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Arrancada da economia

Se, politicamente, o governo vai mal, até mesmo por conta do comportamento adotado pelo presidente Bolsonaro, que insiste em declarações desastrosas, na indicação do filho para ocupar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos ou em interferir de forma autoritária em órgãos de controle como a Polícia Federal e a Receita Federal, a economia vai deslanchando em um cenário promissor.

Ontem, duas notícias animaram o setor: a aprovação da Medida Provisória da Liberdade Econômica no Senado e a divulgação da lista das estatais que devem entrar no programa de privatizações. A MP da Liberdade Econômica precisava ser aprovada, no máximo, até a próxima terça-feira para não perder a validade. Os senadores aprovaram, mas retiraram a possibilidade de trabalho aos domingos e feriados como previa o texto original. O governo já sinalizou que pretende encaminhar um Projeto de Lei autorizando o trabalho nesses dias.

Ficou mantida, porém, a permissão para que os bancos abram aos sábados, como acontece nos Estados Unidos, por exemplo. Aliás, no território norteamericano algumas agências funcionam até mesmo no domingo, em horário especial. A proposta da MP é desburocratizar o ambiente de negócios, facilitando a vida dos empreendedores para estimular a economia.

Em outra ponta, o governo apresentou a lista com as nove estatais que devem  ser privatizadas, incluindo Eletrobrás, Correios, Porto de Santos, Casa da Moeda, Serpro  (Serviço Federal de Processamento de Dados), Dataprev. A intenção é de vender até mesmo ações do Banco do Brasil, desde que o governo permaneça com o controle acionário. Ou seja, pouco a pouco, o governo vai cortando gorduras e perdendo peso para ceder espaço à agilidade e leveza da iniciativa privada.