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Vaquejadas: entidades manifestam repúdio a termo assinado pelo Ministério Público

Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

A Federação das Organizações Não Governamentais (FAOS), formada por diversas entidades de proteção animal no Piauí,  divulgou nota de repúdio na manhã desta quinta-feira (28). O repúdio ocorre quanto ao termo de cooperação técnica firmado entre o Ministério Público do Estado (MP/PI) e entidades e órgãos ligados à prática da vaquejada no estado. Para a Federação, a ação é inconstitucional. 


Prática é considerada extremamente cruel para a Federação.

Na nota, a entidade destaca que a constituição brasileira destaca que o estado tem o dever de coibir qualquer prática considerada danosa aos animais. A Federação deixa claro ainda que as ongs de proteção animal "não estão nem nunca estarão de acordo" com o termo assinado entre o MP/PI e a Associação Brasileira de Vaquejadas (ABVAQ), a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (ADAPI) e o Conselho de Medicina Veterinária do Piauí (CRMV-PI). 

O termo foi assinado no último dia 13 e, de acordo com o Ministério Público, o objetivo é "orientar o trabalho dos organizadores de vaquejadas, para que observem a legislação sanitária e evitem as práticas que caracterizam maus tratos aos animais". 

O MP informou que os órgãos envolvidos terão funções de fiscalização e manutenção do bem-estar animal. A ABVAQ irá fiscalizar os eventos e denunciar eventuais irregularidades de que tome conhecimento, com comunicação direta ao Ministério Público. A Agência de Defesa Agropecuária ficou obrigada a fiscalizar as vaquejadas, além de orientar os organizadores para o cumprimento da legislação em vigor. Ao CRMV/PI, coube a verificação das condições higiênicas e sanitárias, através de expedição de relatórios por parte dos médicos veterinários.

Abaixo, veja a nota na íntegra:

bicharada@cidadeverde.com

Rio 2016 dá abrigo e busca novo lar para gatos de rua

Os gatos de rua do Rio de Janeiro só têm a ganhar com a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos na cidade. O Rio 2016 firmou uma parceria com a ONG Proteção Animal Mundial para dar abrigo aos bichanos antes e durante o grande evento, que começa no dia 5 de agosto.

"Estamos orgulhosos de trabalhar com o Comitê Rio 2016 para garantir que os animais do Rio estejam seguros", disse Rosangela Ribeiro, diretora do programa veterinário da entidade.

A parceria inclui o treinamento de membros da equipe operacional do Rio 2016, para que saibam lidar com os animais, bem como a criação de um gatil para abrigo temporário, com comida e cuidados veterinários apropriados. A iniciativa ainda prevê a busca de novos lares para os gatos de rua.

Um dos focos do projeto é uma colônia de cerca de 60 animais que se reproduziam livremente. Eles agora são castrados, tratados, vacinados e testados para FeLV (Vírus da Leucemia Felina) e FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina), antes de serem encaminhados para a adoção.  

Natalia Kingsbury, moradora do Rio de Janeiro e há 20 anos voluntária no cuidado com gatos, festejou a iniciativa. "Estamos muito animados com o apoio do Rio 2016. É um sonho realizado ver a Proteção Animal Mundial resgatando os gatos".

A proteção de animais afetados pelos Jogos tem sido parte integral do planejamento do Comitê Rio 2016. A intenção é garantir que qualquer animal de rua, doméstico ou selvagem dentro ou nas imediações das instalações Olímpicas seja cuidado, de acordo com a legislação brasileira.

A iniciativa em parceria com a Proteção Animal Mundial vai além, garantindo um legado de cuidado à população de gatos da cidade. 

 

Fonte: Rio 2016

Vídeo flagra cachorros pulando do quinto andar de prédio da UFC

Um vídeo publicado no Youtube mostra o momento em que quatro cachorros pulam do quinto andar de um prédio em construção no Campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará (UFC). O fato ocorreu no último domingo, 17, e foi confirmado pela UFC. A instituição afirma que está apurando o caso junto à vigilância para saber como os cães foram parar no local e, então, decidir que providências irá tomar. A informação é de que os quatro sobreviveram à queda.

Conforme a Universidade, a obra já teve sua primeira etapa concluída e está, no momento, suspensa, à espera da finalização da licitação para a segunda etapa. A área está isolada e o canteiro de obras conta com um vigilante.

A imprensa local tentou entrar em contato com a estudante responsável por gravar o vídeo, mas até o momento não deu retorno. Em um grupo fechado de alunos da UFC no Facebook, a universitária que gravou o vídeo teria dito que os cães sobreviveram a queda. 

Segundo a UFC, a instituição tem buscado impedir que animais sejam abandonados em suas dependências.

"Várias ações já são executadas. No Centro de Ciências (Campus do Pici), o Núcleo Sete Vidas, formado por estudantes e servidores da UFC, realiza bazares para arrecadar fundos destinados à compra de remédios, vacinas, serviços veterinários e castração (no caso de gatos), além de realizar feiras de adoção (de cães e gatos). No Porangabuçu, uma equipe também se reúne para executar ações semelhantes. A UFC tem realizado ainda um trabalho educativo, com base na divulgação do Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), que classifica como crime abandono e maus-tratos de animais", disse a Universidade por meio de nota.

 

Com informações do O Povo Online

Cães da PRF do Piauí chegam ao Rio de Janeiro para atuar nas Olimpíadas 2016

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Por Maria Romero
bicharada@cidadeverde.com

Quatro cães policiais da Polícia Rodoviária Federal do Piauí - Jack, Titan, Colt e Saymon - desembarcaram no Rio de Janeiro na última semana. Adestrados desde filhotes pra atuar em operações policiais, os quatro pertencem ao canil da PRF piauiense estarão na sede dos jogos olímpicos até setembro deste ano, ajudando seus guias a garantir a segurança dos jogos. 

Rodrigo Almeida, que é guia da PRF e também médico veterinário, explicou que os animais e seus guias foram em uma aeronave da PRF até o local de destino. Os outros policiais do Piauí seguiram de carro. "Eles normalmente vão dormindo durante toda a viagem, só alguns que enjoam um pouco", contou.

Os cães são treinados para atuar em operações na busca por drogas, mesmo em locais muito escondidos ou ainda quando outros odores são utilizados para disfarçar o cheiro característico do entorpecente. 


Rodrigo e Jack durante embarque para o Rio de Janeiro

Jack, um dos pastores belgas de malinois do canil, é o cão guiado por Rodrigo e possui uma habilidade especial que será bastante útil na atuação nos jogos. Além de droga, ele fareja ainda armas e munições. Os outros pastores são Titan e Colt. Saymon é um labrador de pelagem preta.

É dessa forma que os animais serão úteis durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro. A grande circulação de pessoas torna fundamental o combate ao tráfico de drogas e a presença de armas e munições dentro dos locais dos jogos e de presença de turistas e atletas. 

O Bicharada já fez uma reportagem especial sobre o trabalho dos cães policiais da PRF no Piauí, que pode ser conferido clicando aqui

 

bicharada@cidadeverde.com

Júnior do Salve Rainha vira "cão" em homenagem de artista piauiense

                                                                                                                       Fotos: Felícia Mendes

A morte do produtor cultural e idealizador do coletivo Salve Rainha, Francisco das Chagas Júnior, causou comoção em amigos,  em pessoas que o conheciam pouco ou mesmo jamais o tinham visto.  A ida repentina do jovem rendeu várias homenagens nas redes sociais por pessoas que, de alguma forma, querem retribuir o carinho. Em diversos posts, o turbante e saia longa usados por Júnior, foram redesenhados para homenagear o artista. 

De muitas amizades, Júnior passou pela vida de muita gente e sempre as marcou de alguma forma. Assim, ocorreu com a ilustradora e slow designer, Felícia Mendes, que resolveu homenageá-lo através da arte. Ela é responsável pelo projeto @parabob que ajuda animais de rua, não apenas animais com deficiência, mas que precisam de algum tipo de ajuda

Nos toys e chaveiros confeccionados pela artista, Bob- seu cãozinho- é retratado em várias situações e versões, encarnando vários personagens, artistas como Frida Kahlo, imagens religiosas como São Francisco e Iemanjá, e até cantores. Em uma das mais recentes criações, o cãozinho é retratado como Bob Rainha, em homenagem ao Júnior.. 

"Eu tive pouco contato com o Júnior, mas o primeiro foi em relação ao Bob que tinha acabado de ter a pata amputada. Decidi fazer essa homenagem porque o projeto @parabob foi abraçado pelo Salve Rainha de uma maneira muito bonita. Como o meu projeto é solidário, o coletivo me deu passagem livre e gratuita para que o atelier fosse ao Salve Rainha, sem pagamento de taxa, assim eu conseguia expor meus produtos. Fiz essa homenagem por gratidão ao Júnior e à todos do movimento. Enquanto desenhava, não conseguia parar de pensar quando ele me ligou. O Bob tinha acabado de sair da cirurgia. enquanto desenahva foi algo cauteloso e significativo", disse a artista.

Apesar da homenagem singela, Felícia conta que teve receio de criar o Bob Rainha, mas que representá-lo por meio de um toy, foi a maneira de homenegeá-lo à sua maneira.

"Parece que o Júnior passou na vida de todos os teresinenses de alguma forma e ele também passou em minha vida de uma maneira muito bonita, com apoio, dedicação e preocupação. Quando resolvi fazer o Júnior, fiquei com o 'pé atrás' e falei com amigas íntimas do Júnior que trabalharam com ele no Salve Rainha. Elas disseram que eu podia fazer o Bob vestido de Júnior que seria uma homenagem e que o Júnior adoraria. Meu receio no começo foi porque se trata de um cão e algumas pessoas poderiam achar ofensivo", disse.

A artista destacou ainda o olhar visionário de Júnior. 

"Eu nem tinha contado a história do Bob direito para ele, mas foi atento o suficiente...diante de um mihão de pessoas que o Júnior conhecia, ele sabia da história do Bob e isso foi definitivo para eu criar afeto, respeito e dmitração muito grande por ele", finaliza a ilustradora.

Os toys do Bob Rainha e de outros personagens podem ser adquiridos em bazares beneficientes, pela rede social @parabob ou através do telefone (86) 9 9992-0196.

 

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Cão amputado inspira projeto para ajudar animais de rua no Piauí

Senado aumenta pena para furto de gado e venda irregular de carne

O Senado aprovou nesta semana o projeto que torna mais grave a pena em casos de furto de animais criados para abate e produção de bens. A matéria, que pune o comércio de carne e outros alimentos de origem ilícita, segue para a sanção do presidente interino da República, Michel Temer.

A proposta condena o roubo de animais vivos ou já abatidos, divididos em partes para o consumo. A matéria protege criadores de espécies como gados, porcos, cavalos, ovelhas, entre outros. A pena para quem cometer o crime é de reclusão de dois a cinco anos.

A prisão durante o mesmo período é aplicável a pessoas que transportam, armazenam em depósito ou vendem animais, mesmo que abatidos, de procedência ilícita. A diferença é que este crime prevê uma multa de R$ 500 a R$ 1 mil por dia. O número de dias varia de acordo com a sentença.

O projeto de lei da Câmara é de autoria do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS). O senador Aécio Neves (PSDB-MG), relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, afirma que o texto discute uma questão de saúde pública.

"Nós estamos falando de uma questão de saúde pública. Essa proposta vem desde o governo passado, com o apoio da área de saúde pública do governo, do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura. Não foi uma construção, aqui, aleatória. Foi feita a partir de uma demanda dos produtores, principalmente de gado, pecuaristas e pequenos pecuaristas, em razão dos danos gravíssimos à saúde pública que essa comercialização inadequada vem causando", disse Aécio.

Apesar de votar a favor da matéria, por ser o último dia de sessão antes do recesso da Casa Legislativa, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o aumento de pena para os crimes tipificados no projeto.

"A gente está votando aqui, toda semana a gente vota alguma coisa que aumenta pena. E isso não é resolução do problema. Nós já somos a quarta população carcerária do mundo. Mais de 700 mil presos", concluiu o parlamentar.

 

Com informações Globo
bicharada@cidadeverde.com

Pesquisadores de Oxford e da USP observam uso de ferramentas de macacos no Piauí


Macacos-prego do Piauí foram o objeto do estudo

Uma nova evidência arqueológica sugere que macacos-prego do Brasil utilizavam ferramentas de pedra para quebrar castanhas de caju há cerca de 700 anos. Os pesquisadores observaram grupos de macacos-prego no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e combinaram com dados arqueológicos. Os cientistas levantaram questões sobre as origens e a disseminação do uso de ferramentas pelo mundo. De certa forma, os vestígios podem mostrar que o comportamento humano foi influenciado por suas observações aos macacos.

Os pesquisadores dizem que, para a data, esses foram os primeiros vestígios do uso desses materiais pelos animais fora da África. O estudo foi publicado pela revista “Current Biology”.

A pesquisa foi conduzida por Michael Haslam, da Universidade de Oxford. Ele já havia encontrado evidências arqueológicas de macacos selvagens na Tailândia, que também utilizavam ferramentas de pedra para abrir mariscos e nozes.

Neste último trabalho envolvendo o Brasil, o pesquisador de Oxford se juntou à Universidade de São Paulo (USP). Eles observaram grupos de macacos-prego no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e combinaram com dados arqueológicos.

Os estudiosos observaram os macacos usando pedras como martelos e bigornas para bater em alimentos duros, tais como sementes e castanhas de caju. Os animais jovens aprendiam com os mais velhos a fazer o mesmo.

Usando de métodos arqueológicos, os pesquisadores escavaram um total de 69 pedras para ver se a tecnologia utilizada hoje pelos macacos no Piauí foi se desenvolvendo ao longo do tempo. Eles cavaram a uma profundidade de 0,7 metro em um local perto dos cajueiros onde estão os macacos-prego hoje.

De acordo com o estudo, foram identificadas ferramentas para medir o tamanho e a forma das pedras. Foram achados danos na superfície das pedras antigas, causados pelas pancadas dos macacos.

Por meio de espectrometria de massa (medição e caracterização de estrutura química), os cientistas foram capazes de confirmar os resíduos de cor escura nas ferramentas e determinar que eram da castanha de caju.

Eles também encontraram pequenos pedaços de carvão descobertos nas pedras, sendo que os mais antigos tinham de 600 a 700 anos. Isso mostra que essas ferramentas são anteriores à chegada dos Europeus ao Brasil.

De acordo com o estudo, cerca de 100 gerações desses macacos têm usado as pedras. Na comparação entre as criações dos animais de séculos atrás com os de hoje, os estudiosos concluíram com os “martelos” são semelhantes em em termos de peso e materiais escolhidos. Essa característica aponta que esses macacos são “conservadores” e preferem não mudar a tecnologia utilizada.

“Até agora, o único registro arqueológico de uso de ferramentas de animais pré-modernos vem de um estudo de chimpanzés em três locais na Costa do Marfim, na África, onde as ferramentas foram datados de entre 4.300 e 1.300 anos atrás. Aqui, temos uma nova evidência que sugere que macacos e outros primatas da África também estavam usando ferramentas centenas, ou possivelmente, milhares de anos atrás”, disse Haslam, da Universidade de Oxford.

O estudo de Haslam na Tailândia foi publicado em junho deste ano, no periódico “Journal of Human Evolution”. A equipe observou que os grupos de macacos em um parque nacional do país usavam ferramentas para esmagar caracóis marinhos, nozes e carangueijos. Eles identificaram 10 ferramentas de escavação.

 

Fonte: G1.

Abate da mãe de touro que matou toureiro na Espanha gera revolta

Como manda a tradição das touradas da Espanha, quando um touro mata o toureiro na arena a mãe dele é abatida para “matar aquela linhagem”. O fato, noticiado pelo “El Pais” causou revolta nas redes sociais, mas o jornal de Teruel, “ABC”, informou que a vaca já havia sido sacrificada alguns dias antes do incidente por conta da idade avançada.

A prática de sacrificar os touros causou a fúria dos defensores de animais, que alegam que a vaca não deveria pagar pela morte do toureiro. Victor Barrio, de 29 anos, morreu na tarde do último sábado (09) em Teruel, quando foi atingido no peito. A morte dele foi transmitida ao vivo na TV Espanhola, e as imagens são chocantes. A vaca, mãe do touro Lorenzo, se chamava Lorenza. No Twitter, defensores dos animais começaram a usar a #salvemaLorenza para que o animal não fosse sacrificado, mas a vaca já morreu.

Segundo o jornal "El pais", embora as mortes em corridas de touro da Espanha sejam relativamente comuns, em todo o mundo a última morte de um toureiro profissional foi em 1987 quando José Eslava Caceres teve os pulmões perfurados. No século passado, dos 134 toureiros profissionais, 33 morreram por conta de ferimentos causados nas arenas.

 

bicharada@cidadeverde.com
Com informações Extra

Após polêmica, Conselho suspende multa a veterinário que atendia animais de rua

O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do Piauí suspendeu a multa que havia expedido contra o médico veterinário Milton Ramos Henrique. Ele havia sido punido porque, na visão do Conselho, o atendimento gratuito a animais de rua pode configurar conduta antiética caso não seja seguido protocolo correto. A ação foi alvo de intensos protestos nas redes sociais e foi suspensa. 

"Já está tudo resolvido, nós já conversamos e resolvemos a situação. Nosso código de ética impede que eu comente mais alguma coisa agora, isso foi até um dos pontos conversados. Mas a multa foi suspensa", declarou o médico ao Cidadeverde.com. 

Apesar de preferir não comentar mais o assunto em detalhes, o médico informou que atendia animais em Timon (MA) e em Teresina. Ele é proprietário de uma clínica veterinária e fazia o atendimento gratuito a animais de rua resgatados por protetores voluntários. 

O presidente do CRMV/PI, José Welighton Dias, comentou o motivo da decisão. Segundo ele, mesmo as ações consideradas de utilidade pública devem ser devidamente comunicadas ao Conselho. 

Ele destacou que o motivo da punição para este tipo de conduta é uma possível tentativa de conquista de notoriedade. "O profissional tem que dar ciência do que vai fazer, porque essa ação às vezes pode ser apenas para que sua clínica seja cada vez mais procurada", disse. 

Ativistas e protetores divulgaram notas de repúdio (leia abaixo) e se manifestaram contra a decisão. Muitos dos animais resgatados pelas entidades de proteção levavam os animais feridos para serem atendidos pelo profissional. 

"NOTA DE REPÚDIO 

Um veterinário de Teresina foi multado pelo Conselho Regional de Veterinária. O motivo? Ele atendia animais resgatados por ONGS e protetores independentes, ajudando cães e gatos abandonados, que sofriam maus tratos, violência etc... ELE FOI DENUNCIADO, terá que pagar multa e poderá até passar um período sem poder exercer a sua função. Isso é um verdadeiro absurdo ! Esse não é o primeiro caso de profissionais que buscam ajudar os animais, os protetores, e que acabam sendo prejudicados. Isso tem que parar. Já sofremos com o descaso dos governantes, que não olham para causa animal, já sofremos com a falta de verba destinada a eles, com a falta de abrigo, com a falta de apoio da maioria da população, não podemos nos calar diante de desse fato. Todas as ONGs e protetores independentes estão juntos nessa luta, somos todos a favor da JUSTIÇA. Devemos nos preocupar é com a melhoria de vida para esses animais, não tentar puxar o tapete do próximo, isso é mesquinho. Não se calem.. Vamos manifestar a favor desse médico, e de vários outros que já sofreram o mesmo no Brasil, por tentar ser alguém melhor. 
?#?SeNãoAjudaNãoAtrapalha?"

O profissional havia sido multado em cerca de R$ 3 mil e poderia ser impedido de exercer a profissão por um determinado período. 

 

Maria Romero
redacao@cidadeverde.com

Zoonoses recebe cadastros para castração de animais de pessoas de baixa renda


A castração garante o controle de natalidade, abandono e doenças

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) estão conveniadas para a realização de castrações em cães e gatos pertencentes a pessoas de baixa renda. O Centro de Zoonoses da FMS está recebendo cadastros para a realização do procedimento.

Segundo a veterinária Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses, o principal benefício da castração é o controle reprodutivo dos animais. "Evitando a procriação não-planejada de cães e gatos, evitamos também o abandono por proprietários que não têm condições de criar", esclarece. "Desta forma, reduziremos o risco de transmissão de zoonoses, pois animais sem dono não têm o manejo veterinário apropriado, podendo assim transmitir doenças como a leishmaniose e ectoparasitas como pulgas, carrapatos e sarnas", diz a gerente.

A saúde dos animais também é beneficiada. No caso das fêmeas, a castração previne a formação de problemas em nível de sistema reprodutor, como tumores de mama. A remoção dos ovários também evita que ela entre no cio, tente sair de casa para a reprodução e corra riscos como atropelamento ou envolvimento com brigas com outros animais. Já o macho geralmente fica mais tranquilo e reduz ações como a marcação de território por meio da urina.

Dados da FMS informam que até o dia 03 de julho, 325 animais foram castrados e outros 681 estão cadastrados para a realização do procedimento. “As cirurgias de castração acontecem no Hospital Veterinário Universitário aos sábados e domingos de acordo com agendamento prévio após cadastro da família do animal junto à Zoonoses”, informa a gerente.

O dono do animal que desejar realizar o procedimento de cadastro para a castração precisa se dirigir até a Gerência de Zoonoses portando RG, CPF, comprovante de residência e algum comprovante de situação de vulnerabilidade. Oriana lembra que a pessoa não precisa levar o animal até a Gerência de Zoonoses para fazer o cadastro, apenas documentos. “O animal só deverá ser levado para a realização do procedimento cirúrgico, que acontece na UFPI”, orienta Oriana Bezerra.

A prioridade é para famílias com até um salário mínimo; as que estão em situação de vulnerabilidade social (falta de saneamento básico, moradia inadequada, desemprego e em áreas de situação de risco epidemiológico) e as inscritas em programas sociais do Governo Federal (Bolsa Família, Passe Livre, Tarifa Social de Energia, Minha Casa Minha Vida, PETI, Projovem Adolescente, outros). Idosos e/ou portadores de necessidades especiais também são prioridade no programa de castração, além de famílias de áreas consideradas prioritárias conforme analise técnicas da Zoonoses.

O Centro de Zoonoses de Teresina fica localizado na Rua Minas Gerais, Nº 909 – Bairro Matadouro, zona Norte. O cadastro para castração se dá no turno da manhã, de 8h às 12h.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

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