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A vez das privatizações

O governo decidiu acelerar a agenda econômica neste segundo semestre. Com a aprovação da Reforma da Previdência praticamente fechada, chegou a hora de botar em prática o plano de desestatização. Dezessete empresas já estão listadas para passarem para o comando da iniciativa privada, entre elas a Casa da Moeda, a Serpro ( Serviço Federal de Processamento de Dado), os Correios e a Eletrobrás.

Finalmente, o Executivo descobriu que não é um bom gestor e que, se é para dar prejuízo ao contribuinte e  ainda oferecer um serviço de má qualidade, melhor repassar para quem sabe administrar e ganhar algum dinheiro com isso. Muita gente no Brasil ainda torce o nariz quando ouve falar em privatização, como se isso fosse algo profano. Puro preconceito. Ao longo do tempo, a experiência tem provado que o que passou para as mãos da iniciativa privada começou a funcionar de forma bem mais eficiente. Quem se lembra da dificuldade que era adquirir uma linha telefônica quando o governo comandava o setor da telefonia? Hoje, as operadoras adulam o consumidor e ainda oferecem várias modalidades de plano com desconto. Nada melhor que a concorrência para estimular o mercado.

Sem dinheiro para oferecer serviços básicos como segurança, educação ( que chegou a ter seus recursos bloqueados no primeiro semestre) e saúde, o governo vê nas privatizações uma boa oportunidade para assegurar o caixa e, de quebra, melhorar a prestação desses serviços. Fica o Estado com a função de regular o mercado, impedindo abusos e lesões ao consumidor. Além do mais, boa parte dessas estatais funcionava como balcão de empregos e moeda de troca com partidos políticos interessados em dilapidar o patrimônio público, a exemplo do que aconteceu com os Correios.

Com o Estado enxuto, a administração tende a ganhar mais agilidade, focando no que é de responsabilidade essencial ao poder público e acaba com padrinhos políticos que dominam estatais como se fossem um feudo particular para que possa tirar proveito próprio. A Nação agradece.