Cidadeverde.com

Curso em Teresina ensina a deixar cães como bichinhos de pelúcia

Por Graciane Sousa

Sabe aquele cabelo de dar inveja? No mundo pet também existe isso e deixa os cães com caras de bichinhos de pelúcia. Ontem (19), em Teresina, ocorreu o I Dog Show no seguimento de banho e tosa. O curso- que reuniu cerca de 90 profissionais de várias cidades do Piauí- foi ministrado por Rony Peterson, especialista em estética canina, e que já cuidou do look de cães de alguns famosos como os atores Márcio Garcia e Yoná Magalhães. 

O especialista conta que, atualmente, ter cuidados especiais com os cães não é apenas questão de luxo, tornou-se algo necessário. "Os cães passaram dos quintais para as nossas camas. Eles são criados como filhos e, por isso, precisam de uma higienização melhor. Os cães contém bactérias, assim como nós, mas precisam de mais higienização para viver tão próximo da gente. Não tem haver só com beleza, mas bem-estar e saúde", explica o especialista. 

No curso, Peterson ensinou aos profissionais os segredos de uma tosa com textura de pelúcia. Ele explica que a tesoura usada na tosa e, principalmente, a técnica usada no procedimento, bem como os produtos aplicados no pelo do animal, são essenciais para deixá-los ainda mais fofos. Uma tosa destas- que deixa o cão com cara de urso- varia de R$ 80 a R$ 150.

"Dentro do meu centro estético, a tosa de pelúcia é um dos serviços mais procurados. Este tipo de tosa é voltado para cães de pelagem primitiva como Husky Siberiano, Chow-chow, Samoieda, Malamute-do-alasca, Spitz alemão, entre outros. Algumas pessoas acham o serviço caro, mas pagam muito mais para ir à um salão de beleza. E lá, o cabeleireiro não tem que limpar xixi, coco e tirar pelos das partes íntimas. E nós que cuidamos da estética dos cães, temos que encarar tudo isso", brinca o especialista.

O Dog Show propicou aos profissionais, o aprimoramento da técnica, como o tipo certo de shampoo para cada tipo de pelo, a maneira correta de aplicar produtos e dar banho, como não embaraçar a pelagem do animal, entre outros. "Ensinamos aos profissionais como aliar produtividade, rapidez, bem-estar animal e segurança", reitera.  O evento foi promovido pela Serrana Distribuidora. Os produtos utilizados na tosa de pelúcia foram da marca Petsmack.

Em entrevista ao blog, Rony Peterson destaca que o mercado voltado para a estética canina tem crescido bastante e está na contramão da crise econômica.

"Os profissionais precisam ainda se capacitar muito para chegar nesse mercado mais glamouroso. Hoje é o mercado que mais cresce: não existe desemprego. Se eu tiver cem alunos, são cem pessoas empregadas", disse Peterson, que tem uma escola de estética há dois anos em Fortaleza-CE. 

Atualmente, Rony Peterson é um dos maiores groomers comerciais do Brasil, profissional voltado para cuidar da aparência dos bichinhos. Com carreira consolidada no país, ele busca ser reconhecido também em outros países, tem mais 17 anos de atuação profissional, conquistando vários títulos na área e preparando cães para vários eventos, como exposições. 

Professor da UFPI identifica sete novas espécies de aranhas

Por Maria Romero e Graciane Sousa

O doutorando em Zoologia e professor do curso de Biologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Leonardo Carvalho, identificou sete novas espécies de aranhas, sendo duas encontradas somente no Piauí até o momento: Xeropigo aitatu eXeropigo cajuina. A descoberta, segundo o professor, tira da inércia de quase 70 anos as publicações sobre esses animais que compõem a fauna piauiense. O trabalho foi publicado na última segunda-feira (16) na revista neozelandesa Zootaxa.  

O mestre em Zoologia explica como o trabalho teve início e conta que algumas das aranhas foram encontradas na casa de seus pais, em Teresina. Ele diz que apesar de a descoberta de novas espécies ser algo comum para quem trabalha com aranhas, descrevê-las não é assim tão simples. Ele diz que os animais encontrados possuem veneno, mas que são inofensivos para o ser humano. 

“No mestrado, meu trabalho foi fazer o inventário das aranhas do Parque Nacional de Sete Cidades. As aranhas que o trabalho aborda são comumente encontradas dentro de casas no sul, no sudeste e no norte do Brasil, além de muitos países pelo mundo. Porém, os bichos que ocorrem no interior de residências do Piauí, são de uma das espécies-novas e isto não era o que esperávamos. Encontrar uma espécie-nova é algo extremamente comum para quem trabalha com aranhas. Descrevê-las nem sempre é tão fácil, pois precisamos comparar as supostas novas espécies com todas as outras já descritas”, relatou. 

Ele explica ainda o motivo da escolha dos nomes das aranhas, que têm relação com a cor e o formato dos animais, além do local onde foram encontradas. O grupo descreveu ainda as aranhas que receberam os nomes de Xeropigo crispim e Xeropigo piripiri. O trabalho foi feito em parceria com os pesquisadores Alexandre Bonaldo (Belém-PA), Yulie Shimano (Belém-PA) e David Candiani (Belo Horizonte-MG).

"Quando vamos descrever uma espécie-nova, devemos escolher nomes que sejam únicos. Utilizar nomes locais ajuda nesta tarefa, além de homenagear o local ou alguém. Então, quando um dos colaboradores veio ao Piauí já pensou logo "precisamos descrever algum bicho em homenagem ao Cabeça-de-cuia e a cajuína". E assim fizemos!”. 

Doutorando em Zoologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Leonardo comenta a importância da descoberta tão apenas para o Piauí, mas para a ciência de forma geral, embora o trabalho seja classificado como pesquisa básica. 

“Para a ciência, mostramos mais uma vez que mesmo grupos bem conhecidos ainda podem revelar novas espécies. É extremamente importante que este tipo de trabalho - classificado como pesquisa básica por não resultar em aplicação direta à sociedade - necessita ser  incentivado por governos. O Piauí é um dos estados do Brasil que apresenta o pior conhecimento da sua biodiversidade. Falta incentivo dos órgãos de fomentos locais e cursos de pós-graduação voltados diretamente a biologia”, diz.  

Ele fala ainda da importância do trabalho para o Piauí. Ele diz que o estado possui baixíssimo conhecimento da diversidade de sua fauna e que ainda falta incentivo a esse tipo de pesquisa no estado. 

“Para o Piauí, isto é importante, pois depois de quase 70 anos de inércia do conhecimento das aranhas da região, enfim passamos a ter publicações mais frequentes e recentes, porque há diversas outras além desta minha, descrevendo a nossa fauna. Finalmente a fauna de aranhas do Piauí apresenta uma boa representatividade”, explica. 

Novas pesquisas 

Atualmente, o professor desenvolve dois grandes projetos de pesquisa. Um deles tem foco na conservação de invertebrados da Caatinga. 

“Este é um grandioso projeto multi-institucional, que envolve a definição de locais para desenvolver pesquisas e atividades de conservação, como a criação de novos parques e outras unidades de conservação, utilizando dados de muitos grupos de animais, como borboletas, cupins, besouros, aranhas e escorpiões”, descreve o pesquisador.

O segundo projeto é focado nas aranhas-treme-treme da Mata Atlântica. Nesta região, acredita-se que este grupo de aranhas é bastante diversificado, apresentando muitas espécies em cada localidade. 

“Acredita-se ainda que estas espécies apresentem uma distribuição geográfica muito restrita, logo precisamos de ações de conservação muito mais eficientes para proteger essa rica e frágil biodiversidade. Este é o foco do meu doutorado”, diz Leonardo. 

Londres terá bar de cerveja com cachorros garçons

Uma fabricante francesa de cerveja anunciou que vai abrir um bar em Londres em que todos os funcionários são cachorros.

O bar temporário da Kronenbourg 1664 vai se chamar D'Alsace-tian e deve abrir em 6 de maio.

Os garçons vão ser pastores alemães treinados.

Os cachorros vão servir a cerveja em barris customizados, leves, parecidos com os usados por são bernardos, gratuitamente, em sessões de duas horas.

Mas os fregueses precisam fazer reserva, pois as vagas são limitadas.

Fonte: G1

Gato mais velho do mundo morre aos 30 anos após entrar para o Guinness Book

           Foto: Livro Guinness dos Recordes

Um siamês que acabou de ser reconhecido pelo Guinness Book como o gato mais velho do mundo morreu aos 30 anos. De acordo com sua dona, Gail Floyd, de Mansfield, Texas, Scooter morreu logo que teve o recorde de longevidade certificado em 8 de abril.

A veterinária Tricia Latimer disse que Scooter viveu o equivalente a 136 anos humanos. Para Gail Floyd, o segredo da longa vida foi ter mantido seu gato ativo e feliz. O animal viajava muito com sua dona e chegou a conhecer 45 dos 50 estados americanos.

O Guinness Book divulgou, na última terça-feira, que havia reconhecido Scooter como o gato mais velho do mundo. Ele completou 30 anos em 26 de março. Segundo a instituição, o animal era "ativo, cheio de energia e brincalhão".

Apesar de ter vivido 30 anos e ter quebrado um recorde, Scooter não foi o gato que mais tempo viveu. Esse título pertencia a Crème Puff, que morreu aos 38 anos e três dias.

 

bicharada@cidadeverde.com
Com informações Extra Globo

Iraniano é condenado a 74 chicotadas por maus-tratos a cachorro

Foto: © AFP 2016/ BEHROUZ MEHRI

Um cão descansa em um sofá, Vafa, o primeiro abrigo de animais no Irã

Infelizmente, casos de maus-tratos a animais são comuns em todo o país. Na semana passada, por exemplo, tivemos informações de dois casos em Teresina envolvendo cavalos: um deles morreu após ser esfaqueado e o outro em decorrência de sede e fome. E estas são apenas duas das situações que tivemos conhecimento. O pior é que geralmente o autor das agressões fica impune. Na contramão disso tudo, o Bicharada mostra o caso de um iraniano que foi condenado por maus-tratos ao próprio cachorro.

O homem foi considerado culpado por submeter o animal a espancamento e outras formas de tortura.

Tudo foi filmado e postado na internet. Como punição, o iraninado foi condenado a 74 chicotadas e 270 horas de trabalho correcional por maus tratos ao cachorro dele. A sentença foi pronunciada ontem (15). 

O autor do vídeo também será punido. A sentença foi anunciada por um tribunal local, de acordo com a agência de notícias iraniana Mizan.

De acordo com a agência, “o cachorro sobreviveu à provação e agora está em um abrigo de animais”.


bicharada@cidadeverde.com
Com informações Sputinik Brasil 

Cavalo resgatado não resiste a maus-tratos e morre de sede e fome

Por Graciane Sousa

Assim como nós que assinamos o blog, internautas também se solidarizaram com a situação do cavalo vítima de maus-tratos resgatado nesta quarta-feira (13), no Parque Brasil, na Zona Norte de Teresina. Desde que fizemos o post, o Bicharada recebeu emails e ligações telefônicas de leitores interessados em saber notícias do bicho. Entramos em contato com o Centro de Controle de Zoonoses de Teresina e tivemos a triste notícia que o animal morreu ainda na tarde de ontem. 

"Ele veio a óbito por volta das 15h. Estava muito magro, debilitado e ferido. O animal, visivelmente, sofria maus-tratos e moradores nos disseram que o cavalo vinha puxando uma carroça já muito mal, cambaleando, quando caiu com o peso que carrega. O dono simplesmente teria tirado a carroça e ido embora, abandonando o animal", explica o veterinário Romualdo Spíndola, do Centro de Zoonoses. 

O médico destaca que não foi possível detectar a causa da morte do animal, que apresentava lesões nas patas dianteira e traseira. "O cavalo pode ter morrido de desidratação, fome, anemia ou mesmo outra doença", reitera.

O veterinário lamenta ainda o tratamento dado a burros, jumentos e cavalos, animais usados em veículos de tração. 

"Os donos destes animais não cuidam da alimentação dos bichos, não se preocupam com medicação, vermifugação ou outros cuidados. Os animais adoecem e os carroceiros abandonam. Não cuidam. Só querem explorar e ganhar dinheiro à custa dos bichos. E quando o animal morre, eles vão atrás de outro bicho para explorar", desabafa Spíndola. 

Assim como esse cavalo, outros animais de grande porte recolhidos pela Zoonooses são levados para um curral público, no Parque Alvorada, próximo ao Residencial Zilda Arns, Zona Norte de Teresina. No local, os bichos recebem cuidados até serem adotados ou devolvidos aos donos. Atualmente, cerca de 10 animais entre burros e jumentos vivem neste abrigo.

"O trabalho da Zoonoses consiste em capturar animais de pequeno porte que estão soltos nas ruas. Eventualmente quando recebemos denúncia de algum bicho acidentado ou agredido, fazemos o resgate e o levamos para o currral. Lá, eles ficam sendo tratados até aparecer o dono ou alguém que queria adotar. Sempre temos o cuidado de perguntar para quem vai quer adotar, como vai o animal será tratado. Por exemplo, os dois burros que abrigamos, atualmente, têm boa saúde, mas ficaram com sequelas após terem as patas quebradas. Com isso, não podemos deixar uma pessoa levá-lo para explorar em qualquer atividade que seja, pois eles não suportam e isso seria maus-tratos. Nesse caso, eles só podem ser liberados para serem criados no quinta de casa", explica Romualdo Spíndola. 

Ainda sobre maus-tratos, o veterinário conta sobre um outro caso chocante envolvendo animais. Também na manhã de ontem, um cavalo foi esfaqueado até a morte por seu antigo dono, na Usina Santana, Zona Sudeste de Teresina. Provavelmente, mais um caso impune. Em situações como esta, o Batalhão de Polícia Ambiental é a autoridade responsável em apurar o caso que, geralmente, só é levado adiante quando o autor da agressão contra o bicho é flagrado maltratando o animal. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Cavalo é abandonado após ser explorado por dono até à exaustão

Por Graciane Sousa

A situação de um cavalo abandonado está comovendo moradores do Parque Brasil II, Zona Norte de Teresina.  O animal foi abandonado no meio da rua e a suspeita é de maus tratos. Quem mora na região, acredita que ele teria sido chicoteado e obrigado a puxar carroça exaustivamente até cair ao chão, após não mais resistir as agressões. 

O cavalo apresenta ferimentos na pata e no lombo e, a pesar de estar bastante debilitado, não consegue se alimentar. O Batalhão de Polícia Ambiental foi acionado para tentar localizar o dono do animal, uma vez que, a equipe só atua na captura de animais silvestres ou em flagrantes de crime ambiental. 

A Gerência de Zoonoses de Teresina- que seria responsável pelo resgate do cavalo- já foi comunicada e informou que o transporte do bicho dependia da disponibilidade de um veículo. O destino de animais de grande porte, como este, não foi informado.
 
Infelizmente, a realidade de cavalos de carroceiros em todo o país é muito triste. Muitos ficam desnutridos ou mesmo morrem em acidentes de trânsito que poderiam ser facilmente evitados se seus donos, que dependem do trabalho deles para conseguir o sustento, fossem mais cuidadosos. 

Como são submetidos a jornadas cansativas de trabalho, os bichos necessitam de alimentação balanceada e um limite de peso para puxar, cuidados que, geralmente, não são respeitados pelo donos. 

O destino desses animais só muda quando, felizmente, eles são adotados por pessoas que respeitam seus limites e necessidades. 

 

bicharada@cidadeverde.com

Foto de cães assistindo à missa no RS faz sucesso na web

Uma cena inusitada, que aconteceu na Capela da comunidade Nossa Senhora das Graças, da Paróquia São Judas Tadeu, em Porto Alegre, chamou a atenção dos fiéis que participavam da missa há alguns dias. 

Frei Irineu Costella realizava a cerimônia quando viu quatro cachorros parados na porta da igreja acompanhando o sermão. Naquele momento, o religioso pediu para que os fiéis olhassem também. O frei Gilmar Zampieri, que acompanhava a celebração, conseguiu fazer um registro dos animais.

— A cena foi emocionante. Eles estavam muito atentos, bem disciplinados. Não entraram na igreja, não latiram, não atrapalharam em nada. Estavam paralisados, sem fazer um movimento sequer — disse Gilmar.

O religioso explica que, durante as missas, os cães costumam ficar em um pátio separado, para não atrapalhar as pessoas que frequentam a capela.

— Nesse dia, eles conseguiram se soltar e foram direto para a porta da igreja. Foi um acontecimento simbólico. Se isso acontecesse em qualquer outro ambiente não chamaria tanto a atenção. É uma cena para se refletir — salienta.

Frei Gilmar conta que a imagem fez sucesso no Facebook:

— Recebi muitas mensagens e manifestações carinhosas. As pessoas ficaram bastante comovidas com a situação. Todos se encantaram com a foto — relata.

Libertação animal

O zelo pelos animais é tão forte que frei Gilmar lançou um livro sobre o assunto, em parceria com o frei Luiz Carlos Susin. Com o título A vida dos outros — Ética e teologia da libertação animal, a obra apresenta, de uma maneira simples, uma nova visão do relacionamento dos seres humanos com os outros seres animais.

Os frades abordam o sofrimento dos animais de circo, zoológicos, touradas, rodeios, farra do boi e outros onde a dor está presente em mutilações, privações e maus-tratos diversos, e dos bichos usados como cobaias em testes e pesquisas.

 

Com informações do Diário Gaúcho
bicharada@cidadeverde.com

Homem tem pena atenuada em homicídio por agir em defesa de cães

Imagine você a seguinte cena: seu vizinho está com carne nas mãos próximo aos seus cães e os bichinhos estão vomitando sangue, com sintomas de envenenamento... O que você faria? Não que qualquer violência seja justificada, mas uma decisão do Tribunal do Júri, em São Paulo, considerou a agressão aos animais como atenuante a um homem que, diante dessa situação, matou seu vizinho a tiros. 

De 30 anos de prisão, o tutor dos animais foi condenado a oito. Uma coisa a lamentar ainda mais no caso: o Ministério Público, ao oferecer a denúncia contra o autor dos tiros, considerou "motivo torpe" o envenenamento dos cães. Leia abaixo a notícia completa do Anda News:

"O Júri da Comarca de Tatuí, interior de São Paulo, abre uma nova página na Legislação Brasileira em relação a crimes cometidos em defesa dos animais.

Em julgamento realizado no dia 26 de abril deste ano, os jurados deram uma pena menor a Moacir Soares da Silva por ter matado a tiros seu vizinho, do que Mateus Buscarini, em agosto de 2010, por ele ter envenenado seis cães que viviam na chácara onde ele era caseiro.

De acordo com Moacir, no dia do crime, “os cães estavam vomitando sangue e o vizinho tinha carne moída nas mãos e portava uma faca, e que, ao ver a cena, pegou um revólver e fez os disparos”.

Moacir foi condenado a 8 anos de prisão por crime de homicídio privilegiado, que não é considerado crime hediondo, o que levou à redução da pena, que seria de 30 anos caso o júri acatasse a denúncia do Ministério Público de crime hediondo, com motivo torpe, duplamente qualificado.

Para o advogado de Moacir, Paulo Cesar Bernardo (Gracia Bernardo Filho Advogados), – “ os jurados consideraram que o crime foi cometido em momento de emoção porque o réu teria presenciado a morte dos seus animais que viviam com ele num vínculo familiar “. É a primeira vez na jurisprudência brasileira, que se equipara a relação homem e animal à relação paterna.

Moacir vai ficar preso em regime fechado com possibilidade de liberdade com um sexto da pena cumprida. Como já passou um ano e dois meses na cadeia por causa desse crime, esse tempo será descontado da pena total, restando poucos meses para obter progressão para o regime semiaberto.

Para o advogado Paulo Bernardo, a grande conquista neste julgamento foi abrir um precedente para casos semelhantes onde a dor de presenciar a morte de um animal é equiparada a dor de perder um filho.

Diz o advogado: “Além da conquista jurisprudencial, existe a conquista legislativa. Com o aumento do número de casos em que animais são equiparados com seres humanos, aumenta as chances de termos alterações na Legislação vigente com uma lei que trate os animais como seres portadores de direitos” ,conclui o advogado."

 

Com informações do Anda News
bicharada@cidadeverde.com

Dia das Mães: mulheres que escolheram ser mãe de bichos

Por Graciane Sousa

Mãe não é apenas quem dá à luz, mas também quem dá amor. Foi pensando nisso, que o Bicharada resolveu homenagear as mães, digamos assim, diferentes; entretanto, igualmente muito especiais. Sabemos que o assunto divide opiniões. Alguns ainda insistem em não nos considerar mães de nossos bichinhos. Digo nós, porque a gente que assina o blog, também é mãezona: Eu, do Niicholas e do Fofuxo e a Maria Romero, do Samurai e Sirius. Já deu para perceber que toda mãe gosta de lamber a cria e é bem babona também [rs].

Assim como nós, a jornalista Lili Batista e a advogada e servidora pública Amanda Nery, também têm filhos de quatro patas. Assumidamente, mãe dos bichinhos, elas têm muita coisa em comum, inclusive os chamam de meninos e os educam como se fossem crianças. Outra característica que em nada difere de outras mamães diz respeito à questão de dar limites, o que é importante para o desenvolvimento de qualquer ser.

      Fotos: Roberta Aline/ Cidadeverde.com

       

A Lili é mãe do Romeu, um cãozinho SRD muito fofo e que foi abandonado por seus antigos tutores. Quem vê a cumplicidade entre os dois, até pensa que eles já se conhecem há muito tempo, mas o cachorrinho de olhos verdes e pelos claros foi adotado há menos de dois meses. Ao falar sobre o amor que tem pelo filhote, a jornalista demonstra brilho no olhar. A tristeza só bate quando ela relembra como encontrou o “bebê champanhe”, como ela carinhosamente o chama.

“Ele foi abandonado e chegou até mim por meio da minha florista, que sabia que eu queria ter um cão. Na verdade, sempre pensei em adotar um vira-lata, mas não resistiu à história dele. Meu primeiro contato foi por meio de foto e quando o vi já disse: traz. Eu achei o Romeo muito fofo”, conta Lili, que conseguiu enxergar a beleza do bichinho, mesmo com a aparência de maus tratos. “Ele estava ferido de tanto carrapato. O Romeu é meio ruivo, tem a pele muito fininha, mas estava parecendo um bicho mesmo. Estava muito peludo”, relembra.

Além da mau aparência, outro triste capítulo da história do cãozinho só foi descoberto com o passar dos dias. Mesmo já tendo um lar, Romeu não se aproximava das pessoas e ficava o tempo todo escondido debaixo da cama.

“Ele passou muitos dias assustado. Tremia dos pés à cabeça quando a gente se aproximava. Chegou a ficar três dias escondido debaixo da cama. Ele só saía para comer e comia desesperado e voltava para debaixo da cama de novo. Eu acho que o Romeu apanhava. Um dia, eu estava limpando a casa e ele subiu no sofá. Então, pedi para ele descer, mas quando eu tirava, ele voltava...estava levando na brincadeira. Decidi apenas mostrar a chinela para ele como forma de repreendê-lo, mas ele saiu desesperado para debaixo da cama e, mais uma vez, deduzi que o bichinho apanhava. A partir daí, parei. Nunca mais fiz isso. Eu não brigo, não grito, tento deixá-lo o mais tranquilo possível. Ele é muito silencioso, muito calmo e é uma delícia. Tem o temperamento ótimo. Ele é carinhosíssimo”, conta a jornalista.

Mas esta parte da história dele ficou no passado. “Hoje o Romeu já acha que é o dono da casa e eu também acho. Ele manda mais que eu se brincar”, conta aos risos Lili, que assim como toda a mãe também dá limites ao pequeno, que tem apenas nove meses. Para auxiliar na difícil missão de cuidar do “bebê champanhe”, ela inclusive comprou livros para entender mais sobre o comportamento animal.

“Eu o ensinei muita coisa, mas acredito que ele é muito educado de nascença. Não entra no quarto do meu filho, no banheiro social ou closet. Nunca fez xixi onde não devia”, conta a jornalista, que também admitiu que Romeu tem seus momentos de birra [o que é normal para a idade dele].

Uma das coisas que tira Romeu do sério é a sensação de imaginar que "ele não é o dono da casa”.

“Tenho dois filhos rapazes e uma moça. Quando meu filho mais novo, que tem 26 anos e mora em Fortaleza, veio passar a Semana Santa comigo, o Romeo não gostou. Meu filho chegou com intimidade, entrava no quarto dele, no closet, no banheiro e o Romeu rosnava, como se estivesse brigando. E aí, o danado começou a querer entrar também porque achava que tinha o mesmo direito, mas reclamei e ele voltou ao normal”, relembra.

Lili conta que sempre gostou de bichos e já criou dois cágados e uma hamster, que morreu durante o parto. Emotiva, a jornalista disse que sofreu muito com a perda precoce do bichinho. “Eu fiquei uma semana chorando. Lembro que tinha um chefe que dizia: você está chorando por rato. Mas foi bem sofrido para mim”, disse.

O que também a deixa emocionada é o sentimento de lealdade que Romeu nutre por ela. A jornalista contou- com os olhos cheio de lágrimas- como ficou quando soube que, quando sai para trabalhar, o cãozinho fica por horas esperando sua chegada.

“Minha irmã me disse uma coisa bem triste. Quando eu saio para trabalhar, ele fica direto na porta me esperando. Me acabei de tristeza com isso. Antes dele, eu tinha toda a liberdade para sair e chegar quando quisesse. Quando eu tinha que trabalhar os dois turnos na TV,  ficava o dia todo na emissora. Agora, eu saio e assim que eu tenho um tempinho, volto só para dar água fresca e comida para ele. Eu não fazia isso antes, pois era muito mais cômodo ficar lá direto. Agora deixo de ir para alguns lugares para não deixá-lo só. Deve ser muito ruim para ele ficar sozinho. Quando eu saio para fazer algo, faço logo tudo de uma vez para deixar ele o mínimo possível de tempo sozinho”, conta.

Sabe aquele ditado? Se conselho fosse bom, ninguém dava. Para Lili Batista, há controvérsias nisso. Ela conta que, antes da chegada do pequeno, aconselhava todo mundo a ter um animal em casa, mesmo sem ter um.

“No casamento do meu filho, eu dei um conselho para ele e sua esposa: tenham plantas, criem um animal e tenham filhos, porque é isso que transforma uma casa em um lar. Só uma casa com móveis e pessoas dentro é muita fria... São eles que aquecem”, disse Lili ao filho, que seguiu direitinho as sábias palavras da mãe. “Hoje ele tem um cachorro enorme, maluquíssimo, uma graça. Depois que o Nero chegou lá é que eu comecei a criar o meu. Eu dei um conselho que eu não seguia, porque achava que era complicado criar cachorro em apartamento, mas pela história do Romeu, arrisquei e não está sendo tão difícil”, disse.

Por outro lado, como a jornalista e Romeu moram em um apartamento, ela conta que foram necessárias algumas adaptações.

“Aqui não tem aquela coisa de casa bagunçada. Eu tenho mania de organização. Minha casa é o tempo todo arrumada... minhas irmãs até brincam e dizem que minha casa é de boneca. Quando o Romeu chegou, eu tive que fazer algumas mudanças. Tirei alguns livros que ficam próximos ao sofá, pois o Romeu os usava como batente. Eu tinha um livro da Édith Piaf e ele passava todo dia por cima da coitada. Eu tive que tirar com medo dele roer. São adaptações que a gente tem que fazer, mas não é algo que incomoda”, destaca a jornalista.

Lili conta ainda que, mesmo sendo Romeo sendo um cãozinho comportado, ele também é cheio de manhas como uma criança.

“Quando  estou perto de sair de casa, não brinco mais com o Romeu, para ele entender que eu vou trabalhar. Então, ele se isola. Um dia eu já estava toda arrumada para sair e não o encontrei. Então, fui procurá-lo e achei debaixo da cama, mas quando eu o tirei de lá, ele pensou que eu ia brincar. Mas eu estava em cima da hora e apenas fechei a porta e saí. Quando cheguei, a casa estava toda revirada. Ele quebrou uma bolinha, desmanchou o papel, fez xixi no chão. Tenho certeza que era vingança e ele fez isso consciente, porque todos os dias, a casa está impecável”, relembra a travessura do filho.

Interrogada sobre sentimento de ser mãe do Romeo...

 “Dizem que mãe é quem cria. Eu crio, sustento. É caro, mas eu nem calculo. Para mim isso não faz diferença. Se for para gastar mais e eu tiver disponibilidade, eu faço.  O bem estar dele em primeiro lugar. Se eu peguei ele,  tenho que fazer o máximo que eu puder para ele estar bem. Na primeira semana eu pensei: meu Deus o que que eu fiz? Eu tinha um vida tão tranquila. De início, pensei isso. Não pelo gasto, mas pela dependência porque ele é extremamente carente. Agora quando eu chego em casa e vejo aquela criatura louca e apaixonada, que lhe acha o centro da vida dele...isso não tem preço. É bom demais. Vale a pena. O Romeu é o dono da casa. Eu até me arrependo de não ter tido cachorro antes, mas também não iria ser o Romeu. Se eu morasse em uma casa, teria muitos cachorros”, conta orgulhosa a jornalista.

 
Overdose, Belzebu, Babilônia, Mel e Bartolomeu


Reclamar de ter muitos cães, isso a advogada Amanda Nery não pode reclamar. Ao lado do marido Marcus Vinicius, ela cria esses cinco cães, sendo dois da raça Pitbull, dois American Bully e um Dogue Alemão, esse último tem mais de 1, 75 de altura quando está sob duas patas.

A funcionária pública lembra que a família foi crescendo paralelamente ao amor entre os dois, que namoraram por sete anos e estão casados há seis meses. Os cães são tão importantes na vida deles, que participaram do pré-wedding e a Overdose levou as alianças no dia do “SIM” dos dois no altar.

“Quando a gente completou duas semanas de namoro a Overdose chegou e os outros meninos foram chegando aos poucos. No início tive um pouco de medo, mas como eu acompanho cada um deles desde pequenos, fui me apaixonando por cada. Eu amo todos. Tenho uma história de carinho imenso com cada um, mas em cada fase, a gente vai se apaixonando mais de um, pelas coisas novas que eles vão aprendendo, pelas características individuais. A Mel é muito companheira. Quando está com os irmãozinhos é bagunceira, mas quando fica dentro de casa, não sai do meu pé. Eu fico o tempo todo fazendo carinho. Ela é muito dengosa. Eu sou louca por ela. Porém, amo todos iguais. Quando o Bartolomeu está obedecendo muito a gente, ficamos com ele mais perto e assim é com todos. É como se fosse uma retribuição para receber mais carinho ainda. O problema é quando eles todos se juntam. Dentro de casa, a Mel tem um comportamento, mas quando se junta com os outros, viram crianças, brinca Amanda.

Durante a conversa, Amanda contou a travessura de um dos cães e como ela faz para discipliná-los. A advogada confessa que o marido também recorre a livros para entender mais sobre o comportamento dos bichos. 

“Outro dia, a Mel comeu o carregador de telefone do Marcos, mas eu só vi depois, então passou batido. Para se educar um animal, temos que repreendê-lo no momento em que faz algo errado, pois se eu brigar depois, o cachorro não vai saber o por quê. Não precisa se abalar. É só corrigir na hora. É como uma criança. Se o menino pula, grita ou faz bagunça, o pai ou a mãe não pode fazer carinho naquele momento. No fundo, o filho sabe que os pais os amam”, ensina.

E só em pensar nesses cães enormes todos juntos, imagina-se que alimentá-los é uma tarefa difícil. Ledo engano. Na hora da refeição, os grandalhões parecem ficar hipnotizados pela mamãe Amanda. Cada um tem seu prato e só comem depois que ela dá o comando. 

Amanda diz que ter filhos está nos planos do casal, mas que isso ainda está em fase de planejamento. A advogada adianta que quando gerar um bebê, ele será bem próximo dos cães.

“Não tivemos filhos ainda por questão de planejamento. Penso em passar em um concurso melhor, mas quando eu gerar um filho, ele vai ser bem próximo dos cães. Os bichos nos enchem de amor, mas a gente pensa em ter outros filhos. Na verdade, filhos humanos. Não tem como ser agora por questões de custos", pensa a servidora pública. 

E os custos de quem é mãe são muitos também para quem escolheu cuidar de filhos de quatro patas. Na casa da Amanda são consumidos 
80 kg de ração por mês, o que corresponde a R$ 600, tudo isso aí, só com comida. Por outro lado, tem recompensa. 

"Chegar em casa e poder receber o carinho e afeto do cachorro...isso não tem preço. Sorrir das brincadeiras que eles fazem. Meu Deus, quantas vezes eu vi a Mel correndo atrás da Babilônia, só brincando, caçando conversa mesmo...isso é muito lindo”, conta a advogada.


Sobre o sentimento de ser mãe da Overdose, Belzebu, Babilônia, Mel e Bartolomeu


"A gente acaba sendo mãe porque temos que disciplinar, dar amor, ensinar as coisas. Não é simplesmente pegar um cachorro na rua, colocar dentro de casa e deixar ele ali a vontade. A gente tem que dar amor, tem que dar carinho, mas também disciplina. Temos que fornecer meios para que eles também relaxem e se divirtam. Eles são como filhos, como pessoas. Eles precisam de limites, precisam de amor e precisam relaxar. As três coisas estão juntas. Vontade de ter mais cão não falta, mas temos consciência que no momento só temos como dar assistência 100% para eles”, disse Amanda Nery.

 


 

Posts anteriores