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Carlos Henrique fala sobre as mais de 300 cartas de amor trocadas pelos pais

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O Especial Teresina Ontem e Hoje contou com o depoimento emocionante do médico e infectologista Carlos Henrique Nery Costa, que falou sobre a história dos seus pais contada por meio de cartas. Se hoje é comum as declarações públicas nas redes sociais, muitos com textos pequenos e superficiais; antigamente, os namorados tinham o costume de trocar longas cartas de amor, que poderia levar semanas entre escrever, enviar pelos Correios até chegar na pessoa amada - que respondia com outra carta. 

A mãe de Carlos Nery, após a morte do marido, releu todas as cartas guardadas e trocadas com ele, em busca de acalentar a saudade do amado. Essa busca pelo passado deu origem a um livro especial no qual a mãe copilou 147 das mais de 300 cartas. O livro possui cerca de 200 páginas. "Nessa busca ao passado, em uma convivência harmoniosa, ela copilou algumas das cartas de amor e inseriu textos muito bem escritos, situandos no tempo e no espaço".

Os pais do médico se conheceram na década de 40, casaram-se em 1949. "O que chamava a atenção na relação dos dois era a cumplicidade e o amor, muitas responsabilidade, um protegia o outro. Uma lealdade profunda, e com os filhos. E é uma coisa que (hoje) não se vê com frequência", disse Dr. Nery em entrevista ao apresentador Joelson Giordani.   

O pai costumava iniciar as cartas chamando a esposa de "Minha Querida". Os papeis são cuidadosamente guardados em pastas para preservá-los. 

Nery faz um paralelo entre o passado e presente: a velocidade do e-mail e das mensagens por aplicativo - como o Whatsapp - e a troca de cartas escritas à mão.

"Hoje nós estamos mais preocupados em dar uma notícia rápida, às vezes, não reflexiva, que não acumulou os sentimentos (necessários) para se escrever uma carta, de forma - talvez - mais poética".



Confira a entrevista completa no vídeo acima. 
 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com