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Correndo atrás do prejuízo

Quando os órgãos de controle externo trabalham unidos,  as investigações são mais bem sucedidas. Este é um dos segredos da Rede de Controle, formada por órgãos como a Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e seus representantes estaduais. Foi o cruzamento de dados entre essas instituições que levou à Operação Topique, responsável por descobrir a fraude que vinha sendo realizada nos contratos para transporte escolar com recursos públicos federais.

Hoje cedo, no desdobramento da Operação, agora denominada Satélite, a Polícia Federal, com o apoio de dez auditores da CGU, esteve no Palácio de Karnak e no Centro Administrativo para recolher documentos e computadores que forneçam mais informações sobre o esquema que, segundo o que foi apurado até agora, teria desviado pelo menos R$ 50 milhões.

Os contratos eram celebrados com sobrepreço, beneficiando agentes públicos e empresários, e prejudicando, lógico, os alunos, a quem os recursos são destinados. Se o Estado paga mais do que deveria para um serviço, inevitavelmente, vai faltar para estender esse mesmo serviço a um maior número de crianças. É por isso que ainda há estudantes sendo transportados em veículos tipo pau-de-arara, sem a menor segurança.

Esses criminosos que desviam dinheiro público parecem não ter aprendido nada com a Lava Jato. O Brasil está cansado de roubalheira e exige apuração e punição rigorosas para quem desvia o suado dinheiro do contribuinte. Aliás, este foi um dos temas do discurso do Presidente Jair Bolsonaro, ontem, na abertura do encontro das Nações Unidas em Nova York. Que ele faça cumprir a sua palavra.