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Tecnologia a serviço da segurança do motociclista

Fotos: Gabriel Paulino/Cidadeverde.com

Um projeto desenvolvido em cinco anos de trabalho pela Infatec aplica tecnologia à segurança do motociclista. Quase sempre os acidentes com motos resultam em lesões no crânio que afetam pilotos e os cofres públicos no atentimento e tratamento dessas lesões. O projeto resultou em um sistema de segurança que liga o uso correto do capacete à ignição da moto.

No sistema chamado Anjos da Guarda, para a moto poder dar a partida, o usuário deve usar o capacete e afivelar o cinto jugular. "Sensores instalados na malha interna do capacete detectam a pulsação sanguínea do crânio e outros na fivela detectar se ela está fechada", explicou Agamenon Santa Cruz, CEO da Infatec e idealizador do projeto.

O protótipo trabalha para que haja uma legislação para popularização da tecnologia.

Tecnologia e educação

A Infatec também oferece soluções por meio da tecnologia com uma chamada de presença de alunos digitalizada e integrada à rede administrativa. Mais de 600 escolas do Piauí, Maranhão, Minas Gerais e Mato Grosso já aderiram à ferramenta que pode ser adquirida com um Kit Digital Escolar, uma mala com sistema de carregamento coletivo e maleta de segurança.

Valmir Macêdo
redação@cidadeverde.com

Consórcios são a saída para municípios menores, diz Viviane Moura

Foto: Roberta Aline

Os consórcios intermunicipais são apontados como novas saídas para o desenvolvimento local e regional do território piauiense. Com vantagens para municípios menores, com menor arrecadação e população, as parcerias entre gestões públicas e o setor privado podem estruturar municípios e fortalecer a economia local. 

A advogada e especialista em gestão pública e parceria público-privada (PPP), Viviane Moura, garante que sem infraestrutura não há desenvolvimento humano. Ela sugere que os municípios menores passem a pensar em projetos envolvendo municípios parceiros próximos. 

"Problemas que sozinho não se consegue resolver, podem ser solucionados com parcerias intermunicipais, ganhando escala, produtividade e atratividade", apontou.

Para Viviane, as PPPs oferecem uma maior autonomia diante da dependência dos municípios de recursos como os do Orçamento Geral da União e do Tesouro Estadual. 

Viviane pôs a disposição a Superintendência de Parcerias Público-Privadas para a capacitação de equipes de gestores municipais interessados em implementar parcerias na sua região.

Valmir Macêdo
redação@cidadeverde.om

Espaço Futuro: realidade virtual faz parte da nova arquitetura urbana

Foto: Gabriel Paulino

 

Um projeto de estudantes do Instituto Federal do Piauí (IFPI) vai auxiliar a Prefeitura de Teresina na modificação das vias públicas locais. O público do Congresso das Cidades pode conferir em primeira mão no Espaço Futuro a tecnologia que deve fazer parte da arquitetura pública em um futuro próximo.

Usando um óculos de realidade virtual, os moradores de locais que passam por estruturações públicas, como reformas de ruas, poderão conferir o projeto em três dimensões (3D) e compreender melhor qual será o resultado das obras.

As ruas projetadas contam com espaços de estacionamento, ciclovias, faixas para pedestres e espaços para cultivo de árvores. A tecnologia pode ser usada como uma espécie consultoria para a população em modificações urbanas feitas pelos gestores municipais.

Valmir Macêdo
redacao@cidadeverde.com

Crise levou 3 milhões a trocar planos pelo SUS, diz ex-diretor do Conass

Fotos: Roberta Aline

O médico e ex-presidente  do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde  (Conass), Jurandi Frutuoso da Silva, proferiu palestra no II Congresso das Cidades com o tema "Regionalização e Organização da Rede de Saúde". Durante palestra, ele falou sobre o impacto da crise econômica na gestão de saúde.

Jurandi Frutuoso afirma que a crise levou 3 milhões de pessoas a deixarem os planos de saúde por falta de condições de pagamento. Essa população foi obrigada a aderir ao Sistema Único de Saúde  ( SUS).

"A crise que se aprofunda desde 2014 atinge a gestão de saúde. A renda caiu e 3 milhões deixaram os planos de saúde para aderirem ao SUS. Essa pessoas têm mais consciência de direitos e exigem mais do sistema", disse.
Segundo o médico, os municípios não possuem mais condições de gerenciar a saúde. Ele afirma que o atual modelo de saúde do país encontra-se "esgotado".

"Sei que vou desagradar alguns, mas o modelo de saúde fundamentado  no município encontra-se esgotado. Temos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 95.  que congela os gatos gastos públicos por 20 anos. Os recursos não são mais suficientes. O Estado tem que assumir o financiamento da Saúde. Quem arrecada mais é que deve arcar com as despesas da saúde", afirmou.

Lídia Brito
lidiabrito@cidadeverde.com 

“Congresso fortalece a pauta municipalista”, diz prefeito Jonas Moura

Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

O presidente da Associação Piauiense dos Municípios (APPM), prefeito Jonas Moura, destaca a importância do II Congresso das Cidades para a qualificação dos prefeitos e técnicos municipais. Segundo ele, os temas discutidos no evento ajudam a fortalecer a pauta municipalista.

Jonas Moura afirma que os prefeitos saem do evento mais preparados para as discussões nos municípios. “A avaliação que fazemos do evento é muito positiva. É uma frequência muito boa. Os palestrantes são de alto conhecimento, vieram agregar muito ao conhecimento dos prefeitos, secretários  e todo o corpo  técnico que participa do evento.  Esse ano,  o congresso foi mais forte do que o primeiro e os prefeitos saíram motivados a  fazerem sua rotina do dia-a-dia, com mais conhecimento e inovação e com mais capacidade de evolução dos seus municípios”, disse. 

O prefeito do município de Água Branca afirma que a pauta municipalista sai fortalecida. “Fortalece a pauta municipalista. Foi uma  oportunidade e foi muito feliz a organização quando trouxe os presidentes do Senado e da Câmara Federal. Eles falaram diretamente  para os prefeitos.  Acho que isso encoraja os prefeitos ao passo que passam a ter mais conhecimento. Eles passam a ter mais capacidade de cobrarem mais”, afirmou.

Para o prefeito, o financiamento de áreas como saúde e justiça são os grandes desafios das prefeituras. “Hoje a saúde e a segurança são os dois pontos mais cruciais para os municípios. Coincidentemente, os dois são debatidos aqui e vamos ter uma palestra sobre o Sistema de Segurança. A saúde encontra-se muito nas costas dos municípios e temos que achar uma saída para isso”, destacou.

Os municípios cobram uma maior participação na divisão do bolo tributário para terem mais recursos no financiamento de setores como a saúde. Essa é uma cobrança no que diz respeito ao Pacto Federativo. 

“No município é onde deve acontecer a saúde. A forma que se encontra é errada  é a questão da fonte de recursos. O município tem as maiores obrigações e a menor fonte de recursos. O erro é esse. Precisamos saber como é que os governos do Estado e Federal vão fazer para que os municípios possam  resolver essa questão da saúde”, comentou.    

Lídia Brito
lidiabrito@cidadeverde.com 

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