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Bloco de Carnaval prega igualdade de gênero em São João do PI

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A terça-feira é o dia mais esperado no carnaval de São João do Piauí, a 483 km ao Sul de Teresina. É quando ganha às ruas da cidade o tradicional bloco Os Fly.

Fly significa flutuar em português. O bloco tem como símbolo a pantera cor de rosa e prega a igualdade racial, de gênero, e muita alegria. O folião vai vestido como quer. Os homens tradicionalmente se vestem com roupas de mulher.

Aquela simples reunião de amigos em 2009 ganhou força e hoje arrasta dezenas de pessoas em São João do Piauí. Foliões de todas as idades participam do bloco.

"O bloco surgiu de um time de futebol e seu nome prega a liberdade. Nosso objetivo é levar uma mensagem contra o preconceito e, ao mesmo tempo, resgatar nosso carnaval de rua", disse o advogado Renan Ribeiro, idealizador.

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Falta de verba e “herdeiros” ameaçam escolas de samba em Teresina

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A música "Não deixe o samba morrer", gravada em 1975 pela cantora Alcione, nunca se encaixou tão bem ao carnaval de rua de Teresina como agora. A capital do Piauí está há 2 anos sem desfile das escolas de samba, uma festa tradicional que teve início há mais de 50 anos. O principal motivo é a falta de recursos para financiar as agremiações da cidade, que no total somam 7.

A principal fonte de renda das escolas era o repasse de R$ 91 mil que a prefeitura de Teresina fazia. O recurso foi cortado em janeiro do ano passado. Na ocasião, o Executivo da capital alegou a crise financeira no país. “Nós trabalhamos, mas o que a gente ganha não dá para botar uma escola de samba na avenida, temos é prejuízo. Só tem uma escola que se viabiliza em Teresina, que é a Ziriguidum”, lamenta o presidente da Skindô, Jamil Said.

A preocupação do presidente da escola, fundada em 12 de julho de 1975, é que a tradição dos desfiles vá parar na lata do lixo. “Se Teresina não tomar uma providência, o carnaval vai acabar. Serão mais de 50 anos de carnaval jogados no lixo”, alerta, chamando atenção para o Corso também.

“Vai acontecer com o corso também. Já foi o maior e hoje é o menor. Falta comando da própria prefeitura. O evento cresce demais, juridicamente eles não podem tomar conta, aparece terceiros que querem ganhar dinheiro e aí sobra, no caso quem sobrou foram as escolas de samba”, critica.

Herança

Outro problema enfrentado pelas escolas de samba, segundo Jamil, é a dificuldade de se passar o legado das agremiações para as novas gerações. “Quem faz o carnaval de Teresina são os cinquentões, sessentões. Essas pessoas não estão deixando herdeiros para cuidar do carnaval. Se eles morrerem, enterra o carnaval de rua de vez”, afirma.

O apogeu do carnaval de Teresina se deu nas décadas de 70 e 80. Começou no bairro da Vila Operária, zona Norte da capital, e passou a ser feito na avenida Frei Serafim.  Anos depois os desfiles foram transferidos para a avenida Marechal Castelo Branco.

São grêmios recreativos em Teresina as escolas Brasa Samba, Mocidade Alegre, Sambão, Ziriguidum, Galo Tricolor, Unidos da Santana, além da própria Skindô.

Luz no fim do túnel

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, sinalizou ao participar do Corso da capital no último final de semana, que as escolas vão sim retornar à avenida em 2019. Para isso, a PMT está estudando uma forma de normatizar a ajuda financeira para as agremiações. 

"Estamos debatendo com as escolas e aquelas que tiverem de fato uma vida com o Carnaval vão ter apoio da Prefeitura de Teresina. Não faz sentido existir escola de samba somente para receber dinheiro da prefeitura. Vamos lançar edital com condições para as escolas participarem", afirmou.

Segundo o gestor, a Prefeitura sozinha não pode arcar com o desfile das escolas de samba. "Carnaval é fruto da manifestação popular e não pode ser uma projeção do poder público. É o contrário, o poder público apoiar as iniciativas que são populares. Não se pode só esperar da Prefeitura", declarou.

 

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

Firmino vai a bloco e avalia: "Prefeitura acertou ao incentivar blocos no carnaval"

As ruas da zona Norte de Teresina ficaram pequenas para a multidão que participou do tradicional bloco da Vaca Atolada. Seja da porta de suas casas ou acompanhando os foliões pelo percurso, o que não faltou foi gente animada para curtir a folia. O prefeito Firmino Filho esteve presente no evento acompanhado do presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, Luis Carlos Martins, do superintendente da Fundação, Abiel Bonfim e do superintende da SDU Sudeste, Evandro Hidd.

O prefeito Firmino Filho acompanhou o percurso e destacou que a Vaca Atolada é uma das manifestações mais legítimas do carnaval de rua da capital. “O que a gente percebe é que a cada ano, o bloco consegue levar mais pessoas para as ruas. Vimos público de todas as idades e foliões animados. Uma brincadeira que começou com um grupo de amigos da zona Norte e hoje já atrai um público de toda a cidade. A Prefeitura, através da Fundação, acertou ao incentivar os blocos no carnaval”, comentou.

Ana Rúbia Vasconcelos é moradora da zona Norte e destacou que todos os anos participa do evento. “É um bloco animado, a gente vê pessoas de todo jeito, mas todos muito animados. Esse é o espírito do carnaval. Espero que continuem proporcionando essa brincadeira que é saudável e divertida”, sintetiza.

Para o presidente da Fundação Monsenhor Chaves, Luis Carlos, o balanço dos blocos é extremamente positivo. “Pegando o parâmetro do ano passado, nós evoluímos. O carnaval é um movimento de base, cabe a Fundação fazer o seu papel de escutar a população e fazer com que o recursos que ela tenha seja alocado para quem realmente faça o carnaval. O carnaval de rua é a tendência do carnaval de Teresina”, ressaltou ele.

Nesse ano, a Prefeitura adotou o tema “Folia em todo canto”, onde apoiou a manifestações culturais nos bairros da cidade, focando nos blocos de rua. Para Daniel Borges, um dos organizadores do Vaca Atolada, esse é um incentivo importante que a Prefeitura tem dado para os blocos. “Queremos agradecer a Prefeitura pelo apoio que nos deu que possibilitou que o evento ficasse ainda maior nessa edição. O nosso desejo é continuar realizando essa linda festa, que tem trazido muita gente e se tornando o maior e o mais tradicional da zona Norte”, ressaltou ele.

O percurso do bloco foi finalizado em frente ao Iate Clube onde uma banda continuou fazendo a alegria dos foliões, além também de ter contado com as presenças do rei e rainha do Carnaval.


redacao@cidadeverde.com

 

Blocos de rua que saem no último dia de Carnaval em Teresina

Os blocos de rua, literalmente, tomaram de conta do Carnaval de Teresina. A festa começou no último dia 09 e segue até esta terça-feira (13), último dia da folia de momo. Ao todo mais de 40 blocos e bailes levam diversão a população teresinense

De acordo com a Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMCMC) , a ideia é incentivar a participação da população em festas de rua e valorizar a cultura local.

"Queremos que as pessoas que fiquem na cidade, participem mais, se divirtam e valorizem nossas tradições e cultura", afirmou Luís Carlos Alves, presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

Veja quais os bairros e os blocos que vão alegrar Teresina nos quatro dias de folia:


redacao@cidadeverde.com

"Quem não prestar contas está fora do Carnaval", diz presidente da Fundação

O presidente da Fundação Municipal Monsenhor Chaves, Luis Carlos Martins Alves afirmou ao Cidadeverde.com que a prefeitura cobrará a prestação de contas dos blocos de rua. Este ano, a Fundação liberou R$ 150 mil para 45 blocos de sujos da capital. 

"Os blocos têm que prestar contas e quem não prestar contas está fora do carnaval do próximo ano", garantiu o presidente. 

Desde sexta-feira, funcionários da Fundação Monsenhor Chaves visitam a concentração de blocos para verificar in loco a aplicação dos recursos.  Dos 45 blocos de rua, alguns receberam dinheiro e não realizaram nenhum tipo de atividade. Teve bloco que recebeu R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 1 mil.   

Devido a falta de prestação de contas, duas escolas de samba - Unidos da Santana e Galo Tricolor - estão sendo processadas pela prefeitura para ressarcir o erário público. 

Luis Carlos avaliou como positivo as festas na capital e garantiu que ocorre com segurança.

“É um período onde as pessoas esquecem os problemas e confraternizam entre amigos e família. Nosso foco é sempre levar diversão a todos e estamos vendo isso em todos os cantos da cidade”, afirmou o presidente que esteve acompanhado do prefeito Firmino Filho (PSDB) em visita aos blocos de rua. 

Firmino Filho criticou a postura de escolas de samba de cobrarem da prefeitura e não buscarem outras alternativas de recursos. Este ano, a prefeitura estuda uma proposta junto com iniciativa privada para apresentar as escolas para o financiamento dos desfiles.

 

Flash Yala Sena
yalasena@cidadeverde.com 

Com muita diversão, Vaca Atolada arrasta mais de 30 mil foliões na zona Norte

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A Vaca Atolada mais uma vez é referência quando o assunto é bloco de Carnaval em Teresina. Nesta segunda de Carnaval, o bloco percorreu as ruas do bairro Matinha, na zona Norte. Já são mais de 26 anos de história, levando muita alegria e diversão para os foliões.  A expectativa é que até o final da festa 50 mil pessoas passem pelo bloco.

 A  concentração acontece em frente ao Iate Clube e  o desfile passa pela Avenida Alameda Parnaíba e as ruas Santos Dumont e Sergipe.

Para garantir que o evento ocorra dentro da normalidade, policiais militares e segurança particular estão no local.  A expectativa ,segundo o organizador Daniel Borges, é de 30 a 50 mil pessoas brinquem hoje no bloco. 

Ao Cidadeverde.com, Daniel [ que se fantasia da vaca] disse que  é uma alegria ver as pessoas chegando e tomando o bloco. A festa conta com trio elétrico que embala os foliões ao som dos hits do carnaval. No encerramento, três bandas locais farão um show para o público. O palco está montado na frente do Iate Clube.

A atendente Adriana Alves confirma novamente presença no Vaca Atolada. Moradora da região, ela conta que participa do evento há muitos anos.

"A cada ano que passa o bloco fica mais organizado. É muito tranquilo participar e trazer as crianças também. Assim toda família se diverte", disse a foliã. 

O  Vaca Atolada é considerado o maior bloco de Carnaval da zona Norte de Teresina.

 

 

Flash Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com 

Vaca Atolada espera arrastar 50 mil foliões pela Zona Norte

Fotos: João Albert

O desfile do maior bloco da zona Norte, o Vaca Atolada, acontece nesta segunda-feira(12), a partir das 14 horas pelas ruas da região. A expectativa é puxar 50 mil foliões. 

São 26 anos percorrendo a avenida Alameda Parnaíba e as ruas Santos Dumont e Sergipe, sempre ao com dos hits do Carnaval em trios elétricos.  

O bloco Vaca Atolada também marcou presença no Corso de Teresina. “Pode se dizer que é o maior bloco popular de Teresina. Já são 26 anos na avenida”, contou Daniel Borges, um dos coordenadores do bloco que se veste de vaca.

O bloco acontece no bairro Matinha, na zona Norte de Teresina, com concentração em frente ao Iate Clube.

Policiais militares e segurança particular fazem a segurança da festa.


Da redação
redacao@cidadeverde.com

"Carnaval sem escola de samba não é Carnaval", lamenta presidente do Sambão

A saudade dos desfiles das Escolas de Samba salta aos olhos do presidente do Grêmio Recreativo Escola de Samba Sambão, Manoel Messias, que não consegue esconder a tristeza delas terem ficado mais uma vez fora da programação oficial do Carnaval de Teresina em 2018. 

Messias conta que, neste ano, fica a esperança do edital para 2019 ser lançado pela Prefeitura de Teresina e vê com otimismo a possível parceria-público privada para que a Avenida Marechal Castelo Branco, onde ocorrem os desfiles, volte a ser a passarela do samba. 

“Essa ideia foi ótima porque veio à esperança de que vamos ter carnaval próximo ano e as pessoas terão que preencher todos os pré-requisitos para poder desfilar. . Agora, esperamos que esse edital venha realmente a vigorar. Todos os anos, assim que passa o carnaval, ficam falando que vão preparar para o próximo ano, que a Comissão Organizadora do Carnaval vai acontecer, mas não acontece”, conta Messias, que dois 69 anos, 45 foram como membro do Sambão, inclusive sendo um dos seus fundadores. 


Desfile Sambão em 2016 (Foto: Thiago Amaral/Arquivo Cidadeverde.com)

Messias lembra ainda que o carnaval é um período em que as pessoas acabam por receber uma renda extra, pois surgem mais empregos e serviços. 

“O dinheiro que a gente recebe de apoio da Prefeitura acaba voltando para ela por meio dos impostos. Da costureira aos pintores, são centenas de pessoas que ficam esperando essa renda extra, assim como as pessoas que ficam vendendo bebidas e comidas durante o percurso do desfile”, reforçou o sambista.

“Nós somos a única Escola de Samba que nunca deixou de desfilar. Quando me perguntam se esse ano vai ter desfile em Teresina, chega dói dizer que não”.  

Manoel Messias


Organização e Evitar infrações 

Manoel Messias ressaltou que a diretoria das Escolas de Samba, assim como todos os seus membros, precisam ter mais atenção e organização para evitar infrações que pune não somente quem as cometeu; como ocorreu em 2016, quando algumas escolas não prestaram contas ao poder público, outras não chegaram a desfilar no dia marcado.

“As infratores precisam ser punidas porque não podem pegar o dinheiro público e usar indevidamente, mas ocorreu que todas as escolas foram punidas e ficaram fora do carnaval, até as que fizeram tudo certinho; a punição também foi pra própria população de Teresina que ficou sem prestigiar os desfiles”, lamenta o sambista. 

No último desfile, há dois anos, o Sambão fez homenagem ao escritor piauiense Júlio Romão com samba-enredo. 


Bloco Sambão durante apresentação nas escolas públicas de Teresina em 2017 (Foto: divulgação)

O bloco que virou escola de samba, e voltou a ser bloco. 

Antes de ser Escola de Samba, o Sambão era bloco e, com a ausência dos desfiles, voltou a ser bloco em 2017 para não deixar de participar da programação de carnaval, com a Bateria Pulsação.

“A Escola de Samba surgiu oficialmente no ano de 1973, antes saímos como bloco. Os moradores se reuniam para a festa, facilmente a gente juntava uns 100 jovens, o Centro naquela época era habitado por muitas famílias. Nós íamos visitar os ensaios da Império do Samba, no Mafuá, a gente achava muito bonito até que decidir fazer um aqui (na Baixa da Égua)”, conta um dos fundadores.  

“O povo de Teresina já se identifica com a folia do Carnaval. Eu já estive presente em muitos eventos de Carnaval aqui e é impressionante a animação do povo. É a coisa mais linda. Mas, neste ano, não tem Escola de Samba, que é o principal, mas nós vamos fazer um desfile pequeno, com os próprios participantes, para não deixar passar em branco”.

Neste ano, a escola ganhou um novo espaço para os ensaios, também na região da Baixa da Égua, pois perderam a antiga quadra em uma disputa judicial. “A gente sofreu com essa perda, mas o carnaval continua e já estamos com um novo espaço”, disse Messias. O novo endereço é na Rua Benjamin Constant, a poucos metros da antiga quadra. 


Manoel Messias (Foto: Carlienne Carpaso)

Com a palavra, o Sambão:

O Grêmio Recreativo Escola de Samba "Sambão" surgiu a partir do movimento de jovens da conhecida Baixa da Égua, localizada na Rua Benjamin Constant, mais precisamente na Quinta Velha, embaixo de um umbuzeiro.

Em 1972, a turma que se reunia à sombra do saudoso Umbuzeiro resolveu desfilar como bloco de sujos, causando "frisson" na Avenida Frei Serafim devido ao número de componentes e ao ritmo frenético de sua bateria.

Em 1973, o pessoal do bloco resolveu dar um salto e inscreve-se para disputar o título com as escolas tradicionais. O empenho de toda a comunidade resultou em um festejado 3º lugar, com direito a três dias de desfile.

Em 1974, o Sambão cresceu em número de componentes e atraiu teresinenses de todas as classes sociais. No ano posterior a Escola resolveu oficializar as cores rosa e branco como sendo as de sua bandeira e apresentou o tema "Miscigenação Brasileira", ficando com um honroso segundo lugar.

Em 1976, foi o ano da consagração para o Grêmio Recreativo. Naquele ano surgiria o primeiro campeonato com "Saudações aos Orixás". Daí em diante a Escola continuou evoluindo e participando dos desfiles, sagrando-se campeã por mais três vezes e em outros vices.

O saudosismo do Sambão faz questão de reverenciar sambistas que passaram pela Escola como Claudete Trindade, Rainha do Carnaval, Miss Piauí e Miss Simpatia. Mas o que deixa a Diretoria da escola orgulhosa é o fato de ser a única que desfilou ininterruptamente todos os anos.

 

G.R.E.S Sambão

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

Ruas do Centro de Teresina viram passarela para bloco das Raparigas

Na manhã deste sábado (10), as ruas do Centro da cidade foram passarela para o bloco das 'Raparigas'. Com o objetivo de reacender o tradicional Caminhão das Raparigas no Corso de Zé Pereira este bloquinho foi o primeiro passo para chamar atenção da população.

De acordo com Lari Salles, coordenadora do caminhão, levar alegria a população é o grande objetivo de todos. "O caminhão fez parte da revitalização do carnaval da cidade e me sinto extremamente feliz em poder levar alegria as pessoas que estão na cidade", disse.

Sucesso durante décadas, o Caminhão das Raparigas vem com a proposta de retorno em 2019. " A ideia é que no ano que vem o Caminhão das Raparigas saia pela cidade, na manhã do evento, convidando a todos para participarem do Corso de Teresina, voltando a fazer parte das tradições do Corso", afirmou Lari.

O bloquinho iniciou na Casa da Cultura e percorreu ruas e avenidas do Centro, finalizando na Praça Saraiva.

 

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

Veja programação de blocos de Carnaval neste domingo

Com o tema "Carnaval em Todo Canto", Teresina conta com mais de 40 blocos e bailes levando diversão a população teresinense. Entre os dias 9 e 13 de fevereiro, as ruas da cidade estarão ocupadas com muita música, brilho e alegria.

Dando continuidade à nova estrutura de carnaval, a Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMCMC) tem como objetivo incentivar a participação da população em festas de rua e valorizar a cultura local.

Veja os blocos e bailes que acontecem neste domingo (11) na capital:

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