Cidadeverde.com

Estão assassinando a MPB

O empobrecimento cultural do Brasil chegou ao limite da vulgaridade.  O país está perdendo as boas referências que sempre teve nos mais diferentes campos artísticos. Mas o caso mais grave, sem dúvida, é o da música popular. A mesma nação que pariu Heitor Villa Lobos, Tom Jobim, Chico Buarque e Caetano Veloso, para citar só alguns, agora se delicia ao som de uma pseudo-música, sem harmonia ou letra que justifiquem tamanha popularidade.

A música mais baixada esta semana nos serviços de streaming foi um funk intitulado “Só surubinha de leve”, uma apologia ao mau gosto, e pior, à violência contra a mulher que, na letra, é tratada como uma mercadoria de quinta categoria.  Mesmo assim, o tal funk, de um certo Diguinho, entrou para a lista das mais ouvidas do Spotify. 

Só diante a denúncia de algumas vozes lúcidas e inflamadas sobre o incentivo que a música faz ao estupro é que ela foi retirada dos serviços de streaming. Uma vergonha para o país de Pixinguinha. Infelizmente, este não é um caso isolado. A proliferação de músicas com letras chulas e sexualizadas vem ganhando adeptos há muito tempo.

Triste do país em que a cultura é desvalorizada e abre espaço para letras de estímulo à prostituição, vulgaridade e banalização da mulher. Choram Vinícius, Toquinho, Djavan, Milton, Marisa Monte, Paulinho da Viola. Choramos todo nós.

Julgamento de Lula faz senadora perder limite do bom senso

No desespero, algumas pessoas perdem totalmente a noção do equilíbrio e do bom senso. Isso pode até ser uma atitude considerada normal em pessoas comuns, sem representatividade na vida pública. Mas, quando se trata de uma autoridade, é, no mínimo, temeroso.

A senadora Gleisi Hoffman ( PT-PR) deu uma declaração desastrosa e totalmente descabida, ao afirmar que “para prender o Lula vai ter que prender muita gente, mas, mais que isso, vai ter que matar gente.” Parlamentar eleita para representar o povo do seu estado, a senadora não pode se insurgir contra as leis e o Estado Democrático de Direito, até porque esta a razão do seu mandato, bem como dos demais senadores que são pagos pelos cofres públicos.

A manifestação político-partidária de apoio ao ex-presidente, condenado em primeira instância a nove anos e seis meses  de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá, é legítima. O que não pode acontecer é a convocação à desordem pública, com incitamento à violência, e ameaça de morte. Aí, já vira coisa de bandido.

A senadora Gleisi Hoffman, formada em Direito, é também ré na Lava-Jato e responde a processo, sob acusação de ter recebido R$ 1 milhão em propina na sua campanha para o Senado em 2010. Como bacharela em Direito, ainda que tenha optado pela atividade política, deveria ser a primeira a buscar os recursos judiciais cabíveis em caso de insatisfação com as decisões proferidas por juízes de primeira e de segunda instâncias. Mas, ao contrário, prefere agir à margem da lei, ameaçando de morte quem se coloca de forma contrária ao seu ponto de vista. A que ponto nós chegamos!

Inércia no sistema prisional gera violência dentro e fora dele

Está muito mal explicada a morte de mais um detento nas dependências dos presídios do Piauí.  Ontem, em uma demonstração de total falta de controle do que acontece no interior da Penitenciária Irmão Guido, como nas demais existentes no estado, circulou um vídeo gravado por um preso, com duração de mais de 3 minutos.

Ora, para gravar vídeo e divulgá-lo nas redes sociais, os presos precisam ter acesso a celulares e liberdade total para manuseá-los, sem pressa ou qualquer constrangimento. Agem como se estivessem na tranquilidade de quem está na própria casa, sem contas a prestar com a justiça.

Sem o rigor da fiscalização adequada no interior das penitenciárias, abre-se espaço para todo tipo de atrocidade: rebeliões, motins, comandos para a execução de crimes lá fora e o assassinato  de companheiros de cela. Até o momento, não foram esclarecidas as circunstâncias da morte ocorrida na Irmão Guido. O laudo apenas diz que não houve perfuração.

O caldeirão formado dentro dos presídios piauienses é propício para o acirramento da violência dentro e fora deles. A mão do estado precisa agir com mais rigor e, principalmente, com um trabalho de ressocialização eficaz, que ocupe os braços e mentes dos que hoje se encontram cumprindo pena no sistema penitenciário do Piauí.

Crimes de farda

Chama atenção o número de crimes ocorridos recentemente envolvendo policiais, seja do Exército ou da PM. O último foi sábado passado, durante uma prévia carnavalesca realizada no centro da cidade. Um cabo do Exército, lotado no 2° BEC, teria efetuado dois disparos com armas de fogo, causando pânico entre os foliões e estragando a festa de quem saiu de casa apenas com o intuito de se divertir.

O Piauí ainda não esqueceu o crime da estudante Camila Abreu, assassinada em outubro do ano passado pelo namorado, um policial militar. Em junho do mesmo ano, foi Yarla Lima Barbosa quem teve a vida subtraída, também pelo namorado, um tenente do Exército.  No dia 25 de dezembro, policias militares assassinaram a menina Emily Caaetano, de nove anos, durante uma abordagem totalmente fora dos padrões, na zona leste de Teresina.

É de se questionar a que tipo de homens o estado brasileiro está entregando armas e confiando a segurança da população. Em vez de proteger a sociedade, estão destruindo famílias, com atos de violência totalmente injustificáveis.

É sempre bom lembrar que não se pode tomar o todo pela parte. Felizmente, não é toda a corporação que age dessa forma. Temos um contingente de homens dedicados, que honram a farda e se dedicam à segurança, muitas vezes arriscando a própria vida. Mas preocupa  o crescente número de casos envolvendo policiais. Estaria a falha na formação e preparação dos jovens que vão portar uma arma? Está havendo o necessário acompanhamento psicológico  desses oficiais? É preciso voltar os olhos para esse problema , a fim de evitar que casos como esses voltem a acontecer.

Inep antecipa a divulgação das notas do Enem

Os estudantes que realizaram as provas do Enem irão conhecer o resultado  do exame um dia antes do programado. Marcada inicialmente para o dia 19 de janeiro, a divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio será feita no dia 18 do mesmo mês.

Os resultados estarão disponíveis na “Página do Participante”, área reservada aos candidatos no site do Inep. Para acessá-la, o candidato precisa informar o número do CPF e a senha cadastrada.

As notas no Enem são utilizadas para que os estudantes possam obter uma vaga nas universidades federais que integram o SISU ( Sistema de Seleção Unificada), bem como as bolsas do Prouni e os financiamentos do Fies.

Já os menores de 18 anos que realizaram o Enem apenas para avaliarem o seu grau de conhecimento só terão acesso às notas 60 dias após a divulgação oficial, assim como os espelhos  das redações de todos os participantes.

O Enem contou com a participação de 7,6 milhões de estudantes inscritos em todo o pai. No entanto, cerca de 4 milhões faltaram ao menos a um dia de prova. No ano passado, pela primeira vez, as provas do Enem foram aplicadas durante dois domingos: 5 e 12 de novembro.

Posts anteriores