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Os perigosos caminhos da América Latina

Se a situação de instabilidade já era preocupante na América Latina, com a miséria na Venezuela, os conflitos no Chile, a questionada eleição na Bolívia, os problemas do Peru, agora tende a piorar com a eleição de Alberto Fernández, na Argentina. Representante do populismo peronista, Fernández tem como vice a ex-presidente Cristina Kirschner.

A economia do continente tende a se fragilizar ainda mais, o que preocupa o Brasil, importante parceiro comercial da Argentina. O país vizinho enfrenta sérias dificuldades econômicas, que necessitam de um governo austero, disposto a cortar gastos e a tomar algumas medidas impopulares para reequilibrar as finanças. O estilo do grupo que chegou ao poder pelas eleições realizadas ontem é totalmente diferente, muito mais afeito à gastança desordenada, o  que deve acentuar ainda mais as desigualdades e carências do país.

A situação não anda nada fácil abaixo da linha do Equador. Com a política e a economia fragilizadas e desacreditadas, os acordos comerciais com os blocos dos países desenvolvidos tornam-se mais distantes. O Brasil ainda está em vantagem, apesar de atravessar uma recessão sem precedentes, que chegou a deixar 14 milhões de brasileiros sem emprego.

Se a condução da política anda trôpega por causa das trapalhadas da família número 1, pelo menos a economia começa a dar sinais de recuperação. A Reforma da Previdência já foi aprovada e agora, espera-se, o Congresso deve começar a trabalhar sobre as reformas tributária e administrativa. Tomara que a economia não seja atropelada pelas disputas partidárias, mais interessadas em jogos de poder do que em colocar o país no trilho outra vez.