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Senado aumenta pena para furto de gado e venda irregular de carne

O Senado aprovou nesta semana o projeto que torna mais grave a pena em casos de furto de animais criados para abate e produção de bens. A matéria, que pune o comércio de carne e outros alimentos de origem ilícita, segue para a sanção do presidente interino da República, Michel Temer.

A proposta condena o roubo de animais vivos ou já abatidos, divididos em partes para o consumo. A matéria protege criadores de espécies como gados, porcos, cavalos, ovelhas, entre outros. A pena para quem cometer o crime é de reclusão de dois a cinco anos.

A prisão durante o mesmo período é aplicável a pessoas que transportam, armazenam em depósito ou vendem animais, mesmo que abatidos, de procedência ilícita. A diferença é que este crime prevê uma multa de R$ 500 a R$ 1 mil por dia. O número de dias varia de acordo com a sentença.

O projeto de lei da Câmara é de autoria do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS). O senador Aécio Neves (PSDB-MG), relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, afirma que o texto discute uma questão de saúde pública.

"Nós estamos falando de uma questão de saúde pública. Essa proposta vem desde o governo passado, com o apoio da área de saúde pública do governo, do Ministério da Saúde, do Ministério da Agricultura. Não foi uma construção, aqui, aleatória. Foi feita a partir de uma demanda dos produtores, principalmente de gado, pecuaristas e pequenos pecuaristas, em razão dos danos gravíssimos à saúde pública que essa comercialização inadequada vem causando", disse Aécio.

Apesar de votar a favor da matéria, por ser o último dia de sessão antes do recesso da Casa Legislativa, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou o aumento de pena para os crimes tipificados no projeto.

"A gente está votando aqui, toda semana a gente vota alguma coisa que aumenta pena. E isso não é resolução do problema. Nós já somos a quarta população carcerária do mundo. Mais de 700 mil presos", concluiu o parlamentar.

 

Com informações Globo
bicharada@cidadeverde.com

Pesquisadores de Oxford e da USP observam uso de ferramentas de macacos no Piauí


Macacos-prego do Piauí foram o objeto do estudo

Uma nova evidência arqueológica sugere que macacos-prego do Brasil utilizavam ferramentas de pedra para quebrar castanhas de caju há cerca de 700 anos. Os pesquisadores observaram grupos de macacos-prego no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e combinaram com dados arqueológicos. Os cientistas levantaram questões sobre as origens e a disseminação do uso de ferramentas pelo mundo. De certa forma, os vestígios podem mostrar que o comportamento humano foi influenciado por suas observações aos macacos.

Os pesquisadores dizem que, para a data, esses foram os primeiros vestígios do uso desses materiais pelos animais fora da África. O estudo foi publicado pela revista “Current Biology”.

A pesquisa foi conduzida por Michael Haslam, da Universidade de Oxford. Ele já havia encontrado evidências arqueológicas de macacos selvagens na Tailândia, que também utilizavam ferramentas de pedra para abrir mariscos e nozes.

Neste último trabalho envolvendo o Brasil, o pesquisador de Oxford se juntou à Universidade de São Paulo (USP). Eles observaram grupos de macacos-prego no Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e combinaram com dados arqueológicos.

Os estudiosos observaram os macacos usando pedras como martelos e bigornas para bater em alimentos duros, tais como sementes e castanhas de caju. Os animais jovens aprendiam com os mais velhos a fazer o mesmo.

Usando de métodos arqueológicos, os pesquisadores escavaram um total de 69 pedras para ver se a tecnologia utilizada hoje pelos macacos no Piauí foi se desenvolvendo ao longo do tempo. Eles cavaram a uma profundidade de 0,7 metro em um local perto dos cajueiros onde estão os macacos-prego hoje.

De acordo com o estudo, foram identificadas ferramentas para medir o tamanho e a forma das pedras. Foram achados danos na superfície das pedras antigas, causados pelas pancadas dos macacos.

Por meio de espectrometria de massa (medição e caracterização de estrutura química), os cientistas foram capazes de confirmar os resíduos de cor escura nas ferramentas e determinar que eram da castanha de caju.

Eles também encontraram pequenos pedaços de carvão descobertos nas pedras, sendo que os mais antigos tinham de 600 a 700 anos. Isso mostra que essas ferramentas são anteriores à chegada dos Europeus ao Brasil.

De acordo com o estudo, cerca de 100 gerações desses macacos têm usado as pedras. Na comparação entre as criações dos animais de séculos atrás com os de hoje, os estudiosos concluíram com os “martelos” são semelhantes em em termos de peso e materiais escolhidos. Essa característica aponta que esses macacos são “conservadores” e preferem não mudar a tecnologia utilizada.

“Até agora, o único registro arqueológico de uso de ferramentas de animais pré-modernos vem de um estudo de chimpanzés em três locais na Costa do Marfim, na África, onde as ferramentas foram datados de entre 4.300 e 1.300 anos atrás. Aqui, temos uma nova evidência que sugere que macacos e outros primatas da África também estavam usando ferramentas centenas, ou possivelmente, milhares de anos atrás”, disse Haslam, da Universidade de Oxford.

O estudo de Haslam na Tailândia foi publicado em junho deste ano, no periódico “Journal of Human Evolution”. A equipe observou que os grupos de macacos em um parque nacional do país usavam ferramentas para esmagar caracóis marinhos, nozes e carangueijos. Eles identificaram 10 ferramentas de escavação.

 

Fonte: G1.

Abate da mãe de touro que matou toureiro na Espanha gera revolta

Como manda a tradição das touradas da Espanha, quando um touro mata o toureiro na arena a mãe dele é abatida para “matar aquela linhagem”. O fato, noticiado pelo “El Pais” causou revolta nas redes sociais, mas o jornal de Teruel, “ABC”, informou que a vaca já havia sido sacrificada alguns dias antes do incidente por conta da idade avançada.

A prática de sacrificar os touros causou a fúria dos defensores de animais, que alegam que a vaca não deveria pagar pela morte do toureiro. Victor Barrio, de 29 anos, morreu na tarde do último sábado (09) em Teruel, quando foi atingido no peito. A morte dele foi transmitida ao vivo na TV Espanhola, e as imagens são chocantes. A vaca, mãe do touro Lorenzo, se chamava Lorenza. No Twitter, defensores dos animais começaram a usar a #salvemaLorenza para que o animal não fosse sacrificado, mas a vaca já morreu.

Segundo o jornal "El pais", embora as mortes em corridas de touro da Espanha sejam relativamente comuns, em todo o mundo a última morte de um toureiro profissional foi em 1987 quando José Eslava Caceres teve os pulmões perfurados. No século passado, dos 134 toureiros profissionais, 33 morreram por conta de ferimentos causados nas arenas.

 

bicharada@cidadeverde.com
Com informações Extra

Após polêmica, Conselho suspende multa a veterinário que atendia animais de rua

O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) do Piauí suspendeu a multa que havia expedido contra o médico veterinário Milton Ramos Henrique. Ele havia sido punido porque, na visão do Conselho, o atendimento gratuito a animais de rua pode configurar conduta antiética caso não seja seguido protocolo correto. A ação foi alvo de intensos protestos nas redes sociais e foi suspensa. 

"Já está tudo resolvido, nós já conversamos e resolvemos a situação. Nosso código de ética impede que eu comente mais alguma coisa agora, isso foi até um dos pontos conversados. Mas a multa foi suspensa", declarou o médico ao Cidadeverde.com. 

Apesar de preferir não comentar mais o assunto em detalhes, o médico informou que atendia animais em Timon (MA) e em Teresina. Ele é proprietário de uma clínica veterinária e fazia o atendimento gratuito a animais de rua resgatados por protetores voluntários. 

O presidente do CRMV/PI, José Welighton Dias, comentou o motivo da decisão. Segundo ele, mesmo as ações consideradas de utilidade pública devem ser devidamente comunicadas ao Conselho. 

Ele destacou que o motivo da punição para este tipo de conduta é uma possível tentativa de conquista de notoriedade. "O profissional tem que dar ciência do que vai fazer, porque essa ação às vezes pode ser apenas para que sua clínica seja cada vez mais procurada", disse. 

Ativistas e protetores divulgaram notas de repúdio (leia abaixo) e se manifestaram contra a decisão. Muitos dos animais resgatados pelas entidades de proteção levavam os animais feridos para serem atendidos pelo profissional. 

"NOTA DE REPÚDIO 

Um veterinário de Teresina foi multado pelo Conselho Regional de Veterinária. O motivo? Ele atendia animais resgatados por ONGS e protetores independentes, ajudando cães e gatos abandonados, que sofriam maus tratos, violência etc... ELE FOI DENUNCIADO, terá que pagar multa e poderá até passar um período sem poder exercer a sua função. Isso é um verdadeiro absurdo ! Esse não é o primeiro caso de profissionais que buscam ajudar os animais, os protetores, e que acabam sendo prejudicados. Isso tem que parar. Já sofremos com o descaso dos governantes, que não olham para causa animal, já sofremos com a falta de verba destinada a eles, com a falta de abrigo, com a falta de apoio da maioria da população, não podemos nos calar diante de desse fato. Todas as ONGs e protetores independentes estão juntos nessa luta, somos todos a favor da JUSTIÇA. Devemos nos preocupar é com a melhoria de vida para esses animais, não tentar puxar o tapete do próximo, isso é mesquinho. Não se calem.. Vamos manifestar a favor desse médico, e de vários outros que já sofreram o mesmo no Brasil, por tentar ser alguém melhor. 
?#?SeNãoAjudaNãoAtrapalha?"

O profissional havia sido multado em cerca de R$ 3 mil e poderia ser impedido de exercer a profissão por um determinado período. 

 

Maria Romero
redacao@cidadeverde.com

Zoonoses recebe cadastros para castração de animais de pessoas de baixa renda


A castração garante o controle de natalidade, abandono e doenças

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) estão conveniadas para a realização de castrações em cães e gatos pertencentes a pessoas de baixa renda. O Centro de Zoonoses da FMS está recebendo cadastros para a realização do procedimento.

Segundo a veterinária Oriana Bezerra, gerente de Zoonoses, o principal benefício da castração é o controle reprodutivo dos animais. "Evitando a procriação não-planejada de cães e gatos, evitamos também o abandono por proprietários que não têm condições de criar", esclarece. "Desta forma, reduziremos o risco de transmissão de zoonoses, pois animais sem dono não têm o manejo veterinário apropriado, podendo assim transmitir doenças como a leishmaniose e ectoparasitas como pulgas, carrapatos e sarnas", diz a gerente.

A saúde dos animais também é beneficiada. No caso das fêmeas, a castração previne a formação de problemas em nível de sistema reprodutor, como tumores de mama. A remoção dos ovários também evita que ela entre no cio, tente sair de casa para a reprodução e corra riscos como atropelamento ou envolvimento com brigas com outros animais. Já o macho geralmente fica mais tranquilo e reduz ações como a marcação de território por meio da urina.

Dados da FMS informam que até o dia 03 de julho, 325 animais foram castrados e outros 681 estão cadastrados para a realização do procedimento. “As cirurgias de castração acontecem no Hospital Veterinário Universitário aos sábados e domingos de acordo com agendamento prévio após cadastro da família do animal junto à Zoonoses”, informa a gerente.

O dono do animal que desejar realizar o procedimento de cadastro para a castração precisa se dirigir até a Gerência de Zoonoses portando RG, CPF, comprovante de residência e algum comprovante de situação de vulnerabilidade. Oriana lembra que a pessoa não precisa levar o animal até a Gerência de Zoonoses para fazer o cadastro, apenas documentos. “O animal só deverá ser levado para a realização do procedimento cirúrgico, que acontece na UFPI”, orienta Oriana Bezerra.

A prioridade é para famílias com até um salário mínimo; as que estão em situação de vulnerabilidade social (falta de saneamento básico, moradia inadequada, desemprego e em áreas de situação de risco epidemiológico) e as inscritas em programas sociais do Governo Federal (Bolsa Família, Passe Livre, Tarifa Social de Energia, Minha Casa Minha Vida, PETI, Projovem Adolescente, outros). Idosos e/ou portadores de necessidades especiais também são prioridade no programa de castração, além de famílias de áreas consideradas prioritárias conforme analise técnicas da Zoonoses.

O Centro de Zoonoses de Teresina fica localizado na Rua Minas Gerais, Nº 909 – Bairro Matadouro, zona Norte. O cadastro para castração se dá no turno da manhã, de 8h às 12h.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

Pegadinha de cão de três cabeças viraliza na web

O programa do Silvio Santos exibiu uma pegadinha em que um cachorro com três cabeças corria atrás dos pedestres. A situação inusitada ocorreu em diversas regiões de São Paulo. O vídeo viralizou entre os internautas e já teve mais de 400 mil visualizações.

A produção do programa acoplou em um cachorro da raça pinscher duas cabeças falsas para confundir quem passava pelo local, provocando situações embaraçosas nas vítimas e arrancado risadas dos telespectadores.

As vítimas são surpreendidas pelo cão de três cabeças, latindo alto, e correm assustadas. A câmera escondida foi gravada à noite no metrô Jardim São Paulo (zona norte) e em frente ao Teatro Municipal (centro).

Diferentemente do cérbero, cachorro de três cabeças da mitologia grega, o cãozinho do SBT, com duas cabeças toscas presas ao pescoço, é pequeno e aparentemente inofensivo.

 

Com informações SBT
bicharada@cidadeverde.com

Pai diz que criança foi atacada por dois jacarés na Disney

Menino Lane Graves, de 2 anos, foi morto por jacaré em resort da Disney (Foto:  Orange County Sheriff's Office/Twitter)

Uma reportagem do jornal Orlando Sentinel sugere que um segundo jacaré estaria envolvido no ataque que matou um menino de dois anos em um parque da Disney.

Segundo registros do Corpo de Bombeiros obtidos pelo jornal, o pai do menino, Matt Graves, teria dito que foi atacado por um segundo animal quando tentou salvar seu filho.

A criança foi arrastada para a água por um jacaré no dia 24 de junho sob os olhos da família, que passava férias no Disney Grand Floridian Resort and Spa, perto do parque Magic Kingdom, em Orlando.

O corpo de Lane Graves, do estado do Nebraska, foi encontrado dois dias depois do ataque. Até então, apenas um jacaré havia sido mencionado no incidente.

É a primeira vez que se conhecem detalhes do ataque sob a perspectiva do pai.

Os registros do Corpo de bBombeiros local descrevem as tentativas do pai de salvar o menino da boca do animal, enquanto a mãe gritava por socorro.

Segundo os documentos, Matt Graves estava tão atônito que se recusava a deixar a área do ataque enquanto equipes de resgate buscavam a criança - apesar de precisar de pontos e antibióticos contra mordidas de jacaré.

No caminho para o hospital, o pai descreveu o "horror" da experiência e disse que foi atacado por um segundo jacaré quando tentava salvar seu filho da boca do primeiro.

O porta-voz da polícia de Orange County, Angelo Nieves, disse ao Orlando Sentinel que uma testemunha também viu o segundo jacaré que atacou o pai de Lane.

Imediatamente após o incidente, cinco animais foram aprisionados e mortos na tentativa de achar os restos de Lane. O animal que arrastou o menino foi capturado dias depois.

 

Fonte: G1

Ativistas temem aumento de vendas de "Dory" após filme

O filme Procurando Dory — sequência de Procurando Nemo (2003), da Disney e da Pixar — acabou de estrear no Brasil. Mas o que deveria ser motivo de empolgação para todos tem preocupado biólogos e ativistas ambientais. Quando a primeira animação foi lançada, há 13 anos, resultou em duas reações. Uma foi o aumento das vendas de peixe-palhaço, a espécie do Nemo. O carisma e a beleza do personagem que, mesmo com uma barbatana curta, superou tantas adversidades, fez com que todo mundo quisesse um para tomar conta e para enfeitar a casa. Outra foi a libertação de alguns peixes de aquário. Comovidos com a tristeza de Nemo e de seus amigos na ficção, as pessoas começaram a jogar seus peixes no mar.

Aparentemente mais altruísta, a atitude de libertar o peixinho se mostrou problemática.

“Um animal em cativeiro pode eventualmente contrair doenças que, depois, levará para o ambiente natural, contaminando outros exemplares. Além disso, acaba-se soltando um animal em um local que não é o de sua origem — espécimes domesticados, em geral, não saberão mais se alimentar sozinhos e morrerão após a soltura”, explica a bióloga marinha Suzana Ramineli, mestra em ciência ambiental, coordenadora da Naturaulas Cursos Ambientais e presidente da Comissão Organizadora do Congresso de Conservação Marinha.

Teoricamente, a compra e a venda de peixes-palhaços não gera resultados tão ruins ao meio ambiente, porque são peixes que se reproduzem facilmente em cativeiro. Com os blue tangs (Paracanthurus hepatus), espécie da Dory, é diferente. O aumento nas compras é pernicioso por si só. Tais peixes, de coloração azul-royal, não se reproduzem em cativeiro de forma alguma. Isso significa que cada peixinho à venda foi tirado diretamente de seu hábitat, o mar, o que tem preocupado ativistas ambientais. A Care2, comunidade que colhe petições on-line, está divulgando um vídeo pedindo aos pais que não comprem Dorys para os filhos. Até o momento, a iniciativa conta com 113.918 apoiadores.

O veterinário Renato Leite Leonardo, especializado em animais silvestres exóticos e responsável pela empresa Dr. Fish, acredita que as vendas devem ser limitadas por causa do preço. 

“Acho que muitas pessoas virão olhar, curiosas, mas não comprarão. Enquanto um peixe-palhaço pequeno custa cerca de R$ 60, um blue tang do mesmo tamanho vale, em média, R$ 400”, revela. Segundo ele, não há blue tangs nos mares do Brasil. Os peixes vendidos aqui são capturados na região que vai dos Estados Unidos até o Caribe. Renato diz que, lá, as capturas e as importações são feitas de forma correta e bem controlada, o que também reduz os danos.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), os blue tangs não sofrem ameaça iminente de desaparição — na classificação do órgão, o risco é “pouco preocupante”. “Dentro da IUCN, essa é uma categoria de ameaça. Significa que P. hepatus não é das espécies mais ameaçadas, mas que, sim, já demonstra algum grau de risco de extinção”, esclarece a bióloga Suzana Raminelli.

Independentemente da polêmica, o fato é que, em aquário, Dory é bem mais sensível a doenças, se comparada a outras espécies. Para viver, ela precisa de parâmetros de água (nitrito, amônia, pH e temperatura) sempre estáveis. Um exemplo de peixe mais resistente é o beta, que prefere aquários menores (portanto, de limpeza mais simples) e não precisa de companhia. São fatores óbvios a se considerar na hora de adquirir um animal de estimação. Mas há outros aspectos éticos igualmente importantes, como saber de onde eles vêm. 

 

ONG pede que fãs de ‘Dory’ protejam peixes da espécie de capturas ilegais

 

A ONG Saving Nemo, da Austrália, lançou uma campanha pela proteção dos peixes da espécie. Os ativistas preveem um aumento da captura ilegal do animal devido à estreia da continuação do filme nos cinemas.

De acordo com a ONG, mais de 90% de todas as espécies dos aquários marinhos são retiradas do meio natural - até 30 milhões de peixes são fornecidos a partir de 45 países do mundo e cerca de 65% deles são capturados na Indonésia e nas Filipinas. 

Os Estados Unidos são o maior importador de espécies ornamentais marinhas, representando 80% do mercado, seguido da Europa e do Japão.

O cirugião-patela (Royal Blue Tang, em inglês) não é criado em cativeiro no momento. Por isso, caso seja visto para venda, terá sido capturado da vida marinha, alerta a ONG. Estima-se que 400.000 unidades sejam retiradas do meio natural todos os anos para virar peixes de estimação.

De acordo com o jornal “Vancouver Sun”, as técnicas para captura desses peixes também fazem mal aos recifes. Os exemplares da “Dory” vivem em águas costeiras, perto dos recifes de coral. 

A espécie se alimenta de algas, usando dentes afiados para rasgá-las das rochas e corais. A dieta é importante não só para o cirugião-patela, mas também para os recifes, que não são afetados por uma superpopulação de algas.


Com informações Correiobrazilense e G1
bicharada@cidadeverde.com

Homem morre ao contrair bactéria após mordida de gato

Um homem de 68 anos, natural de Toronto no Canadá, morreu na sequência de uma infeção bacteriana causada por uma simples dentada de gato. O caso deu origem a um estudo sobre os perigos de dentadas de animais não-tratadas. 

O homem, não identificado, foi mordido no polegar enquanto brincava com o felino. Não tratou a ferida e, em menos de duas semanas, apareceu nas urgências do Hospital Geral de Toronto com queixas de fortes dores abdominais. Em um curto espaço de tempo, ele tinha perdido mais de 10 quilos e sentia tremores. Estes e outros sintomas apontavam para septicémia (infecção do sangue) mas uma ecografia revelou o pior: um aneurisma de 10 centímetros na aorta, na zona abdominal, em alto risco de rutura.

Os médicos operaram-no de emergência, temendo uma hemorragia interna. Ao substituírem parte da aorta com um tubo e válvula sintéticos, notaram que esta estava inflamada. O homem foi tratado com antibióticos, mas mesmo assim, não resistiu e morreu de choque séptico. 

A análise à parte da aorta fragilizada revelou depois o culpado: a bactéria Pasteurella multocida, comum na boca dos animais de estimação. "Há muitos sítios onde estas bactérias se podem alojar, o que é assustador. As consequências a longo-prazo muitas vezes são detectadas tarde demais. Qualquer pessoa que seja mordida por um animal deve procurar sempre tratamento", afirma o médico Dennis Cho, do hospital geral de Toronto e autor do estudo sobre o perigo das dentadas doa animais de estimação.

 

Com informações Correio da Manhã
bicharada@cidadeverde.com

Cadelinha é entregue por engano na casa de secretário

Uma cadelinha da raça poodle foi entregue por engano na casa do secretário de Comunicação de Teresina, Fernando Said, na manhã desta quarta-feira (29). O jornalista acredita que o equívoco ocorreu porque ele tem um cão com as mesmas características físicas do animal perdido. 

"Eu tenho um cachorro poodle que, de vez em quando, foge de casa. Então, as pessoas acharam que era o meu. A cadelinha é muito dócil e estamos em busca dos donos", disse Said. 

O animal- que está com lacinhos azuis e coleira rosa- estava perdido no bairro Ininga, Zona Leste de Teresina, em uma rua nas proximidades do bar Cantinho do Jambo. 

A cadelinha permanece na residência do secretário. Informações sobre o dono do animal podem ser repassadas pelo (86) 3233 6497. 

 

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