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“O mais importante da tecnologia é a capacidade de conectar”, diz Gabriela Uchoa

Foto: Letícia Santos/ Cidadeverde.com

A coordenadora da Agenda Teresina 2030 da prefeitura de Teresina, Gabriela Uchoa, foi uma das palestrantes do último dia do II Congresso das Cidades. Ela falou sobre “Smart City nas cidades em desenvolvimento”.  

Gabriela alerta para a importância das cidades se planejarem para o futuro. São as cidades inteligentes as que procuram usar a tecnologia para melhor a infraestrutura, resolver os problemas e melhorar a vida das pessoas. 

Na palestra, ela destacou a importância das cidades crescerem aliadas a tecnologia. Segundo ela, as cidades devem se desenvolver de forma inteligente para reduzir as desigualdades sociais. 

“O carro do futuro ainda não chegou porque temos problemas de agora. A tecnologia sempre esteve presente nas cidades, não é uma coisa nova. O que muda hoje é a velocidade com que a tecnologia fica obsoleta. A tecnologia se desenvolve cada vez mais rápida. É por isso que nossos programas de cidades inteligentes não podem ter a cidade inteligente como um fim. A tecnologia é um meio e devemos entender que esse meio age nos problemas reais sem aumentar as desigualdades”, destacou. 

Para a coordenadora, a tecnologia deve ter a capacidade de conectar. “O mais importante da tecnologia é a capacidade de conectar. É a capacidade de amplificação da conexão. Seja conexão de dados ou de pessoas, das pessoas com meio, de recursos, a partir disso conseguimos inovar e criar uma cidade inovadora que nem sempre precisa ser tecnológica. Necessariamente não é tecnológico, mais é inteligente”, destacou.

Gabriela Uchoa destaca a importância das mudanças provocadas pela tecnologia. “Essa nova era veio dissolver hierarquias e traz confusão para a sociedade. Saímos do mundo cheio de regras e hierarquia para um mundo horizontal. Temos plataformas horizontais como o youtube onde cada um pode criar sua TV. A tecnologia permite quebrar essas barreiras. Essa nova forma de viver entrar nas novas formas de governança. Rediscutir os modelos democráticos e de participação da sociedade”, afirmou.