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"Quem não inova, morre", diz coordenador da Fiepi

Fotos: Gabriel Paulino/Cidadeverde.com

O coordenador de Inovação da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (Fiepi), Danilo Camuri, destacou a importância do uso da tecnologia como ferramenta para se manter competitivo no mercado. Durante palestra no II Congresso das Cidades, ele ressaltou o que é a indústria 4.0 e disse que "quem não inova, morre". 

"Inovar não é mais uma questão de escolha. Quem quiser sobreviver no mercado ou inova, adentrando nas novas tecnologias, ou já morreu. Tem várias empresas que são mortas vivas e não têm ideia de como a cada dia elas morrem", disse Camuri. 

Sobre empresas que 'morreram' por, literalmente, pararem no tempo, ele citou o caso da empresa Kodak  X Instagram.

"Estamos vendo a era das startups quebrando grande mercados. Um dos exemplos clássicos é a Kodak.O Instagram chegou com dez pessoas e quebrou uma indústria bilionária", disse o coordenador de Inovação da Fiepi. 

Danilo Camuri explica que a Indústria 4.0 é a confluência de todas as novas tecnologias, bem como a evolução das tecnologias já existentes, entre estas, o Big Data [processamento da quantidade massiva de dados], a inteligência artificial, internet das coisas, os processos de nanotecnologia e neurotecnologia, enfim, todas tecnologias voltadas para  a melhoria do desenvolvimento das indústrias, do processo produtivo e competitividade das indústrias.

Ele destaca que a inovação perspassa pela tecnologia e independe do tamanho do negócio. 

"A tecnologia é uma das formas de inovar, mas não apenas ela, você pode inovar em processo, no marketing, na cultura. Várias  startups  inovam no modelo de negócio e conseguem avanços. Contudo, a tecnologia é uma grande ferramenta para levar a inovação", disse Camuri acrescentando que, para inovar, o primeiro passo é ter um diagnóstico da empresa. 

Durante palestra, ele destacou ainda a importância de valorizar o capital humano para se chegar a indústria 4.0. Ele citou ainda edital da Fiepi que prevê o financiamento de até R$ 400 mil para projetos inovadores que tragam o diferencial para o seu setor. 

"É preciso investimento nas pessoas para desenvolvê-las. Imagina ter uma indústria toda tecnológica e as pessoas não saberem mexer nos dados. Os gestores ainda não têm informação para lidar com todo o maquinário e o que que se faz? a gente precisa investir em tecnologia e nas pessoas para que se chegue a indústria 4.0", disse Camuri.

Além de tornar as empresas competitivas, o coordenador de Inovação da Fiepi destacou o uso da tecnologia para melhorar o dia a dia das pessoas e defendeu uma sociedade 5.0. 

"Entendo que o ser humano que está no centro de toda essa transformação. Temos que discutir como todas as tecnologias e inovações vão transformar para melhorar nossa vida em sociedade. Não podemos pensar apenas em lucratividade e competitividade que são pontos importantes para a manutenção das indústrias, empresas e empregos. Mas temos que pensar como a tecnologia, por exemplo, pode prevenir que os nossos jovens venham  cometer suicídio, que alguém venha a ter um ataque do coração, como melhorar a moradia das pesssoas no sertão piauiense. Não podemos entender que temos tecnologia artificial, Big Data e viver em uma sociedade em que as pessoas ainda morrem por problemas simples de saúde ou problemas que merecem discussão. Isso não é mais inadmissível", concluiu Danilo Camuri. 

 

Graciane Sousa
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