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Bicharada

Polícia encaminha à Justiça caso de maus-tratos a cão no Piauí

Por Graciane Sousa

Uma mulher de 57 anos- que não teve a identidade revelada- prestou depoimento por ter sido acusada de maus-tratos. Sansão foi resgatado pela protetora de animais e gerente comercial, Jamille Vasconcelos. O cachorro estava bastante debilitado e com um ferimento na cabeça infestado de larvas. A situação do cão comoveu internautas que se mobilizaram para ajudar o animal. 

                                          

Sansão no dia do resgate e após um mês de tratamento

Em depoimento, a  suspeita disse desconhecer as causas do ferimento no animal. Vizinhos relataram que a ferida no bicho teria sido causada por golpes de faca e pedradas. 

"Ela disse que não sabe como foi produzida a lesão e imagina que o cachorro pode ter se ferido brigando com outro animal. Ela também não descarta a possibilidade do bicho ter sido agredido fora de casa", disse delegado Antônio Madson, titular do 10º Distrito Policial.

Ao chegar ao Hospital Veterinário Universitário (HVU), no início do mês de maio, Sansão foi atendido em caráter emergencial, estava prostado e com parte da região do crânio exposta. O veterinário que o atendeu disse que o animal corria risco de vida devido a grande quantidade de larvas no ferimento. (relembre o post).

As características com que Sansão foi resgatado denotam que ele sofreu maus-tratos. Interrogada, a ex-tutora do animal alegou que  borrifava um antisséptico caseiro no cachorro e que não o encaminhou ao hospital por falta de dinheiro. Por outro lado, o veterinário que atendeu Sansão ressaltou que os ferimentos no animal são característicos de descuido. 

"O Sansão estava vivendo em uma situação de total descaso. Não é questão financeira; isso tem a ver com coração. Ela poderia ter comprado uma pomada para tratá-lo e com isso gastaria no máximo R$ 10", disse Mille, após resgatar o bichinho", disse Mille.

A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público. A suspeita- que cria de outros quatro animais- assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). 

"Tudo o que foi apurado já foi encaminhado ao representante do MP do juizado especial criminal da Zona Sul, no bairro Bela Vista, que juntamente com um juiz avaliarão se há provas suficientes para apontar essa senhora como autora do crime", reitera o delegado. 

Após um mês do resgate, a melhora do quadro de saúde de Sansão é visível e o ferimento está praticamente curado. Temporariamente, ele continua sob os cuidados da Jamille Vasconcelos que salvou o cachorrinho, literalmente, sentenciado à morte. 

Sansão um mês após os cuidados da protetora Mille

 

bicharada@cidadeverde.com

Cão amputado inspira projeto para ajudar animais de rua no Piauí

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Por Graciane Sousa

Para os incrédulos no poder de transformação do amor, a história da Felícia e do cão Bob é a mais verdadeira prova de que isso existe, sim! O cãozinho teve uma das patas amputadas após um acidente doméstico. Sem dinheiro para pagar o tratamento do cachorro, a fotógrafa usou a criatividade para conseguir custear os gastos médicos. Mas a ideia não parou, e ela transformou a ideia de ajudar o animal em um projeto bem maior em prol de outros bichinhos que vivem nas ruas. 

Tudo começou quando Felícia fez uma cadeira de rodas improvisada para Bob, que morava com sua antiga tutora em Timon-MA. Após um atropelamento, o cãozinho ficou com sequelas na coluna vertebral e andava com dificuldades. 

"A antiga tutora o resgatou após ele ser atropelado. Ela disse que após o acidente, o Bob foi deixado em um matagal e provavelmente morreria, porque precisaria de cuidados. Através das redes sociais, eu conheci a história dele e resolvi  confeccionar uma cadeira de rodas. Nunca tinha feito uma e me inspirei em algumas que vi na internet. Tenho muitas habilidades artesanais e me arrisquei a fazer uma cadeirinha com canos PVC. Após uns dias, a antiga tutora dele, disse que não tinha mais condições de criá-lo e eu me dispus a dar um lar temporário para o Bob, mas acabei ficando com ele", relembra a fotógrafa Felícia Mendes. 

Até chegar a ser amputado, Bob sofreu um outro acidente, desta vez, na casa da Felícia. Ele se machucou ao correr atrás de um gato. Nisso, acabou ferindo uma das patas. O ferimento evoluiu para uma necrose e em seguida amputação.

"Quando ele veio morar comigo, ele já era deficiente, mas tinha apenas uma limitação no andar. Já após o acidente doméstico, ele teve que amputar a perna, mas não foi descuido da minha parte, quando eu percebi, ele já tinha corrido atrás do gato e se machucado. Cuidei dele, mas não consegui evitar a necrose. Todas as pessoas que têm animais que são deficientes e não fazem o uso da cedeira de rodas, sabem que eles se machucam por qualquer coisa, porque caminham de uma forma errada, são descuidados", explica a fotógrafa, que também é ilustradora e slow designer.

@parabob

De cão pré-destinado a morte, Bob virou garoto-propaganda do projeto @parabob. Hoje, o cãozinho (que como a mãe dele diz: rir para as fotos), estampa chaveiros, toys. Nos objetos, o cachorro é retratado em várias situações e versões, encarnando vários personagens, artistas como Frida Kahlo, imagens religiosas como São Francisco e Iemanjá, e até cantores.

Fotos: Felícia Mendes

“O primeiro desenho dele foi o Bob tradicional (ele sentadinho, com a perna para frente, sorrindo e de fraldas) mas depois eu pensei: será que vou agradar? não queria que as pessoas comprassem meu produto por pena dele ou só para ajudá-lo. Eu queria que as pessoas comprassem os chaveiros porque gostaram do produto", disse.

Na primeira coleção do @parabob estão sendo lançados chaveiros e toys. Felícia adianta que pretender investir em outros produtos como estojos, camisas, mochilas, cadernos, bem como comercializar os produtos em uma loja virtual. 

“Eu comecei a vender para pagar a dívida dele. Hoje em dia virou o @projetoparabob. Eu vi a aceitação das pessoas em relação a ele, por conta das ilustrações e por ser uma coisa bastante divertida, lúdica. As pessoas criaram uma simpatia muito grande por ele. Tem muita gente que me para na rua para perguntar se ele está bem. Eu percebi que a ilustração aliada à produção animal seria bastante eficiente. Então, eu enfie a cara e a coragem para fazer o projeto @parabob, para todos”.

Os chaveiros e toys comercializados são confeccionados, desenhados e pintados à mão. Parte da renda adquirida com a venda será destinada para pagar a cirurgia de amputação do Bob; a outra metade será investida dentro do atelier para custeio com a compra de materiais, divulgação e outros. 

"O projeto é recente e consegui em média R$ 300 a venda de chaveiros. A dívida do Bob na clínica é de R$ 765", reitera. O projeto acabou de existir. Recentemente, eu fiz o instagram para divulgar o projeto que vai ser muito grande e bonito. Eu ainda estou dormente com tudo o que está acontecendo. Sei que é só o início. É um projeto ousado. Só sei que me sinto bastante feliz e realizada quando faço a ilustração. Naquele momento, acho engraçado e fofo...acho que eu mesma tenho que ter todos e vou fazer uma coleção. Eu não sei se vai dar certo, se o Brasil (porque  nós vamos fazer uma loja virtual)  vai acolher a proposta, se as pessoas vão acreditar na gente", vislumbra. 

Cada chaveiro custa em média de R$ 15 a R$ 25, dependendo da arte. Já os toys- um espécie de chaveiro em tamanho maior- custa R$ 35. Os produtos podem ser adquiridos em bazares beneficientes, pela rede social @parabob ou através do telefone  (86) 9 9992-0196.


Para Bob, para todos

O que era o projeto @parabob se transformou no projeto Para Bob, para todos. A renda adquirida com a venda também será utilizada para ajudar outros bichinhos de rua, não apenas animais com deficiência, mas que precisam de algum tipo de ajuda. Outro foco do projeto está voltado para a adoção. 
 
"Quero ajudar outros animais que estão em situação delicada, que sofreram muito, que ninguém quis adotar... que está bastante machucado e com sequelas. Isso foi o que ocorreu com o Bob. Ninguém quer um cachorro deficiente. É muito difícil. Quero ajudar animais de difícil adoção. A ideia sempre foi pagar a conta do Bob, mas houve uma aceitação muito grande e eu vi nisso a possibilidade de ajudar outras pessoas. Estamos começando agora, mas com certeza vai atingir muitos animais, ajudar bastante. Na minha cabeça, não adianta apenas pagar a conta do animal e deixar ele sem adoção, sem um lar ou devolver para as ruas ou colocar em um abrigo, pois abrigos não são lares. Quero ajudar a vida dos animais, ressignificar e dá uma vida melhor para eles", reitera. 

História de vida

A história de superação de Bob se confunde com a história de vida da fotógrafa. Ela relembra que, quando criança, foi acometida por uma doença conhecida como febre reumática, que a fez ficar seis meses sem caminhar. 

"Descobrimos a doença quando eu tinha cinco anos de idade. Cresci ouvindo os médicos dizerem que eu não ia caminhar, pois a doença não tem cura. Fiz tratamento dos cinco aos 21 anos de idade. Essa doença é provocada por uma bactéria que atinge o coração e as articulações. A febre reumática não me causou deficiência, mas fiquei seis meses sem andar", desabafa. 

E é neste sentido que a história de Felícia se confunde com a de Bob. Felícia conta que o cão também contradisse os médicos veterinários. Para mim, ele é sinônimo de persistência. 

“Quando ele fez a cirurgia, o médico me disse: olha, você não se preocupe se o Bob chorar, porque  é uma cirurgia delicada e que dói muito. É uma amputação. E eu disse: olha, meu cachorro não chora, ele não vai chorar. E quando eu fui dar o retorno, o doutor perguntou se o Bob tinha chorado muito e eu respondi: em nenhum dia, em nenhum momento, meu cachorro chorou. O Bob nunca chorou na vida. Ele é cachorro muito persistente e representa muita alegria. Eu aprendi muito com a persistência dele. Eu sou portadora de febre reumática e passei minha vida inteira ouvindo que eu ia ficar de cadeira de rodas, que eu  não caminharia. Hoje eu estou aqui, praticamente, com 24 anos e sou super saudável. Ele foi meu exemplo de persistência", disse. 


Arte que transforma

Atualmente, o ateliê é improvisado e funciona no próprio quarto de Felícia. "Tirei cama e outros móveis...deixei apenas algumas coisas que preciso para fazer os toys e chaveiros, desenvolver ilustrações", reitera.

Por outro lado, as dificuldades com a estrutura física, não desanimam a fotógrafa que ainda não têm dimensão da importância do projeto. 

"Ainda nem sei a importância do projeto para mim. Quando criança, todos me falavam que eu ia ser veterinária, mas sempre fui artista. Nunca soube, de fato, como ajudar os animais com a minhas habilidades e após o acidente do Bob eu vi uma oportunidade de ajudar não só meu cachorro, mas outros, através da ilustração. Não sei ainda o tamanho da importância que esse projeto vai ter em minha vida, mas já é uma emoção muito grande ter tido essa ideia, essa iniciativa, mesmo com medo e sabendo que vão haver dificuldades, uma vez que, as pessoas não são tão sensíveis à causa animal. O projeto é muito importante para mim como artista, ser humano e como tutora de um animal deficiente", finaliza Felícia Mendes. 
 

 

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Donos usam web para arranjar "namorados" para seus pets

Por Graciane Sousa

E para quem pensa que só entre humanos é difícil encontrar a sua cara metade...a realidade não é bem assim. Neste domingo (12) dia dos namorados, o post do blog é sobre os perrrengues que muitos animais passam para achar sua alma gêmea. Sinceramente, difícil de entender como criaturinhas tão fofas ainda estão sozinhas.

Esses bichinhos- que vamos contar suas histórias- moram em Teresina e têm a sorte de terem donos muito antenados e que resolveram buscar na internet a outra metade da laranja de seus pets.  Eles recorreram  a um a site para encontrar um namorado para os bichanos.

O Max é um cãozinho da raça poodle e tem dois anos de idade. O dono dele, Alex Cavalcante, disse que copiou a idéia de colocar o cão na rede após ter visto anúncios semelhantes.

"Não é fácil arrumar namorada para o Max porque não conheço ninguém que tenha a mesma raça. Ele nunca namorou só teve um caso de um dia e por isso resolvi apelar para as redes sociais", disse Cavalcante. O sorriso é a arma de sedução de Max.

Já a madrinha do pinscher Montanha (que de grande mesmo não tem nada) conta que o tamanho do bichinho é o principal problema para ele estar na solidão.

"Ele ainda é virgem e estou justamente procurando a primeira namorada dele. O Montanha tem um ano e cinco meses e 30 centímetros de altura em pé. Ele é bem pequeno e por isso está tão difícil arranjar alguém), disse Milena  Kelly, madrinha do cãozinho.

Para seduzir, Montanha usa como ferramentas o charme, inteligência e a beleza. "Ele é esperto, supereducado e adora passear na Potycabana aos fins de semana", reitera Milena acrescentando também que o bichinho não é muito exigente e quer apenas uma parceira que seja da mesma raça, vacinada e do mesmo porte físico.

Já Maitê- uma gata persa- tem um ano e quatro meses e também nunca se relacionou. O dono dela confessa que a razão da gatinha estar tanto tempo sozinha foi o ciúmes.

"Eu não queria que ela cruzasse...tinha ciúmes. Agora ela já está mocinha e na hora de entregá-la para o mundo", disse aos risos o empresário Alaiel Moura.

Ele conta que, em 24h após aparecer na web, a gatinha conseguiu um pretendente. A parte triste da história é que o futuro ex-namorado não apareceu.

"O pretendente foi quem perdeu, pois a Maitê é uma gata. Ela estava preparada para o encontro, mas não deu certo. Agora vamos escolher outro. Está chovendo de pretendentes", brinca Moura.

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Pesquisa revela que gatos andam até 3 km de distância de suas casas

É claro que a melhor atitude é não deixar seu gato na rua, onde ele pode desaparecer e acabar pegando doenças, mas em alguns locais do mundo, onde os gatos e cães são microchipados e as vizinhanças são mais amigáveis, os felinos têm livre acesso à rua. Por isso, uma pesquisa na Austrália descobriu que, nesses "rolês", os gatinhos andam enormes distâncias apenas durante a noite. 

De hábitos noturnos, os gatos se movimentam e atuam, caçando, brincando e andando, muito mais à noite. Na pesquisa, através de um serviço de monitoramento por GPS, o percurso praticado pelos gatos pode chegar a até 3 km de distância de suas casas, ou até mais. Nem todos os gatinhos se contentam com um simples passeio pelo quintal, e acabam indo muito mais longe. O estudo foi realizado pela Central Tablelands LLS, um serviço governamental australiano que trata da gestão de recursos na cidade de Lithgow. 

"Quando você fala com vários donos de gatos, eles dizem: ‘Oh, meu gato apenas dorme na beirada da minha cama, não vai a lugar algum'”, comenta Peter Evans, um dos envolvidos na pesquisa. Agora eles sabem que não é bem assim. Esse mapeamento de "para onde nossos gatos vão?" mostra que os animais podem correr muito mais perigo do que imaginamos. Alguns gatinhos também podem se perder e gerar situações como a do gato que voltou para sua casa após 8 anos desaparecido.

Na ocasião, o senhor que o alimentava julgando que ele fosse um simples gato de rua, o levou para uma consulta no veterinário na Califórnia, Estados Unidos. Como por lá a maioria dos animais são microchipados, descobriram os verdadeiros donos do bichano, que foi devolvido à sua família. 

Da próxima vez que você vir um gatinho peludo deitado fofamente no sofá, não se engane, ele pode estar dando voltas gigantescas pela região, como ilustram as imagens abaixo:

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Com informações SCL

Suspeito é preso com gato de estimação e diz: "ele é meu cúmplice

Por Graciane Sousa

O Bicharada conta hoje a história de como um gato foi parar em uma viatura da PM e chegou à Central de Flagrantes de Teresina. O caso foi registrado nesta terça-feira (07), na Zona Sul de Teresina. Um jovem suspeito de comercializar drogas foi preso em flagrante por policiais da 2ª Companhia do Promorar. No momento da abordagem, ele carregava uma sacola com entorpecentes e seu gato de estimação que também foi encaminhado à delegacia. 

O animal, que aparenta ser um filhote, era usado para tentar disfarçar a venda de drogas. 

"Ele foi pego comigo, então ele é meu cúmplice. Eu usava o gatinho para desdobrar, mas não deu certo. Olha só a cara do vagabundo", disse o suspeito apontando para o gatinho.  

Com o suspeito- que estava visivelmente sob efeito de alguma substância entorpecente-  foram encontrados cerca de 30 pedras de crack, dinheiro e um santinho de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.  Ele conta ainda que não tinha passagens pela polícia e era a primeira vez que cometia o delito. 

 

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Fim das chuvas provoca superpopulação de grilos em Teresina

Por Maria Romero

A superpopulação de grilos em Teresina está incomodando a todos. Além do risco de infecções, devido às bactérias que os insetos espalham, o som emitido pelos grilos tem deixado os moradores da zona Norte - onde a infestação está maior - bastante incomodados. Os especialistas dizem que o clima é o responsável pelo aumento na quantidade dos animais e dão dicas para evitar a entrada dos insetos em casa. 

Segundo o engenheiro florestal Marcos Vinícius, nesta época do ano é normal o aumento da quantidade de grilos na cidade. 

"É normal o aumento nessa época do ano. Isso normalmente ocorre em decorrência da diminuição das chuvas, então o clima esquenta e a reprodução aumenta, além disso há a redução de predadores naturais", informou. 

Ele dá dicas para reduzir a infestação ou pelo menos diminuir a entrada dos animais dentro de casa. "É preciso focar nos quatro A's. Reduzir acesso, abrigo, água e alimento. Eles possuem pernas peludas onde as bactérias aderem e, por isso, podem infectar ambientes, porque ele vive em esgotos, locais sujos", alertou. 

Para isso, é importante fechar portas e janelas, evitar deixar alimentos e lixo expostos e manter a casa limpa e organizada para não fornecer abrigo aos insetos. 

Isso reduzirá a invasão dos insetos e o barulho incômodo emitido por eles. O engenheiro explica que o som é uma forma utilizada pelos machos de atrair as fêmeas para reproduzir. E a reprodução é acelerada: em 15 dias os ovos eclodem e, 15 dias depois, estão adultos e podem acasalar novamente. 

 

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Cão vira prêmio em bingo de igreja e gera polêmica

Cachorro foi doado como premiação em bingo em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/Facebook)

A entrega de um cachorro como prêmio em um bingo promovido por uma paróquia em Ribeirão Preto (SP) causou polêmica entre moradores e protetores de animais. O caso foi parar no Ministério Público, já que uma lei municipal aprovada há três anos proíbe a doação de animais domésticos em sorteios, brindes e rifas.

A assessoria da cúria da Arquidiocese de Ribeirão informou que o padre Paulo Henrique Martins, responsável pela Paróquia Santa Terezinha Doutora, só vai se pronunciar sobre o caso após manifestação da Promotoria.

O bingo ocorreu no último final de semana, durante uma quermesse realizada pela paróquia, na zona leste da cidade. O animal foi dado com prêmio em uma das rodadas. O nome da ganhadora não foi divulgado.

Entretanto, de acordo com a legislação municipal, quem doar animal de estimação, silvestre ou nativo por meio de sorteio, rifa, bingo, ou na forma de brinde, pode ser multado em 100 Unidades Federativas do Estado de São Paulo (Ufesp), o equivalente a R$ 2.355.

O caso começou então a repercutir no Facebook. Uma postagem foi compartilhada por 194 pessoas e recebeu 287 comentários, sendo a maioria deles criticando a atitude da igreja. Os protetores de animais também desaprovaram o ato.

Bingo em quermesse teve cachorro como premiação (Foto: Reprodução/Facebook)

“Tem gente que faz aniversário e dá pintinho de presente, dá peixinho de lembrancinha. Para adotar qualquer tipo de vida, até uma planta, é preciso disponibilidade para cuidar. Se você não tem, não pode ser surpreendido por um sorteio”, diz a jornalista Cristina Dias, secretária da Associação Vida Animal.

Para a empresária Flávia Frederico, voluntária da ONG Murilo Pretinho, a doação de cães e gatos como prêmios vai contra o trabalho de conscientização sobre a posse responsável, uma vez que o vencedor não assume nenhum tipo de compromisso em relação aos cuidados do animal recebido.

“Nós não estamos tratando de um objeto de valor, mas de uma vida. Esse tipo de coisa também reforça a cultura do desprezo pelos animais de rua. O animal de raça é tão valioso que se tornou um prêmio, virou status, enquanto o animal de rua é enxotado”, afirma.

A opinião é compartilhada pela engenheira ambiental Andrea Bombonato, presidente da Focinhos S.A., destacando que o uso de animais como brinde ou premiação estimula o abandono, já que nem todas as famílias estão preparadas para ter um cachorro ou gato.

“Independente de ser um animal de raça ou não, se a pessoa não tem estrutura e não está preparada para ter dentro de casa, ela vai por para fora, ou vai dar para alguém, que pode passar para outra pessoa. Para comprar ou adotar é preciso ter um planejamento”, explica.

Nome da ganhadora do bingo não foi divulgado (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Autoridades não se entendem

Entretanto, como a lei não foi regulamentada, a aplicação depende ainda da definição de quem deve realizar a fiscalização. Segundo a vereadora Viviane Alexandre (PSC), autora do projeto, caso a prefeitura não assuma a responsabilidade, o Ministério Público pode intervir.

O promotor Ramon Lopes Neto afirmou, porém, que não há registro de maus-tratos nesse caso e, por esse motivo, cabe ao governo municipal punir a infração em âmbito administrativo. “Em termos ambientais, propriamente ditos, é um fato irrelevante”, afirmou.

O chefe do departamento de Fiscalização Geral, Luiz Carlos Vilela, por sua vez, também negou ser responsável por agir no caso do cachorro doado no bingo, afirmando que sequer foi comunicado sobre a polêmica. “Eu cuido de documentação. Negócio de cachorro não é comigo”, disse.


bicharada@cidadeverde.com
Com informações G1

Cão é resgatado após ficar com a cabeça presa em buraco de muro

Cachorro ficou com a cabeça presa no buraco do muro (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Um cachorro foi resgatado por uma equipe do Corpo de Bombeiros, no bairro Jardim Aeroporto, em Ilha Solteira (SP), após ficar com a cabeça presa dentro de um buraco no muro, por onde é feita a leitura do hidrômetro. De acordo com os bombeiros, um funcionário dos Correios que entregava correspondências no local viu o sofrimento do cachorro e ligou para o 193.

Segundo os bombeiros, ao chegar no local o cão estava preso no muro com a cabeça para o lado de fora da casa, já com sinais de asfixia. “Ao olhar por cima do muro percebi que ele estava preso e que as patas não alcançavam o chão. Um funcionário da companhia elétrica da cidade pulou o muro da casa e nos ajudou com o resgate”, diz o bombeiro Reinaldo dos Santos Júnior.

Ainda segundo o bombeiro, o animal ficou preso por cerca de meia hora e foi preciso ampliar o buraco na parede e cortar parte do cano para que o cachorro fosse resgatado. “Tivemos de usar algumas ferramentas para abrir passagem para o cachorrinho e após a liberação da cabeça, sem nenhum risco para o cão, usamos um alicate para cortar o PVC. O cachorro é dócil e durante todo o tempo permeneceu quieto”, afirma o bombeiro.

Os bombeiros afirmam que a moradora, que não estava na casa no momento do resgate, será avisada sobre o ocorrido pelo Corpo de Bombeiros, já que foi preciso quebrar uma parte do muro da residência. Após o resgate, o animal foi solto no quintal da casa e passa bem.

Cano ficou preso no pescoço do animal (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

 

bicharada@cidadeverde.com
Com informações G1

Cão faz sucesso ao aprender andar de skate sozinho

E pra quem pensa que já viu tudo...ainda não conhece o Eric. Esse bulldog francês de 18 meses de idade vive em Londres e tornou-se uma celebridade na internet ao aprender a andar de skate.

Sua dona conta que o cão nunca recebeu nenhum tipo de treinamento para o esporte. Ela diz que descobriu que Eric tinha este talento quando estavam andando no parque.

Segundo Claire Maclean, o cão sumiu de sua vista por alguns segundos e pegou sozinho o skate de um menino que estava no parque.

Agora, Eric ganhou seu próprio skate e se tornou o cão mais famoso das pistas em Londres.

 

bicharada@cidadeverde.com
Com informações Noticiasaominuto

Raro panda gigante nasce em zoológico

  • panda-bebe.jpg Benoit Bouchez/Pairi Daiza/AP
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Um filhote de urso panda gigante nasceu nesta quinta-feira (2) no zoológico belga Pairi Daiza, na região de Valônia (sul da Bélgica), um evento pouco comum em uma espécie animal que quase não se reproduz em cativeiro.

O zoo e o Centro de Pesquisa e Conservação do Panda Gigante confirmaram a notícia e divulgaram imagens do filhote com sua mãe, a ursa Hao Hao, de seis anos.

Após o nascimento deste filhote, a Bélgica se transforma no terceiro país europeu que consegue reproduzir com sucesso o urso panda gigante nos últimos 20 anos, após Áustria e Espanha.

Hao Hao e seu companheiro Xing Hui chegaram há dois anos à Bélgica, e o zoológico Pairi Daiza, um dos mais populares do país, plantou uma floresta de bambu em suas instalações para recriar seu habitat natural.

O nascimento do urso panda é "um verdadeiro milagre", segundo o centro, que lembrou que atualmente há "menos de 2 mil pandas em liberdade".

"É um momento mágico, que pode ser considerado como o resultado de 18 meses de um árduo trabalho", declarou o diretor de Pairi Daiza, Eric Domb, em entrevista coletiva.

Domb precisou que o filhote é macho, peso 121 gramas e já "bebe leite materno e quando volta para casa com sua mãe, ela o pega com sua boca".

A gestação foi feita mediante um processo de inseminação artificial com o sêmen do macho Xing Hui, no qual colaboraram especialistas chineses sob a direção do veterinário Li Desheng.

O filhote, no entanto, só permanecerá na Bélgica durante 3 ou 4 anos -até que chegue à idade adulta- e depois será transferido à China, já que é propriedade das autoridades do país asiático, informou o zoo.

O nascimento do urso panda causou um grande impacto na sociedade belga, chegando a ser o tema mais comentado do dia no Twitter.
Menos de 2 mil pandas vivem em liberdade nas províncias chinesas de Sichuan, Shaanxi e Gansu, ao oeste do país, enquanto cerca de 400 estão em cativeiro por todo o mundo.

A população de pandas selvagens cresceu 16,3% na última década e atualmente existem 67 reservas naturais para o panda na China, 27 a mais que na década passada.

No entanto, o urso panda ainda enfrenta muitos desafios para sua conservação, entre eles a fragmentação de seu habitat fora das reservas naturais e ameaças tradicionais como a caça ilegal, segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

 

bicharada@cidadeverde.com
Com informações Agência EFE

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