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Economista lista os 10 pontos altos e baixos do governo

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O economista Luís Arthur Nogueira, colunista da Revista IstoÉ Dinheiro, fechou em grande estilo o segundo dia do Congresso das Cidades. Ao falar sobre os rumos da economia brasileira, o especialista fez uma análise dos últimos governos, destacando os pontos altos e baixos, e listou as melhores e as piores decisões do atual governo, de Jair Bolsonaro.

“O governo Bolsonaro tem uma agenda econômica muito boa. Isso me deixa otimista, mas a questão política está ruim. Ele não construiu uma base no Congresso e, sem isso, não aprova as reformas”, considerou Nogueira, que apresentou uma palestra interativa, na qual o público escolheu, por meio de um aparelho eletrônico, os temas a serem abordados e opinou sobre as questões.

Fazendo uma análise país afora, Luís Arthur observou que a economia mundial está em desaceleração, mas ainda assim os países emergentes, como é o caso do Brasil, estão crescendo menos que a média. “Há nove anos, desde 2009, nós estamos crescendo abaixo da média mundial, mas o que é pior é que o crescimento do mundo pode ficar menor, porque os Estados Unidos e a China estão a ponto de iniciar uma guerra fiscal. Se isso se intensificar, o mundo entrará em crise. Temos que arrumar a casa antes que isso aconteça”, avaliou o economista.

Ele defende que o Brasil não “se meta” entre os EUA e a China, e permaneça exportando para ambos os países. “Os Estados Unidos são uma grande potência, mas a China é o motor da economia mundial. Ela cresce entre 6% e 7% ao ano. Temos que abrir vender mais para a China, que já é nosso maior parceiro comercial, mas só vendemos para eles agronegócio e minério de ferro”, pontuou.

Luís Arthur acredita que o maior problema do país não é econômico, e sim político. “Temer entrou como corrupto, mas aprovou muitos projetos importantes, como a reforma trabalhista, o cadastro positivo e o teto dos gastos. Ele aprovou mais coisas do que o Fernando Henrique Cardoso e o Lula, mas errou na política. Bolsonaro não pode cometer esses mesmos erros. Não adianta ter uma boa agenda econômica se o governo é cheio de escândalos. Não dá para colocar ministros investigados na Lava Jato”, ressaltou.

O economista defendeu a Reforma da Previdência e considerou que o futuro econômico do governo Bolsonaro depende dessa aprovação no Congresso. “Na hora que Bolsonaro conseguir uma boa base, o governo vai deslanchar”, reforçou. Ele acrescenta que ter Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, como aliados já melhora a situação para o presidente, mas ainda será preciso muito diálogo. “A reforma é só o ponta pé inicial”, frisou.

Foto: Roberta Aline / Cidadeverde.com

Nogueira criticou a postura de Bolsonaro por usar muito as redes sociais e dar muita voz aos filhos, além de não saber administrar as polêmicas que surgem internamente. “Ou o Bolsonaro assume o comando, ou não vai conseguir governar. Tem que ter menos Twitter, mais Brasil. O culpado dessa crise interna é o próprio governo. Está na hora do presidente entender que é presidente e pensar em como unir o Brasil”, afirmou.

Para o economista, os 10 melhores e 10 piores pontos do governo atual são os seguintes:

1) Reforma ousada X pouca contribuição dos militares

2) Equipe econômica competente X Educação desorganizada

3) Integrantes de governo qualificados x celebração do golpe de 64

4) Guedes, Moro e Generais x Olavo e os filhos de Bolsonaro

5) Maia e Alcolumbre como aliados x bate-boca com Maia

6) Não distribuiu cargos x sem base governista

7)  Reaproximação com os EUA x canelada no mundo árabe (com mudança na embaixada)

8) Êxito em leilões x obras públicas paradas

9) Seguidores fiéis x avaliação geral em queda

10) Diálogo direto com o público (redes sociais) x gafes como o vídeo do carnaval

Jordana Cury
Jordanacury@cidadeverde.com

Prefeitos precisam ser mais valorizados, diz Mão Santa

Foto: Letícia Santos/Cidadeverde.com

O prefeito Mão Santa, de Parnaíba, marcou presença no Congresso das Cidades e ressaltou a importância da valorização do papel dos prefeitos em seus municípios. Ele destacou que essa troca de experiência entre os gestores em um ambiente cercado de ideias é motivador.

“O agente político mais importante de todas as esferas são os prefeitos, e precisam ser valorizados”, comentou o prefeito. Sobre ser feito, Mão Santa ressaltou que melhor do que amar a cidade é ser amado por ter feito um bom trabalho. 

O gestor destacou que o Congresso das Cidades é uma ação de impacto positivo nos convidados. Mão Santa alertou que é preciso uma maior participação dos prefeitos em congressos e eventos.

“O prefeito administra uma cidade. É o melhor agente político; são os mais puros. A experiência de ser prefeito é muito importante e precisa ser mais valorizada”. 


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

Prefeitos têm papel estratégico para a inovação, aponta fórum nacional

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O Fórum Inova Cidades teve espaço garantido no segundo dia do Congresso das Cidades e fez um convite aberto às prefeituras piauienses à inovação da gestão pública. O presidente do fórum nacional, Rodrigo Barros, alertou que a ausência de cultura de inovação é o principal entrave para os  gestões públicas municipais.

Segundo levantamento realizado pelo Inova Cidades em mais de 120 municípios, falta de recursos, burocracia na tomada de decisões, carência de recursos humanos e de cultura de inovação são apontados pelas prefeituras brasileiras como os principais entraves da inovação. Para Rodrigo, a falta de cultura de inovação na gestão pública é a principal barreira.

“Os prefeitos são os principais atores de inovação nas cidades. Eles devem levantar essa bandeira. Governança e planejamento, ambiente de inovação nas cidades e soluções inovadoras são os pontos principais”, convidou. 

Participante do painel do fórum no Congresso das Cidades, o presidente da APPM destaca a viabilidade da inovação para as cidades do Piauí. "Idéias inovadoras cabem na gestão independente do tamanho do município", diz o prefeito de Água Branca, Jonas Moura, que relembrou a campanha inovadora da cidade no monitoramento de focos da dengue. A campanha identifica as residências com selos de alerta há cinco anos e fez com que o município praticamente zerasse os casos da doença.

O prefeito de Oeiras, José Raimundo, destacou os projetos da cidade na área da educação e da segurança alimentar. "Somos selo A no ICMS ecológico, um recurso que faz muita diferença na questão dos recursos do município", revelou.

Rodrigo Barros garante que fortalecer a permanência da população na cidade, qualificando mão de obra, aumenta o fluxo da economia local e reforça a renda local. Ele aponta a cessão de prédios públicos inutilizados para aproveitamento compartilhado por universidades públicas e privadas como forma de fomentar centros de inovação para a realidade da cidade. "Criar incubadoras locais. Nós estamos falando de algo real, palpável que pode ser implementado amanhã. São idéias que já estão sendo implementadas e os municípios não podem ficar de fora", alerta.

O diretor de Assuntos Federativos da Prefeitura de Teresina, Erick Amorim, reapresentou o prefeito Firmino Filho no bate-papo. "O maior ativo de Teresina são as pessoas. Temos uma cidade referencia na área da saúde e educação, áreas importantes para a inovação", destacou.

Plataforma

O fórum também planeja montar uma plataforma nacional gratuita que ofereça às prefeituras menores ferramentas desenvolvidas por grandes cidades. Projetos de baixo custo e alta eficiência e aplicativos envolvendo tecnologia estão entre os produtos da plataforma.

Fórum das Cidades

A Frente Nacional dos Prefeitos é composta por mais de 600 prefeituras brasileiras, incluindo a cidade de Teresina, cujo prefeito Firmino Filho é vice-presidente. Somada ao Instituto Arapyaú, a Frente lançou o Forum Inova Cidades que busca reunir forças para a inovação nos municípios brasileiros, colaborando com municípios menores.

Valmir Macêdo
redacao@cidadeverde.com

Ministro diz que potencial do Piauí é subutilizado e alerta sobre projetos

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O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, afirmou nesta terça-feira (7) que o Piauí possui um grande potencial de riquezas, porém, é subutilizado, o que termina por travar o desenvolvimento do estado. Canuto ministrou palestra no Congresso das Cidades.

“O ministério enxerga o Piauí com grande potencial. Um potencial de riqueza que está subutilizado e com os devidos investimentos pode ir muito mais além. Há água nesse estado. Precisamos distribuir e investir em infraestrutura e melhorar o que já existe”, disse para a plateia repleta de prefeitos e gestores municipais.

Quanto a captação de recursos para os municípios, Canuto orientou os prefeitos a se dedicarem aos projetos para que a liberação seja mais rápida.

“A lentidão muitas vezes no atendimento é uma deficiência muito grande nos projetos. Há uma necessidade de estruturar bem os projetos. Perder um pouco mais de tempo na elaboração do projeto vai fazer que os senhores ganhem muito mais tempo no recebimento do recurso. Um projeto mau feito, uma proposta mau elaborada colocada no sistema, até se chegar a analisar e voltar para o município, demora mais”, alertou.

O ministro pediu ainda que os gestores identifiquem as prioridades em suas cadeias produtivas e otimizem a busca por investimentos.

“Os municípios têm muitas cadeias produtivas e se os senhores identificarem as prioridades, do que pode ser melhorado, o ministério tem condição de auxiliar. O ministério quer como missão a infraestrutura produtiva. A gente precisa que pensem no que é mais relevante para o município”, destacou.

Gustavo Canuto está desde ontem em Teresina, quando participou da abertura do Congresso das Cidades. Hoje pela manhã, ele visitou os Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba, onde prometeu ir atrás de recursos para concluir a 2ª etapa da obra até agosto de 2020.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com 

Teresina sofre efeitos de mudanças climáticas esperados para 2030

Foto: Gabriel Piauilino / Cidadeverde.com

A urbanista da Agenda 2030 da Secretaria Municipal de Planejamento, Mariana Fiúza, proferiu a palestra Ação Climática no Extremo do Clima Quente, nesta terça-feira (7), no Espaço Futuro do Congresso das Cidades. 

Na palestra, Mariana alertou que Teresina já sofre efeitos negativos da mudança climática. A urbanista explica que a capital do Piauí tem muitas vulnerabilidades ambientais e as consequências do aquecimento global estão sendo mais perceptíveis a cada ano. 

“Nesse cenário a gente precisa preparar Teresina ainda mais porque hoje ela já está sofrendo sinais dessa mudança de temperatura que em outros lugares do mundo só serão sentidos em 2030”, disse Mariana Fiúza.
 
Entre os sinais da mudança climática, a palestra Mariana cita o aumento do calor, aumento da temperatura em si, mudança no ritmo das chuvas, aumento da seca, estamos mais suscetíveis a sofrer queimadas, incêndios espontâneos, perda de biodiversidade, dentre outros.

A Agenda 2030 pensa estratégias de sustentabilidade para poder diminuir os impactos do aquecimento global nos próximos anos. “As soluções passam tanto por politicas públicas, como mudanças  de comportamento , mudança de atitude. Primeiro passo, no caso, é  entender que essa mudança climática já está acontecendo , entender de qual forma a gente  se insere nela e como se preparar. Primeiro é mitigando os efeitos, diminuindo nosso impacto no planeta e se adaptando para as possíveis transformações que o planeta vai sofrer a gente também por consequência”, acrescenta a urbanista.

A Agenda 2030 foi elaborada ainda em 2015 pela prefeitura de Teresina e busca o cumprimento dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela ONU para o ano de 2030.


Izabella Pimentel 
redacao@cidadeverde.com 

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