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Mobilidade urbana: desafio para pequenas e grandes cidades


Mobilidade urbana está diretamente ligada ao desenvolvimento de uma cidade. Criar condições para que as pessoas se desloquem de maneira democrática e sustentável tem sido um grande desafio das gestões municipais e será um dos temas tratados no Congresso das Cidades, que começa na próxima segunda-feira (06). (veja a programação)

De acordo com o Ministério da Cidades, apenas 10% dos municípios com mais de 20 mil habitantes já elaboraram seus planos. A capital piauiense criou um planejamento em 2008. 

"Até aquele momento, a gente não tinha um investimento em infraestrutura de transporte coletivo que era realizado por concessões a empresas individuais. Então, a prefeitura fez uma licitação através de lotes que deu um ordenamento no transporte coletivo, um maior controle sobre as empresas", explica Cíntia Machado, gerente de licenciamento de concessões da Superintendência Municipal de Trânsito de Teresina (Strans).

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Teresina tem um veículo para cada dois habitantes. Nos últimos anos, aumentou consideravelmente, os quilômetros de ciclovia e entrou em funcionamento o sistema de integração do transporte coletivo que atende 60 mil usuários/ mês.

"O Inthegra veio para dar maior agilidade no transporte coletivo, aumentar a possibilidades dos usuários se locomoverem na cidade, o que a gente chama isso de acessibilidade do usuário", reitera Cíntia Machado.

Congestionamentos, aumento no tempo de deslocamento, custo financeiro e poluição. O crescimento desordenado das cidades, aumenta as distâncias e estimula o uso de carros. Por isso,  a importância de fomentar o transporte coletivo e os modos sustentáveis de deslocamento, como a bicicleta. 

"Se você demora muito tempo para ir de casa para o trabalho, esse deslocamento fica cansativo, você produz menos e tudo isso influencia na economia e na saúde da nossa população", acrescenta Nícia Formiga Leite, professora da Ufpi.

Para Gabriela Uchôa, coordenadora da agenda 2030, a integração é o caminho para a mobilidade urbana. 

"Teresina vem trabalhando essa forma integrada. A gente teve a agenda 2030, que é um plano  multisetorial, e tivemos  também os planos setoriais também integrados. A gente pensa na mobilidade do futuro com carros voadores, com tecnologias nunca antes pensadas, mas o futuro da mobilidade caminha para a gente reduzir as nossas necessidades de deslocamento e de consumo", finaliza Uchôa.

 

Com informações Mayra Monteiro (TV Cidade Verde)
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