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Agora é a vez dos Estados e Municípios

Por 60 votos a 19, onze a mais que o mínimo necessário, o Senado aprovou ontem à noite uma das reformas mais aguardadas pelo governo e pelos setores produtivos do país. A Reforma da Previdência já é uma realidade, embora ainda faltem ser votados quatro destaques apresentados.

Nenhum país conseguiu ir adiante sem o necessário ajuste das contas públicas, que passam pelos números da previdência social. Alemanha, França e Espanha, por exemplo,  já fizeram suas reformas e elevaram a idade mínima para aposentadoria para 65 anos, com perspectiva de aumentar para 67, nos próximos anos. A Grécia não quis fazer o dever de casa e acabou afundando em uma gravíssima crise econômica.

O Brasil demorou um pouco, mas acabou convencido de que não havia outro remédio, já que a população está envelhecendo e, cada vez mais, há menos jovens para bancar a aposentadoria de quem já alcançou esse benefício. Mas ainda há um gargalo que ficou de fora e que compromete seriamente as finanças: a reforma dos Estados e Municípios, cuja esperança agora é entrar em uma PEC paralela.

Se os Estados e Municípios não entrarem no jogo, então, teremos feito um enorme esforço para uma reforma de meia tigela. A política de equilíbrio fiscal tem de valer para todos os entes federativos. O primeiro passo foi dado e agora temos de avançar para outras reformas, como a tributária, para podermos sonhar com um 2020 melhor .