Cidadeverde.com

Empresária morre em acidente na BR-230 próximo a Oeiras

Fotos do acidente em Oeiras (Cleto Rodrigues/Mural da Vila)


A empresária Honorina Maria da Conceição, proprietária do "Nina Tur", de 50 anos, morreu em um acidente de trânsito na BR-230 próximo a Oeiras. A informação foi confirmada ao Cidadeverde.com pela nora da vítima, identificada apenas do Edilene.  A família ainda não sabe ao certo como o acidente ocorreu. Essa seria a segunda morte registrada pela PRF na Operação Carnaval neste ano. 

O carro da empresária foi localizado por populares na manhã desta terça-feira (05). Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local. 

Por volta das 11h30, a PRF divulgou uma nota confirmando o acidente no Km 188 da BR 230, no município de Oeiras: "a PRF confirmou a ocorrência de um acidente do tipo saída de pista, envolvendo o veículo VW/Polo vermelho, placas de Teresina, conduzido por uma mulher, com a identificação ainda em apuração";

O "acidente ocorreu na madrugada desta terça-feira (05). Equipe em contato com autoridades locais e testemunhas para apurar horário e confirmar identidade colhida extraoficialmente no local", relatou a PRF.

1ª Morte

A primeira morte registrada, de acordo com a PRF, ocorreu em Monsenhor Gil na noite de segunda (04), por volta das 22 horas. A vítima já foi identificada, mas não teve o nome revelado. Ela tem 21 anos e pilotava uma motocicleta na BR 316, KM 65,4, quando colidiu com um bovino que se encontrava na pista. Devido o forte impacto, o condutor foi arremessado ao chão e morreu no local.  

A PRF ressaltou que familiares da vítima estiveram no local logo após o acidente. A equipe constatou ainda que a vítima não era condutor habilitado para pilotar a moto. 

Foto: PRF


Fotos do acidente em Oeiras (Cleto Rodrigues/Mural da Vila)



Foto: PRF

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

Bloco aborda homem no campo e deve animar mais 40 mil foliões no Dirceu

Fotos: Arquivo Pessoal

Um dos blocos de rua mais tradicionais da zona Sudeste, o Kebra K-baça fará percurso pelas ruas do Dirceu na terça-feira de Carnaval. O bloco existe há 17 anos e desde então aborda uma temática fixa na avenida: o homem do campo. 

Neste ano a expectativa da organização do bloco é que mais de 40 mil foliões participem da festa. “Temos uma temática fixa sobre o homem do campo. A ideia surgiu com os amigos bem no início, há 17 anos. O tema que estava em auge era homem do campo. Também é uma forma de homenagear homens do campo. Meu pai e minha mãe, por exemplo, trabalhavam no campo”, diz a coordenadora do Kebra K-baça, Kátia Girlene. 

A concentração dos foliões do Kebra K-baça será às 16h na frente do Banco do Brasil, localizado na avenida principal do Dirceu. Às 17h o percurso inicia e encerra com uma grande festa Praça Cultural do bairro. 

Durante o percurso os foliões serão animados pelo cantor Kaio Stronda, que estará comandando um trio elétrico. Na praça o público contará com apresentação das bandas Gang e Cia, Forró e Swing Malino e Banda Rapazona. 

O Bloco Kebra K-baça é um dos 5 blocos carnavalescos de Teresina que mais recebeu aporte financeiro da Fundação Cultural Monsenhor Chaves. A organização do evento promete uma estrutura com segurança aos foliões. 

“É um bloco que vai família, crianças, pessoas de todas as idades. Vamos contar com o apoio de seguranças, Polícia Militar e a Strans vai organizar o trânsito”, garante Kátia Girlene. 

Teresina terá 28 blocos 

A cada ano o carnaval de rua de Teresina ganha mais identidade. A partir deste sábado (2) 28 blocos desfilarão pelas ruas da capital. 

Neste sábado o Capote da Madrugada abre os desfiles, seguido do Pinto na Morada,  Sanatório Geral, Negão da Macaúba, Fernandão Folia e Bloco dos Piratas. 

No domingo (3) a festa na rua será comandada pelos Blocos das Fuleiras, Bloco do Dedim, Bloco da Batata, Tome Dalila, Tomar Gagau ,Barão de Itararé e Carnazon. 

Na segunda-feira (4) será realizado o Bloco Vaca Atolada, os Venta Suada, BlocoÁlcool, bloco Namorada do Sol, Tome Dalila, Tomar Gagau e Bloco Piauí Samba. O carnaval encerra na terça(5) com o bloco Rapazes Alegres, bloco da Batata, Tome Dalila, Tomar Gagau, Batatinha do Louah, Mela Mela Xarobá, Bloco Kebra k-Baça e Barão de Itararé.  

Veja aqui programação completa

 

Izabella Pimentel
redacao@cidadeverde.com 

Firmino Filho ressalta força dos blocos e a descentralização do carnaval

Foto: João Albert

O prefeito Firmino Filho declarou nesta segunda-feira de carnaval que os blocos viraram uma tradição em Teresina. Essa constatação é um reflexo da forte participação dos teresinenses nos blocos, que saem às ruas durante todo o carnaval. Nesta segunda, o prefeito acompanhará o bloco Vaca Atolada, um dos mais tradicionais de Teresina e que há 26 anos desfila no bairro Matinha, na zona Norte. 

"Os teresinenses mostraram que os blocos de rua viraram tradição. A gente vê que muitas pessoas ficaram em Teresina e prestigiam o nosso carnaval. Esse ano, a Prefeitura apoiou mais de 20 blocos, que fizeram sua festa em vários pontos da cidade. Um carnaval descentralizado, mas, nem por isso, menos animado", disse Firmino.

O presidente da Fundação Municipal Monsenhor Chaves, Luís Carlos Alves, ressalto ao Cidadeverde.com que, neste ano, a prefeitura apoio financeiramente 24 blocos. O dinheiro investido foi de R$ 127 mil. Alguns blocos também receberam o apoio de estrutura, como palcos e banheiros químicos.

Nesta segunda (04), a programação da Prefeitura de Teresina conta com sete blocos: Vaca Atolada (bairro Matinha), Os Venta Suada (bairro Dirceu I), Blocoálcool (bairro Renascença), Namorada do Sol (bairro Morada do Sol), Tome Dalila (bairro Mafrense), Tomar Gagau  (bairro Parque Piauí) e Piauí Samba ((bairro Monte Castelo). 

Para fechar o carnaval, oito blocos irão às ruas: Bloco Rapazes Alegres (em frente o Palácio da Música), bloco da Batata (Bairro Mafrense), Tome Dalila (Bairro Mafrense), Tomar Gagu ( Bairro Parque Piauí), Batatinha do Louah (Bairro Jochey Club, Mela Mela Xarobá ( Bairro Planalto Ininga), Bloco Kebra Kabaça ( Dirceu I) e Barão de Itararé (Bairro Dirceu I). 

 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

Bloco Vaca Atolada anima a segunda de carnaval na zona Norte de Teresina

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Como diz o ditado popular: "Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu". De carro, de moto e a pé uma multidão percorre as ruas do bairro Matinha, na zona Norte de Teresina, em mais uma edição do bloco Vaca Atolada. O bloco é tradicional e já desfila pelo 26º ano na segunda-feira de carnaval. 

Durante a passagem do bloco, as residências dos moradores viram verdadeiros camarotes. "Aqui é só família. Minha esposa fez uns abadas e distribuiu para todo mundo.  A gente acompanha o bloco desde o início. É muito bom porque a gente pode se divertir na porta de casa mesmo", disse o Osael Aires, que mora na Matinha há 58 anos. 

Foliões com fantasias improvisadas dão o tom da festa, que é marcada também por críticas. A corretora de imóveis, Tatila Porto, foi vestida de "candidata laranja".

"Minha fantasia é um protesto pelo momento atual do país. Houve promessas de mudanças, mas o que a gente vê é mais do mesmo. O passado se repetindo no presente", comentou a foliã.

(Foto: Letícia Santos/ Cidadeverde.com)


O bloco Vaca Atolada é aberto ao público e terá shows dos grupos Melhor de Três (Flávio Moura, Soraia Castelo Branco e João Cláudio Moreno), das bandas Lene Groove, Orquestra Carnavalesca, Enthony Magalhães e  Banda do Elephant.

Zona Leste

A segunda de carnaval também é de folia no bairro Morada do Sol com o Bloco "Namorada do Sol", que acontece hoje com a apresentação de várias bandas locais.  A concentração acontece na Rua Azar Chaib, e vai até às 23 horas. A animação contará com os DJ Mirton, banda Rivotrio Elétrico, banda Magnólia e o "Broquinho dos Becks" com a banda bia e os Becks. 


Bloco Namorada do Sol teve um espaço dedicado às crianças. 

 

Flash Graciane Sousa
Carlienne Carpaso (Da Redação)
redacao@cidadeverde.com

Número de autuados por alcoolemia já é igual ao do carnaval 2018, diz PRF

Foto: PRF

Faltando dois dias ainda para o fim do carnaval, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já registra quase o mesmo número de autuações a condutores alcoolizados do que todo o período do ano passado. Já são 36 motoristas pegos no  etilômetro contra 37 flagrados na operação Carnaval 2018.

Segundo a PRF, o maior número de autuações foi em Parnaíba. Da noite de domingo (3) até a madrugada desta segunda, 15 motoristas foram flagrados conduzindo veículos sob efeito de álcool. Deste total, dois foram presos por estarem com o índice de álcool acima do estabelecido como infração administrativa e foram conduzidos ao plantão policial.

A PRF disse que o número preocupa, pois reitera a má conduta de alguns motoristas, mas por outro lado, reforça o trabalho do órgão em retirar de circulação condutores que colocam em risco a própria vida e a de terceiros.

 "Essas ações são fundamentais para preservar vidas nas rodovias de todo o país. Até o momento, não há registro de óbito em acidentes no estado do Piauí no período carnavalesco", diz a PRF.

A multa para quem dirige sob o efeito de álcool é R$ 2.934, 70 e implica na suspensão do direito de dirigir por um ano. Se o motorista for reincidente na conduta no prazo de 12 meses, a autuação chega a R$ 5.869,40 e CNH pode ser cassada. Causando acidente com mortos ou feridos, o condutor alcoolizado está sujeito a pena de até 8 anos de prisão.

 

Hérlon Moraes (Com informações da PRF)
herlonmoraes@cidadeverde.com

Boneco de Bolsonaro estreia com segurança e sob vaias; foliões atiram gelo e latas de cerveja

O boneco gigante do presidente Jair Bolsonaro (PSL) estreou sob chuva, esquema de segurança especial e vaias no Carnaval de Olinda (PE). Ao lado da escultura que representa a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o "Jairzão" puxou o cortejo de cem gigantes nesta segunda-feira (4).

Em diversos momentos do desfile muitos foliões vaiavam e entoavam o verso mais repetido neste Carnaval olindense: "ai, ai, ai, Bolsonaro é o carai".
A tensão dividiu espaço com a alegria do desfile. Em alguns momentos do percurso pelas ladeiras da cidade o boneco foi atingido por latas de cerveja e pedras de gelo.

Uma mulher que supostamente teria tentado derrubar a alegoria foi agredida por um policial militar e houve princípio de correria, mas logo a situação foi normalizada.

Dois dos cinco seguranças contratados pela Embaixada dos Bonecos Gigantes permaneceram ao lado do boneco da concentração, pouco antes das 10h, até a dispersão, que ocorreu no início da tarde.

Um dos homens ameaçou diversas vezes alguns foliões com spray de pimenta. Pelo menos duas vezes foi preciso parar para limpar a escultura.
O auxiliar de serviços gerais Natan José de Oliveira, 23, disse à reportagem ainda na concentração do bloco que pela primeira vez em 11 anos estava com medo de desfilar como bonequeiro.  Eleitor declarado de Bolsonaro, durante o cortejo ele respondia às críticas dançando e rodando o boneco de 20 quilos.

Próximo à sede da Prefeitura de Olinda, um dos pontos mais disputados no Carnaval da cidade, uma foliona exibiu uma camisa com a imagem de Bolsonaro. Ela posou para fotos fazendo gestos de armas com a mão diante do boneco e chegou a ser hostilizada por outros foliões.

A expectativa é de que o boneco de Bolsonaro volte à folia pernambucana nesta terça-feira (5), no Recife Antigo, onde nesta segunda, a partir das 16h, pelo menos 15 blocos líricos se apresentarão no polo do Marco Zero.

A partir das 20h, começam os shows no principal palco da folia recifense. Os destaques desta noite são as apresentações da banda Jota Quest, às 21h30, e do grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, a partir da 0h.

Outro ponto alto do Carnaval do Recife, o encontro de 17 nações de maracatu, também acontece nesta segunda. A noite dos tambores silenciosos começa às 20h, no Pátio do Terço, bairro de São José.

O evento, marcado pelo sincretismo religioso, reúne os grupos para louvar a Virgem do Rosário.


Fonte: Folhapress 

Sem PPP, Jamil lamenta: "carnaval só existe com ajuda do poder público"

Foto: Izabela Pimentel / Cidadeverde.com

Há três anos sem desfilar em Teresina, as escolas de samba continuam sem perspectivas de retorno. O presidente da Liga das Escolas de Samba de Teresina e presidente da Skindô, Jamil Said, garante que já tentou de tudo, até mesmo uma PPP, "mas, aqui no Piauí, carnaval e futebol só existem com a ajuda do poder público", lamenta.

Em entrevista ao Cidadeverde.com, Jamil classificou como "chocante" a situação que as escolas de samba estão passando. "A gente faz o carnaval com tanto gosto, para acabar sendo maltratado e irem dizer que não vai ter carnaval", declarou.

Jamil ressalta que as escolas de samba de Teresina desfilaram por 71 anos na avenida e que houve um período de 7 anos sem desfiles, mas foi o próprio prefeito Firmino Filho que incentivou o retorno.

"Aí houve o problema com a prestação de contas. Eu respeito o ponto de vista do prefeito, mas ele foi radical demais. Por que ele não penaliza só quem não prestou conta? Se ele acha que as escolas não estão a contento, tira quem não está bom e deixa quem está", argumenta o presidente da Liga.

Foto: Arquivo Cidadeverde.com/ desfile de 2016 / Thiago Amaral

Várias tentativas

Jamil conta ao Cidadeverde.com que já montou vários projetos para a prefeitura, tentou convencer o secretário, falou com o prefeito, mas nada deu resultado. Ele acredita que o desânimo da população quanto ao carnaval em Teresina não estaria ocorrendo se os desfiles tivessem tido continuidade.

"Disseram que quem acabou o carnaval não foi o prefeito, foram próprias as escolas de samba. Isso não é verdade. Se o desfile tivesse tido continuidade, ele estaria melhor. Eu monto os projetos, vou falar com o secretário, mas ele não tem poder de fogo e encaminha para o prefeito. Marcamos com o prefeito, conseguimos uma reunião 3 meses depois, e ele mandou a gente de volta para o secretário. Ficamos nesse jogo", reclama.

O presidente argumenta que o carnaval movimenta o comércio, os clubes, os times de futebol e anima a população. "Se todos estivessem falando sobre isso, as empresas participariam, mas quando a gente monta um projeto, os empresários dizem que não podem patrocinar porque o prefeito não autorizou os desfiles", destaca. 

Foto: Arquivo Cidadeverde.com/ desfile de 2016 / Thiago Amaral

PPP

É justamente por isso que, segundo Jamil, a Parceria Público-Privada para o desfile das escolas de samba não deu certo. 

"Consegui até que as emissoras de televisão participassem disso, que assumissem a tarefa de conseguir patrocínio e, em troca, teriam direito a fazer a cobertura completa na arena. Na época a gente precisava de R$ 130 mil para cada escola, mas a prefeitura barrou também. E no dia que fui levar o projeto para um grande empresário daqui, o prefeito anunciou que não teria carnaval, aí não tem como o empresário fechar com a gente", explicou.

O presidente da Liga declara que, enquanto o poder público não incentivar, não tem como ter carnaval. "Esse ano, claro, não temos mais como desfilar. Continuamos a luta para o próximo ano, mas só quando o prefeito sair dará certo. Carnaval e futebol, aqui, só com a ajuda do poder público. A gente não vende fantasia, é tudo de graça. Mas já vimos que, se depender da prefeitura, não tem carnaval mesmo. Espero que o próximo prefeito goste de carnaval", espera Jamil.

Foto: Arquivo Cidadeverde.com/ desfile de 2016 / Thiago Amaral

Valores

Jamil estima que seriam necessários quase R$ 1 milhão para realizar um bom desfile de escolas de samba. Ele tem a ideia de organizar o carnaval em dois grupos, a exemplo do que acontece no Rio e em São Paulo: no primeiro grupo, as três maiores escolas desfilariam, cada uma com uma verba de R$ 180 mil, o que daria R$ 540 mil. No segundo grupo desfilariam as cinco menores escolas, com verba de R$ 90 mil cada, o que custaria mais R$ 450 mil. 

Somando os dois grupos, seriam necessários exatamente R$ 990 mil. "Se entrar um grande empresário, um grande grupo, incentivando a gente, pode dar certo, mas ainda assim, a prefeitura terá que dar algum suporte", enfatiza o presidente da Liga. 

Foto: Arquivo Cidadeverde.com/ desfile de 2016 / Thiago Amaral

Jordana Cury
jordanacury@cidadeverde.com

Operação Carnaval tem TCOs contra donos de paredões no litoral

Fotos: Ascom / PM


Crimes contra o meio ambiente e perturbação do sossego também são focos da Operação Carnaval 2019 do Centro Integrado de Segurança Pública. Várias reclamações contra o excesso de barulho provocado pelos paredões de som foram atendidas, principalmente através do Comando da CIPTUR e do Batalhão de Meio Ambiente.

De acordo com o Major Palhano, comandante da CIPTUR, foram registados no sábado (2) nove ocorrências de perturbação do sossego. Pelo menos dois acabaram em Termo Circunstanciado, um na praia do Coqueiro e outro em Cajueiro da Praia. 
Aos turistas tem sido alertado que é proibido o uso de paredões, salvo os que estão com alvará expedido pelo município.

“Paredão é totalmente ilegal e proibido em qualquer horário. A exceção são os blocos de rua que solicitaram autorização junto a Prefeitura de Luiz Correia e o Ministério Público para fazer os desfiles. Qualquer outro caso é considerado um crime ambiental e pode ter multas de até um salário mínimo e meio, além do reboque do equipamento”, explicou o Comandante da CIPTUR.

Major Palhano e as equipes do Batalhão de Meio Ambiente, além dos policiais civis e militares de plantão no Centro Integrado, têm feito o alerta aos turistas e visitado residências denunciadas pelo uso de paredões para orientar sobre a proibição.

“Advertimos e se preciso fazemos o TCO. Em caso de não obediência à Lei, o paredão deve ser recolhido. O Ministério Público tem sido duro na aplicação das multas. Já tivemos caso que chegou a 10 salários mínimos para dono de paredão em Luís Correia. Não queremos atrapalhar a brincadeira do Carnaval, mas é preciso evitar os abusos”, concluiu.

Escolas levam brilho e efeitos especiais à Sapucaí

Foto: Graça Paes / AgNews

Com 45 minutos de atraso em função da chuva, o desfile do grupo especial das escolas de samba do carnaval do Rio começou às 22h deste domingo (3). O atraso foi decidido pelos organizadores do evento porque a chuva forte que atingiu outras regiões da cidade e prejudicou o deslocamento dos foliões até a Marquês de Sapucaí

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, afirmou que pretende suprir deficiências e falhas na estrutura dos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, para que, no ano que vem, a festa seja "muito melhor". 

"Mesmo com chuva o povo não deixou de vir e isso demonstra o quanto que a gente tem que melhorar e prestigiar essa grande festa do Estado do Rio de Janeiro e o maior espetáculo da Terra. É um grande cartão postal para o nosso País e para o Rio de Janeiro. Estou comprometido com o carnaval", afirmou.

Unidos da Tijuca

Sétima e última escola a se apresentar na primeira noite de desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, já no amanhecer desta segunda-feira, 4, a Unidos da Tijuca fez uma bela apresentação discorrendo sobre o pão. A agremiação deve brigar pelo título na próxima quarta-feira 6, quando irá ocorrer a apuração.

A exibição marcou o retorno do carnavalesco e diretor de carnaval Laíla à escola do Borel, bairro da zona norte do Rio, após 24 anos na Beija-Flor - durante os quais a escola da Baixada Fluminense conquistou nove títulos. Laíla divide a função de carnavalesco com seu auxiliar Fran Sérgio, que o acompanhou ao sair da Beija-Flor, e três outros componentes que já trabalhavam na Tijuca. Ex-auxiliar de Joãosinho Trinta (1933-2011), o carnavalesco se sentiu desvalorizado pela Beija-Flor e saiu mesmo após conquistar mais um título, em 2018. Acolhido pela Tijuca, na qual já havia trabalhado de 1980 a 1983, neste ano Laíla ajudou a organizar um desfile que superou em qualidade o da Beija-Flor, agora com uma comissão de cinco carnavalescos.

A Tijuca explorou bastante o significado religioso do pão, retratando a santa ceia no carro abre-alas e várias outras passagens bíblicas em alas e encenações - uma das mais impactantes representou o calvário de Cristo antes de ser crucificado. Não faltaram menções ao "pão que o diabo amassou" e ao pão de santo Antônio, que segundo a crença católica deve ser guardado para que nunca falte alimento no lar.

Também foi lembrado o significado do pão na história - a política do pão e circo durante o Império Romano, a importância do produto no eclodir da Revolução Francesa (quando Maria Antonieta teria dito que, se não havia pão, o povo devia comer brioches) e em uma revolta de operárias russas.

A escola esbanjou luxo, com alegorias e fantasias muito bem acabadas, e aproveitou a iluminação natural do amanhecer, que tornou mais visíveis os detalhes. O transcorrer do desfile também foi bastante satisfatório, sem correria nem imprevistos. Ao final, componentes e o público se uniram em um coro de "é campeão".

Imperatriz Leopoldinense 

A Imperatriz Leopoldinense levou a história do dinheiro para a Marquês de Sapucaí. Jogou cerca 800 mil notas falsas de R$ 100 à plateia, coloriu a avenida de dourado, mas não foi agraciada pela sorte em seu desfile, o penúltimo do primeiro dia do grupo especial. Com pouco mais de dez minutos de apresentação, o carro abre-alas 'A lenda do rei Midas' parou ainda na concentração, comprometendo a harmonia. 

Enquanto as primeiras alas avançavam, se distanciando da maior parte da escola que sequer tinha colocado os pés na Sapucaí, técnicos tentavam resolver o problema. Foi preciso soltar a primeira parte do carro e empurrá-lo manualmente para a Imperatriz conseguir avançar. E foi assim até o fim: o abre-alas parando de tempos em tempos e sendo movimentado 'no braço' pelo pessoal de apoio, enquanto os integrantes das alas corriam para tapar buracos que iam se formando ao longo da pista. 

Com o enredo 'Me dá um dinheiro aí', a escola de Ramos apostou na crítica à ambição desenfreada. Para contar essa história, retornou aos tempos de escambo entre portugueses e índios; passeou pela escravidão, ao trazer um navio negreiro para a Sapucaí; tratou do consumo desenfreado proporcionado pelo cartão de crédito. Mas pecou nos recursos estéticos e acabamento - as fantasias estavam mal acabadas e pouco criativas. 

A exceção foi a comissão de frente que, com um Robin Hood 'voador' sobre a plateia, conseguiu animar. Outro destaque foi a musa Ketula Mello. Ela recorreu a uma careca falsa e pela primeira vez desfilou com os seios nus para viver uma guerreira africana. 

Beija-Flor de Nilópolis 

Atual campeã, a Beija-Flor foi a quinta escola a desfilar na primeira noite de desfiles. A escola de Nilópolis (Baixada Fluminense) comemorou seus 70 anos revisitando seus principais enredos, mas não empolgou. Algumas referências foram óbvias, outras, de difícil compreensão.

Também faltou luxo e melhor acabamento nas fantasias e carros alegóricos. Apesar disso, a escola é sempre candidata a pelo menos retornar no Desfile das Campeãs, que vai reunir no próximo sábado, 9, as seis escolas mais bem colocadas entre as 14 concorrentes.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, desfilou representando um casal de beija-flores. Seguiram-se referências aos enredos mais famosos ou importantes da escola, desde "Peri e Ceci", com que a escola ficou em 10º lugar na segunda divisão, em 1963, até "Monstro é aquele que não sabe amar! Os filhos abandonados da pátria que os pariu", vitorioso na elite em 2018.

Foto: Jose Humberto / AgNews

Não faltaram "Sonhar com Rei dá Leão", que rendeu o primeiro título da escola, em 1976, com o carnavalesco Joãosinho Trinta (1933-2011), e "Ratos e Urubus, Larguem minha Fantasia", que ficou famoso em 1989 por levar ao sambódromo uma alegoria do Cristo Redentor que, proibido pela Justiça de ser exibido, foi coberto com um plástico preto e um cartaz onde se lia "mesmo proibido, olhai por nós". A referência a esse imbróglio tão marcante, no entanto, pode ter passado despercebida à maioria do público, porque em vez de reproduzir a famosa alegoria a Beija-Flor preferiu colocar ratos e mendigos sobre um carro alegórico.

Teve ainda referência a Roberto Carlos, cantor e compositor que virou enredo campeão em 2011, e uma ala inteira em homenagem a Pinah, destaque que ficou famosa em 1978 ao sambar com o príncipe Charles, da Inglaterra, durante uma visita dele ao Brasil. A própria Pinah desfilou como destaque de chão, mas, espremida entre duas alas, teve pouco espaço para ser reverenciada.

Em alguns momentos a escola pareceu correr demais, aparentemente por ter um número exagerado de componentes para os no máximo 75 minutos de exibição.

Embora não tenha empolgado, a escola encerrou o desfile confiante: vários componentes entoaram gritos de "bicampeã". 

Acadêmicos do Salgueiro 

Quarta escola de samba a desfilar na primeira noite de exibições no sambódromo do Rio de Janeiro, o Salgueiro exaltou Xangô, divindade cultuada pelas religiões de matriz africana trazidas ao Brasil pelos escravos, como o candomblé. Foi o primeiro desfile da escola do Andaraí (zona norte do Rio) sob a atual direção - uma disputa judicial que se estendeu de maio a dezembro determinou a saída de Regina Celi e deu o comando do Salgueiro a André Vaz, candidato de oposição. 

A demora na decisão parece não ter prejudicado a escola, que fez um desfile muito luxuoso e empolgante - só comparável, até então, à apresentação da Viradouro de Paulo Barros -, embalado por um samba que, embora difícil de cantar por conter várias expressões africanas, foi muito bem recebido pelo público. 

O competente carnavalesco Alex de Souza, que estreou no Salgueiro em 2018 conquistando o terceiro lugar, mais uma vez criou fantasias e alegorias luxuosas e muito bem acabadas.

Foto: Glauco Fernandes / AgNews

Ele reclamou, porém, da falta de material no mercado brasileiro, abastecido prioritariamente por fornecedores chineses. Para não correr risco, optou mais pelo espelho, de fácil acesso, do que gostaria. "A crise não é só financeira, é de material também ", disse o carnavalesco após o desfile, demonstrando confiança na vitória apesar dos percalços. 

A empolgação fez com que a escola atravessasse a avenida no limite de 1h15, para o azar dos integrantes que aguardavam com apreensão pela passagem dos últimos carros já na área de dispersão. 

Mas, para Souza, "o tempo foi justo como Xangô", brincou ele, em referência ao orixá das religiões afrobrasileiras, "justiceiro da nação nagô", como traz o samba do Salgueiro. Nessa linha de defesa de direitos, os integrantes da última ala exibiram bandeiras contra a discriminação às minorias.

Além de contar a origem africana de Xangô, o enredo mostrou seus correspondentes no catolicismo, como são Jerônimo, são João Batista e são Pedro. 

O desfile também fez diversas referências à Bahia, berço do sincretismo religioso no Brasil, e ao enredo apresentado pelo Salgueiro há 50 anos - em 1969 a escola conquistou o quarto título de sua história com uma homenagem à Bahia, em enredo desenvolvido por Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues.

Grande Rio 

A Grande Rio, de Duque de Caxias, foi a terceira escola a desfilar na primeira noite de exibições no Rio de Janeiro, já na madrugada desta segunda-feira, 4. A agremiação apresentou o enredo "Quem nunca...? que atire a primeira pedra", em que faz uma crítica "às gafes, deslizes, viradas de mesa e ao famoso jeitinho brasileiro", segundo o próprio roteiro do desfile anuncia. 

O tema foi escolhido um ano após a virada de mesa realizada por pressão da escola, que ficou em penúltimo no desfile de 2018 e seria rebaixada para a segunda divisão, não fosse a repentina e tardia mudança de regras - o enredo pode ser interpretado como uma admissão velada de culpa ou como uma forma de demonstrar que no Brasil esse tipo de acordo é comum. 

Foto: Leo Franco / AgNews

O desfile foi melhor do que o do Império Serrano, mas inferior ao da Viradouro, e não chegou a empolgar a plateia. A seu favor pesou, no entanto, a animação dos integrantes, que cantaram e pularam durante todo o desfile, ainda que não fossem acompanhados por quem assistia nas arquibancadas. A inovação ficou por conta do uso de drones com emojis na comissão de frente, numa alusão a Moisés, o profeta dos dez mandamentos, em tempos de redes sociais. 

A Grande Rio fez críticas aos hábitos de dirigir automóveis falando ao celular ou após ingerir bebida alcoólica, ao roubo de eletricidade ou de sinal de TV a cabo e à divulgação de fake news pelas redes sociais. Também foram alvo de críticas quem picha, quem joga lixo, cigarro ou chiclete no chão ou de qualquer forma suja as praias e os rios. No último setor foram retratadas as escolas e as ciências, em um convite à reflexão de que sempre devemos nos corrigir.

O experiente carnavalesco Renato Lage, sempre lembrado como autor dos desfiles campeões pela Mocidade Independente em 1990, 1991 e 1996, fez um desfile técnico pela Grande Rio. No ano passado, o rebaixamento cancelado se deveu a um carro alegórico que, devido ao tamanho exagerado, encrencou antes de entrar na passarela. Neste ano não houve erros desse tipo, mas ainda faltaram brilho e um enredo mais empolgante.

Unidos do Viradouro

De volta à elite das escolas de samba do Rio após quatro anos na segunda divisão (da qual foi campeã em 2018), a Unidos do Viradouro foi a segunda escola a se apresentar. A escola apostou no aplaudido carnavalesco Paulo Barros, campeão em 2010, 2012, 2014 e 2017, para discorrer sobre contos infantis sob a ótica de um adulto. O fio condutor foi um adulto revisitando os livros que sua avó lhe apresentava quando criança. Daí surgiram personagens como a Branca de Neve, o Gato de Botas, Cinderela, o Soldadinho de Chumbo e o lobisomem. 

A escola esbanjou luxo e empolgou o público, encantado com a teatralização e as alegorias humanas sempre usadas por Paulo Barros.

O quinto carro alegórico, um cemitério em que criaturas das trevas saíam dos túmulos, foi um dos que causaram maior impacto: um Motoqueiro Fantasma, outro personagem dos livros, descia da alegoria e circulava pelo sambódromo pilotando sua moto para afastar as criaturas do mal.

Beneficiada até pela comparação com a escola anterior, o Império Serrano de fantasias simples e mal acabadas, a Viradouro deu espetáculo e é séria candidata a retornar no Desfile das Campeãs, que ocorre no próximo sábado, 9, e reúne as seis escolas mais bem colocadas nos dois dias de exibições. 

Império Serrano 

Primeira escola a se apresentar neste domingo no sambódromo do Rio de Janeiro, abrindo a primeira noite de desfiles do Grupo Especial, o Império Serrano apresentou o enredo "O que é, o que é?", sobre o sentido e os rumos da vida. 

A força do samba - uma famosa composição de Gonzaguinha, lançada em 1982 - empolgou a plateia, mas a escola repetiu alguns erros do ano passado, quando foi a última colocada - e só não foi rebaixada por conta de uma virada de mesa. 

Foto: Leo Franco / AgNews

Além de fantasias e alegorias pobres e mal acabadas, até o letreiro do tripé que acompanhava a comissão de frente anunciando o nome da escola tinha defeitos: as três últimas letras da palavra Império estavam apagadas. Apesar disso, o samba contagiou o público, como era previsto.

Para expor um tema tão abstrato, o Império começou apresentando o nascimento de Cristo, retratado pela comissão de frente - mas, nessa versão, ele nasceu nos dias atuais e em meio a moradores de rua. O tripé que acompanhava a comissão era um palco ocupado alternadamente pelos integrantes da comissão de frente e pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Verônica Lima. Por meio de um elevador, a plataforma onde eles estavam era elevada a quatro metros de altura para se exibir em frente a cada cabine de jurados. 

As primeiras alas retrataram as religiões; em seguida foram exibidas as formas como a vida pode ser classificada: um tesouro, uma aventura, uma viagem, um presente, um doce, um carnaval, um labirinto...

No último setor foram exibidas as principais expectativas que temos: esperamos ter sorte, saúde, paz, aprender e sermos campeões. Não será o caso do Império desta vez, mas valeu a tentativa - inclusive pela justa homenagem à cantora e compositora imperiana Dona Ivone Lara, primeira mulher a compor sambas-enredo no carnaval do Rio, morta no ano passado, aos 96 anos.

Fonte: Estadão Conteúdo

Multidão acompanha 2ª noite de carnaval em Água Branca

Fotos: Ascom

Lotação máxima da Praça de Eventos José Pereira Lopes para a segunda noite de shows do Carnaval de Água Branca. A noite desse domingo (3) foi comandada pelos cantores Johnny Fred, Romim Mata e Luketta. 

A programação desse domingo (3) iniciou à tarde, com o desfile do Bloco dos Piratas e o mela-mela na Orla do Açude. 

Primeira atração da noite, Johnny Fred subiu ao palco instalado na Praça de Eventos e agitou os foliões com muito axé e swingueira. 

Conhecido popularmente como “A voz do paredão” e atração mais aguardada da noite, Romim Mata cantou sucessos do sertanejo universitário, forró, axé e funk. 

Fechando a noite, o cantor Luketta levou o público ao delírio com ritmos de axé e arrocha, além de músicas autorais conhecidas, como ‘Ponto final’, ‘Solta o Paredão’, ‘Pegada do Baiano’ e ‘Cachaça Tome’. 

Para garantir a tranquilidade do folião, o município recebeu reforço de 100 policiais militares que estão atuando em parceria com os policiais do 18º Batalhão de Policiamento Militar de Água Branca. 

“O prefeito Jonas Moura motiva todos os órgãos da Prefeitura a participar da organização do Carnaval. Além disso, também contamos com o apoio de parceiros da iniciativa privada, além do Governo do Estado. Está tudo muito lindo e, quem quiser curtir os próximos dias de festa, sinta-se convidado”, comenta Júnior Ribeiro, secretário municipal de Finanças.

Confira a programação dos próximos dias do Carnaval:   

SEGUNDA-FEIRA (4 de março)

  • – 16h – Mela-mela na Orla do Açude
  • – 23h – Oz Bambaz, Avine Vinny e Phyll Araújo

TERÇA-FEIRA (5 de março)

  • – 15h – Bloquinho Infantil (Praça Gomes Callado)
  • – 16h – Mela-mela na Orla do Açude
  • – 23h – Banana Nativa e Kaio Stronda

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

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