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A ciência por trás do esporte

Durante as últimas semanas temos nos encantado com o desempenho de esportistas de diferentes modalidades durante as Olímpiadas de Tóquio. Este evento ocorre a cada quatro anos e estava previsto para acontecer em 2020, tendo sido adiado por um ano em função da pandemia de COVID-19. As Olimpíadas são organizadas pelo Comitê Olímpico Internacional, órgão que congrega 202 países, tendo a frente o Comitê do país-sede que cria condições para que o evento ocorra, com a logística e infraestrutura necessárias para o desenvolvimento das competições das diferentes modalidades.

As Olimpíadas foram criadas na Grécia antiga, mas no final do século XIX, graças ao professor francês Pierre de Frédy, conhecido como Barão de Coubertin, os jogos ressurgiram e desde então só foram interrompidos durante as Guerras Mundiais e agora adiados em função da pandemia de COVID-19. Desde 1896 o evento ganha destaque movimentando diferentes modalidades esportivas e atletas com desempenho competitivo excelente representando as diferentes nações em busca das medalhas de Ouro, Prata e Bronze, que premiam os melhores atletas nos esportes individuais e as melhores equipes de esportes coletivos.

Para nós, expectadores, resta assistir e torcer pelo bom desempenho dos atletas que representam nosso país. Por vezes nos maldizemos porque este ou aquele atleta não conseguiu a tão sonhada medalha ou um desempenho melhor. Mas o que existe por trás de um atleta bem-sucedido? Além de um esforço muitas vezes sobre-humano nos quais precisam se sobressair após anos de preparação, um bom momento psicológico e a superação de limites, e sem qualquer dúvida o apoio para preparação. Mas a ciência ajuda em que?

O desempenho de um atleta pode ser atribuído a um planejamento rigoroso na preparação, ao desenvolvimento de estratégias de treinamentos e rotinas de treinos, além do esforço de técnicos e pesquisadores que apuram dados como velocidade, força, combinados com aspectos relacionados a uma alimentação balanceada e voltada para o melhor aproveitamento energético durante as fases de formação dos chamados atletas de alto rendimento.

Esta preparação e o planejamento para competição fez nascer as chamadas Ciências do Esporte ligadas aos estudos das técnicas e métodos usados no treinamento e na preparação física de indivíduos e equipes para competições esportivas. Para compor este conjunto de ciências surgiram áreas como a Biomecânica esportiva, Psicologia esportiva, Medicina esportiva e a Gestão de Esportes, que combinadas ajudam a melhorar a performance de atletas e equipes visando resultados de alto rendimento.

Assim, quando estiver torcendo pelo sucesso de um atleta lembre-se que para chegar até ali muita gente estudou técnicas de otimização de energia para permitir que pudesse correr ou nadar mais rápido, velejar e remar com mais força, pular mais alto etc. Cumprir o lema olímpico do Citius, altius, fortius (Mais rápido, mais alto e mais forte) é a meta de cada atleta e de cada treinador envolvido na preparação destes atletas.

O quadro de medalhas mostra, por fim, quem melhor conseguiu preparar seus atletas para a competição que é considerada a de mais alto nível, envolvendo muitas modalidades. Nas Olimpíadas de Tóquio que finalizam hoje foram 46 modalidades no total, incluindo algumas novas como o Surf e o Skate, que inclusive renderam bons resultados para os brasileiros.

A ciência é a base de praticamente tudo que acontece nas nossas vidas. Boa semana para todos (as) e até as Olimpíadas de Paris que ocorrerão em 2024.