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Blog da Clara

Desconfigura

Não tenho raiva de você,
e por isso, você me odeia mais.
Quero seu bem, a sua paz,
e justo isso você não suporta.
Te quero sereno, de leve coração e pesados sonhos, quero ouvir notícias de um novo amor bonito no seu peito, que venha a suplantar os desenganos.
Te quero são, livre dos danos. Não quero fazer parte dos seus planos, mas espero que você os faça. 
Não se desfaça! Deixe a barba trazer o homem, esqueça um pouco o meu nome, e os xingamentos que em sua boca o acompanham. 
Não te detesto, não te contesto. Sei que é mais fácil me ter mau caráter, do que incurado amor.
Está perdoado! E nem precisa pedido de desculpas, sei que não é sua culpa não compreender a despedida.
Sou memória ida! Deixe-me ir mais fluída, que toda vez que me insulta, fica mais forte a minha imagem.
Toda essa raiva é miragem! Minha resposta é ternura.
Quero saber dos seus passos por campos maiores e melhores que a estrada da amargura. Homem, deixa de lado essa fissura!
O menino das férias já pegou diploma, veja, a vida não permite glaucoma. 
Essa viagem acabou faz tempo, e toda esta saudade já desconfigura.