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Falta de recursos deixa gestão pública engessada

A tímida recuperação econômica que o Brasil vem acompanhando no setor privado ainda não chegou ao setor público. Olhemos aqui para o Piauí. Tanto o Estado quanto o município sofrem com a falta de recursos e enfrentam grandes desafios na administração.

Cada um, a seu modo, está correndo atrás do prejuízo para tentar fechar as contas. O Estado, por meio do Secretário de Administração, Franzé Silva, já adiantou que não vai conceder reajustes aos servidores, e isso inclui os agentes penitenciários, em greve há vários dias.

O Prefeito Firmino Filho foi ontem ao Rio de Janeiro atrás de uma cobrança judicial que cobra créditos financeiros referentes a supostas perdas da instituição com a transferência do controle acionário da Cepisa para a Eletrobrás.

ESCASSEZ DE OBRAS

Com o dinheiro minguado, os gestores estão se limitando, praticamente, a manter os serviços essenciais e pagar a folha de pessoal. As obras estão paradas, não surgem novos programas e a vidinha segue monotonamente.

A população, no entanto, se questiona por que, em meio a tanta carência financeira, os gestores não lembram de diminuir a máquina pública, reduzindo o número de órgãos , secretarias e coordenadorias, algumas completamente desnecessárias, ou cortam os excessivos cargos comissionados .

 

LITERATURA NOS BAIRROS

A boa notícia de hoje vem do Dirceu Arcoverde, bairro da zona sudeste, que é quase uma cidade independente. Começa hoje por lá o 2° Saliceu – Salão do Livro do Dirceu, no Campus Clóvis Moura da Uespi. O evento tem a duração de três dias com bate-papos literários, lançamentos de livros e espaço para as crianças ouvirem estórias.

Uma iniciativa fantástica para levar arte à população, promovendo intercâmbio cultural entre escritores e leitores. Quanto mais gente lendo nos bairros, menos pessoas praticando violência nesses mesmos espaços.

 

Energia solar começa a gerar riqueza no Piauí

Nem só para aumentar o calor serve o sol que nos queima. O excesso de luz solar agora é fonte de riqueza e energia. Já está funcionando no Piauí, mais precisamente no município de Ribeira do Piauí, um dos dois maiores parques de energia eólia da América do Sul.

O Parque Nova Olinda tem capacidade para produzir 292 MW de energia e pertence à multinacional ENEL. Aqui, ele é mantido pela subsidiária Enel Green Power Brasil Participações Ltda. A empresa investiu U$ 300 milhões na construção do parque, que ocupa uma área de 690 hectares na região do semiárido, com mais de 900 mil painéis solares.

Escravidão atinge 40 milhões de pessoas no mundo

Um dado desolador revelado ontem pela Organização das Nações Unidas – ONU - , juntamente com a Organização Internacional do Trabalho - OIT – mostra que a escravidão ainda está longe de ser uma mancha do passado. Em pleno século XXI, 40 milhões de pessoas no mundo inteiro são vítimas do trabalho escravo. É mais que a população inteira do Canadá.

O relatório da ONU e OIT mostra ainda outro fator que acentua a desigualdade e perversidade no mundo do trabalho. Desse total de 40 milhões que trabalham em regime análogo ao da escravidão, a maioria é formada por mulheres e meninas, mais precisamente, 71%, o que corresponde a 29 milhões de pessoas. Uma a cada quatro vítimas é menor de idade. E nesse aspecto, a agricultura é o setor que mais concentra essa mão de obra.

O PIAUÍ NO MAPA DA ESCRAVIDÃO

O estado do Piauí, assim como o Maranhão, figura como exportador da mão de obra escrava para o restante do país. Em março deste ano, a “Lista da Transparência sobre Trabalho Escravo Contemporâneo” apontou quatro fazendas piauienses, na zona rural dos municípios de Guadalupe, Barreiras do Piauí, Assunção do Piauí e Cajueiro da Praia.

No Brasil, a Lei Áurea aboliu a escravidão em 1888. No entanto, quase 130 anos depois, adultos e crianças ainda continuam sendo maltratados com o trabalho escravo. Um desrespeito, não apenas à Lei, mas à própria dignidade do ser humano. Uma mancha vergonhosa que precisa ser varrida do nosso mapa.

Improviso no sistema prisional

Uma série de desencontros e atropelos registrados desde o final da semana passada contribuiu para tumultuar ainda mais a já delicada situação do sistema prisional do Piauí. A confusão começou ainda no final da semana passada quando os agentes penitenciários, em greve, decidiram deixar de receber presos na Central de Flagrantes, alegando superlotação da casa, o que era verdade.

Para tentar dar uma solução imediata, a Secretaria de Justiça decidiu, atabalhoadamente, transferir os presos para o presídio de Campo Maior, que ainda nem havia sido inaugurado. Rapidamente, a Defensoria Pública mobilizou-se para fazer uma inspeção no local e constatou que lá não havia condições de receber os presos.

TRANSFERÊNCIA

Diante do laudo da Defensoria, a Sejus decidiu, então, transferir os detentos para a penitenciária de Altos. Nova movimentação para mudar os presos de lugar, operação que sempre oferece risco de fuga e atos de violência.  A determinação de levar os presos para o recém-construído presídio de Campo Maior provou ter sido um ato precipitado e sem planejamento, apenas para dar uma satisfação à sociedade.

 

MUDANÇA DE NOME

Por fim, depois de devolver os presos que havia recebido horas antes, o novo presídio de Campo Maior perdeu também o nome original que lhe havia sido atribuído. Os críticos de plantão não perdoaram a escolha do nome do prêmio Nobel da Paz, Nélson Mandela, para batizar uma penitenciária. Justo Mandela, que sofreu tantos anos, injustamente, confinado em um presídio. Outra vez, o secretário de Justiça, Daniel Oliveira, voltou atrás e logo tratou de postar um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas e solicitando a sugestão de um nome que possa ser atribuído ao presídio localizado na terra dos carnaubais. Menos improviso e mais planejamento, por favor!

 

 

Piauí fica em 25° lugar em qualidade de vida

O Piauí ficou em 25° lugar, entre os 27 estados da federação, no ranking que avalia os estados com melhor qualidade de vida do país. A pesquisa foi feita pela Macroplan com base no Índice dos Desafios da Gestão Estadual, que avalia 28 indicadores, agrupado em nove áreas: saúde, segurança, gestão pública, educação, juventude, infraestrutura, condições de vida e desenvolvimento social e econômico.

Os estados recebem notas de zero a um. Quanto mais próximo do numeral um, melhor o desempenho apresentado. O estado considerado como o que apresenta melhores condições  de vida é São Paulo, seguido de Santa Catarina. O Piauí obteve nota 0,489, ficando à frente apenas dos estados de Alagoas e Maranhão. Fonte: Revista Exame.

 

 

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