Cidadeverde.com

Impasse judicial mantém gato por 8 meses no Hospital Veterinário da UFPI

Por Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Um impasse judicial manteve um gato preso em uma gaiola por cerca de oito meses no Hospital Veterinário Universitário (HVU), da Universidade Federal do Piauí. A situação do animal - chamado Leo- sensibilizou funcionários que só podiam manter contato com o bichinho para colocar ração, água e fazer a limpeza, pois o dono entrou com uma ação na Justiça para ficar com o gato, mas sem pagar as despesas do tratamento médico. Recentemente, o juiz Emanuel José Matias Guerra, da 7ª Vara Federal, negou a guarda do animal para o antigo tutor e finalmente Leo foi colocado para a adoção.  O caso é inédito no Piauí.

O diretor do HVU, João Macedo, explica que tudo começou porque o antigo tutor se recusou a pagar as despesas do tratamento do animal, mas entrou com uma ação no juizado especial para tentar recuperar o animal. Em tentativa de acordo entre as partes, a UFPI pediu o pagamento das despesas em troca da liberação do animal. O proprietário, contudo, disse considerar abusivo o valor cobrado pelo tratamento médico.

O blog apurou que a ação foi movida por um empresário que, por já estar inadimplente com o hospital, colocou um funcionário como responsável pelo animal. A dívida é de pouco mais de R$ 500. Como o pagamento não foi efetuado, Leo foi para a adoção, procedimento comum quando o animal fica mais de sete dias após alta médica, o que é considerado abandono. Assim, O gato foi adotado por uma família de Parnaíba, mas teve que ser trazido para Teresina após a ação judicial. 

"Com a ação, o HVU e o empresário foram colocados frente a frente durante audiência de instrução no Juizado Especial de Cível e Criminal, em Teresina. Ele é empresário, mas disse que estava desempregado e inclusive pediu dispensa da taxa da Justiça. Mas, a própria Justiça descobriu que ele tem empresa, inclusive, na Bahia, bem como tem motorista. Não entendo porquê  se recusou a pagar a conta do animal que foi quem pagou um preço alto por tudo isso", lamenta o diretor do HVU. 

De acordo com  a sentença, Leo ficou com o Hospital Universitário Veterinário, responsável por transferir a guarda do felino, uma vez que o animal já passou muito tempo internado e o confinamento demorado pode por em risco até mesmo a saúde deste animal. A decisão do magistrado é passível de recurso, embargos de declaração ou recurso inominado para a Turma Recursal da Justiça Federal. 

"A parte (antigo tutor) questionava o valor do débito e disse que era abusivo, mas a Justiça teve outro entendimento. Sabemos que pelo período de oito meses esse mesmo tratamento sairia muito mais caro em uma clínica particular. Como a situação judicial foi resolvida, o gato foi liberado e está aos cuidados do responsável pela internação do animal", apurou o blog Bicharada.

De acordo com o HVU, Leo foi cadastrado no nome de um funcionário do empresário. Após a decisão judicial, não há informações confirmadas sobre quem, de fato, está cuidando do gato. O que há confirmado é que o gato saiu do hospital em 26 de janeiro, mas voltou a ser internado três dias depois com problemas de saúde. 

"Antes do Leo voltar para casa foi feito um check up e estava tudo bem, mas ele voltou três dias depois com dificuldades para urinar. Não sabemos o que ocorreu, se ele ficou estressado devido a mudança de local ou ficou sem beber e sem comer. O gato permanece internado e sob avaliação", finaliza a veterinária Francisca Barros. Até o momento, não há informações se a dívida foi quitada.

 

Empresário responde

Em contato com o Cidadeverde.com, o proprietário do gato se identificou com José Eudes e contestou a versão repassada pelo HVU. O empresário pediu para esclarecer alguns e confirmou que o gato foi cadastrado no nome do funcionário, apenas porque ele estava viajando. 

"Eu não abandonei o Leo. A Justiça que decidiu que a guarda dele ficasse com o HVU. Ele chegou ao hospital em abril de 2016 e foi internado pois estava urinando sangue. No dia, estava viajando e pedi a um funcionário que levasse o gato que é da minha filha caçula. Ele foi levado para lá porque era um caso de urgência. Eu não sou inadimplente e o hospital distorceu a verdade", disse José Eudes. 

O empresário argumenta que Leo foi internado com um problema de saúde e, ao sair ho hospital, continuava para doente. 

"Nunca abandonamos o Leo. Me devolveram ele doente, cheio de pulgas, carrapatos, urinando sangue e com problemas no ouvido. Não tenho problema em pagar o valor cobrado. A questão é que o Leo foi e voltou doente e o HVU ainda quer cobrar? Ele chegou com sinais de maus tratos e tenho como provar tudo. Como hospital-escola, o HVU deveria cobrar apenas pelo material utilizado e não cobrar pelo anestesista, cirurgia e outros, como acontece em clínica particular. O juiz demorou a julgar e quando foi julgar indeferiu a liminar. Eu questionei a dívida e ele me disse que como o pagamento não foi feito, o gato ia ficar no lugar da dívida. Até questionei se se tratasse de gente, a pessoa ia ficar retida? Todo animal deve ter dignidade e ele faz parte da nossa família", disse José Eudes.

O empresário acrescenta ainda que, nesta quinta-feira (09), vai ao HVU para verificar se já foi dada alta médica do hospital e, assim, possa levá-lo para casa. 

Apipa pede ajuda para manter animais em abrigo por falta de recursos

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

A Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa) novamente passa por dificuldades financeiras para manter seu abrigo e os animais que estão sob seus cuidados. Jane Hadhad, da diretoria da Apipa, disse ao Cidadeverde.com que a associação está quase sem ter como receber novos animais, devido à falta de recursos. 

"Estamos sem muita coisa, está tudo acabando, a questão financeira está pesando muito. Estamos sem luvas de procedimento, sem máscaras, sem botas. Falta também ração para gatos adultos e filhotes, as pessoas lembram de doar para os cães, mas esquecem dos gatos", conta Jane. 

Ela destaca ainda que os problemas financeiros estão afetando o pagamento dos funcionários e a aquisição de medicamentos para os bichinhos abrigados no local. Segundo ela, somente agora no fim de janeiro a Associação conseguiu pagar a segunda parcela do 13º salário. 

Além disso, Jane relata que a maioria das pessoas que busca adotar um animal quer somente os filhotes. "Os animais adultos vão ficando e se tornando residentes, então não temos espaço para receber novos bichos que precisam de ajuda. Há alguns dias deixaram um cão idoso e cego aqui na porta, além de caixas de filhotes, que foi um terror para conseguirmos arrumar um espaço", explicou. 


Nas redes sociais, entidade iniciou a campanha SOS APIPA

A Apipa existe há nove anos resgatando animais, lutando contra os crimes ambientais e atuando por políticas públicas em defesa dos bichos. Jane lembra que a entidade é mantida apenas com doações de voluntários e não recebe recursos públicos. 

Além das doações em dinheiro, a Apipa recebe ração para cães e gatos adultos e filhotes, material de limpeza e medicamentos veterinários. 

Para ajudar

Contas Bancárias da APIPA (doações)*

CNPJ: 10.216.609/0001-56

BANCO SANTANDER
Agência: 4326
Conta Corrente: 13000087-4

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência: 0855
Operação: 013
Conta Poupança: 83090-0

BANCO DO BRASIL
Agência: 3507-6
Conta Corrente: 57615-8

 

bicharada@cidadeverde.com

Filhote tem duas patas amputadas após lesão e ganha um lar em Teresina

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Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

 

Uma enorme vontade de viver. É o que sentem todos que têm e tiveram a oportunidade de conhecer Tufão - agora, Flash. O cachorrinho sem raça definida foi encontrado bastante ferido na zona Leste de Teresina e precisou amputar as duas patas traseiras. Recuperado, ele já está em um novo lar e aguarda a chegada de uma cadeira de rodas adaptada às suas necessidades. 

A advogada Carla Danielle Moreira foi quem recebeu Flash em casa e deu a ele seu novo nome. Ela conta que, desde o início, já sabia que ia querer o animalzinho, independente dos problemas que ele pudesse ter, em decorrência dos graves ferimentos. 

"Eu sempre quis ele assim, já sabia que ele ia ficar na cadeirinha, mas pra mim não foi um problema. Porque ele quer viver, mesmo depois da cirurgia, ele quer brincar, quer correr, para mim ele é uma alegria", diz Danielle. 

A adoção garantiu também muita felicidade para a protetora Shayana Raianny, que fez o resgate de Flash. "Ficamos muito felizes que ele vá ter alguém para cuidar, dar 100% de atenção a ele, porque ele vai precisar. E eu vou dar assistência, porque ele é meu resgate e a gente acaba se apegando".

A médica veterinária Nhirneyla Marques foi quem atendeu Flash. Ela conta que as lesões, com fratura exposta, não tiveram sua causa determinada. Contudo, destacou que o filhote não teria sobrevivido sem a amputação. Isso porque ele desenvolveu uma infecção óssea. 

"Sabemos que não foi atropelamento, porque ele não tinha outras escoriações, mas não sabemos o que houve. O problema é que ele teve uma fratura exposta, o que aumenta risco de contaminação, mas tentamos manter as duas patas. Mesmo após a limpeza, tomando medicamentos, vimos que ele desenvolveu uma osteomielite. Não teve outro jeito, tivemos que amputar", explica. 

A recuperação surpreendeu a todos, já que a amputação bilateral normalmente debilita e restringe bastante as ações do animal. Flash, contudo, logo após a cirurgia já tentava correr pelo consultório. Agora, Danielle aguarda uma cadeira de rodas especialmente para ele, que poderá viver de forma mais independente. 

Nhirneyla explica que o aparelho será necessário para evitar que Flash tenha problemas na coluna, já que tentaria adaptar o movimento para se locomover. Mesmo assim, Danielle conta que ele já se adapta bem ao novo lar. Em sua chegada ao condimínio onde a advogada mora, na última terça-feira (17), ele foi recebido como um super-heroi.

"Ele é uma motivação para todos, tanta gente sofrendo por problemas menores, ele perdeu as duas patinhas, mas tem uma enorme vontade de viver, que estimula a gente a ter paciência e dar um passo de cada vez", diz a médica. 

 

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Vídeo de maus tratos no set de 'Quatro vidas de um cachorro' causa polêmica

Um vídeo vazado do set de "Quatro vidas e um cachorro" está causando polêmica. Nele, um cão da raça pastor alemão, chamado Hercules, é obrigado a entrar numa piscina com correnteza apesar de parecer apavorado.

Na cena, o cão salva uma criança de um afogamento em um rio. Assustado, Hercules tenta fugir e se desvencilhar da água, mas o treinador força sua entrada na piscina. Em um momento, o animal fica completamente submerso e membros da equipe gritam, tentando tirá-lo da água.

O vídeo foi gravado clandestinamente por um membro da equipe, em novembro de 2015. Dirigido por Lasse Hallström e estrelado por Britt Robertson e Dennis Quaid, o longa está previsto para estrear no dia 26 de janeiro no Brasil.

Segundo fontes do "TMZ", que conseguiu a gravação, o diretor interrompeu a gravação e, na volta, o cachorro gravou a cena normalmente, sem precisar ser novamente jogado na água.

Os estúdios Amblin Partners e Universal Pictures, responsáveis pelo filme, divulgaram um comunicado: “Promover um ambiente seguro e garantir o tratamento ético de nossos animais atores foi de extrema importância para aqueles envolvidos na realização deste filme, e vamos analisar as circunstâncias em torno deste vídeo”.

No Twitter, Hallstrom se defendeu: “Eu não testemunhei essas ações. Todos nós estávamos empenhados em proporcionar um ambiente amoroso e seguro para todos os animais no filme. Me prometeram que uma investigação completa desta situação está em andamento e que qualquer irregularidade será relatada e punida”.

A Peta (People for the Ethical Treatment of Animals, que defende a causa animal) já convocou boicote ao longa. "A Peta está convocando os que amam cães a boicotar o filme para enviar a mensagem de que cães e outros animais devem ser tratados com humanidade e não como adereços de filmes".

No filme, um cachorro morre e encarna várias vezes, sempre mantendo o sonho de reencontrar seu primeiro dono e melhor amigo.

*Com informações de O Globo

Cachorrinhos preferem que você fale com eles como fala com bebês

Muita gente tenta se segurar, mas é difícil não mudar o tom de voz ao falar com um bebê. Além de olhares tortos, esse tom pode atrair algo bem mais positivo: cachorrinhos. Uma pesquisa publicada na Proceedings of the Royal Society B indica que os filhotinhos tendem a ficar mais atentos quando usamos um tom agudo e falamos mais lentamente com eles.

Os pesquisadores mostraram fotos de cachorros a um grupo de adultos e pediram que eles falassem diretamente com os animais - alguns filhotes, outros mais velhos. Para comparar, gravaram as mesmas frases em tom normal, falando diretamente com um ser humano. Depois de analisarem diversos aspectos das gravações, como tom de voz e frequência, os pesquisadores perceberam que a forma de falar muda ainda mais quando nos dirigimos aos filhotes.

Então foi a vez de um grupo de cachorros ouvir os áudios. Enquanto os mais idosos responderam igualmente às gravações direcionadas aos humanos e às direcionadas aos cães, os filhotes ficaram bem mais atentos ao ouvir as gravações direcionadas a eles - com tom de voz mais agudo e fala mais lenta.

Não foi possível concluir exatamente por que isso acontece, mas os pesquisadores arriscam dizer que, assim como os bebês, falar com os cahcorrinhos dessa maneira "pode ser eficiente para promover aprendizado de palavras - uma habilidade demonstrada pelos cães." Eles ainda ressaltam que nossa mente acaba juntando cachorros e bebês na mesma categoria de "companhias não-verbais", ou seres que apenas 'meio que entendem' o que estamos dizendo.

 

Fonte: Estadão.

Picolés para cães ajudam a reduzir o calor; veja o que dizem especialistas

O Rio de Janeiro começou o ano com 11 dias seguidos de sensação térmica acima dos 40ºC. Se a vida cotidiana está difícil para os seres humanos e seus poucos pêlos, para os cães a sobrevivência no clima quente é ainda mais complicada. O G1 ouviu donos de animais e veterinários em busca de dicas de cuidado para evitar, entre outros problemas, a hipertermia - a elevação da temperatura interna do corpo.

Em locais com grande circulação de animais, como no Parcão da Lagoa Rodrigo de Freitas, os donos trocam dicas sobre como amenizar os efeitos da temperatura.

“No calor, a gente tenta deixar eles em casa no período de 10h às 17h, que é muito quente para eles. E quando a gente volta da rua, a gente tenta umedecer, passar um paninho molhado para eles refrescarem, além de deixar o ar ligado o maior tempo possível”, explicou a advogada Fernanda Mattos, que cuida de Bebel, Mag e Thor.

“Diferente da gente, os cães não transpiram como nós. A gente transpira, está suando, a gente troca calor. Esfriando o corpo pela perda de água. O cão também perde água, mas de uma forma diferente, através da respiração. Ou seja, ele transpira, basicamente, pela língua. Não é uma transpiração, é uma troca de água, uma troca de calor. O animal tem que respirar bem para ter uma troca de calor definida e bem feita”, explica o veterinário Rubem Bittencourt, membro do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro.

Como respirar bem é fundamental para o bem estar dos animais, de acordo com Rubem, os donos de raças com focinho chato, como buldogue e boxer, devem prestar atenção à respiração de seus animais. Mas as dicas de cuidado com os bichinhos valem para todos as raças.

“É importante observar a hora que sai com os cães. Não sair em um horário de calor, procurar andar na sombra, levar uma vasilha com água é interessante, para ele poder beber. Se for preciso, jogar água no cão também. São medidas preventivas que ajudam a evitar acidentes mais graves. Lembrando também que as patas também sofrem com o calor”, explicou Rubem.

Segundo ele, é preciso estar atento aos primeiros sinais de que o cachorro precisa de ajuda. Respeitar o limite do animal é fundamental.

“Sentiu que o cachorro está respirando muito forte, muito rápido, a melhor coisa é: acalme o cachorro, dê água para ele e jogue uma água para esfriar a temperatura corporal.”

Caso o animal não se recupere, os donos devem procurar o serviço médico veterinário imediatamente.

Picolé de água de coco

Na clínica onde Rubem Bittencourt trabalha, o número de atendimentos por hipertermia aumenta 30% no verão. Jogar água no cão e fazer agrados com água ou água de coco congeladas também são ideais para fazer com que o bicho fique mais confortável.

Essa estratégia já é usada pela comerciante Taissa Vaillé. Seus dois cães, Sansão e Vida, são alucinados em picolés de água de coco congelada.

“Um dia que estava muito quente eu dei uma pedrinha de gelo para eles, que adoraram. Passei a dar gelo sempre. Um dia resolvi testar o picolé. Comprava um para mim e outro para eles. O veterinário sempre falou que tinha que ser fruta e que não fosse cítrica. Aí a gente passou a fazer em casa o picolé de água de coco. A gente faz na forminha de coco ou de picolé. Eles adoram. É a sensação aqui em casa”, explica Taissa. 

As fotos dos animais não deixam dúvidas sobre como eles gostaram. Agora, quando alguém abre o congelador, os cães ficam atentos, esperando pela guloseima.

 

Fonte: G1.

Teresina contará com delegacia para apurar crimes contra animais

Por Graciane Sousa e Maria Romero
Colaboração de Carol Santana

Teresina deve conta a partir de fevereiro com um núcleo especializado em crimes ambientais. Entram na lista, por exemplo, maus tratos a animais incluindo abandono e agressões físicas. O delegado geral de Polícia Civil, Riedel Batista, disse que a unidade deverá ser instalada em um novo prédio que vai abrigar delegacias especializadas ou mesmo no Batalhão Ambiental após reforma.

"Estamos na fase de conversação com a Polícia Militar, Ministério Público Estadual e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para ver o melhor local de instalação do núcleo", disse Riedel Batista, acrescentando que já existe uma equipe definida (delegado, agentes e escrivão) para atuar no novo núcleo. 

Em Teresina, um dos crimes mais comuns é o de abandono de animais domésticos. Cães e gatos são deixados na porta de residências, abrigos e até mesmo clínicas veterinárias.

"São pessoas que deixam os animais em imóveis fechados ou sob sol e chuva. Existem casos de atropelamentos até propositais... agressões físicas como pauladas, facadas e outros casos de humilhação, que também são considerados maus tratos. Os animais não podem ser desrespeitados e a maneira como os tratamos é muito importante. Eles não merecem sequer serem xingados", disse Jane Haddad, uma das diretoras da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa).

No Hospital Veterinário Universitário (HVU), na Universidade Federal do Piauí, o número de bichos abandonados só reduziu após a instalação de câmeras de segurança há três meses na área externa do prédio.

"Em casos de abandono no HVU, a gente faz BO, mas não tem adiantado. Enquanto não tiver uma delegacia especializada essa situação não vai ser resolvida", disse o diretor do HVU, João Macedo.

Atualmente, qualquer denúncia de crime ambiental pode ser registrada em qualquer delegacia da Capital. Mas sem uma equipe especializada em direito ambiental, muitos casos deixam de ser apurados. 

Jane Haddad reforça a importância de um núcleo especializado na investigação de crimes contra animais. 

"Essa delegacia vem nos socorrer muito. Em algumas as situações, as pessoas recorrem à Apipa para que sejam tomadas providências. Precisamos de um lugar específico para registrar BO, para que os casos sejam apurados e haja a materialidade do caso através de fotos, vídeos, depoimentos de vizinhos que reconhecem o que está acontecendo. Essa delegacia vai nos ajudar e acredito que vai ser muito procurada. A delegacia tem que ser inagurada e tem que ter pessoas aptas para o trabalho, treinadas, que conheçam a causa animal, além de veterinários que possam receber os animais fazendo os primeiros cuidados", sugere Haddad.

Desafio do 'Mannequin Challenge' com cães diverte internautas

Cães já são lindos por natureza imagina vários deles no desafio do Mannequin Challenge. Na mais nova sensação da internet, os participantes congelam no meio de uma atividade cotidiana e ficam completamente imóveis na posição, como manequins, durante todo o vídeo.

 

Nas redes sociais existem vários vídeos com seres humanos e, lógico, com cães também. Um dos mais lindos (veja abaixo) foi postado há cerca de dois meses e já tem mais de 51 milhões de acessos no Facebook. No desafio, os cães aparecem em cenas cotidianas como na cozinha, sala e até mesmo no banheiro. 

 

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Abandonados no hospital, cães aguardam adoção e sofrem com ausência

Por Graciane Sousa
Colaboração Carol Santana

Sabrina

O que era para ser só uma visita ao veterinário, virou um drama na vida de quatro animais que foram abandonados no Hospital Veterinário Universitário (HVU), na Universidade Federal do Piauí. A Sabrina, por exemplo, mora no canil de internação há oito meses e sofre com a ausência de uma família. 

Atualmente, há três cães e um gato que moram no hospital. O diretor do HVU, João Macedo, explica que os animais estavam doentes, foram levados para uma consulta e ficaram internados. O que se esperava é que- após o tratamento- os tutores retornassem para pegá-los, o que não aconteceu e, ainda hoje, eles esperam o dia que vão voltar para casa. 

A Sabrina é SRD e chegou ao hospital com um problema ortopédico. Agora, ela já caminha normalmente e está disponível para adoção, assim como os outros três animais. 

Lola

Fred

João Macedo explica que, no momento da internação, os tutores assinam um termo de responsabilidade pelo animal e as despesas decorrentes do tratamento médico. 

"Após sete dias da alta, o dono deve voltar para pegá-lo. Passado esse prazo já é considerado crime pois configura-se como abandono. Se isso acontece, enviamos um documento para que o dono compareça ao hospital. Se ele não vier, registramos BO e a conta do animal vai para a dívida ativa da União", explica Macedo que defende a criação especializada de crimes ambientais. 

Chena

Ele ressalta que devido ao número de animais abandonados foi necessário a instalação de câmeras de segurança nas imediações do HVU. Só assim, os casos diminuíram. 

 

HVU 

O Hospital Veterinário Universitário é referência no tratamento de animais não só no Estado, mas também em toda a região nordeste. Inaugurado no ano de 2003, o hospital atende animais de companhia (cães e gatos), de produção e silvestres, oferecendo serviços como consultas, cirurgias, internação, vacinação, necropsia, exames laboratoriais, radiográficos e ultrassonográficos. 

Com funcionamento de regime de plantão 24 horas, o Hospital Veterinário possui uma unidade de remoção hospitalar. No ano passado, o sistema de atendimento do hospital foi modernizado com a aquisição do Sistema de Gestão para Clínicas e Hospitais Veterinários que permite que, a qualquer momento, o prontuário do animal estará disponível, facilitando o trabalho dos médicos.

O preço da consulta é em média 40% menor do que o valor cobrado em clínicas particulares. Além disso, tutores com baixa renda e que tenham o cartão do Bolsa Família, pagam um valor ainda menor por atendimento. 

As instalações do HVU se localizam no Centro de Ciências Agrárias (CCA), localizado na Rua Dirce Oliveira, bairro Ininga, zona Leste de Teresina.

 

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Vacinação contra a raiva em Teresina encerra sábado (07)

A vacinação contra a raiva em Teresina chega a última etapa neste sábado (07), imunizando cães e gatos nas zonas rurais Leste e Norte. Mais de 300 profissionais da Fundação Municipal de Saúde (FMS) visitarão 105 localidades de nove povoados do município. (confira lista abaixo).
 
Devido a distância entre as localidades, a logística da vacinação antirrábica na zona Rural é diferente da zona Urbana, que acontece em postos fixos.

A gerente de Zoonoses Oriana Bezerra orienta que, no dia da vacinação, os moradores das regiões deixem cães e gatos em casa para que possam ser vacinados. “É comum os animais serem criados soltos na zona rural e até mesmo acompanharem os donos em trabalhos na roça. Mas pedimos que neste dia eles os mantenham presos e com um responsável até que as equipes de vacinação cheguem”, lembra a gerente.
 
A vacina é a forma de prevenção mais segura contra a raiva.  Teresina não registra casos da doença em seres humanos desde o ano de 1986, e em animais desde 2011, com um cão que foi infectado no interior do Estado.
 
“Para que possamos continuar com essa estatística positiva da doença em nossa cidade a melhor forma é a vacinação, que é disponibilizada para toda a população de forma gratuita”, explica Oriana.
 
Sintomas
 
A raiva é transmitida aos animais domésticos através da mordedura de outro animal contaminado. O contágio se dá pela saliva, que transmite o vírus da raiva. Ao morder o ser humano ou nossos animais de estimação, o vírus é inoculado rapidamente, ocorrendo dessa forma o contágio.
 
O período de incubação nos animais é, em geral, de 15 dias a dois meses. Eles apresentam mudança de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada. Após um a três dias, ficam acentuados os sintomas de agressividade e a salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de deglutir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição.

 

Zona Norte
 
Área: Dois Irmãos
 
Gurupá de Cima, Gurupá de Baixo, Canaã, Ave Verde, Alegria, Fazenda São Geraldo, Nova Laguna, Morro do Calnad, Santo Antônio (JET), Boa Fé (Fazenda), Fazenda Soares, Dois Irmãos, Mantiqueira, Caueiro (Baixa Escura), Assentamento Santo Antônio, São Vicente de Cima, São Vicente de, Baixo, São Luís (Fazenda), Marambaia, Canindé, Jaguaribe, Esperança;
 
Área: Campestre

Campestre Norte, Assentamento, Tamboril, Novo Boqueirão;
 
Área: Bela Vista

 
Chapadinha, Santo Agostinho, Lírio do Campo, São Raimundo, Bela Vista, Esperança, Cajazeiras, Santo Antônio II, Portal do Parnaíba, São Domingos, Santa Helena, Mata Pasto, Traíras, Morada Nova;
 
Área: Boa Hora
 
Boa Hora, Santa Maria, São Francisco da Esperança, Boa Vista (CONVAP), Boa Vida (COMVAP), São José (COMVAP),São Raimundo (COMVAP), Santa Inêz, Comvap, Centro do Sítio;
 
 
Zona Leste
 
Área: Soinho
 
Povoado Soinho, Povoado Tapuia;
 
Área: Coroatá
 
Coroatá,Coroatá de Dentro, Bulena, Amparo, Lagoinha, Girassóis,Canto do Romão;
 
Área: Santa Luz
 
Povoado Santa Mônica, Baixão do Carlos, Povoado Mundo Novo, Anajás, Centro de Santa Luz, Povoado Santa Luz, Santa Luz, Povoado São Geraldo, Santa Luz de Baixo, Nova Laguna, Coqueiro Verde, Povoado Palmeira, Boqueirão, Cajaíba;
 
Área: Cacimba Velha
 
Fazenda Nova, Cacimba Velha, Baixão, Rua Nova, Taboquinha, Taboca, São Raimundo, Serra do Gavião, Povoado São Francisco, Lagoa da Mata, Nova Cajaíba, Cajaíba, Assentamento MST;
 
Área: Santa Teresa
 
Árvores Verdes, Assentamento Pimenteiras, Beco da Raposa, Calengue, Cancela, Trabalhosa, Mundo Novo, São João, Assentamento Gastpá, Santa Rita, Papagaio, Lagoa de Dentro, Fazenda Nova, Santa Tereza, Cantinho, Serra Dourada.


Da Redação
redacao@cidadeverde.com

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