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Dona Aranha e seu “Aranho”: proibido para menores!

Numa semana em que algumas notícias de machismo extremo povoam nossas timelines, como no caso do estudante que esmurrou a árbitro de futebol porque tomou um cartão vermelho, em um torneio realizado na cidade de Parnaíba (veja matéria aqui) e que um dos "craques" da seleção brasileira de futebol expôs fotos íntimas e diálogos de uma mulher, ainda que para se defender de uma acusação de estupro (veja matéria aqui), a página da National Geographic postou um vídeo muito interessante onde machos de espécies de aranha amarram as fêmeas após a relação sexual. Calma!!! Não é caso de estupro!

Explico. Em grande parte das espécies de aranhas ocorre um fenômeno chamado Canibalismo. O macho, após a cópula, ou ainda durante o ato, passa a ser devorado pela fêmea. Como visto por muitos cientistas, na maioria das espécies isto é considerado como ato altruísta do macho, que literalmente dá sua vida para perpetuar seus genes através dos seus filhotes. Outros pesquisadores defendem que, na verdade é uma estratégia egoísta, porque ao entreter a fêmea deixando-a que o devore garante que seus genes se perpetuem através dos seus descendentes.

O macho amarra a fêmea para não ser devorado. Fonte: National Geographic.

Pelo sim, pelo não, a espécie demonstrada no vídeo da National Geographic consegue copular e garantir filhotes e ainda, de quebra, sobreviver: amarra a fêmea com sua teia antes de copular. Os cientistas chamaram a teia de fios de seda de “véu de noiva”. Certamente que é um recurso evolutivo desta espécie, inclusive para poder diversificar a disseminação de seus genes, uma vez que pode gerar descendentes com outras fêmeas, o que não acontece com espécies como a viúva negra, por exemplo, que invariavelmente, se alimenta do seu macho.

Veja o vídeo aqui

É a natureza inventando das suas...

Boa semana para todos (as)

(A partir de informações colhidas no site da National Geographic)