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Blog da Clara

Nova Laura, novamente

Nada mais bonito do que cair o extraordinario, de repente, bem no meio da nossa banalidade. E foi assim que você chegou, como uma chuva de verão, desejada até o desespero, e ainda assim, inesperada. 
Você caiu na minha vida de homenzinho comum limitado e vazio, e me deu qualquer vontade de expansão. Eu não me sabia tão pouco, Laura, até conhecer sua pluralidade.
Te ver é como estar num quarto cheio de espelhos, a perceber a mesma coisa, mas tantas e tantas vezes, que de repente se instaura o novo. 
Foi você que me chamou atenção para a minha pequeneza, e justamente porque você era imensa. 
Laura, você tem quilômetros na sua estreita dimensão corpórea. Seus olhos de mergulho profundo me suplantam, não há salvação. Afogo! 
Laura, teu abraço são milhas e milhas desconhecidas, e eu ainda estou no meio do caminho.