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Piauí tem 36 obras paradas em saneamento

O retrato do atraso no Brasil pode ser medido pelo investimento em obras de saneamento, essenciais para a saúde da população. Levantamento feito pelo Jornal O Estado mostra que a área de saneamento possui cerca de R% 13,5 bilhões em contratos de obras paradas em todo o país. Desse total, a maior parte, o equivalente a R$ 12,6 bilhões são de obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

Para piorar, a maior fatia das obras paralisadas encontra-se na região Nordeste, justamente a que mais precisa desse tipo de investimento. No Piauí, há 36 obras nessa situação, sendo 21 delas de responsabilidade da Funasa; 14 do PAC; e 1 da Caixa Econômica Federal.

Aqui em Teresina, a coleta de esgoto atinge apenas 31% da cidade. Se, na capital do Estado, esse serviço só cobre um terço da população, nem precisa fazer muito esforço para imaginar como está a situação no interior. Quanto ao serviço de abastecimento de água, a meta da concessionária é atingir a universalização na cidade no prazo de 16 anos.

Energia

Foto: Equatorial

Outro serviço essencial que precisa ser ampliado para gerar desenvolvimento é o de energia elétrica. A empresa que venceu a concessão nessa área, a Equatorial Piauí, informou que a empresa terá que devolver R$ 22 milhões por causa do que deixou de ser investido no Programa Luz para Todos. Um prejuízo imenso, pago duas vezes. Primeiro, pelas famílias que ficaram sem o serviço; segundo, pelo dinheiro que terá de ser devolvido.

A boa notícia fica por conta dos investimentos que estão sendo feitos para ampliar e melhorar o fornecimento de energia elétrica. Aqui em Teresina, está sendo construída uma subestação com 12 km de rede de distribuição e 4 alimentadores, com investimento de R$ 10 milhões. Essa subestação vai atender os bairros da zona sul e, especialmente, as empresas instaladas no Polo Industrial daquela região.

Mais ao norte,  está sendo construída uma linha de transmissão de 73 km de extensão entre as cidades de Piripiri e Esperantina, beneficiando 13 municípios. No sul do Estado, as novas subestações de Cerrados, Quilombo e Cristino Castro estão em andamento para estimular a produção e o crescimento econômico da região.

Foi preciso que a iniciativa privada assumisse esses setores essenciais para que as obras finalmente começassem a andar e a população pudesse ter acesso a serviços que já deveriam existir há muito tempo.