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Piauí espera receber R$ 311 milhões do pré-sal

Com as finanças no vermelho e o atraso no pagamento a fornecedores e pessoal terceirizado, o Piauí sonha agora com a perspectiva de receber o dinheiro referente à cessão onerosa do leilão do pré-sal, que deve chegar a R$ 311 milhões. Não resolve a crise do Estado, evidentemente, mas dá um suspiro. Esse dinheiro deve ser empregado em investimentos e para cobrir as contas da previdência.

Apesar da esperança de receber mais de R$ 300 milhões, o governo ainda entende que ficou no prejuízo porque, segundo o governador, a expectativa era de que o Piauí fosse contemplado com R$ 464 milhões. A verdade é que, até então, todo o dinheiro obtido com o petróleo ficava para os municípios e estados produtores, só agora está havendo essa partilha entre os demais.

O mega lielão da cessão onerosa está marcado para o dia seis de novembro e é o maior a ser realizado na extração de óleo e gás, com arrecadação prevista de R$ 106,6 bilhões, caso todas as áreas sejam arrematadas.

Novo plano de ordenamento para Teresina

O acentuado crescimento horizontal de Teresina já causa uma série de problemas para a administração municipal. O maior deles é o alto custo de manutenção para levar serviços básicos como coleta de lixo, calçamento, rede de esgoto, transporte, educação e saúde a esses bairros. O orçamento municipal, que já é pequeno, fica ainda mais apertado.

Para tentar diminuir o impacto desse espraiamento urbano, a Prefeitura elaborou o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, que consiste em estabelecer normas e incentivos para condensar a população nas áreas onde já existe infraestrutura.  A ideia é aproveitar  os terrenos ainda disponíveis no centro da cidade, assim como em outros bairros já consolidados e atendidos por serviços essenciais, para a construção de edifícios residenciais.

Os empreendimentos imobiliários que resolveram investir nessas áreas já ocupadas receberão incentivos municipais. Por outro lado, os bairros mais afastados ou localizados em áreas de proteção ambiental, receberão uma série de limitações e tributação para quem se aventurar a construir por lá. Não que seja proibido, mas o construtor terá que arcar com os custos de levar a infraestrutura  até a obra.

É uma forma de condensar a cidade para torná-la mais funcional e sustentável, com menos deslocamentos, facilitando a vida das pessoas e da gestão pública. A concentração de moradias perto dos serviços e do trabalho traz benefícios para toda a cidade, defende o prefeito Firmino Filho.

STF prepara o desmonte da Lava Jato

O Brasil que foi às ruas pedir moralidade pública e o fim da corrupção assiste, estupefato, à movimentação do Supremo Tribunal Federal para desmontar o trabalho da Lava Jato. Os ministros da mais alta Corte do país trabalham deliberadamente para rever decisões e prisões impostas a réus condenados em pelo menos duas instâncias por desvio do dinheiro público.

Pela primeira vez na historia do Brasil, a população viu a elite econômica e política do país ser presa por embolsar o dinheiro que deveria ser destinado à educação, saúde e infraestrutura dos brasileiros. Quando a operação completou exatos cinco anos, já contabilizava 242 condenações, atingindo 155 pessoas e obtendo a devolução de R$ 2,5 bilhões à Petrobrás. Ainda há R$ 13 bilhões a serem recuperados para o Erário a partir de acordos de leniência firmados com a justiça.

Tudo ia correndo bem demais no curso da moralidade. Mas agora o Supremo entendeu que é hora de pisar no freio dessa escalada contra a corrupção e se prepara para votar, ainda este ano, uma série de medidas que pode revogar as prisões já decretadas, fazendo a festa dos corruptos.

Já tem gente solta por conta do entendimento de que o delatado deve falar depois do delator; o próximo passo é rever a prisão após a condenação em segunda instância. Pouco a pouco, vai voltando tudo aos moldes de antes, quando a pátria mãe era subtraída em tenebrosas transações. É hora de o povo acordar e voltar a ocupar as ruas batendo panelas.

O milagre que nasceu no galinheiro

No próximo domingo, dia 13, o Brasil vai parar para acompanhar a cerimônia de canonização da Irmã Dulce, a santa dos pobres. Mulher pequena, de saúde frágil ( ela chegava a dormir sentada por causa dos problemas respiratórios), agigantava-se na defesa e no cuidado com os pobres, sem se importar de onde vinham e qual fé professavam. Para ela, eram todos filhos de Deus e isso bastava.

Ao perceber que muitos pobres não tinham acesso à assistência médica, improvisou uma enfermaria no espaço que era ocupado pelo galinheiro, aos fundos do convento. E, milagrosamente, essa pequena sala de atendimento transformou-se em um hospital de 40 mil metros quadrados, que possui mil leitos e realiza uma média de 3 milhões de atendimentos por ano.

Além da fé inesgotável, a pequena Irmã Dulce tinha uma capacidade de trabalho impressionante. Quando precisava fechar as contas no fim do mês, não se acanhava de bater na porta dos ricos e poderosos da Bahia, como fazia com Antônio Carlos Magalhães. Ela não professava nenhuma ideologia político-partidária, mas se precisasse recorrer aos políticos para ajudar os seus necessitados, não se intimidava. E todos a respeitavam e não ousavam sequer em sonhar pedir declaração de apoio político.

Irmã Dulce morreu aos 78 anos. Domingo, um dia depois da celebração de Nossa Senhora Aparecida, o Papa Francisco a proclamará Santa, após a comprovação do milagre atribuído a ela, que permitiu que um homem de 50 anos, que havia perdido a visão há 14, voltasse a enxergar. Será a nossa santa contemporânea. A mulher que venceu todo tipo de adversidade para construir uma obra social fantástica, digna do aplauso e do reconhecimento não só do Brasil, mas agora, também, do Vaticano.                                                                                                                                                                                             

Maternidade vira caso de justiça

Os graves problemas estruturais e de gestão da Maternidade Dona Evangelina Rosa deixaram de ser uma questão apenas das gestantes e profissionais que trabalham naquela casa de saúde e tornaram-se uma preocupação da justiça. A 5ª Vara da Justiça Federal, atendendo a pedido dos Ministérios Público Federal e Estadual, determinaram uma série de procedimentos a serem adotados com urgência pelo governo, sob pena de multa estimada em R$ 200 mil.

As determinações são para a execução imediata das obras de reforma, que não poderão se estender a mais de 60 dias por setor, a contar da data da intimação; imediata conclusão da Unidade de Terapia Intensiva; encaminhamento dos recém-nascidos que estão irregularmente no centro cirúrgico para maternidades do município e concurso público para preenchimento de vagas.

Há tempos que a Maternidade Evangelina Rosa, que já foi referência no atendimento de alta complexidade do Piauí, enfrenta problemas gravíssimos. O padrão de excelência do passado foi trocado por uma casa de saúde com estrutura comprometida, infiltrações, sujeira, falta de insumos básicos e pagamentos atrasados. Tudo isso transforma em dor um momento que deveria ser de alegria para as mães.

A nova maternidade que está sendo construída na zona leste arrasta-se a passos de tartaruga, sem que se possa prever quando será concluída, se tomarmos como exemplo outras obras públicas.

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