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Use a cabeça! Use capacete!

Atualmente uma das maiores causas de internação nos hospitais que atuam na linha de frente do atendimento de urgência e emergência são os acidentes de trânsito. Especialmente os acidentes com motociclistas que, inadvertidamente, deixam de usar equipamentos de proteção individual (EPIs), como o capacete, por exemplo.

As pancadas na cabeça, decorrentes de quedas ou acidentes de trânsito, com certa frequência, determinam a ocorrência de concussões. As concussões decorrem do impacto do cérebro contra o próprio crânio, sem lesões significativas aparentes, podendo causar desde lesões cerebrais microscópicas e, distúrbios neurológicos, muitas vezes de efeito transitório.

Em pesquisa publicada no final do mês passado (Março, 2018) na Revista Science, pesquisadores de várias universidades norte-americanas que estudam os efeitos das concussões apresentaram dados sobre os efeitos de traumatismos sobre regiões importantes do cérebro. Não é necessário que as pancadas sejam absurdamente fortes. Se tiverem uma frequência que atinja o cérebro de modo profundo podem trazer problemas seríssimos. Estudos feitos com jogadores de esportes de contato, como o futebol americano, revelaram que algumas concussões podem atingir regiões bem internas do cérebro, como o corpo caloso, que liga os dois hemisférios cerebrais.

Pesquisa desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, analisaram dados coletados em 31 jogadores de futebol americano, usando dados de protetores bucais especiais, contendo giroscópios e acelerômetros. Os dados permitiram conhecer as reações do cérebro durante o impacto produzido durante partida de futebol. Concluiu-se que as vibrações produzidas pelas pancadas e movimentos rápidos, geradores de concussões de todas as ordens poderiam orientar fabricantes a produzirem capacetes, por exemplo, capazes de absorver impactos de todas as naturezas.

Anualmente o Brasil gasta uma fortuna com acidentados que preferem estragar suas vidas a usar equipamentos que possam proteger um dos bens mais preciosos que possuímos: nosso cérebro!

Se ligue no uso do capacete... Até o próximo post...