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Ninguém se interessa pelo Centro de Convenções

No Piauí, há algumas obras que se tornam emblemáticas por sua lentidão e ineficiência. E se tem uma que representa bem  esse quadro é a de recuperação do Centro de Convenções, iniciada ainda no distante ano de 2007. Lá se vão doze anos para uma obra de recuperação, que não deveria demorar mais que doze meses.

A última tentativa de reinaugurar o Centro de Convenções, conforme prometido, com um auditório para 1.200 pessoas, salas para mini cursos, espaços para congressos e eventos diversos, foi por meio de uma Parceria Público Privada. O governo do estado elaborou o edital e anunciou com entusiasmo que, finalmente, o Centro de Convenções iria funcionar novamente, mas, para surpresa dos gestores, ninguém se interessou pela proposta. Também pudera: além de assumir o restante da obra e responsabilizar-se pela sua manutenção, a empresa teria que fazer um aporte inicial de R$ 12 milhões. Resultado: volta à estaca zero e o governo vai ter de refazer o edital, admitindo a possibilidade de reduzir o investimento inicial.

Enquanto isso, a obra permanece parada, desgastando-se com o tempo e figurando na paisagem da Avenida Marechal Castelo Branco como um mastodonte. Em 2014, a recuperação chegou a ser retomada, mas teve seu contrato rescindido. De acordo com dados oficiais, faltam de 5% a 10% do serviço para ser concluído. Mas o governo não consegue finalizar uma obra tão importante para a capital do Piauí que, longe do litoral, tem seu turismo concentrado na realização de feiras, negócios e congressos.