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Teresina tem pressa

Talvez por ser muito nova, afinal 167 anos representam quase nada quando se trata da existência de uma cidade, Teresina tem pressa em crescer. Para usar uma expressão do professor Cineas Santos, a capital piauiense é “novidadeira” e isso pode ser constatado por quem tira um pouquinho do seu tempo para observar a cidade e seus costumes. O novo de ontem já virou antigo hoje.

O desenho urbano traçado no seu planejamento ficou restrito ao centro porque logo a cidade procurou novos espaços e tratou de se espalhar para as zonas norte, sul, leste e sudeste. O mesmo só não aconteceu a oeste por causa da barreira geográfica imposta pelo Rio Parnaíba. E à medida que ia crescendo para os lados, crescia também verticalmente, buscando alcançar o céu com seus edifícios que se multiplicam na mesma velocidade dos sonhos dos que os constroem ou habitam.

Sim, a cidade que nasceu do sonho de um homem segue seu destino, realizando os sonhos dos homens e mulheres que sucederam Saraiva, até transformarem-se na matéria que lhe dá vida e forma. E assim, Teresina  está sempre correndo em busca do seu destino, como o Rio Poty corre até chegar ao Parnaíba e os dois seguem juntos em direção ao mar.

E o destino de Teresina parece ser mesmo a  educação. Pouco a pouco, esta  vai se firmando como a vocação natural de Teresina, a capital brasileira com maior nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Não por acaso, nossos candidatos são temidos nos concursos de todo o país, nossos alunos, de escolas públicas e privadas, ganham ouro nas medalhas de conhecimento e as universidades se multiplicam por aqui, revelando uma cidade que pulsa na batida do conhecimento. Afinal , quem tem pressa de crescer tem sede de saber.

P.S. A foto que ilustra este texto é do genial Juscel Reis, que tem um olhar privilegiado para retratar as mais belas imagens da cidade.

 

STF acaba com pensão a ex-governadores do Piauí

Os ex-governadores do Piauí sofreram um revés ontem no plenário do Supremo Tribunal Federal. Por unanimidade, o plenário da Casa invalidou o dispositivo da Constituição estadual que prevê o pagamento de subsídio mensal e vitalício para ex-governadores em valor correspondente à remuneração do cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí.

Os ministros do STF consideraram procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que alegou que a pensão aos ex-governadores, integral e vitalícia, ofende os princípios republicanos da impessoalidade e da moralidade previstos na Constituição Federal.  Segundo a OAB, tal privilégio “assenta regalia baseada em condição pessoal do beneficiado”, sem qualquer interesse público a ser amparado.

A ADI foi ajuizada pela OAB ainda no ano de 2011, referindo-se aos estados do Piauí e do Rio Grande do Sul e alega a ausência de norma semelhante para os ex-presidentes da República na atual Constituição.

 

Homenagem  a Bolsonaro

É da artista plástica piauiense Dora Parentes a tela pintada a óleo que retratou o Presidente Jair Bolsonaro e foi afixada ontem na escola militar inaugurada em Parnaíba. Dora foi pessoalmente a Parnaíba levar a tela e fez questão de abraçar o homenageado.

Ainda sobre a visita de Bolsonaro ao Piauí, repercutiu em todo o país a declaração do presidente de que, a partir da próxima segunda-feira, estará suspenso o uso de radares móveis nas rodovias federais. Bolsonaro atropela os números e o trabalho da Polícia Rodoviária Federal, que se esforça para diminuir as infrações cometidas por excesso de velocidade.

Aqui mesmo no Piauí, o superintendente da PRF acaba de divulgar um relatório que registra um crescimento de 125% no número de acidentes este ano, em comparação ao mesmo período do ano passado,  todos eles provocados por motoristas que ultrapassaram o limite máximo de velocidade permitido. De janeiro até agora, já foram contabilizadas nove mortes por esse motivo.

Com uma fiscalização afrouxada por determinação do próprio presidente da República, que deveria exigir justamente o rigor na punição a quem corre nas pistas, é de se esperar que esses números macabros venham a crescer ainda mais, com prejuízos incalculáveis para toda a sociedade.

Por que o ano que vem promete ser bem melhor

Já era quase madrugada de hoje quando a Câmara aprovou, por 345 votos favoráveis e 76 contra, a Medida Provisória da Liberdade Econômica - um conjunto de medidas para simplificar o ambiente de negócios, reduzindo a burocracia e permitindo novas possibilidades de contratação. A ideia é facilitar a vida de quem quer empreender no país para estimular o crescimento da economia e o surgimento de novos empregos. As estimativas apontam para a criação de 4 milhões de empregos em uma década.

O texto original enviado pelo governo continha 53 artigos, reduzidos a 20, depois de uma ampla conversa para retirar o que poderia comprometer a sua aprovação. Hoje, os deputados votam os destaques, que podem ainda alterar o texto original e, em seguida, a medida segue para o Senado, onde deverá ser aprovada até o dia 27 deste mês para não perder a validade.

Uma das principais novidades, e também uma das que mais geraram polêmica, foi a que permite o trabalho aos domingos e feriados. No caso do trabalho aos domingos, o trabalhador deve receber em dobro ou trocar por uma folga. A medida determina ainda que a cada quatro semanas, a folga deverá cair obrigatoriamente em um domingo. No texto original, a proposta era de um domingo de folga a cada sete trabalhados.

A Medida da Liberdade Econômica faz parte de uma construção que, aos poucos, vai ganhando forma no Brasil para recuperar a capacidade de investimento no país, com o estímulo à abertura de negócios para fazer o dinheiro circular e trazer de volta ao mercado milhões de brasileiros que encontram-se hoje desempregados. Junte-se a ela a Reforma da Previdência e a Tributária e, com certeza, o ano que vem será melhor que este.

 

 

O que Bolsonaro vai deixar para o Piauí?

O presidente Jair Bolsonaro chega amanhã ao Piauí para participar das comemorações do aniversário de Parnaíba, no norte do Estado.Ele vem a convite do Prefeito Mão Santa e, na ocasião, será homenageado pela Fecomércio com a inauguração de uma escola militar que leva seu nome. Depois de tratar os nordestinos de forma jocosa como "paraíbas", Bolsonaro está tentando consertar o estrago com visitas aos estados da região. Já esteve na Bahia, em Pernambuco e, agora, no Piauí.

Consta também da agenda do presidente um sobrevoo ao projeto Tabuleiros Litorâneos, de produção irrigada de frutas. Em outra ocasião, o presidente declarou que pretendia transformar o projeto piauiense em uma segunda Petrolina, em alusão à produção de frutas existente na cidade pernambucana. É o que esperam os piauienses, pois de nada adiantará sua vinda para cá se não ficar algo de concreto para ajudar o Piauí, um dos estados mais pobres da federação e que, por isso mesmo, merece uma atenção diferenciada em aporte de verbas e obras públicas para tentar diminuir a grande desigualdade social existente com relação aos estados do sul e sudeste.

Nos últimos dias, o presidente tem sido manchete muito mais pelo que fala do que pelo que faz. Está na hora de ele tomar consciência de que declarações desastrosas não ajudam em nada o seu governo, pelo contrário. Além de acirrar os ânimos já exaltados entre esquerda e diretia, que só prejudicam o país, deixa-se de focar no que é essencial. O Brasil tem pressa em crescer, em alavancar o desenvolvimento e recuperar os milhões de empregos perdidos. A campanha eleitoral passou faz tempo e hoje Bolsonaro é presidente de todos os brasileiros e por eles deve trabalhar. De preferência, em silêncio.

Centro formador de revoltas

No dia 31 de julho, o governo do Estado já havia decretado  situação de emergência no Centro Educacional Masculino (CEM) de Teresina. Emergência não resolvida explodiu em um motim no início da tarde de ontem. Os adolescentes que se encontravam na unidade atearam fogo nos colchões e destruíram equipamentos lá dentro. Dessa vez, não houve vítimas. Os prejuízos foram apenas materiais.

Os problemas do CEM tornaram-se crônicos. O Centro deveria servir para que adolescentes infratores cumprissem medidas socioeducativas, o que não acontece. Amontoados em quantidade superior ao permitido pelo espaço, eles condições precárias e distantes do que se imagina como um centro de recuperação, os rapazes que estão por lá dedicam-se a promover rebeliões, motins, brigas internas, fugas. É nisso que se transformou o CEM.

Passados três anos de internação, tempo máximo permitido por lei para apreensão de menores infratores, os quase adultos saem de lá ainda mais revoltados e violentos, já que não houve política efetiva que permitisse a sua recuperação ou educação. Esse modelo de punição aos adolescentes que cometem crimes precisa ser revisto. Como está, só os torna piores.

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