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Mara Luquet: “a ficha caiu que o dinheiro é finito”

Fotos: Gabriel Paulino

Sobreviver ao período de instabilidade causado pela crise financeira não é uma tarefa fácil para a sociedade e principalmente para os gestores públicos. Os recursos estão cada vez mais escassos e a ordem é trabalhar mais com menos. Segundo a jornalista e economista Mara Luquet, caiu a ficha que o dinheiro uma hora acaba.

“Caiu a ficha que o dinheiro é finito, que tem que fazer uma gestão melhor dos recursos públicos. Acho que esse é o grande legado da crise. Esse assunto está sendo discutido na sociedade, nas famílias”, disse a jornalista, que ministrou palestra no espaço do Sebrae montado no Congresso das Cidades 2019.

Para Mara, o país vive um momento de transformação. “E não falo desse ou daquele governo - estou falando do país como um todo. As pessoas estão querendo um país mais fácil, menos burocrático. Toda essa crise que a gente viveu chamou a sociedade para discutir orçamento. Hoje não é uma coisa que é discutida nos gabinetes, está sendo discutida nas famílias, no almoço, no jantar”, afirmou.

De acordo com a economista, é de interesse geral hoje saber para onde os recursos estão indo. “As famílias estão discutindo reforma da Previdência, para onde vai o dinheiro, se vai para a universidade, porque que corta, não corta”, disse.

A realidade atual, segundo a jornalista e economista, é totalmente diferente do passado quando o assunto é educação financeira.

“Nunca fomos educados nesse aspecto. Antes a gente tinha a inflação, que acaba resolvendo os problemas das contas públicas, até que se chegou na hiperinflação. Depois tivemos avanços no tratamento das contas públicas, mas esse rigor no olhar do recursos nós nunca tivemos. As pessoas não sabiam de onde vinha o dinheiro. Agora sabem que o dinheiro acaba. Agora esse é um assunto que as famílias estão d discutindo. Está nas escolas. Precisamos fazer cortes, prioridades”, declarou.

Mara trabalhou em vários veículos de comunicação nacionais e lançou livros como “O Assunto é Dinheiro” e “Tristezas não Pagam Dívidas”.

Hérlon Moraes
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