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Falta dinheiro para pesquisa, mas sobra para política.

O Brasil está vivendo uma situação financeira delicadíssima, que pode levar até mesmo à suspensão de alguns serviços públicos federais por falta de dinheiro.  Boa parte das instituições já consumiu, até o mês de  julho, praticamente todo o orçamento disponível para o ano inteiro. E ainda faltam quatro meses para concluir 2019.

Segundo levantamento publicado esta semana pela Revista Veja, o risco de paralisação na emissão de CPF e na restituição do Imposto de Renda, por exemplo, á altíssimo. Já a emissão de passaportes, fiscalização de rodovias federais e financiamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida correm risco considerado alto de serem suspensos.

Diante do quadro, o Congresso autorizou um déficit de 139 bilhões no Orçamento anual de 2019. O Ministério da Ciência e Tecnologia já não dispõe mais de dinheiro para pagar as bolsas do CNPQ  ( Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), comprometendo o futuro da pesquisa no país e interrompendo o sonho de milhares de jovens que desejam progredir na carreira e contam com o valor dessa bolsa para seguirem adiante com os estudos.

No entanto, chama a atenção que, apesar de uma crise de tamanha proporção, quando falta dinheiro para setores fundamentais para o progresso do país, o Brasil destine R$ 2,5 bilhões para o Fundo Partidário, que é a verba pública destinada aos partidos. Ou seja, enquanto a população é penalizada com a suspensão de serviços que deveriam estar sendo prestados, o dinheiro público corre frouxo para que os políticos façam campanha e voltem a ludibriar o eleitor com promessas falsas de uma vida melhor caso sejam eleitos.