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Correndo atrás do prejuízo

Depois da divulgação de que o Nordeste havia recebido apenas 2,2% dos financiamentos da Caixa Econômica Federal, os parlamentares resolveram se mobilizar para protestar contra a discriminação sofrida pela região. Justamente por ser mais pobre, o Nordeste deveria ser contemplado com mais recursos para que a grande desigualdade regional existente hoje começasse a diminuir. Mas o preconceito existente contra “os paraíbas”, como denominou, pejorativamente, o Presidente Bolsonaro contra os nascidos aqui, só faz agravar ainda mais a situação.

Ontem, o deputado federal pelo Piauí, Júlio César (PSD), líder da bancada do Nordeste, participou de uma reunião com o presidente da Caixa , Pedro Guimarães, junto com outros dez deputados e mais cinco senadores para cobrar uma explicação do banco quanto à restrição de créditos para a região.

Os parlamentares saíram de lá com a informação de que o percentual destinado a obras e investimentos nordestinos já havia passado para 8%. Ainda irrisório, diga-se de passagem. No entanto, ficou acertada a formação de um grupo de trabalho para acompanhar, mês a mês, o aporte de verbas do banco público aos projetos do Nordeste.

O deputado Júlio César aproveitou para reclamar que, no caso do financiamento dos projetos municipais, 90 prefeituras do Piauí se inscreveram, mas, até agora, apenas os municípios de Oeiras e Francinópolis foram contemplados. Sem distribuição justa de dinheiro, o fosso que separa o Nordeste das regiões Centro, Sul e Sudeste só irá se aprofundar.

 

Privilégio indevido

A sociedade não consegue entender, com justificada razão, por que um homem cruel, capaz de assassinar a própria filha, uma menina indefesa de apenas cinco anos, é premiado com uma folga para passar o dia dos pais em liberdade. Não se entende sequer como alguém com esse perfil pode ser chamado de pai. Pai ama, cuida, protege. Pai de verdade defende os filhos dos bandidos e, se preciso, dá a vida por seus rebentos. Perfil completamente inverso ao do assassino Alexandre Nardoni, que jogou a pequena Isabela do sexto andar do edifício onde morava.

O mesmo raciocínio vale para Suzane Von Richthofen. Quem mata seus pais barbaramente, e por motivo torpe, não tem por que ganhar o benefício de passar o dia dos pais em liberdade. O pai dela foi condenado à prisão perpétua do sepulcro por ela própria. Então, é de se perguntar: é assim que se faz justiça?