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O milagre que nasceu no galinheiro

No próximo domingo, dia 13, o Brasil vai parar para acompanhar a cerimônia de canonização da Irmã Dulce, a santa dos pobres. Mulher pequena, de saúde frágil ( ela chegava a dormir sentada por causa dos problemas respiratórios), agigantava-se na defesa e no cuidado com os pobres, sem se importar de onde vinham e qual fé professavam. Para ela, eram todos filhos de Deus e isso bastava.

Ao perceber que muitos pobres não tinham acesso à assistência médica, improvisou uma enfermaria no espaço que era ocupado pelo galinheiro, aos fundos do convento. E, milagrosamente, essa pequena sala de atendimento transformou-se em um hospital de 40 mil metros quadrados, que possui mil leitos e realiza uma média de 3 milhões de atendimentos por ano.

Além da fé inesgotável, a pequena Irmã Dulce tinha uma capacidade de trabalho impressionante. Quando precisava fechar as contas no fim do mês, não se acanhava de bater na porta dos ricos e poderosos da Bahia, como fazia com Antônio Carlos Magalhães. Ela não professava nenhuma ideologia político-partidária, mas se precisasse recorrer aos políticos para ajudar os seus necessitados, não se intimidava. E todos a respeitavam e não ousavam sequer em sonhar pedir declaração de apoio político.

Irmã Dulce morreu aos 78 anos. Domingo, um dia depois da celebração de Nossa Senhora Aparecida, o Papa Francisco a proclamará Santa, após a comprovação do milagre atribuído a ela, que permitiu que um homem de 50 anos, que havia perdido a visão há 14, voltasse a enxergar. Será a nossa santa contemporânea. A mulher que venceu todo tipo de adversidade para construir uma obra social fantástica, digna do aplauso e do reconhecimento não só do Brasil, mas agora, também, do Vaticano.