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Mancha de óleo afeta pesca e turismo no Nordeste

A exemplo do que aconteceu com as queimadas na Amazônia, o governo minimizou o problema e demorou a despertar para as consequências do derramamento de óleo nas praias do Nordeste. As primeiras manchas da borra de petróleo surgiram no finzinho do mês de agosto, no litoral da Paraíba. Em setembro, elas já se espalharam por outros estados, com maior intensidade em Pernambuco e Sergipe, atingindo também outros estados, inclusive o Piauí.

Só ontem, o presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista coletiva para falar sobre as providências que o governo está tomando, a fim de identificar os responsáveis e conter a expansão desse desastre de enormes proporções ambientais e econômicas. Nesta época do ano, as tartarugas marinhas põem seus ovos na praia, mas os filhotes estão sendo recolhidos imediatamente por projetos e ONGs ambientais porque eles não conseguiriam passar por uma dessas manchas de óleo e morreriam presos ali mesmo.

Toda a cadeia alimentar marinha fica comprometida; pescadores estão acumulando prejuízos incalculáveis com a suspensão da pesca de peixes e moluscos. O turismo também está prejudicado porque nenhum banhista com o mínimo de juízo se arrisca a pôr os pés em uma praia contaminada por um derivado de petróleo.

Por enquanto, a  única coisa que se sabe é que o produto não é de origem brasileira. Ontem, o presidente falou de uma série de possibilidades sobre o que teria causado esse desastre, sem uma resposta conclusiva. O mais urgente agora é formar uma força tarefa conjunta entre os governos municipal, estadual e federal para limpar as praias e evitar que as correntes marítimas puxem o óleo novamente para o mar.