banheiro exclusivo para animais. O local conta com grama artificial para estimular os animais a fazerem suas necessidades e sacos coletores especiais para os tutores limparem. A regra é deixar tudo limpo e organizado para o próximo animal.

O banheiro, de 70m², permite que cães, gatos e outros animais se aliviem sem que os tutores precisem levá-los para fora do aeroporto, evitando o transtorno de passar novamente pela segurança.

“O número de animais domésticos acompanhando seus tutores em viagens cresceu muito, por isso tomamos essa iniciativa,” disse Susana Cunha, vice-presidente da empresa que controla o terminal, à Fox News.

A partir de agosto de 2016, uma regulamentação federal obrigará todos os aeroportos que atendem mais de 10 mil passageiros a instalar uma área sanitária para animais.

Com voos longos e escalas curtas, muitas vezes os passageiros não têm tempo de sair do aeroporto, e os animais não podem esperar. Foi o caso de Taylor Robbins, que já havia perdido um voo enquanto levava o Terrier John John para fazer suas necessidades.

“O banheiro é muito limpo, cumpre sua função e John John entendeu na hora que podia usá-lo,” disse Robbins. “Fico feliz que ele não tenha mais que se segurar.”

 

bicharada@cidadeverde.com
Com informações Anda

Exposição em Teresina elege os cães mais bonitos de cada raça

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Por Graciane Sousa

Os cães foram o centro das atenções neste fim de semana em Teresina. Sabe o por quê? O Bicharada conta tudo pra vocês. No último sábado (30) ocorreu a primeira exposição do ano do Kennel Clube do Estado do Piauí. O evento reuniu quase cem cães de vários estados do país, principalmente da região Nordeste, que disputaram o título de melhor cão, o que implica em dizer também: os cachorros ou cadelas mais bonitos. Só para adiantar um pouco...vamos logo revelando que teve cão piauiense na final.

A exposição teve início pela manhã e só terminou no fim da tarde. Foram sete horas para então serem eleitos os cinco melhores cães. Antes de entrar na pista (local onde os bichinhos eram avaliados por quatro juízes, inclusive um da Guatemala), os animais ficavam nos bastidores, chamado de acampamento, o que na verdade mais parece um salão de beleza, pois o que não faltavam eram chapinhas e secadores de cabelo. Tudo para deixar os cachorros e cadelas mais lindos.

Luís Eduardo, um dos organizadores da exposição, explica que os vencedores são os cães mais próximos do ideal de sua raça.

“É avaliado a estrutura do cão. Toda raça tem um padrão definido desde a movimentação à cor dos olhos, tamanho da orelha, tamanho de pata, pelo textura do pelo. Os juízes analisam o tão próximo ele está do 'ideal'. Há uma discriminação de como o cão deve ser. Por exemplo, um da raça golden tem uma característica; Já um pastor tem outra e assim em cada raça”, disse Eduardo.

Primeiramente, os cães são avaliados de acordo com a raça. Na segunda etapa, encaram a fase de grupo de raças, para depois irem para grande final, quando cada um dos quatro juízes, escolhe os cinco melhores concorrentes, na opinião individual de cada um, independente da raça.

Na primeira exposição do ano do Kennel do Piauí foram inscritos 96 cães de 29 raças diferentes, sendo as mais comuns Fila Brasileiro, Bulldog Francês, e Rottweiler. Para concorrer, o animal precisa ter pedigree e o tutor paga uma taxa de inscrição.
 
Um dos competidores é o Mouriki, um Yorkshire que mora em Sobral-CE. O dono dele e também seu handler ( profissional que cinófilo que cuida e prepara cães para exposições) é o veterinário Diego Medeiros que viajou mais de 400 km de carro até Teresina só para cão participar da competição, cerca de 5 horas na estrada. Um esforço que vale a pena, segundo ele. Todo o cansaço é recompensado pelos trunfos conquistados pelo bichinho de apenas um ano e oito meses.

O antes e o depois de Mouriki

“É uma competição para ver quem é o melhor, mas na verdade é um hobby. A ideia do criador é selecionar animais que cheguem o mais próximo do padrão descrito na raça. É muito trabalho, mas a gente fica feliz em estar aqui. É uma recompensa quando a gente ganha alguma coisa”, disse o veterinário que revelou orgulhoso as conquistas de Mouriki que, em Teresina, disputou a competição, pela primeira vez como adulto, e ganhou como o melhor cão da raça, título que se somam a outros dois: o de melhor filhote de Yorkshire, conquistado na Espanha; e o Melhor Jovem da Raça Yorkshire, no Brasil.

Para ficar prontinho para a disputa, o Mouriki passou cerca e 3 horas se embelezando, entre o banho, pentear dos pelos, prancha e por fim o  penteado, uma espécie de topete (lembram quando a gente falou que o acampamento mais parece um salão de beleza). 

Os cuidados com os animais não estão relacionados só a estética. Era comum ver nos bastidores, handles com garrafas térmicas com gelo e água fazendo uma espécie de compressa fria no animal, para amenizar o calor. Outro objeto bastante comum eram ventiladores.

Outro competidor é o Bolt das Dunas Brancas que também veio do Ceará, da cidade de Camocim. O pastor branco suíço, de um ano e meio e quase 40 kg, chama a atenção pela beleza e tamanho, características que fizeram com que ele levasse o título de melhor cão da raça.

 Bolt das Dunas Brancas sendo avaliado pelos juízes

Na etapa final da Exposição, são eleitos os cinco ‘Best in Show’ nas categorias filhotes, jovens e adultos, ou seja, os cinco melhores para cada juiz. Os nossos dois personagens- o Mouriki e o Bolt- não foram selecionados como ‘bests’. O cão que foi unanimidade entre os competidores é da raça Basset Hound e veio de um canil do Ceará. O animal foi escolhido por três dos quatro jurados. Os vencedores ganharam troféus.

Cãozinho foi escolhido 1º lugar por três dos quatro juízes

Os cães de proprietários piauienses mais bem classificados foram das raças dachshund, que foi selecionado para a fase de grupos; e uma pincher miniatura que ficou em 5º lugas como Best in Show Filhote.

As lindas fotos expostas na galeria do blog são do fotógrado Nilton Novaes que fotografou a exposição do Kennel Clube do Estado do Piauí.

 
Loco Loco De La Parure

O bulldog francês Loco Loco tem três anos e meio de idade e é nada mais nada menos que o campeão do mundo. Um dos responsáveis pelo cão é o urologista Luís Martins, que é de Teresina, e ressalta que o Piauí é referência em enviar cães de exposição para a Europa. O médico é sócio do canil Bull Ranch, localizado na Estrada da Usina Santana, que conta atualmente, com 25 cães. O espaço dispõe de baias climatizadas e atendimento veterinário.

“A gente exporta sêmen para o mundo inteiro. O Loco Loco veio da belga,  mas é de propriedade de Teresina. Ele é campeão em 13 países e campeão do ranking 2014 do Brasil e campeão do mundo em 2015”, conta orgulhoso Martins.

Loco Loco, atualmente mora em São Paulo, e permanece como campeão do mundo até julho de 2016, quando será eleito um novo cão, em evento que acontecerá na Rússia.

 

bicharada@cidadeverde.com

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