Cidadeverde.com

Ministério Público recomenda suspensão da reforma na Frei Serafim

Foto: Roberta Aline

O canteiro central da Avenida Frei Serafim voltou a ser palco de discussão, desta vez com a participação do Ministério Público do Estado. A promotora Gianny Vieira de Carvalho, da 24ª Promotoria de Justiça de Teresina, expediu recomendação para que a Prefeitura se abstenha de “construir, reformar, ampliar ou efetuar qualquer tipo de intervenção de ordem urbanística, artística, arqueológica ou paisagística na Avenida Frei Serafim, sem as devidas licenças e autorização judicial”.

A preocupação ressaltada pelo MP é de preservar o patrimônio histórico cultural da principal avenida da cidade, bem como limitar os impactos urbanísticos e evitar possíveis agressões ao meio ambiente. Não é a primeira vez que a tentativa de intervenção no canteiro central da avenida resulta em polêmica.

A Prefeitura de Teresina está com um projeto pronto para implantação de terminais de ônibus no canteiro da Frei Serafim, a fim de dar seguimento à integração dos ônibus. Os novos terminais não são iguais aos já instalados em outras avenidas da cidade. No caso da Frei Serafim, eles seriam construídos com base em uma estrutura metálica e revestido por blindex para dar mais leveza e não comprometer o conjunto urbanístico da avenida.

Por enquanto, o projeto está parado na Prefeitura, mas, segundo os gestores, já foi licitado e dispõe das licenças necessárias para que seja executado. Urbanistas de um modo geral e a própria população já se manifestaram de forma contrária a qualquer tipo de intervenção que descaracterize a avenida mais bonita e arborizada da capital piauiense.

MPF faz recomendação para que candidatos não realizem comícios ou caminhadas

Foto: TRE/PI

Procurador Leonardo Cavalcante

O Ministério Público Federal expediu uma recomendação a todos os partidos eleitorais e candidatos ao pleito municipal deste ano para que sigam rigorosamente os protocolos sanitários, a fim de diminuir a disseminação do novo coronavírus. Ontem, o Piauí registrou 14 mortes provocadas pela Covid-19 e o MPF teme que ocorra aqui o mesmo que está acontecendo no Estado do Amazonas, que vive um recrudescimento no número de casos da doença.

O documento assinado pelo Procurador Regional Eleitoral Leonardo Carvalho Cavalcante de Oliveira foi embasado nas informações da Divisa – Diretoria da Unidade de Vigilância Sanitária Estadual e baseada no protocolo do Comitê de Operações Emergenciais do Estado. Nele, o procurador lista algumas determinações que devem ser seguidas tanto pelos partidos quanto pelos candidatos.

  1. Os candidatos e partidos devem se abster de promover, incentivar, realizar, participar ou permitir que se realize qualquer ato de campanha que resulte em aglomerações, incluindo comícios, carreatas, passeatas, caminhadas, bandeiraços e reuniões. A campanha deve ser feita, preferencialmente, de forma virtual.
  2. As visitas aos eleitores devem ser feitas com um número máximo de cinco apoiadores para evitar aglomerações. Os candidatos não devem entrar no interior da casa, limitando-se aos espaços da calçada, jardim ou varanda, quando houver. E todos devem estar usando máscaras de proteção facial. 4-
  3. Partidos e candidatos devem orientar os seus simpatizantes para o devido cumprimento das normas estabelecidas pelos protocolos de saúde.

Estas recomendações valem para o primeiro e segundo turnos das eleições municipais. As campanhas políticas têm contribuído para o aumento do número de casos da Covid-19 por proporcionarem a concentração de pessoas sem o distanciamento mínimo necessário. Algumas até sem o uso obrigatório das máscaras.

Veja documento na íntegra

Força Tarefa e OAB-PI se unem para fiscalizar processo eleitoral

A Força Tarefa Popular, coordenada pelo advogado Arimateia Dantas, está de volta para fiscalizar a transparência do pleito municipal no próximo mês de novembro. O movimento está em campo com a campanha “Compromisso Eleitoral com a Transparência e Participação Popular para o Controle e Combate à Corrupção”.

A proposta é estimular a sociedade civil a fiscalizar e denunciar atos ilícitos durante o período da campanha eleitoral e, também, no dia da votação. As marchas organizadas pela Força Tarefa percorrem os municípios piauienses orientando a população e pedindo que ela participe ativamente para evitar a corrupção eleitoral.

A OAB-PI está apoiando a Força Tarefa e vai promover um debate com entidades da sociedade civil organizada, instituições públicas e privadas na próxima sexta-feira, 30, às 9h, na sede da OAB para discutir estratégias de controle popular sobre o processo eleitoral, a fim de garantir eleições limpas para a escolha dos próximos dirigentes e legisladores municipais.

 

Segunda onda da Covid-19 ameaça Europa

Em março deste ano, o mundo assistiu, atônito, à pandemia do novo coronavírus se espalhar pelos países europeus, levando ao fechamento completo –  o lockdown – de cidades turísticas onde costumava haver um movimento intenso de pessoas nas ruas, parques, bares e restaurantes. Ainda hoje, ecoa na memória as imagens dos caixões empilhados no norte da Itália ou na Espanha. Inesquecível também é a imagem do Papa Francisco caminhando solitário na Praça de São Pedro, em plena Semana Santa, o ponto alto das celebrações católicas.

Aos poucos, a rotina parecia ter voltado ao normal com o controle do número de novos casos da doença. Lojas, museus, escolas e restaurantes começaram a abrir, o que coincidiu com o verão europeu e as pessoas voltaram às ruas em busca de sol e liberdade.

Mas agora a Europa vive o pesadelo temido pelos infectologistas, com a chegada da segunda onda da doença. A Itália voltou a decretar medidas rígidas, como horário determinado para fechamento de bares e restaurantes. Países como a França, a Espanha e Portugal também já impõem medidas restritivas aos seus moradores diante do avanço da doença.

Não se sabe ainda se é uma nova cepa do vírus que está em circulação ou se é a mesma que apenas aguardava o afrouxamento das regras de distanciamento social para se alastrar outra vez de forma oportunistas. Do primeiro semestre para cá, os médicos já aprenderam muito sobre as formas de tratamento da Covid-19, mas ela continua a ser letal. E até que a vacina, ou as vacinas em estudo, seja aprovada, a população terá que conviver com as medidas de proteção aprendidas na fase mais crítica da pandemia

No Brasil, o estado do Amazonas apresenta um recrudescimento da doença que preocupa as autoridades médicas, como uma possível segunda onda. É bom os demais estados colocarem as barbas de molho e se anteciparem ao problema para que não aconteça o mesmo no restante do país.

Vacina de Oxford apresenta resultados positivos entre idosos

A semana começa com uma notícia promissora vinda do Reino Unido. A vacina contra Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica sueca AstraZeneca, mostrou resultados positivos na imunidade de idosos e adultos jovens. Os idosos, como se sabe, constituem grupo de risco para a doença. Portanto, uma resposta de imunização satisfatória nessa faixa etária anima bastante não só os pesquisadores como a população do mundo inteiro.

Os resultados da fase 2 da pesquisa que levaram a essa conclusão já foram comunicados à Organização Mundial da Saúde – OMS – e devem ser publicados brevemente nas revistas científicas. Os testes realizados até agora ainda não são comprobatórios de total segurança e eficácia, mas os primeiros resultados são promissores até o momento.

Assim que for aprovada, a vacina será destinada prioritariamente aos profissionais de saúde e idosos (pessoas acima de 65 anos), uma população calculada em 5,4 bilhões de pessoas. Serão necessárias duas doses da vacina para que haja a imunização. Por isso mesmo, a OMS acha que a vacinação em massa da população contra a Covid-19 só acontecerá em 2022.

Mas só em saber que já no próximo ano os primeiros grupos começarão a ser vacinados já é um alento, porque, com isso,  vai aumentando a imunidade global e restringindo a circulação do vírus.

Posts anteriores