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Youtubers do passado: amigos mostram acervo inédito de imagens de Teresina

O programa especial Teresina Ontem e Hoje contou com imagens exclusivas do acervo pessoal dos amigos João Fontenele Neto e Wladimir Soares Mesquita Neto, feitas pela dupla na década de 80 e início de 90; em uma época que não era fácil ter câmeras digitais, muito menos celulares com recurso de filmagem. 

O publicitário João Neto falou sobre como os poucos recursos eram usados para registrar a Teresina de antigamente. As gravações feitas com o amigo possuíam mais o tom de diversão do que profissional. Mas, independente da motivação, o acervo é um rico documento histórico sobre os costumes e os lugares que marcaram a história da capital piauiense. 

As gravações não tinham roteiro nem eram planejadas, conta o advogado Wladimir. Eles aproveitavam alguns temas divulgados na imprensa para questionar os moradores nas ruas, de eleições municipais, campeonato de skate ao lazer no antigo Jockey Center.  

"Meu pai tinha um assistência técnica eletrônica, e eu sempre tinha acesso a câmeras. Eu andava com a câmera no carro. Eu parava e filmava alguma coisa", relembra Fontenele. 

Wladimir relembra que a dupla falava de assuntos aleatórios. "O que dava na cabeça a gente saia perguntando. Não tinha um roteiro. Ninguém programava nada para fazer isso. Simplesmente saia. Uma vez eu filmava, outra vez o João filmava. O João era o nosso 'amigo tecnológico', tudo de tecnologia a gente conhecia na casa dele", conta 

Eles saiam pelas ruas fazendo enquetes e até entravam em festas para poder "registrar o momento". Os entrevistados chegavam a perguntar em que canal de televisão iriam passar, mas, na verdade, as cenas - após gravadas - eram editadas e guardadas, sem exibição posterior. 

"A proposta era pura diversão porque a gente não tinha como divulgar. A gente filmava, ia para a casa do João, edita, assistia - se divertia vendo as imagens (e depois guardava)",  conta o advogado.

Sobre o ontem que eles fazia e o hoje em plena "era dos youtubers - que tudo grava e expõe na internet, Fontenele conta que a principal diferença do que eles faziam com os que fazem hoje é a possibilidade de uma divulgação rápida e fácil, devido, atualmente, o poder da internet.  "Hoje você filma aqui e instantaneamente já está na rede para todo mundo vê", ressalta. 

Se antes, como citado pela dupla, as filmagens eram mais por diversão, hoje virou fonte de renda para jovens e adultos; e até mesmo crianças já conseguem faturar publicando vídeos na internet. 
 


Wladimir e João Neto, respectivamente (Foto: Roberta Aline)

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

Carlos Henrique fala sobre as mais de 300 cartas de amor trocadas pelos pais

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O Especial Teresina Ontem e Hoje contou com o depoimento emocionante do médico e infectologista Carlos Henrique Nery Costa, que falou sobre a história dos seus pais contada por meio de cartas. Se hoje é comum as declarações públicas nas redes sociais, muitos com textos pequenos e superficiais; antigamente, os namorados tinham o costume de trocar longas cartas de amor, que poderia levar semanas entre escrever, enviar pelos Correios até chegar na pessoa amada - que respondia com outra carta. 

A mãe de Carlos Nery, após a morte do marido, releu todas as cartas guardadas e trocadas com ele, em busca de acalentar a saudade do amado. Essa busca pelo passado deu origem a um livro especial no qual a mãe copilou 147 das mais de 300 cartas. O livro possui cerca de 200 páginas. "Nessa busca ao passado, em uma convivência harmoniosa, ela copilou algumas das cartas de amor e inseriu textos muito bem escritos, situandos no tempo e no espaço".

Os pais do médico se conheceram na década de 40, casaram-se em 1949. "O que chamava a atenção na relação dos dois era a cumplicidade e o amor, muitas responsabilidade, um protegia o outro. Uma lealdade profunda, e com os filhos. E é uma coisa que (hoje) não se vê com frequência", disse Dr. Nery em entrevista ao apresentador Joelson Giordani.   

O pai costumava iniciar as cartas chamando a esposa de "Minha Querida". Os papeis são cuidadosamente guardados em pastas para preservá-los. 

Nery faz um paralelo entre o passado e presente: a velocidade do e-mail e das mensagens por aplicativo - como o Whatsapp - e a troca de cartas escritas à mão.

"Hoje nós estamos mais preocupados em dar uma notícia rápida, às vezes, não reflexiva, que não acumulou os sentimentos (necessários) para se escrever uma carta, de forma - talvez - mais poética".



Confira a entrevista completa no vídeo acima. 
 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

Nadja não aguenta emoção e chora ao rever casa que morou

A jornalista Nadja Rodrigues se emocionou ao rever a residência em que morou com os pais no bairro Bela Vista, zona Sul de Teresina. Ao comemorar 167 anos, a TV realiza especial "Teresina ontem e hoje". Nadja chorou ao entrar na casa que viveu por vários anos e hoje é uma academia de ginástica.  

Assista: 

 

Ex-alunos e alunos do Diocesano trocam experiências sobre "Ontem e Hoje"

Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com

Um encontro marcante aconteceu no especial “Teresina de Ontem e Hoje” pelos 167 anos da capital: alunos e ex-alunos do Colégio Diocesano falaram das memórias e da identidade que ainda permanecem tanto pela cidade quanto da própria escola.

Uma homenagem especial foi realizada para a ex-funcionária, a professora Jovina Nascimento, que trabalhou no colégio por 51 anos. Ela conta que foram 18 anos como professora, onde alfabetizou muitos profissionais de hoje e depois foi coordenadora pedagógica, comunitária e por fim na direção da Educação Infantil.

Jovina recorda de como era Teresina de ontem. “Era uma cidade muito pacata, que a gente ia a pé para o colégio, rodava na Praça Pedro II e dava aula dos alunos que moravam no Centro, porque na época a cidade era muito o Centro”. 

Alunos de hoje falaram sobre a experiência de preservar a história. “O colégio é um lugar incrível, em várias experiências a gente convive e falar de Teresina e não falar do Diocesano não faz sentido porque dos 167 anos da nossa capital, 113 do colégio é algo para ser celebrado como o colégio formador de emoções. Esse convívio seja com nossos pais que também estudaram lá, com nossos professores, antigos funcionários, ex-alunos, a nossa comunidade é muito acolhedora e eu como estudante sou extremamente feliz por fazer parte disso”, destacou Natan Lavor.

Durante o programa, alunos e ex-alunos foram desafiados em um quis sobre a cidade e também a identificar alguns objetos que foram levados ao estúdio como: fax, walkam, máquina de ponto de 1980, colecionador de papel de cartas, LP, máquina de datilografia entre outras. 

Para o advogado Samuel Nascimento, ex-aluno que começou na escola no início dos anos 1990, apesar de todas as mudanças sofridas pela cidade, sua essência continua. “Hoje, Teresina é uma cidade moderna com quase um milhão de habitantes, que mudou muito sua dinâmica, do início dos anos 90 quando comecei no Diocesano, com trânsito diferente, mas a essência da cidade permanece, e a identidade é preservada e acho isso muito bom”, destacou.

O presidente do Núcleo de Ex-alunos do colégio, Edson Alves, enumera três funções básicas do grupo que permanece em contato com a escola. “Congregar os ex-alunos principalmente na parte esportiva, a parte espiritual através de retiros e o terceiro ponto é relacionado à caridade, a generosidade, ao reunir advogados, médicos para tentarmos aproximar das pessoas que precisam”. 

O professor Jurival Alves ressaltou que o colégio teve várias modificações, mas a formação dos alunos permanece. “A gente costuma dizer que tudo muda, mas permanece o nosso compromisso com a educação de valores. É uma coisa que o Diocesano sempre teve e continuará tendo. Educamos pessoas para serem conscientes, competentes, compassivas e comprometidas”.


Caroline Oliveira
carolineoliveira@cidadeverde.com

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