Cidadeverde.com

Paulo Márcio recusa convite para assumir FMS

O cardiologista Paulo Márcio, diretor do Hospital Universitário do Piauí, não aceitou o convite feito pelo prefeito Dr. Pessoa para assumir a presidência da Fundação Municipal de Saúde, em substituição ao  médico Gilberto Albuquerque. Paulo Márcio comunicou sua decisão ao prefeito hoje de manhã, na sede do Palácio da Cidade.

O diretor do HU agradeceu o convite feito pelo Prefeito, mas ponderou que vai concluir sua gestão à frente do hospital até 2024. Antes de conversar com o Dr. Pessoa, Paulo Márcio esteve reunido com o reitor da UFPI, Gildásio Guedes, que pediu para que o médico continuasse seu trabalho no hospital universitário.

O cardiologista ainda se colocou à disposição do prefeito para ajudá-lo no que for possível, mas sem vínculo com o Executivo Municipal. O cardiologista é o segundo médico a recusar o convite do Prefeito para assumir a Fundação Municipal de Saúde. Antes dele, o ex-diretor do HGV Carlos Iglézias, também já havia recusado o convite.

Prefeito formaliza convite a Paulo Márcio para assumir FMS

A coluna apurou que o prefeito Dr. Pessoa já fez o convite formal ao diretor do Hospital Universitário, médico Paulo Márcio, para assumir a presidência da Fundação Municipal de Saúde. No encontro, ocorrido hoje de manhã no Palácio da Cidade, o cardiologista ponderou que só assumiria o desafio se tivesse autonomia completa na gestão, não apenas do ponto de vista financeiro como da composição da equipe.

Foto: Renato Andrade

O médico Paulo Márcio propôs formar uma equipe com técnicos da Universidade Federal do Piauí para promover uma reforma completa na gestão da saúde municipal. Na conversa, ele teria dito ao prefeito que tem conhecimento da realidade atual da saúde do município e das inúmeras dificuldades enfrentadas na rede hospitalar. E que, para assumir esse desafio, precisa ter independência para trabalhar com liberdade, a fim de promover as mudanças necessárias que possam garantir uma saúde de qualidade aos teresinenses.

Além da experiência como diretor do Hospital Universitário, o médico Paulo Márcio goza de prestígio junto à bancada federal do Piauí. Segundo apurou a coluna, o senador Marcelo Castro disse ao médico que se comprometia em alocar recursos para a saúde do município para ajudá-lo na sua gestão, caso ele venha mesmo a assumir a presidência da FMS.

O prefeito e o médico voltam a conversar ainda esta semana sobre as condições colocadas pelo Dr.Márcio e para bater o martelo sobre a sucessão na FMS.

 

Piauí é o estado brasileiro com mais mortes por acidentes com motocicletas

Os acidentes de trânsito no Piauí aumentaram tanto nos últimos anos que acabaram por se tornar um problema de saúde pública, e de grande proporção. Dados do Ministério da Saúde revelam que no ano passado foram registradas 871 mortes por acidentes com veículos no Estado, o que significa uma média de duas vidas perdidas por dia. Desse total, 538 - ou seja, 62% - envolveram motocicletas.

As estatísticas mostram ainda que de cada dez mortes por essa causa, nove das vítimas eram homens (88%), e a maioria com idade entre 20 e 49 anos, justamente na fase mais produtiva da vida. O Piauí possui a maior taxa de mortalidade por acidentes com motocicletas em relação aos demais Estados brasileiros. São 16,6 mortes por cada grupo de 1000 habitantes.

Como se não bastasse a perda irreparável dessas pessoas, ainda há o custo altíssimo com internação e tratamento para os feridos que, muitas vezes, ficam com sequelas irreversíveis. O dinheiro empregado para tratar acidentados de trânsito poderia ser empregado no tratamento de doenças como infarto, AVC e câncer, por exemplo.

Os acidentes, pelo menos na proporção que existem hoje, podem e devem ser evitados.  E este é o tema do seminário que ocorre hoje à tarde, promovido pelo CIATEN – Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados, para discutir e apresentar soluções para reduzir os acidentes com motocicletas. O seminário vai acontecer na sede do Ministério Público do Estado, na Avenida Lindolfo Monteiro, a partir das 14h.

Sinal amarelo para a Covid-19 em Teresina

Foto: arquivo Cidadeverde.com

O Comitê de Operações Emergenciais de Teresina elevou de verde para amarelo o nível de transmissão dos casos de Covid-19 na capital piauiense. A cor verde significa baixa transmissão, enquanto a amarela revela um nível médio de transmissibilidade. Os dados são referentes à 48ª semana epidemiológica.

Na última semana avaliada, o número de casos confirmados aumentou 74%. Três mortes foram registradas no mesmo período, e a quantidade de hospitalizações passou de 17 para 28, o que fez com que a Fundação Municipal de Saúde reativasse uma ala do Hospital Mariano Castelo Branco, na zona norte, exclusivamente para atendimento a pacientes com Covid-19.

Como consequência do aumento acentuado dos casos de Covid em Teresina, o aumento pela procura por testes RT-PCR aumentou 33%. E a taxa de positividade desses testes saltou de 29% para 44%.

Em razão desses números, a Fundação Municipal de Saúde reforça o apelo para que os teresinenses completem o esquema vacinal.

Posts anteriores