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Centro formador de revoltas

No dia 31 de julho, o governo do Estado já havia decretado  situação de emergência no Centro Educacional Masculino (CEM) de Teresina. Emergência não resolvida explodiu em um motim no início da tarde de ontem. Os adolescentes que se encontravam na unidade atearam fogo nos colchões e destruíram equipamentos lá dentro. Dessa vez, não houve vítimas. Os prejuízos foram apenas materiais.

Os problemas do CEM tornaram-se crônicos. O Centro deveria servir para que adolescentes infratores cumprissem medidas socioeducativas, o que não acontece. Amontoados em quantidade superior ao permitido pelo espaço, eles condições precárias e distantes do que se imagina como um centro de recuperação, os rapazes que estão por lá dedicam-se a promover rebeliões, motins, brigas internas, fugas. É nisso que se transformou o CEM.

Passados três anos de internação, tempo máximo permitido por lei para apreensão de menores infratores, os quase adultos saem de lá ainda mais revoltados e violentos, já que não houve política efetiva que permitisse a sua recuperação ou educação. Esse modelo de punição aos adolescentes que cometem crimes precisa ser revisto. Como está, só os torna piores.