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Teresina tem pressa

Talvez por ser muito nova, afinal 167 anos representam quase nada quando se trata da existência de uma cidade, Teresina tem pressa em crescer. Para usar uma expressão do professor Cineas Santos, a capital piauiense é “novidadeira” e isso pode ser constatado por quem tira um pouquinho do seu tempo para observar a cidade e seus costumes. O novo de ontem já virou antigo hoje.

O desenho urbano traçado no seu planejamento ficou restrito ao centro porque logo a cidade procurou novos espaços e tratou de se espalhar para as zonas norte, sul, leste e sudeste. O mesmo só não aconteceu a oeste por causa da barreira geográfica imposta pelo Rio Parnaíba. E à medida que ia crescendo para os lados, crescia também verticalmente, buscando alcançar o céu com seus edifícios que se multiplicam na mesma velocidade dos sonhos dos que os constroem ou habitam.

Sim, a cidade que nasceu do sonho de um homem segue seu destino, realizando os sonhos dos homens e mulheres que sucederam Saraiva, até transformarem-se na matéria que lhe dá vida e forma. E assim, Teresina  está sempre correndo em busca do seu destino, como o Rio Poty corre até chegar ao Parnaíba e os dois seguem juntos em direção ao mar.

E o destino de Teresina parece ser mesmo a  educação. Pouco a pouco, esta  vai se firmando como a vocação natural de Teresina, a capital brasileira com maior nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Não por acaso, nossos candidatos são temidos nos concursos de todo o país, nossos alunos, de escolas públicas e privadas, ganham ouro nas medalhas de conhecimento e as universidades se multiplicam por aqui, revelando uma cidade que pulsa na batida do conhecimento. Afinal , quem tem pressa de crescer tem sede de saber.

P.S. A foto que ilustra este texto é do genial Juscel Reis, que tem um olhar privilegiado para retratar as mais belas imagens da cidade.