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"Municípios são sempre o primo pobre da Federação", diz Firmino no Congresso das Cidades

Foto: Roberta Aline

O prefeito Firmino Filho (PSDB) participa do II Congresso das Cidades que teve início nesta segunda-feira (06). Durante o evento, ele falou sobre a relação conflituosa, em alguns pontos,  entre os  municípios e a União. Firmino afirma que ao logo do tempo os municípios são tratados como o "primo pobre" da Federação.

Ele destacou a importância de discussões em eventos como o Congresso das Cidades. "Os municípios têm a função de cuidar do dia-a-dia  das pessoas. Isso ocorre em áreas como  o social, no dia-a-dia das comunidades, exatamente por isso que a qualidade de vida é muito influenciada pelo município e pelas prefeituras municipais. Infelizmente na nossa estrutura federativa, os municípios são  sempre  o primo pobre da Federação. Geralmente os estados e União são fortalecidos", destacou. 

Firmino afirma que discussões como as que serão travadas ao longo dos três dias de evento, ajudam a mudar a realidade dos municípios. 
"Essa realidade traz distorções gravíssimas e que  pioram a qualidade de vida das pessoas. Esse momento é importante para que possamos discutir essa realidade. Para que não apenas os prefeitos presentes, mas também, várias entidades, técnicos, intelectuais e vários órgãos, possam debater as questões relativas  e buscar  a troca de ideias, troca de experiências, troca de visões para que possamos crescer. Esse Congresso é importante por conta disso e da sua grandeza", afirmou. 

Sobre o Pacto Federativo, o prefeito avalia que é importante a reavaliação do papel de cada ente federativo. 

 "Na medida em que tenhamos novas edições do Congresso, essas edições vão fazer com que os trabalhos possam ser  especializados. É a existência de Câmaras Técnicas de discussão do assunto no Congresso Nacional, passa a ser quase que uma existência natural. Quando se fala em municípios, o Pacto Federativo está sempre na pauta. É a redefinição de qual o papel de cada um dos entes da federação e quais as fontes de financiamento. Em algumas áreas, esse papel é muito claro, como na área da Educação. Já na área da saúde é algo muito esquisito. Tem municípios que gastam 15% com saúde. Outros têm muita dificuldade de fazer isso porque não se tem algo claro. O pacto federativo passa pela definição do que deve ser executado pelo município e pela fonte de financiamento. O pacto é sempre uma discussão oportuna", destacou. 

Lidia Brito
redacao@cidadeverde.com