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Brasil mais perto do equilíbrio fiscal

O governo saiu mais uma vez vitorioso no segundo turno da votação da PEC da Previdência. Por 370 votoas a 124, o texto-base encaminhado à Câmara foi aprovado já na madrugada de hoje. A perda de votos favoráveis à reforma com relação ao primeiro turno foi de apenas nove votos. Mas a batalha segue hoje com a votação dos chamados destaques supressivos, já que agora não dá mais para alterar a proposta, apenas retirar alguns pontos.

A oposição ainda bate na tecla de itens como as pensões. Pelo texto aprovado, os pensionistas receberiam apenas 60% do valor do benefício, com a garantia de que ninguém receberá menos que o valor de um salário mínimo. Os que se opõem ao projeto querem retirar esse item para assegurar o valor integral da pensão. O governo faz esforço concentrado, inclusive com a demissão temporária de três dos seus ministros para que participem da votação e garantam os votos necessários para deixar o texto tal qual foi aprovado. Se não houver mais qualquer alteração, a economia prevista é de R$ 933,5 bilhões.

Depois da tramitação na Câmara Federal, o texto da reforma segue para o Senado, onde ainda deverá passar pela Comissão de Constituição e Justiça e votação também em dois turnos. Na Câmara alta, a Proposta de Emenda Constitucional precisa de, pelo menos, 49 dos 81 votos. O governo está confiante. E o Brasil está otimista com a perspectiva de deixar para trás os anos de profunda recessão econômica. Mas ainda são necessárias outras ações, como a votação da MP da Liberdade Econômica nas duas casas até o dia 10 de setembro e, na sequência, a votação da reforma tributária. Só então, conseguiremos respirar um pouco mais aliviados.