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Blog da Clara

Soneto de fidelidade

Hoje fazem 34 anos que Vinícius de Moraes nos deixou.
É, poetinha...Você faz falta pra danar!
Vinícius de Moraes teve papel fundamental na minha vida como autora e pessoa, foi um dos autores que mais li na minha adolescência, e com certeza, se eu sou assim tão romântica, entregue, eternamente apaixonada, é altamente culpa dele! Li, e acreditei que "a vida só se dá para quem se deu", e eu me dou, por inteiro! 
Escrevi essa pequena e bem humorada homenagem há anos atrás, quando tinha recém descoberto Vinícius e chorava noites e noites ouvindo bossa nova. A verdade é que a gente se habitou, se anestesiou, então se ouve chega de saudade, canta junto, mas esquece aquele frio na espinha, mas está guardada comigo a sensação daquele momento inaugural. 
Segue aqui, novamente, poetinha....A minha humilde homenagem e a minha gratidão pela vida inteira!

Contudo, ao coração serei atento
Às vezes com tal zelo, outras nem tanto
Mas mesmo em face do maior espanto
ele comande mais meu pensamento

Quero sentir à cada vão momento
de sensações hei de espalhar meu canto
pra rir meu riso ou derramar meu pranto
Seja pesar ou só contentamento

E assim, quando mais tarde só me cure
Quem sabe a morte, findando quem vive
Quem sabe a solidão, ferindo quem ama

Eu possa dizer do coração(que tive):
Que seja fatal o eletrocardiograma
Mas que sinta infinito enquanto dure.